Poesias que falam de Olhos
O Reflexo Misterioso entre Olhares
O mistério que reflete dos olhos, como se estivesse diante de um espelho; os mistérios dentro do íntimo, que para o observador, também são mistérios por serem para ele desconhecidos — um misterioso reflexo que quem observa não poderá decifrá-lo. Apenas quem o tem terá a chance de desvendá-lo.
Olho o mundo com os olhos da inocência,
Onde cada detalhe vira poesia.
Viver é um presente sagrado e bonito,
E amar é transbordar essa doce energia.
Sou loba, sou rastro de luz no caminho,
Sou o afeto que acolhe e que abraça o irmão.
Seja bem-vindo ao meu mundo de paz,
Onde a vida pulsa na alma e no coração.
---------- Eliana Angel Wolf
ESPLENDOR DOS IPÊS
Meus olhos lacrimejam pó
Minha garganta seca dá dó
Minhas pernas trêmulas dão nó
No horizonte tênue, cinza e pó
Estamos em agosto, que desgosto!
Estação seca das arvores tortas
Das flores e folhas mortas!
Do céu sem nuvens, descem vendavais
Formam redemoinhos de poeiras infernais
Estalos de galhos soltos criam asas latentes
Balanceiam como peraltas ambulantes
A mercê das correntes constantes...
Olho a imensidão dos eixos Sul e Norte,
Que unem as extremidades das asas do Plano Piloto
Onde carros apressados passam sem perceber
Do seu interior a beleza efêmera e tênue dos Ipês!
O roxo e o rosa enchem as retinas, bonito de se ver,
O amarelo é ouro e atraí abelhas e beija-flores
O branco é o símbolo da paz, que colosso!
A natureza nos brinda com esplendor
O destaque denso e um colorido revelado
Que se escondem na noite de um céu estrelado
E na manhã seguinte, o espetáculo bonito de se ver,
As explosões coloridas dos exuberantes Ipês!
Sinceramente
O mundo é o que eu vejo
Quando abro a janela
O horizonte a fugir de meus olhos
O chão que me convida a andar
A solidão é o que eu não posso tocar
Com o coração
Mesmo abraçando com as mãos
Meu corpo é só um porto no mundo
Onde eu descanso
Ou morro de solidão
Sinceramente
Meu corpo é um mundo vasto
Que minha alma não cansa de explorar
Hoje meu coração está ferido.
Ferido por não ser notado por você.
Você, com esses olhos castanhos,
faz com que o amor que sinto
se torne infinito,
mesmo que não seja correspondido.
E ainda assim,
eu permaneço aqui,
sabendo que para você
eu sou apenas uma pessoa invisível.
— C.N
Mãe,
Declaro observando os olhos seus,
você representa muito bem o Nosso DEUS.
ELE te colocou aqui,
para nos amar, nos educar e nos fazer feliz!
Guardinha ao longe apitando,
meus olhos te flertando,
que no teu rosto se perdeu...
Meu corpo cansado,
relaxando em seus braços,
outra vez anoiteceu!
A Interação com o Lúdico através da Expressão dos Seus Olhos
Ela tem lindos olhos tão expressivos e emocionantes que fazem interagir com o lúdico, e não demora muito para que um sonho desperto aconteça e o brilho cativante do seu olhar passe a ser um portal para um outro mundo — um belo recanto especial, onde a realidade e o surreal têm um encontro profundo.
Pode ser chamado também de um paraíso poético — um lugar de sentimentos fervorosos; lá, a beleza fica exposta com um ar de mistério; a intensidade é naturalmente grandiosa, fica mais interessante a cada verso, interação e vivência, que conseguem pausar o tempo; logo, com ela, todo instante vale a pena.
Diante dela, até a brevidade de uma noite passa a ser extensa, quando as horas vão passando bem devagar e nem a escuridão mais densa consegue diminuir a reluzência do seu charme e do fogo da sua essência — em cenários de romantismo e poeticidade, unindo as vontades à veemência; a viveza da criatividade.
Isso posto, posso dizer com certeza que sonhar acordado por causa da expressão intensa do seu olhar, não deixa que acordar cedo da ludicidade seja a escolha certa, e sim ocorra graças a uma interrupção indesejada, que nem passa pela cabeça; portanto, ela é influência rara, lúdica, poética, cuja presença não se compara.
Fecho os olhos e só escuto barulhos!
Vejo um monte de formigas opérarias, indo de um lugar ao outro, existindo.
Elas não escolherem estar aqui, mas se é para estar, que tenho algum sentido. O movimento ilude o tempo.
Atravessarei o tempo, vencerei o sofrimento
Só para os meus olhos te encontrar
Através do amor, atrás da minha flor
Te buscarei voando sobre esse enorme mar.
QUIMERA FEMININA
O cruel coração sentiu toda a tragédia...
Sim! Ela me olhava com dois olhos brilhantes que armazenavam a luz, dois olhos ardentes de desejos, enquanto eu viajava deles para eles, fingindo estar calmo e adormecido, sentindo o calor do vulcão atrás deles...
Fitado ali, na profundidade, no vão da imaginação, vagueando o olhar na transparência ou opacidade de um vestido de organza, aquele tecido lhe tocando macio e vestindo aquela pele rosada e indefesa, tão singela, cobrindo a visão do céu em um ser tão hostil em sua essência, cheia de horrores...
Logo após, vagueei pelo deserto do sonho e voltei sem nada, apaixonado, suspirando, transpirando e apertando os espinhos...
Rosimara Saraiva Caparroz
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Peço piedade das batidas
que vêm forte do seu coração.
Pois os seus olhos castanhos
continuam me olhando com ar de traição.
— Ainda mais se você olhasse no fundo dos meus olhos… me encarando desse jeito.
— O que aconteceria?
— Ia ficar sem graça.
— Só isso?
— Não… provavelmente eu esqueceria tudo que queria dizer.
— E depois?
— Depois eu acabaria roubando um beijo seu antes que a coragem fosse embora.
No Silêncio da Lua e da Flecha
Na mata onde o tempo dorme,
Oxóssi vigia com olhos de caça,
Arco tenso, flecha firme,
Respira o segredo que a floresta abraça.
A lua derrama prata no rio,
Que serpenteia entre raízes e sombras,
E ali, na beira, com cuia e calma,
Uma filha da terra recolhe as ondas.
Seu gesto é antigo como o vento,
Seu silêncio, um canto sem som,
Ela sabe que a água tem memória,
E que a noite é mais do que escuridão.
No espelho do rio, uma lótus se abre,
Como se o mundo respirasse em flor,
Oxóssi observa, sem romper o instante,
Guardião da vida, do saber e do amor.
Entre flechas e folhas, entre lua e mulher,
A floresta sussurra o que não se vê:
Que o sagrado vive onde há respeito,
E que o espírito dança onde há fé.
Teus olhos são como a areia do deserto
Amarelos como o sol
Faróis que refletem a iluminação diurna e noturna
São mel e castanha
Você é o meu solo
Cor de argila, cor de barro.
Mãe dos vegetais
Verde é a minha cor,
Onde nasci, o que vi e vivi
O que sou, quando nasci
Como o canto das florestas.
Um pássaro verde nos uniu
Nas tuas raízes eu repousei
Como uma folha solta ao vento
Nas asas da minha liberdade
Encontrei você.
Meu doutorando de plantas
É como se o éter tivesse ouvido o eco dos meus pensamentos e das minhas mãos ao digitar aquele livro...
Você chegou como um resplandecente cometa.
A ânsia de aprender de tudo
Tem me deixado cada vez mais solitária
Abro os olhos e enxergo a bagunça disso tudo
E questiono a mim mesma por que escolhi tamanho fardo?
Há o seus olhos
Expressante e delicados
Tão fantasticos que brilham
Combinando com seu sorriso
E seu jeito de menina mulher
De simplicidade e simpatia
Seus labios minha tentação
Um desejo fora de noção
Me entusiasmo quando fala
Seu sotaque me impressiona
E o destino me decepciona
Queria eu ter a conhecido um pouco antes
Talvez não seria platônica esta paixão
Esse desejo pelo sabor do seu beijo
E a vontade de te colocar em meus braços
E te proteger deste mundo cruel
De te namorar de manha, a tarde e a noite
E puder tirar do seu rosto
Os mais belos sorrisos e ouvir
Os mais deliciosos gemidos
De amor e prazer.
A como eu queria que nada disso
fosse platônico.
Estou amando um homem muçulmano
E ele é tão doce
Seus olhos me contemplam
Ele ama a natureza
Ama rosas
Ele faz coisas para me agradar
Ele me fala para descansar
Ele traz comidas para mim de forma gentil e preocupada
Ele dança
Ele sorri com seus amigos
Ele faz as suas orações e sorri pra mim
Ele fala que somos doces
Seu nome faz reverência a Allah
Ao seu lado, eu contemplo o vento nas folhas
Ele não bebe álcool
Ele não come carne de porco
Ele me coloca em seus braços
Ele ama a chuva
Chove e ele roda comigo na chuva em seus braços
Com ele, eu aprendi a amar coisas que antes não amava
Com ele, eu sinto prazer, tenho vontades
Com ele, eu me ilumino
Ele é cientista
É perfeccionista
Ele não tenta me convencer sobre Allah
Porque as montanhas que eu via aos oito anos de idade me falam sobre esse agora.
Os maus nunca verão a face de Deus, pois seus olhos estão cegos pela sombra.
Os maus não herdarão a terra, mas os mansos, os justos, os puros de coração receberão como herança o solo fértil e a paz eterna.
Os maus jamais conhecerão a mente de Deus, nem sentirão o pulsar do Seu coração, porque a sabedoria é revelada apenas aos humildes.
Os maus não serão sábios, não tocarão a beleza que nasce da luz, não entrarão no Reino que é eterno.
Os maus nunca serão plenamente felizes, pois a alegria verdadeira não nasce da injustiça, nem floresce no coração endurecido pela maldade.
Os maus jamais conhecerão a paz interior, porque a felicidade não se constrói sobre o ódio, nem se sustenta na mentira e na violência.
Mas os bons, os que caminham na verdade, os que semeiam justiça e amor, estes serão chamados filhos de Deus, estes habitarão para sempre na Sua presença.
E os bons, os que amam e perdoam, os que buscam a verdade e praticam a justiça, estes encontrarão a felicidade que não se perde, estes viverão na plenitude da vida, porque em Deus está a fonte da alegria eterna.
