Poesias que falam de Olhos
Um coração ferido ainda sabe amar, mas ama com olhos atentos, não entrega tudo de uma vez, mas também não fecha as portas, ama com sabedoria.
Quem atravessa a noite com os olhos abertos aprende que a aurora não é escolha, é promessa escrita nas frestas da madrugada.
A luz intensa do farol feriu meus olhos, dividindo a noite e revelando a verdade nua de dez mil almas emudecidas.
Há noites em que a cidade me parece um sopro cansado. Luzes que piscam como olhos que fingem não ver. Caminho entre rostos apressados e penso no que perdi. Perder também é aprender a medir o valor do que resta. E quando volto, minha casa me recebe com ternura de objeto amado.
O brilho nos olhos de quem sofreu muito não é luz, é o reflexo da lâmina que a vida usou para nos lapidar até que não sobrasse nada além do essencial. Somos diamantes feitos de pressão e escuridão, brilhando apenas para quem tem a coragem de olhar para o abismo.
Meus olhos já viram tanta coisa desmoronar que hoje eu desconfio até das montanhas, esperando que elas também revelem sua natureza de areia a qualquer momento. A impermanência é a única constante, a única verdade que o tempo não consegue desmentir com suas promessas de eternidade.
O brilho nos olhos de quem já perdeu tudo e começou do zero tem uma intensidade diferente, um fogo que não depende de combustível externo, mas de uma brasa interna que aprendeu a queimar mesmo debaixo da chuva mais torrencial que a vida pôde enviar.
O brilho nos olhos de quem recomeçou do zero carrega uma intensidade singular, uma força silenciosa, independente das circunstâncias, sustentada por uma determinação interna que transforma desafios em evolução e consistência em resultados.
Não há nada mais firme que os olhos abertos de uma mulher quando enfim consegue enxergar que o que tinha era dependência emocional por um traste.
Os valores reais e verdadeiros no mundo são fisicamente invisíveis aos olhos, mas visíveis internamente no sentimento.
Vivemos em um mundo onde a maioria das pessoas vive um sono profundo, dorme de olhos fechados, dorme de olhos abertos; e nunca acorda para a realidade, pois a realidade é um despertador silenciado pela mentira.
Em nosso pequeno universo a hipocrisia e a falsidade andam juntas lado a lado que diante dos olhos oferecem sorrisos e te chamam de amigo, mas quando estão na sua própria ausência te rouba e te esfaqueia;
Seus olhos são Esmeralda que me provocam na equação dos meus passos... Calculando a medida desmedida do meu coração;
Olhos e mente travam um duelo incessante; desse embate nasce um profundo abismo entre o óbvio e o abstrato.
Nos olhos dela, tudo se revela, cada estrela no céu é como um lembrete do seu amor que vai além do tempo e espaço, pois dentro dela há um universo de amor.
A paixão encanta os olhos, mas a convivência revela o caráter. O tempo mostra aquilo que o encanto esconde. Se quiser conhecer alguém antes que a vida revele tudo, converse com os pais.
A verdade não se anuncia: sussurra entre as fissuras do cotidiano, onde olhos apressados jamais ousam olhar. E quem tenta agarrá-la, seguro de si, descobre que tudo o que se prende escapa, deixando apenas o eco do que nunca pôde ser dito.
A cidade, à noite, respira como um animal ferido: suas janelas acesas são olhos que não dormem, vigias de uma solidão partilhada em silêncio; e quem ousa escutar esse murmúrio subterrâneo descobre que toda vida urbana é feita de fantasmas que caminham ao lado dos vivos, pedindo apenas a dignidade do esquecimento.
O espelho não mente sobre nossa aparência, porém nossa alma possui reflexos que apenas os olhos da compaixão conseguem verdadeiramente decifrar e compreender.
