Poesia que falam de Olhar
'ANTES'
Antes,
o olhar cintilante.
Fitava noites sem despedidas.
Tudo trivial como às seis da manhã.
E os infinitos alvoreceres,
invadindo a alma sob a frágil porta fatigada...
Antes,
o corpo navegante.
Velejava as portas do mundo.
Aprendiz colecionando borboletas,
corridas de ruas.
Sem memórias nas mãos...
Hoje,
a vida dissonante,
desencanta sensações de outrora.
Espalha ruídos,
sentimentos perdidos.
Anseia-se banhos de chuvas,
abraços constantes,
areias no mar...
'SOLO'
Levanto o olhar e não avisto as frondosas árvores de outrora.
Apenas máquinas e homens subalternos.
Traçando suas trilhas sob o solo que os sustentam.
Dementes por destruição.
Com suas minas e pás causando tragédia,
catástrofes do homem ambição...
Sopeado por milhares de pessoas,
o cheiro da terra é infértil.
Estampando ser capazes de escolhas,
mas na verdade são apenas traços,
criados por uma cultura inventada e uma Terra transformada,
latente...
Um homem distorcido tenta se formar na tentativa que o equilíbrio retorne,
generoso como antes,
pré-histórico.
Porém,
no asfalto,
esboços brotam calor,
igual a um pedaço do inferno,
que fecunda a cada geração.
O solo já não é o mesmo,
respiramos evolução,
e o bordão são ciclos modificados,
mal arados,
sem deuses para proteção...
'HOJE É O DIA'
Hoje é o dia para mudanças.
Plantar esperanças no peito distorcido.
Olhar para o mar e abraçar o infinito...
Olhar às cegas para o sol,
e esquecer do amanhã.
Sem proposições e sem beleza...
Aniquilar a tristeza a ferro e fogo.
Desdobrar-se em melodias.
Esquecer as fadigas do dia a dia...
Hoje é excepcional.
É o tempo escorrendo nas mãos.
Sejamos menos banal e mais irmãos...
O tempo não pára.
É roda dentada encaixando-as uma a uma,
transcorrendo clara como a lua paira...
O hoje se vai sem que percebamos.
Na loucura da correria,
estamos menos humanos...
Com palácios,
mas sem teto para os abraços.
Sem laços para as verdadeiras amizades...
Tudo depende de vontade.
De estraçalhar o presente em liberdade.
Aumentar o tempo enquanto há tempo no hoje...
Hoje é o dia!
Para despertarmos a isso.
Pense nisso como as águias...
Fitando as miragens e montanhas ao longe.
Não existe rainha.
Tampouco rei...
Somos todos plebeus,
Pena não vislumbrarmo a tempo esses fatos.
O hoje tem que ser lembrado...
Não jogue ao lado uma história.
Pense nisso!
E tente ser feliz propagando sorrisos...
Não perca o curso das águas.
Esqueça as mágoas.
Difunda esse mar que existe em você...
'JANELA II'
A vida sempre leva,
o olhar p'ra vida aquarela,
janelas embaçadas.
Palco - pessoas cruas-,
não veem o clarão da lua.
Andam a despedaçar-se.
É o olhar circular,
"a vida pendurada na janela."
Corações crus,
fixados nas ruas desertas...
Bebe-se uma tequila,
a fome é lembrar dela:
pobre vida!
Na madrugada ornamentando sequelas.
Recriando canções,
há de sonhar com elas,
bravejando capelas,
sons oblíquos,
imensidão que não se vê...
Mudanças no tempo,
cancelando querelas.
Invisíveis nos olhos,
- a tal janela -.
E como se perdem!
Sem quê e sem porquês.
Ela tem atiradores,
sabor perspectiva p'ro mundo,
forma nas tempestades.
A janela só tem sentido fechada...
'RODADA'
Desesperançados pelas madrugadas
O olhar veemente [de todos] pede rodadas de Ilusão nas veias
Sem ceias de profusão à mostra
Sem respostas imediatas
Algumas pitadas de desilusão nos fins de semana
Vai deixando a vida menos ´monótona...
Fardos de subterfúgios nas costas replicando visões decaídas
É disso que todos precisam: viver menos!
Mais uma rodada de ilusão por favor!
- Sem pedaços de percepção
Precisamos cair no chão como sempre
Pois foi de lá [sem querer] que todos viemos...
Rodeados de amigos nas horas incertas
As rodadas sempre acabam uma após uma
Os camaradas também [se vão]
Espalhando confusão para quem assiste ao lado de fora
Talvez alguns não voltem
- Quem se importa?...
Tentamos aniquilar a vida tediosa
Pouco importa a aparência de zumbi
Somos guaranis nas selvas esquecidas
Homicidas nas rodadas diárias que nos mantêm vivos
Intrusivos
Tal qual espécies isoladas
Sinônimos de extinção...
Seu olhar, um céu estrelado,
Onde a alma se perde, encantada.
Seu sorriso, um raio de sol,
Que aquece meu coração, faz meu mundo florir.
Ass Cícero Lyra
Minha verdade (meu olhar)
Autor: Nyll Mergello
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Minha verdade está
Além de palavras convincentes
De mera filosofia
Ou alienações psíquicas*
É preciso mais que isso
Para me encontrar
Quer me enxergar além?
Então
Sonde o abismo do meu olhar
Perscrute meu coração
E talvez encontre o que procura
Lá dentro, em algum lugar
Minha mente é blindada
Sou como um tiger
À prova de fogo e dor
Frio como um android
Indiferente a Foucault,
Nietzsche e Freud
Quer me enxergar além?
Então
Sonde o abismo do meu olhar
Perscrute meu coração
E talvez encontre o que procura
Lá dentro, em algum lugar
Um olhar, uma expressão... Pra que palavras? O coração se expressa de tantas maneiras... Basta querermos compreender o porquê das coisas mais simples. O significado vai estar lá, desmistificado e sem rodeios. Porque expressão e significado são intrínsecos e homogêneos.
SENTIMENTOS NO OLHAR
Como? A Essência da verdadeira moral consistiria em captarmos nos olhos as consequências mais próximas e mais imediatas de nossas ações para outros e decidirmos de acordo com elas?
Basta um simples olhar para mostrarmos nossas compaixões e paixões; ódio e amores; tristeza e felicidade; inimizade e amizade, apesar de não serem todos os que podem conter estas afinidades especiais de telepatia. Todas as vezes que isto ocorrer os dois sentirão um arrepio e se perguntarão: Porque isto está ocorrendo?
Isto é apenas uma moral estreita, se é que é uma moral: mas parece-me um pensamento mais alto e mais livre olhar também por sobre estas consequência mais próximas e, em certas circunstâncias, promover fins mais afastados talvez através do sofrimento de um ou de ambos. Por exemplo, promover o conhecimento, também a despeito da compreensão de que, proximamente e de imediato, nossa liberdade de espírito lançará ao outro duvidas, aflição ou coisa pior.
Mas já isto será um aumento da felicidade -- Por último, se até mesmo isto.... mas aqui, mais nenhuma palavra! Basta um olhar, e vós me entenderás.
É quando a vida mais parece em trevas
Que devemos erguer a cabeça, olhar para o alto...
E contemplar as estrelas!
Se desatino, tropeço
Me perco em seu olhar, em sua boca me despeço
No peito um grito
Agonia
Papel
Um verso
Nos mares frios
Solidão
Submerso
Em sua face, o avesso obscuro
Obsesso
Caminhando sobre o muro
Incertezas me entorpecem
O vento me acalma
Sinto-me seguro
E dos beijos que outrora me abraçaram
Saudades "senti" no futuro
Brilhante lua no céu
Noites de inverno
O frio e o vazio de mãos dadas dançam
Cantando "aqui em baixo nada é eterno"
Expresso o que sinto
Lágrimas
Caneta
Folha de caderno
Não é vontade
Necessidade
A crio hoje ilusão
Enquanto verdade.
BOM DIA MEUS BONS AMIGOS!!!
Que este novo amanhecer
seja de delicadezas:
no olhar
no falar
no receber
no amar
no agradecer...
Que neste novo amanhecer
possamos até abençoar!
mel - ((*_*))
Jesus está disfarçado em sua casa..... Observe com o coração e deixe de olhar seus próximos com defeitos..
Família que Reza Unida, Permanece Unida..
Nada se compara ao seu lindo olhar seu sorriso magestoso.
Maravilhoso ser que brilha durante o dia e resplandesce durante a noite que nesse mundo de trevas vc è a luz de minha esistencia.
"...e me vi num olhar de um pássaro,
foi aí que percebi que o mundo
é mais lindo do que eu imaginava,
mas o homem com sua ganancia
é que está destruindo tudo,
então eu vi a tristeza em seu olhar!!
(Sueli E. Santo)
Felicidade é olhar
dentro do olho
de uma criança,
que mesmo sem
mais esperança,
nunca se cansa
de sorrir...
AMOR DE MENTIRA!
Um coração que se atira
num olhar que lhe invade
de um beijo que transpira
com um gosto de saudade
quando o amor é de mentira
não se cuida de verdade.
Tão belos olhos profundos
Tão intenso teu lindo olhar
Tão deleitosa tua boca, querido.
Tão macia no ato de se beijar.
Aquele olhar marcante dele;
Aqueles olhos penetrantes;
Aqueles músculos definidos;
Aquele contraste entre as cores, os tons;
Aquelas bochechas macias;
Aquele “sinal” na pele;
Aquelas mãos tão... Incomuns;
Aquela expressão pensativa;
Aquela mania de estar sempre com fones;
Aquele gosto por Halls;
Aquele jeito fofo e másculo ao mesmo tempo;
Aquela carinha quando está triste;
Aquele meu batimento cardíaco mais rápido;
Aquele meu frio no estômago;
Aquela vontade de beijá-lo;
Aquela vontade de estar perto dele;
Aquela necessidade de falar com ele;
Aquele meu jeito estúpido quando estou perto dele;
Aquele sorriso tão bonito;
Aquele meu pensamento nele;
Aquela boca tão... Desejada por mim.
Ao relento da existência
Caminha ao léu, pensamento lento, olhar fixo ao céu do eterno firmamento, o velho, sentindo a brisa suave e lisa a deslindar-lhe novo linimento na breve lufada dum divino vento. E nessa brincadeira, ideias mensuradas filosofam fatos verídicos ainda que sejam derradeiras. O velhote andarilha sobre a estrada de poeira com muita idade, sobre o sábio cangote com o qual já não mais parvoeira de cima de seu camarote. São anos de estradas, montes, mares, filhos e netos, e mais encruzilhadas e outros motes a lhe conferirem preciosos dotes. Ninguém sabe de sua sagacidade vivida em grandes cidades. Torna-se tão importante que; já ninguém lhe nota a invisibilidade. Fica leve mais que a brisa, não mais sofre das dores ignóbeis, pois, é apossado de espírito nobre. Não sente mais medo, tampouco da morte em seus intrincados segredos, se vai dormir tarde, ou levantar mais cedo. Torna-se atemporal ao ter ciência de sua impaciência de ser mais um ser mortal. Seus valores mudam como mudam os dos demais importantes senhores, ao se tornarem jograis de seus próprios estertores.
Nasce frágil o iluminado, com muito cuidado cresce pela vida em flor, forma-se doutor, erra, acerta, porém, aprende a dizer amém. E isso não é pra quem quer, e sim pra quem tem a ação de fazer acontecer o bem. Angaria muitos bens, muito além de seus ideais, mas o tempo assola, a ferrugem rola, a traça o seu diploma enrola, resta-lhe uma velha e cansada carcaça por esmola, a qual lhe enche de tamanha graça, pois, dos seus bens se desvencilha. Assim continua sua feliz jornada, além desta ilha, enquanto o tempo avança além do aquém ao qual o nirvana lança sua grande maravilha.
jbcampos
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