Poesia Paraíso de José Paulo Paes
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José Paulo Paes (1926-1988) foi um importante poeta, ensaísta, tradutor e crítico literário brasileiro. Nascido em Taquaritinga, no interior de São Paulo, tomou gosto pela leitura com o avô, que era livreiro. Formou-se em Química e trabalhou muito tempo na indústria farmacêutica, mas nesse meio-tempo começou a escrever poesias. Com o tempo, abandonou a carreira e dedicou-se à literatura e ao mercado editorial, onde trabalhou por 25 anos. Algumas de suas obras são "Um por todos", "Poemas Para Brincar", "A poesia está morta mas eu juro que não fui eu" e "Socráticas".
Se esta rua fosse minha,
eu mandava ladrilhar,
não para automóveis matar gente,
mas para criança brincar.
Se esta mata fosse minha,
eu não deixava derrubar.
Se cortarem todas as árvores,
onde é que os pássaros vão morar?
Se este rio fosse meu,
eu não deixava poluir.
Joguem esgotos noutra parte,
que os peixes moram aqui.
Se este mundo fosse meu,
Eu fazia tantas mudanças
Que ele seria um paraíso
De bichos, plantas e crianças.
