Poesia Felicidade Fernando Pesso
O Estado Manejador parte do reconhecimento de que o desenvolvimento de uma sociedade não depende exclusivamente da liberdade dos agentes econômicos, nem da capacidade interventiva do poder público, mas da qualidade das instituições que organizam as condições de interação entre indivíduos, empresas e organizações.
É finalidade do Estado Manejador assegurar condições institucionais nas quais a liberdade possa produzir desenvolvimento, a concorrência possa estimular inovação e os recursos públicos possam ser empregados com responsabilidade e eficiência.
Somos o espelho do cosmos: a matéria do universo que despertou consciência para contemplar sua própria existência.
O verdadeiro enriquecimento ilícito ocorre quando o infrator lucra mais descumprindo a lei do que respeitando os direitos dos cidadãos.
Talvez não seja possível ensinar um adulto a ser bom, digno e honesto. Porque caráter não se ensina como uma lição: apreende-se na consciência e revela-se nas escolhas.
Liberdade talvez não seja ter todas as possibilidades, mas ser capaz de aceitar a perda de todas elas.
"Somos pequenos reis, sentados em nossos tronos, resguardados em nossos palácios, apoiados em uma única verdade absoluta: enquanto penso, ainda existo."
A imperfeição e a ignorância criam a ilusão da separação; é desse solo que brota o apego ao ego, alimentando a engrenagem que sustenta a hierarquia do mal.
O nome Neurogênese Arquetípica foi escolhido porque ele sintetiza perfeitamente o nascimento da psique humana, rastreando o caminho exato que vai do nosso código biológico mais profundo até o nosso comportamento social definitivo.
"Não somos propriedade de deuses, nem acidentes da matéria; cada consciência é um axioma eterno do cosmos, um elemento fundamental da realidade que nenhuma força superior pode reivindicar ou aprisionar."
O mecanismo de compensação do narcisista consiste em usar a ilusão de superioridade como remédio diário para anestesiar uma dor crônica de inferioridade.
A superioridade de um modelo de Estado não se mede pela extensão do poder que concentra, mas pela capacidade de criar condições para que a sociedade prospere com liberdade, responsabilidade e continuidade.
O Sintropismo, enquanto fundamento filosófico da concepção de Estado, propõe que a organização política seja orientada à ampliação contínua das capacidades humanas, produtivas e institucionais, sem desconsiderar os limites materiais, jurídicos e econômicos da ação coletiva.
A promessa de imortalidade ou salvação transcendente pode tornar determinados sacrifícios materiais psicologicamente mais aceitáveis.
O maior perigo de uma sociedade não está necessariamente em desejar sua própria destruição, mas em acreditar que a destruição é o caminho inevitável para sua salvação.
Para alcançar o mundo idealizado, um indivíduo pode apoiar a destruição das condições que sustentam sua própria existência.
Por que indivíduos e sociedades podem se tornar emocionalmente comprometidos com um futuro idealizado a ponto de apoiar decisões que destroem as condições necessárias para alcançá-lo?
A qualidade de uma política econômica não deve ser medida apenas pelo volume de recursos que distribui ou economiza, mas pela sua capacidade de ampliar a produtividade, preservar a estabilidade e produzir resultados sustentáveis.
O que acontece com uma sociedade quando a promessa de um futuro perfeito se torna mais importante do que a preservação da vida no presente?
Quando uma coletividade passa a interpretar a deterioração da realidade como condição necessária para a realização de um ideal transcendente, pode desenvolver padrões de decisão que reforçam as próprias ameaças que deveria combater.
