Poesia Felicidade Fernando Pesso

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Quero, um dia, poder dizer às pessoas que nada foi em vão... que o AMOR existe, que vale a pena se doar às amizades a às pessoas, que a vida é bela sim, e que eu sempre dei o melhor de mim... e que valeu a pena!

Adriana Britto

Nota: Trecho de um poema muitas vezes atribuído, de forma errônea, a Mário Quintana.

Nunca deixe que alguém te diga que não pode fazer algo. Nem mesmo eu. Se você tem um sonho, tem que protegê-lo. As pessoas que não podem fazer por si mesmas, dirão que você não consegue. Se quer alguma coisa, vá e lute por ela. Ponto final.

Nunca deixe que ninguém lhe diga que não pode fazer algo. Se tem um sonho deve protegê-lo. Quando alguém não pode fazer algo diz que você não pode fazer também. Se quizer algo, Vá atrás.

Definição de poesia

Um risco maduro de assobio.
O trincar do gelo comprimido.
A noite, a folha sob o granizo.
Rouxinóis num dueto desafio.

Um doce ervilhal abandonado
A dor do universo numa fava.
Fígaro: das estantes e flautas –
Geada no canteiro, tombado.

Tudo o que para a noite releva
Nas funduras da casa de banho,
Trazer para o jardim uma estrela
Nas palmas úmidas, tiritando.

Mormaço: como pranchas na água,
Mais raso. Céu de bétulas, turvo.
Se dirá que as estrelas gargalham,
E no entanto o universo está surdo.

Boris Pasternak
My Sister - Life

Poesia da Vida

A vida é uma poesia

Preste atenção aos pequenos sinais,
as entrelinhas da poesia da vida.
Sim, a vida é uma bela poesia,
que tem seus momentos trágicos,
tem seus dramas e sentimentos confusos,
mas tem muita comédia, alegria e amor,
que dependem mais dos seus olhos
do que dos fatos em si…

Como poesia, a vida conta com a natureza
que se mostra linda e cheia de cores
para alegrar o seu dia.
Pássaros que cantam, flores que se abrem,
perfumes delicados, cheiro de terra molhada,
o orvalho que lembra as lágrimas da lua,
e você, a obra perfeita de Deus,
que tem tudo isso a sua disposição,
para viver e fazer da vida,
um caminho de transformação, de conquistas,
sem esquecer jamais da ternura,
de colocar o principal ingrediente no seu dia,
para que tudo seja cada vez melhor:
o seu amor.

Então, em meio a poesia da vida,
deixe o seu amor vazar pelas ruas,
abrace mais, ligue para alguém
e diga o quanto ela é importante para você,
exprima o seu amor, fale, grite,
nada é mais poderoso que o amor,
e nada é mais poético que a vida,
que te convida em um verso que diz:
Vem!
Vem, mas vem sem medo de ser feliz!

Neste mundo em que toda a informação,
música, cinema e poesia
dão a volta ao mundo em questão de segundos,
sucessos efêmeros aparecem todos os dias,
e por isto nunca foi tão salutar seguir a caminhar
como os mais velhos e mais sábios:
devagar e sempre.

Na casa defronte de mim e dos meus sonhos,
Que felicidade há sempre!

Moram ali pessoas que desconheço, que já vi mas não vi.
São felizes, porque não são eu.

As crianças, que brincam às sacadas altas,
Vivem entre vasos de flores,
Sem dúvida, eternamente.

As vozes, que sobem do interior do doméstico,
Cantam sempre, sem dúvida.
Sim, devem cantar.

Quando há festa cá fora, há festa lá dentro.
Assim tem que ser onde tudo se ajusta —
O homem à Natureza, porque a cidade é Natureza.

Que grande felicidade não ser eu!

Mas os outros não sentirão assim também?
Quais outros? Não há outros.
O que os outros sentem é uma casa com a janela fechada,
Ou, quando se abre,
É para as crianças brincarem na varanda de grades,
Entre os vasos de flores que nunca vi quais eram.

Os outros nunca sentem.
Quem sente somos nós,
Sim, todos nós,
Até eu, que neste momento já não estou sentindo nada.

Nada? Não sei...
Um nada que dói...

Fernando Pessoa
PESSOA, F. Poesias de Álvaro de Campos. Lisboa: Ática, 1944 (imp. 1993).

Poema do amigo aprendiz

Quero ser o teu amigo. Nem demais e nem de menos.
Nem tão longe e nem tão perto.
Na medida mais precisa que eu puder.
Mas amar-te sem medida e ficar na tua vida,
Da maneira mais discreta que eu souber.
Sem tirar-te a liberdade, sem jamais te sufocar.
Sem forçar tua vontade.
Sem falar, quando for hora de calar.
E sem calar, quando for hora de falar.
Nem ausente, nem presente por demais.
Simplesmente, calmamente, ser-te paz.
É bonito ser amigo, mas confesso é tão difícil aprender!
E por isso eu te suplico paciência.
Vou encher este teu rosto de lembranças,
Dá-me tempo, de acertar nossas distâncias...

Padre Zezinho

Nota: Trecho adaptado da música "Saudação de Amigo", do Padre Zezinho. A autoria do texto tem vindo a ser erroneamente atribuída a Fernando Pessoa.

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Todas as coisas que dizes
Afinal não são verdade.
Mas, se nos fazem felizes,
Isso é a felicidade.

Fernando Pessoa
PESSOA, F. Quadras ao Gosto Popular. (Texto estabelecido e prefaciado por Georg Rudolf Lind e Jacinto do Prado Coelho.) Lisboa: Ática, 1965. (6ª ed., 1973).
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Nem o presidente nem os ministros são acrobatas de circo para fazer piruetas, receber aplausos e desaparecer nos bastidores.

Para mim, o importante em poesia é a qualidade da eternidade que um poema poderá deixar em quem o lê sem a ideia de tempo.

Há no mundo uma conjura geral e permanente contra duas coisas, a poesia e a liberdade; as pessoas de gosto encarregam-se de exterminar uma, tal como os agentes da ordem de perseguir a outra.

Nomear um objecto equivale a suprimir os três quartos de prazer da poesia, que é feito de adivinhar pouco a pouco: sugeri-lo, eis o sonho.

Meu pacto é um pacto sagrado com a paz, a felicidade, a harmonia e o sucesso, as realizações construtivas, a simpatia e a boa vontade com todos.
Quero sorrir, cumprindo meu dever. Quero ser útil, sem nunca esmorecer.

A parte mais difícil da vida é o medo de perder alguém que você ama. Primeiro você quase deseja que nunca tivesse conhecido, então começa a pensar em sair fora, parece que isso vai te matar.
Mas no final você perderia a melhor parte, o doce fardo de ser necessário.

O mais estranho é que pela primeira vez na minha vida, eu comecei a sentir alguma coisa por alguém que não fosse eu mesma. Isso me deixou morrendo de medo para falar a verdade.
Mas eu gostei.

Em tempos onde a insegurança,faça a diferença, acredite vai dar tudo certo, você pode ir muito mais além do que imagina. Onde existe a maldade, saiba que o bem sempre vence o mal. Se à inveja, o que a outra pessoa obteve através de seus esforços, faça o mesmo se esforce que vais ter inúmeras conquistas. O senso de superioridade, esta em muitos corações, Não somos mais do que ninguém, hoje você esta onde chegou, mas já teve o seu inicio, em vez de criticar, ajude...
. ..
O mundo já tem muitas pessoas más, seja o oposto, seja diferente.
Lute para conquistar e ajudar o próximo.

Num dia tão especial, só mesmo em forma de poesia
Eu poderia expressar a minha felicidade
Por tê-lo como meu amigo.
Mesmo que palavras não consigam
Demonstrar o meu carinho por você,
Gostaria de dedicar-lhe hoje e por todo sempre
A compreensão, o afeto fraterno, o sorriso acolhedor
E sobre tudo, o meu coração amigo
Para te amparar e amar todo o tempo.
Que neste dia do seu aniversário,
Você sinta o sabor de uma grande,
Verdadeira e eterna amizade.
Feliz aniversário!

As sem-razões do amor

Eu te amo porque te amo,
Não precisas ser amante,
e nem sempre sabes sê-lo.
Eu te amo porque te amo.
Amor é estado de graça
e com amor não se paga.

Amor é dado de graça,
é semeado no vento,
na cachoeira, no eclipse.
Amor foge a dicionários
e a regulamentos vários.

Eu te amo porque não amo
bastante ou demais a mim.
Porque amor não se troca,
não se conjuga nem se ama.
Porque amor é amor a nada,
feliz e forte em si mesmo.

Amor é primo da morte,
e da morte vencedor,
por mais que o matem (e matam)
a cada instante de amor.

Carlos Drummond de Andrade
"Amar se aprende amando". Rio de Janeiro: Record. 1985.

Soneto do Amor Total

Amo-te tanto, meu amor... não cante
O humano coração com mais verdade...
Amo-te como amigo e como amante
Numa sempre diversa realidade.

Amo-te afim, de um calmo amor prestante
E te amo além, presente na saudade.
Amo-te, enfim, com grande liberdade
Dentro da eternidade e a cada instante.

Amo-te como um bicho, simplesmente
De um amor sem mistério e sem virtude
Com um desejo maciço e permanente.

E de te amar assim, muito e amiúde
É que um dia em teu corpo de repente
Hei de morrer de amar mais do que pude.

Vinicius de Moraes
Antologia Poética. Rio de Janeiro.1960