Poesia Felicidade Fernando Pesso
Sobre Meninos e Lobos é um filme que não se limita a contar uma história policial, ele abre feridas e expõe silêncios, e ao assistir senti como se estivesse diante de algo que não se conclui, como se o chão tivesse desaparecido sob meus pés, porque a trama de três amigos de infância marcados por um trauma e reunidos novamente pelo assassinato da filha de um deles não termina com justiça ou redenção, termina com silêncio e omissão, e esse silêncio me trouxe de volta lembranças da minha própria infância, de tempos em que a sociedade preferia calar diante da dor, em que todos sabiam mas ninguém dizia nada, e talvez seja por isso que o filme provoca tanto desconforto, porque ele mostra que o passado não desaparece, apenas retorna em novas formas, e ao mesmo tempo que acompanhamos Jimmy, Sean e Dave tentando lidar com seus fantasmas, nós também somos obrigados a encarar os nossos, e é nesse ponto que a obra se torna mais do que cinema, se torna um espelho, um convite à reflexão, uma experiência que deixa marcas, e por isso acredito que outras pessoas deveriam assistir, não para encontrar respostas fáceis, mas para sentir esse impacto, esse vazio que nos obriga a pensar sobre justiça, memória e hipocrisia social, porque Sobre Meninos e Lobos não fecha portas, ele abre, e quem se permitir atravessar vai sair diferente, talvez sem chão, mas com muito para refletir.
Fernando kabral
Olinda 15 de novembro de 2025
Conduze-me pelos Teus caminhos, pois são perfeitos.
Leva-me às Tuas moradas, pois são perfeitas.
Usa-me, Senhor, como instrumento em Tuas mãos.
Dá-me o sentido que busco para a minha vida.
Que haja nobreza em meus planos,
que eu prospere para então servir.
Aba, Pai! Eis-me aqui.
Quem veio primeiro: o ovo ou a galinha?
Na verdade, a pergunta precisa ser refeita.
Depois da palavra de Deus — 'haja vida' — o que veio primeiro, o ovo ou a galinha?
Com Deus, tanto a origem quanto a continuidade da vida são parte do mesmo milagre. Nele, tudo é possível
O que a pressa não corrompe,
o tempo destrói.
Essa é a vida longe do Senhor;
por um instante, tudo floresce,
mas logo seca, e o vento leva.
"Medos"
Olha só que curioso: viemos ao mundo praticamente “zerados”, como se fôssemos um celular recém-saído da caixa.
Só dois aplicativos já vêm instalados de fábrica: o medo de altura e o medo de barulhos altos.
O resto?
Ah, o resto é download humano, pacotinho de medos que a sociedade insiste em enfiar na nossa memória.
E aí entra a religião.
Não, não confunda:
_ Religião não é Deus.
Religião é aquele software cheio de pop-ups dizendo:
_ Cuidado! Pecado detectado! Maldição iminente!
Atualize sua culpa agora mesmo!
Enquanto isso, Deus, se você prestar atenção, não está distribuindo vírus nem ameaças, mas simplesmente oferecendo algo bem mais simples e revolucionário:
_ Amor.
Mas claro, amor não dá tanto controle, não é mesmo?
O medo, sim, esse é um ótimo mecanismo de dominação.
Afinal, quem precisa de correntes de ferro quando se pode acorrentar a mente com histórias de fogo eterno?
No fim das contas, nascemos livres, mas passamos a vida colecionando medos que não eram nossos.
Talvez o verdadeiro “pecado” seja justamente esse:
_ Trocar o amor pela prisão do medo.
Hoje vivemos em busca da validação do mundo, mundo esse que crucificou alguém prefeito ...
R&F Perazza.'.
Se você tem um sonho e acreditar nele, vai atrás e você conseguirá, não se esqueça que existe quem ou o que vai impedir, só ser forte bastante no que se foca.
*3° Filho da Tia Otília*
Não é por mal eu ficar abraçadinho com cães, é que percebi que eles não são somente animais de estimação, mas sim amigos que sempre podemos precisar em relação aos homens que usam a palavra amor em forma de camuflagem.
*3°Filho da Tia Otília*
Quem executa a obra do grande é o pequeno, sim, equem põe a comida na mesa de quem trabalha?.
Zomba de Deus quem levanta um contra o outro, plantou colheu, cada semente vale ouro.
Salmos 62, a verdade em canção, que destrói a mentira, a falsa visão.
Socialista e capitalista, ambos são miseráveis, cegos e banais.
Não é a riqueza e nem a pobreza o meu altar,
o sábio não prega a miséria, nem idolatra o luxo.
Vaidade é o culto, do bolso cheio ou da falta de pão, só em Deus a alma encontra a salvação.
Não sou inimigo de Deus, busco sempre entender, que no mistério do Senhor está o viver.
Dizem que Cristo era um líder social,
mas a devoção à miséria é um mal fatal.
Tão repugnante quanto a ganância que cega
a alma e a prende ao luxo superficial.
$170 por uma TV 4K, $30 pra encher o tanque,
Um dia de trabalho nos Estados Unidos já paga esse valor.
Olha o Brasil, a conta não fecha, o salário é pura depressão, R$ 52,00, o valor pago ao rapaz.
Mas quanto vale o nosso pão?
A manteiga, o leite e o busão? o custo é pesado demais, mais caro que o café pros filhos, essa é a dor que a realidade traz.
Não é o rico a razão de o pobre não ter, mas um modelo que falha, que não quer te ver crescer.
Dedicado a Laís Xavier:
"Lá, La(ís)?
Entre tantos papeis e personagens, existe um mistério:
Quem é ela?
Entre exclamações e reticências, a interrogação.
Sensibilidade e arte em sua base.
O seu nome é liberdade.
Ingenuidade ou malícia?
Criança ou mulher?
Amor, amante e amiga.
Paixão e compaixão.
Nos extremos do universo, a encontramos.
Recitamos a poesia de sua alma.
Sonhadora,
Libriana,
Sua função é amar,
Liderar.
Dom da palavra, dom da inteligência.
Retina de caçadora.
Idealista, sedutora.
Justiça e igualdade,
Natureza de sutilidade,
Meio-termo e semitons,
Sinceridade e coragem.
És como a Lua, cheia de fases.
És como sol, com luz própria.
Metade sim, metade talvez, não é quase nunca.
?"
No escuro e ao vazio da noite, durmo com a janela aberta que é pra você entrar, me abraçar, e, por fim, me beijar. Não consigo dormir. Levanto, pego um caderno para anotar com a força de quem mais uma vez quer estar, abraçar, beijar. Erro! Faço um novo rascunho daquilo já não pode mais ser dito, pois agora, tudo que posso é lembrar, aos olhos fechados, mais uma vez sentir, sonhar. Se hoje escrevo, é porque o meu coração permite, nesse breve e errante rascunho, de novo sentir a tua falta e desejar, para sempre, me amar. Sei que de mim nunca partiu e jamais o fará, pois também sei que a sua maior vontade para sempre será: me amar. Te deixo ir; ao voo tornar, com a certeza de que outrora, mais uma noite, irá voltar.
Com todo o meu amor, daqui para a eternidade, papai. 09/03/2012
Hoje entendo o motivo de não discutir a respeito da existência ou não de um deus arbitrário. Não dá pra provar sua (in)existência e a fé basta para os teístas.
Tanto religião quanto ciência não têm todas as respostas, a diferença crucial, na minha singela opinião, é que os cientistas não mandam pro inferno quem se atreve a questionar.
A maioria das pessoas, e nelas me incluo, tende a idealizar tudo e todos que lhes são mais próximos, íntimos e caros. Grande erro! Erro reiterado, mania difícil de mudar... A idealização dá início a um processo de destruição que, ao final, invariavelmente, gera dor! Tenho clareza que o problema não está no outro por nós idealizado, o problema é nosso, só nosso! Idealizamos para nos sentirmos bem, nos sentirmos mais amados, queridos, etc. Quando a idealização dá lugar à realidade, surge a dor.
Sei que devemos trabalhar a aceitação e termos consciência das diferenças, que podem ser saudáveis, entre nós, seres humanos, únicos, com suas inúmeras qualidades e defeitos. Mas se tudo aceitarmos talvez venhamos a incorrer no erro de nos aproximarmos cada vez mais daqueles que, embora próximos, nos são mais distantes e estranhos! Minha confessa burrice na insistência em idealizar talvez se deva à necessidade que tenho de reciprocidade... Maldita necessidade da qual não abro mão!
Deus criou o homem à sua imagem e semelhança...
O homem criou religiões e igrejas aos seus proveitos próprios, econômico-financeiros, verdadeiras colônias de exploração ao seu semelhante mais humilde e indefeso, graça a aculturação e ignorância desses coitados, com o desejo de desenvolver prerrogativas do subjugo e na escravidão de suas almas!
Aos governos, segurança é quantidade de policiais, de viaturas, de armamentário, da força estúpida contra inocentes e indefesos!
Ao povo é a educação e o trabalho.
O trabalho como o fim da fome...
O fim da fome como erradicação da violência. E a Educação, qual condutora à cidadania, responsável pelo amor e à paz!...
O LIVRO...
(Homenagem ao seu dia!)
Sem ele pouco se serve
e se eu não me sirvo,
nada se preserve
à História da Humanidade,
que se dilacera no crivo
de toda banalidade.
Um livro é tudo de incrível.
Sem ele não vivo...
Não tenho horizonte,
põe-se a mão na fronte
à falta medonha do saber.
Sem o saber,
tudo se faz em vergonha...
e põe-se tudo a perder.
É como comer pamonha
achando que é canjica!
Se eu fosse do pleno poder
trocaria a moeda, o dinheiro
por tomos de livros,
a fazer circular o conhecer
por todo o mundo inteiro...
Enfim a paz reinaria...
A natureza até vingaria
na plenitude de cada dia,
e pondo-se fim à tristeza,
dar-se-ia vazão à alegria
com fecundidade à riqueza
e o fim, enfim, da pobreza!
O livro – na comédia, na tragédia,
cada página, uma luz
transformada em alegria...
Alegria que seduz tão assaz
a induzir-nos sempre,
a ler-se sempre, muito mais...
SIM, NÃO... SENÃO, SIM!
Dia sim
Num dia assim,
no mesmo é não...
Noutro é não
doutro assim
e é mesmo assim...
É a dinâmica do sim pelo não
em busca, ora de sim,
ora de não...
O verbo é a oração
do sim pelo não
desde que não vença o senão...
Razão de ser de tudo
que se passa ao coração
e perplexidade é um bicho cabeludo...
Diga sim,
não diga não!
Se não, é finita a emoção...
E sem emoção
só se dá bem a razão,
que é a emoção de ser...
Uma razão é uma razão,
uma emoção é uma emoção,
mas há de acasalá-las no coração!
