Poesia Felicidade Fernando Pesso
A primavera lá não passa,
É jovem para sempre,
Eterna e suprema
A monja blanca recatada
Não menos esplendorosa;
Brilhante estrela radiosa
Que ilumina
A rota determinada:
- Rumo a Guatemala!
A primavera sendo eterna,
Possui o sorriso cândido
Da estrela ali plantada,
Deste alvor que me fascina
Protejo-a com poesia encantada.
A primavera sendo terra:
Respira aurora perfumada.
Da flor caída do céu,
Com o candor que abraça
Reverenciando a Monja Blanca.
Segredinho de moça,
Seio despido,
Surpresinha assanhada,
Desejo de doido,
Fantasia cor-de-rosa,
Versinho bendito
Como um botão de rosa.
Inaugurada a primavera,
Proponho deixar para trás
Aquilo que falta não faz.
Intenciono é trazer a tona
Somente o quê liberta,
Porque só a paz agrega.
Centaura verdade que une,
Prisão de consciência
Que nos desassossega.
Ausência da Justiça
Que nos desilude,
Insistimos por uma Nova Era.
Despejo a água do cântaro
Sem nenhum subterfúgio
Esfrego o sabor na face
Sem nenhum sacrifício
Assim como um láparo
Vou rumo ao destino
Nos teus braços vadios
Suspirar de regozijo.
Segredo que a nós derrete
Com o maior dos sigilos,
Segredo que a nós compete
Cheio de [desvios]...
Segredo que nos seduz
Com audácia e sedução,
Segredo pequeno e sujo:
- Ardente de paixão! -
Não importa o tamanho
da nossa [fantasia...,
Ela apenas nos compete;
e com ela a gente se refugia.
És tu a minha estrela
com a tua luz [invasora
da minha intimidade;
És tu deidade cósmica
de joelhos sou adoradora.
Não importa o tamanho
do nosso [desejo...,
Ele apenas é o tempero;
com ele a gente faz a receita
para embalar a sintonia.
És tu a minha embriaguez
com a tua tez [sedutora...,
Da minha infante lucidez:
és a parte mais promissora.
Estes versos escritos
são feitos de suspiros,
Assim como as estrelas
que busco do olhar,
Doces beijos infinitos
não quero negar,
Ao belo monumento
que foi feito para uso,
fruir e não me saciar.
Tens tudo de sal,
És adorável;
Tens tudo de mar,
És admirável,
Tens tudo de amor
És agradável ao paladar.
Estes passos ousados
são feitos de desejos
Nascidos do primeiro olhar;
Estes poemas místicos
são feitos das ondas
Que irão trazer-te pelo mar.
Este poemas perfumados
são feitos de desejos
Servidos de um cobiçar:
- uma ousada escultura
Que está a me inspirar
Versos para te provocar...
Para brindar a calidez da tua pele,
Eu hei de escrever além do céu
Com as gotas que caem de ti,
Eu hei de beber o saboroso mel.
Para sorver os seus suaves lábios,
Eu hei desabrochar em flor
Com as carícias que saem de ti,
Eu hei de provar o seu sabor.
Não desejo ser comportada,
E tampouco [recatada]...,
Sim, declaro-me subversiva;
E por talento culpada...,
Eu sou a própria poesia.
Não existe ser pensante
E poeta [inocente]...,
Sim, declaro-me misteriosa;
E por excelência atrevida...,
Eu sou a chama perigosa.
Quero a quentura dos teus lábios
Incendiando os meus poros,
Quero o melhor dos teu abraços,
No 'troca-troca' de colos.
Quero a ternura dos teus desejos,
Beijando os meus lábios,
Quero desabrochar como as rosas
Que se alimentam dos orvalhos.
Quero a urgência das madrugadas
Rasgando os espaços entre as estrelas,
Quero experimentar a mágica fúria,
Para me alimentar da tua volúpia.
Só você me deixa assim:
sem nenhum receio...
És a melhor parte de mim:
despida do medo.
Só você me deixa assim:
infinita e segura...
És a minha ventura, sim!
Enfim, a sonhada aventura.
Só você é capaz sem fim,
de amar-me aberta e franca,
No ponto exato e doce
de deixar-me a teu gosto
Para dizer ao mundo:
- Que sou tua humanidade,
a tua fuga e rendição;
Só assim voltou a bater
este meu pequeno coração.
De tudo que não se esquece,
nada teu se exclui;
Só me engrandece.
De tudo que nos aquece,
nada teu se evita;
Só me faz mais atrevida.
Se é para romper as fronteiras,
que seja atravessado
o oceano que nos [separa].
Se é para romper expectativas,
que sejam abandonadas
- as emergências;
Rumo as indicações do destino
que surpreende e sempre [prepara].
O seu silêncio não me engana,
E tampouco a tua ausência.
O teu peito sempre reclama,
E quer o meu por excelência.
A sua emoção pela vida,
E repleta de malícia.
A sua forte experiência,
E que deseja-me rendida.
O seu silêncio não me engana,
E tampouco menos escraviza.
O meu peito é cheio de liberdade
E sou feita de inteira [poesia].
A tua convicção de que só se vive
- uma vez -
É distante da minha razão que segue
A luz do amor e a voz do coração,
A minha vida é vivida com paixão.
Da Missa e da virtude
não conhece nada,
Não conhece o ditado,
e nem quem escreve
Do amanhecer calado,
não conhece a metade
Deste poemário atrevido,
e não menos sagrado.
Da alma e da liberdade
não conhece nada,
Não conhece o verbo,
e nem o sabor da carne.
Do gênio cheio de mar
não conhece nada,
Não conhece nem o rimar,
e nem a alma encantada.
Da feminina doçura
não conhece nada,
Não conhece o recato,
e nem quem devota
O dia rajado de Sol,
não conhece a ternura
Deste rimário tranquilo,
e não menos apaixonado.
É melhor deixar assim
do jeito que está...,
Não tente entender,
e muito menos insistir;
Se lance apenas a sentir...,
estou pronta para reviver.
O amor é caminho a seguir
- e ao mesmo tempo -
Um doce mistério que não é,
e não nasceu para se desvendar;
E brotou para não se esquecer.
É melhor correr atrás
do caminho que conhece,
Não tenha receio:
- Sou aquela te faz feliz
Batimento cadenciado
que o teu coração sempre quis.
A paixão é estação a provar
- que além dos tempos -
É uma manifestação que é,
e está aí para comprovar:
- Que não acaba fácil...
E que o tempo não é capaz de cessar.
Eu posso escrever livremente
nas augustas linhas deste verso:
- a divinal proposta
Para a gente se percorrer...,
É desta forma que nós vamos
daqui para frente nos entender.
A poesia e a sua magnitude
estão começando a se fundir,
E ganhando corpo e nome:
uma promessa de voltar a sorrir.
Eu posso declinar universalmente
nas noites estreladas à espera
- da primavera nossa -
Voltar a florescer...,
É deste jeito que só eu sei fazer;
daqui para frente iremos nos viver.
A poesia em altitude
nas corredeiras da vida
- concede -
O cheque em branco da liberdade,
correndo o risco da perpétua saudade.
Nada há de insensato quando nasce
do teu amoroso coração,
Porque da minha audácia revelada
é mais do que conhecida,
Àquilo que escreves para ti:
na verdade é para mim.
Eu sei e você sabe
da rota de fuga do mundo,
A gente sabe se reconhecer em tudo,
E melhor do que qualquer um sabemos:
- Que sempre iremos nos pertencer.
A poesia das nossas linhas,
que foram todas recolhidas,
Hão de voltar novamente;
É hora de seguir em frente...
É impossível viver longe de quem
se ama e mutuamente se aprecia,
Vem, tens o teu paraíso e o aconchego
viverás sob o meu zelo...,
E assim sob nossas regras: viveremos.
De um jeito que só nós entendemos;
longe de quem diz que ama,
E não cultiva o jardim dos afetos.
A esquerda fica o Rio Esequibo
o poema da fronteira
entre Guiana e Venezuela,
No centro fica Bartica
a segunda cidade mais populosa
do Esequibo
com toda a poesia,
A direita fica o Rio Mazaruni
repleto de si em abundância,
E eu de longe ainda tenho
a esperança da notícia
deste território em total
liberação porque ali pertence
as estrelas onde perenes
teceram o destino e a bandeira.
Jardinópolis poética
Este poema gravado
na tua madeira,
é para exaltar a tua
gente honrada
que sabe trabalhar,
e vive para te amar.
Alimentada pela tua
bravura na agricultura,
Não me canso de amar
a tua gente e este lugar.
A tua bonita História
de colonização italiana,
cabocla, alemã, polonesa
e teu modo de vida
quem te conhece
de perto sempre volta.
Quem te ama nunca
cansa de elogiar
o quê de belo conserva
no coração e na terra.
Querida Jardinópolis poética
tudo o quê tu fostes, és
e para sempre serás na vida:
és fé, razão e orgulho
para quem aqui vive
e para toda a Santa Catarina.
Jaraguá do Sul na estrada
Na estrada de Jaraguá do Sul
dá uma alegria inexplicável
e o sentimento forte
ao ouvir na rádio a música
que a gaita embala,
Olhando pela janela tudo
encanta e de desperta.
É bonito de ver cada cena
que por mim passa,
e sempre que for
possível dar uma parada
para saborear o quê agrada.
Jaraguá do Sul
Senhor do Vale em tupi-guarani
a tua gente veio de todos
os lugares para erguer
cidade e fazer da terra
o ponto-chave de liberdade
A tua gente veio de longe
o deslocamento foi interno
Da Princesa fostes parte de dote
e de São Francisco do Sul
conseguiu não pertencer mais
Sob os mimos dos rios
Itapocu e Jaraguá cresceu
A tua gente soube empreender
Minha linda Jaraguá do Sul
vale a pena te amar e viver
O Morro Boa Vista me guia
ao destino da Schützenfest
e lembrando de quando
tudo começou neste recanto
bonito do Norte Catarinense
Vou me esquentando no ritmo
das canções das bandinhas
que coloquei no rádio para tocar
até a gente se encontrar
e você me tirar para dançar.
A Via Láctea é o teto
da nossa Humanidade,
e não há razões
para esta verdade ser
por quem quer
que seja ignorada:
sob a Lua e o Sol
uma História não
pode ser silenciada.
Os palestinos têm
o direito de existir,
os israelenses têm
direito de existir,
ninguém mais impedirá
o quê é real na vida
vir a se expandir.
A Terra Santa não
pode continuar
a ser o pesadelo
perpétuo para seguir
sendo o eterno centro
de poder de povos
que ali não nasceram.
Os palestinos serem
punidos por crimes
que não cometeram
resistem a ocupação
de herdeiros que
os antepassados foram
vítimas do mesmo
e da História esqueceram.
A Terra Santa deveria
ser lugar não apenas
de encontro e oração,
Ali deveria ser o lugar
de toda a pacificação
e de todo o mundo
o centro da reconciliação.
Entre o irônico, o trágico
e o sublime maravilhoso
é que no "mar morto"
de toda negação:
Sou irmã do palestino
e o israelense
também é meu irmão.
Não faz nenhum sentido
que ano após ano
uns vivam embalando
este insistente conflito;
Ontem na terra que Jesus
nasceu mataram mais uma
vez um menino palestino,
e o mundo continua omisso.
Laurentino
Bem colocada nas margens
da BR-470 és a rota do fascínio
em direção a Rio do Oeste,
Quem de ti vai acaba voltando
porque não vê melhor destino;
És sempre acolhedora com
quem passa pelo teu caminho.
Cidade dos jardins e das flores
do nosso Vale Europeu,
Laurentino, amor meu,
Ouro é o teu nome porque
de ouro assim tu és,
Em ti tenho minh'alma,
o meu coração e meus dois pés.
Manoel Laurentino de Andrade
explica teu nome desbravador,
João Venceslau Pereira
é considerado o fundador,
um açoriano que ergueu lar
na beirinha do Rio Itajaí do Oeste.
Terra do queijo gigante
do Alto Vale do Itajaí,
Minha Laurentino amada
tu és a jóia mais preciosa
desta vida que me faz encantada.
As tuas origens europeia
e profundamente brasileira,
orgulham profundamente
por toda toda esta gente guerreira
que constrói futuro catarinense
e engrandece sempre
a nossa linda Nação constantemente.
Lauro Müller
Encantos do Sul profundo
fazem que eu more você,
Lauro Müller com a força
da imigração italiana unida
a nossa gente brasileira,
uma terra honrada fizeram crescer.
Da tua herança e da coluna Whitte
levo indômita e oro por Santa Catarina
e por nossa Pátria amada
que me fazem amar
e agradecer por esta terra bonita.
O teu nome é homenagem a líder
Dr. Lauro Severiano Müller,
A tua gente é acolhedora e sabe
muito bem quem vem de fora receber,
Não me canso de orgulhar de você.
Pela majestade infinita
da Serra do Rio do Rastro,
pela beleza celestial
dos cânions da Serra Geral,
por todas as riquezas naturais
e pela poesia que só o tempo oferece,
em ti tenho tudo o quê
engrandece.
Rodeio no entardecer
Rodeio no entardecer
sobre o Médio Vale do Itajaí
seja em tardes nubladas
ou multicoloridas
Tem si a poesia de ser
terra de Santa Catarina.
Rodeio no entardecer
sinfônico da passarada
ou pedra m silêncio
me leva com toda calma
de volta para casa
e a olhar para dentro.
Rodeio no entardecer
enluarada ou não
sempre surpreende
e convida quem sabe
cantar ou ouvir uma canção.
(Porque aqui o importante
é ter paz no coração).
