Poesia Felicidade Fernando Pesso
Enquanto Tudo Silencia
O que me paralisa não é o medo
é o excesso. Excesso de sentir, de lembrar,de não caber em lugar nenhum.
Sou feita de silêncio cheio, de girar pra fugir, de tocar o chão gelado pra não sumir. Sou diferente porque sinto fundo, porque leio entre as dores, porque meu caos tem poesia.
E quando tudo pesa, e a voz some no escuro, a escrita me salva, me devolve
palavra por palavra e me volto a existir, nua e crua.
O nordeste não é para os fracos
É pra cabra macho, mulher arretada, povo trabalhador
Quem não conhece a tua história
Nem reconhece a tua luta
Não conhece o seu real valor.
Olhar
Olhares que dizem sim
Quando tudo diz que não…
A paixão.
Enquanto a boca cala
Os olhos falam
o que está cheio o coração.
Espetáculo de cores
Na grande tela celeste
Tons azulados misturados aos tons de giz
Neste cenário de verde campestre
Dão cores ao cinzento da vida
Deixando, a minha face tristonha, feliz.
Nesta vida industrial
Onde tudo tem prazo de validade
Onde pessoas são ferramentas
Onde objetos tem sentimentos
Todo mundo é substituível
Descartável, útil ou inútil
Apenas um produto a ser fabricado
Comprado. Consumido.
Depois jogado no lixo.
Fala comigo o silêncio
Enquanto acordado
Eu sonho
Com um amanhã iluminado
Diferente das noites escuras...
E dos dias passados.
A vida não é só sorrir
A vida é também chorar
A vida não é só cair
na risada
A vida é também gritar
de dor
Desentalar o que está entalado
Desapertar o que está apertado
Sempre é preciso ter voz
Para não morrer sufocado.
Independentemente de quem seja
Todo mundo é dependente
Ninguém é autossuficiente.
No fim, em cada um de nós,
Há um vazio imenso
Que nem mesmo Deus preenche.
Perspectiva
O meu pessimismo
É tão pessimista
Que o auge do meu pessimismo
É querer acreditar
Que tudo vai dar certo.
Mudei
Eu mudei!!
Já não falo mais nada;
Fico só a perscrutar
a minha insensatez.
Certas palavras
Que saem da minha boca
Não valem mais a pena ser ditas
Por isso, mudei.
Fiquei assim:
Em silêncio.
E, acabei descobrindo
Que ficando mudo
Eu acabei ouvindo...
o mundo.
Às vezes a gente chora
Para lavar nosso rosto
E tirar as impurezas
Que um dia alguém tenha posto.
Santo Antônio do Salto da Onça RN
Eu sou feito de pedaços
Sou retalhos de cetim,
Sou uma longa canção
Sou melodia sem fim
Sou verso, sou poesia
Sou algo que contraria
Eu sou o não, sou o sim!
Santo Antônio do Salto da Onça RN
10/04/2024
Nossa Casa do Cordel
Da Cultura ela faz parte
E em todo o Brasil
Ela é um Baluarte
Uma Casa que tem planos
Com os seus dezoito anos
De muita Poesia & Arte.
Santo Antônio do Salto da Onça RN Terra dos Cordelistas
19 Janeiro 2025
Poesias são frases presas
Na mente do menestrel
Que por um descuido seu
Fogem para o papel.
Gélson Pessoa
Santo Antônio do Salto da Onça RN
Terra dos Cordelistas
24 Janeiro 2025
OLHAR ATENTO
Amanheceu uma brisa suave invadia todo ambiente, um silêncio que falava muitas coisa.
As folhas das árvores no jardim se soltavam lentamente, um raio de sol tímido querendo mostrar seu brilho.
Um olhar atento observando cada detalhe.
Sem saber o que viria, de um lado para outro carregava seus pertences, simplesmente determinada a prosseguir para novos rumos.
O tom vibrante de sua blusa nova a leveza dos cabelos cuidado com esmero, a dedicação dos detalhes me fazem crer que há esperança.
O coração pulsa, uma vida toda pela frente, Vá prossiga não olhe para traz, porque hoje tens no seu alforje tesouros valiosos que não tem preço.
Um abraço demorado , coração apertado, lágrimas de despedida que caem.
Uma voz que diz: Estarei sempre aqui.
Rosa maria marques Gonçalves.
SINTO FALTA I
Sinto falta de muita coisa ou de quase nada,
Sinto falta do que era simples, inocente,
Sinto falta do que não entendia
e de contos de fada,
Sinto falta da poesia,
Do sol poente.
Sinto falta de Castro Alves a Manoel Bandeira,
Sinto falta de Gonçalves Dias a Tom Jobim,
Sinto falta dos frutos de minha goiabeira,
Sinto falta da inocência que chegou ao fim.
Sinto falta de poemas e versos,
Que um dia fiz e hoje perdidos ou dispersos,
Sinto falta de amigos, de minha mãe e de meu pai,
Sinto falta de sonhos e tenho saudades que do coração não sai.
Autor: Agnaldo Borges
24/04/2005
Fases da Vida-
Olha, que estranho
toda essa luz...
Esse ar que respiro
E essa água que me banho
Queria entender
Por que estou chorando?
Agora, passou tão de pressa
Estou engatinhando
E rápido a beça
Olha esse mundo colorido
E aquele campo florido
O tempo passa rápido
Agora eu ando e falo
Que sentimento é esse no coração
Me disseram que era paixão
Agora tudo está tudo tão chato
Virei adulto e acabam as esperanças
E na minha cabeça passam
Todas as lembranças
Olhe, meus cabelos brancos
E minha pele flácida
Estou berando algo
Que eu nunca esperava
Agora estou tão alto
E essa luz não me parece estranha
E você? Será que se arrepende
De não dizer que me ama?
Eu e Apenas eu-
Sim, este sou eu
Sou eu esse menino frágil
Sou eu esse menino sentimental
Sou eu esse monte de falha
Sou eu, e me sinto mal
Eu não pedi pra nascer
Eu não pedi pra crescer
Eu não peço pra ser julgado
E muito menos mal olhado
Dói ser eu...
Dói ser diferente
Dói ouvir que tudo tudo é drama
Dói não ter ninguém
pra dizer que te ama
Em fim, sou eu e apenas eu
Nunca digo que estou mal
Mas sempre faço o bem
E mesmo quando
me afogo em lágrimas
Não espero a ajuda de ninguém.
