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Poesia do Preconceito Vinicius de Morais

Cerca de 121237 frases e pensamentos: Poesia do Preconceito Vinicius de Morais

Um país foi atacado e irá revidar,
Duas potências mundiais estão prestes a se enfrentar,
A ira de um país irá nos aterrorizar,
Uma pergunta que nos faz pensar
Se uma terceira guerra mundial iniciar,
O que irá sobrar?

A guerra pela paz, seria ironia ou tirania?

Inserida por Felipesena

⁠Distante sol próximo, ilumine minha vela
Padecida é, pois vagaroso veneno que apagou ela
Porque acesa diferença não faz
Se de mim sai a sombra nunca fugaz
Que planta na vela sua angústia exponente
Florescendo com o tempo, nessa interminávael dança da serpente

Inserida por ViniciusTsuda

Longe da luz e com muita umidade os musgos são fortes.
Longe da Luz e com pouca humildade os espíritos são fracos.

Inserida por poetaviniciustadeu

Pensamentos proibídos

Vontade de largar tudo e sair andando sem direção, sem hora para chegar, sem preocupações e sem responsabilidades.
Simplesmente andar....
... E pensar!
Pensar em como cheguei até aqui.
Pensar em como sair desta situação.
Pensar em como pensar mais e sentir menos.
Pensar em como parar de pensar em ti!

Inserida por Vinifelix

Tell me how!

Como ouvir o clamor por misericórdia de um pássaro, quando, para se proteger de palavras humilhantes, você se privou de todos os mais belos sons da natureza?

Como alcança-lo se, para se proteger de visões que contrariem seus desejos, você se isolou em um mundo sem cores, onde reina a escuridão?

Como oferecer a ele o amor necessário para que se cure ou palavras de motivação para que prossiga com
sua jornada se você nem ao menos sabe o que é amor?

Devemos conhecer e reconhecer nossas limitações, mas sempre buscando reduzi-las ao máximo, pois, mesmo que não sejamos capazes de perceber, nossas escolhas e ações não refletem consequências exclusivamente em nós, mas também em todos ao nosso redor.

Inserida por Vinifelix

Para onde tem caminhado e onde quer chegar?
O que tem feito te ajudará a chegar ao seu objetivo?
E o seu objetivo... ele vale sua dedicação e esforço?
I hope so! ^^
Lembre-se: Por mais sozinho que se sinta, Deus não te abandona. Ele está mais perto do que vc imagina!

Inserida por Vinifelix

Just trust Him!

There's so much Stuff that I’ve been thinking of, but I wonder if any of them make sense.
Then I realize that even when everything is falling apart, God is still looking for me and He is always by my side. He is my strength and the reason I get up from bed everyday! If something is meant to be, it will. I just need to trust Him! Thank you Lord!

Inserida por Vinifelix

VIDA VAZIA,VAZIA VIDA..

LÁ VEM ELA TODA ACANHADA FAZENDO CARA DE COITADINHA PRA TODOS HÁ SUA VOLTA SABE SE LÁ QUE INFÂNCIA ESSA PRÓPRIA COITADA TEVE SERÁ QUE SEUS PAIS QUEBRARAM PROMESSAS FEITAS A ELA QUANDO CRIANÇA, COM SEU POBRE ESPIRITO FAZ DE UM AMBIENTE SE TORNAR QUASE SUFOCANTE COM SUAS QUEIXAS E OFENSAS DE SUA VIDA SEM GRAÇA OU GRAÇA SEM VIDA!!!
UM DOS LUGARES QUE VEJO SUA MISERÁVEL ALEGRIA E SOBRE OS QUATRO PÉ NUMA MESA DE BAR AO SOM DE VOZES QUE SE MISTURAM AS MUSICAS E MELODIAS SEM NENHUMA CULTURA OU CULTURA NENHUMA!!!
ESPERO QUE ISSO NÃO PASSE AO DNA DE SEUS FUTUROS FILHOS QUE DEUS NOSSO PAI ABRA OS OLHOS DESSA JOVEM MOÇA E VEJA QUE A VÁRIOS UNIVERSO DENTRO DE NOSSAS VIDAS, QUE SUA VIDA NA TERRA TENHA UMA RAZÃO E CHEGADO A HORA CERTA ELA ACORDARA DESSA VIDA SEM GRAÇA OU GRAÇA SEM VIDA!!!

Inserida por vinny2996

A minha benquerença imensurável

Por mais que me atirem pregos, eu só irei devolver-lhes "penas"(preferencialmente de ganso que é muito macia), não serei franzino, impotente e fraco, por ter retribuído o "golpe" com doceis "penas" é que não tenho "pregos" de "raiva" "ódio" "fúria" "rancor" "antipatia" e "aversão" dentro do meu ser para compartilhar.
E "penas" confortam e agraciam, prefiro arremessa-las.

Inserida por viniciusfadul

O conhecimento inato

O que sei é apenas um pingo minusculo de informações, comparado a um oceano imenso de conhecimento que eu tenho de descobrir.

Inserida por viniciusfadul

A essência pulsante da vida em todos os seres


O que sinto e penso na verdade é a essência primaria da vida que pulsa veemente em meu ser, que eu acredito que seja a força na qual faz criar planetas, florescer uma flor, gerar uma criança, gerar um animal.
É a força que desenvolve todos os seres inanimados e os animados e os faz viver, bem como os faz agir.

Inserida por viniciusfadul

⁠vira-lata

mesmo sem carne,
roo o osso —
rosno
para mim.

mostro os dentes —
ninguém encosta.
curvo, cavo,
te enterro.

quebra os dentes,
não enche estômago.
tutano egóico,
só por ser meu.

Inserida por rodriguesnutshell

⁠vitoria


talvez seja só um reflexo do que nunca alcancei.
se um dia te encontrar —
te reconhecerei?

havia algo insaciável,
a fome me corroía.
me entreguei a camas rasas,
onde o calor de corpos alheios
me deixou de barriga vazia.

(será que sua gengiva é mel?
ou é puro piche?)

procurei no asfalto cinza,
nos vidros pretos
dos carros brancos.
encontrei vestígios dela
em lençóis úmidos,
bordados em amarelo.

segui por caminhos
que não prometiam chegadas.
repetiam-se em silêncio:
cicatrizes que voltam.

e o nome permaneceu —
nas sombras do tempo,
na hipoderme:
gravou.
sangrou.
escorreu.

(meu estômago morreu.
de fome.)

Inserida por rodriguesnutshell

⁠provocação I


(o que você sente quando ninguém está olhando?)

quem te ensinou
a fazer charme com o trauma?
usar tristeza
como perfume,
esperar aplauso
pelo olhar vazio?

te acho linda com raiva,
e sinto pena
do texto ensaiado
de "não sei o que sinto".

(cresce um tédio
onde deveria haver mistério)

me provoca, vai.
fala do teu passado ruim,
como quem canta
uma música pop.

(não resistem
a uma mulher
em ruínas,
não é isso
que dizem?)

teu silêncio
chega sempre
depois da tragédia,
mas nunca antes.
e eu finjo que não vejo
a performance da lágrima
no timing perfeito.

(esse seu cinismo
manteve a gente em pé.)

vem, me escreve um poema
como ferida de estimação.
me chama de babaca
com sotaque de dor.

mas lembra:
quem se despe demais
vira vitrine de si mesmo.
teu corpo
(e o meu)
é palco,
tua dor — roteiro.
eu, só plateia.

o palhaço
que aplaude em pé:
gostosa.

Inserida por rodriguesnutshell

⁠ode aos mortos


brindo-lhes
as memórias
de todos
que se foram —
fantasmas
que habitam
meu passado,
bebendo
minhas lágrimas
como vinho
barato.

aquilo que foi
construído
seu legado,
desmoronado:
ruínas
que carrego
no peito,
pedras
que nunca
viraram pão.
momentos únicos,
fincados
na carne da
memória —
feridas,
sangrando,
abertas,
como portas
que não levam
a lugar
nenhum.

na infinitude do tempo,
no deserto da vida,
imensidão de areia.
enterro ossos,
perguntas
e vestígios.

levanto o copo
aos que se foram,
mas não estão mais aqui:
espectros que
bebem meu vinho
e deixam
o copo vazio.
sussurram promessas
que não se cumprem,
como flores que
murcham
antes de brotar.
que seu jazigo
perpétuo
lapide o futuro
daqueles
que morreram
em vida —
e que eu seja
seu fardo mais
pesado,
um monumento
ao não-dito.

um brinde a mim:
o coração bate,
ossos doem,
alma seca
como um rio
que nunca vai
ao estuário,
arrastando consigo
tudo
o que sobrou de mim.

o legado póstumo
deixou um véu
de sau-dade
e pálidas perguntas,
como lápides sem nome
em cemitérios esquecidos.

a todos
que desfalecem,
letárgicos amigos:
desejo-lhes
saúde — a vida,
ou, ao menos,
um túmulo
onde
eu também
possa
descansar...

enquanto devoramos
a nós mesmos
e o tempo
nos devora a todos.

Inserida por rodriguesnutshell

⁠retratos


passa-se do momento
de colocar tudo
que me lembra você
na caixa de sapatos
e enfiar-te no escuro
do meu móvel.

só por tempo suficiente
para esquecer,
esquecer,
essas memórias.

mais pedras para a
coleção fúnebre,
cemitério doméstico:
rostos pálidos,
mortos,
gravados nas fotos,
vivos, velhos.
esperando apenas
um olhar.
e assim alegrar,
transformar
e lembrar
antes de retornar
pro lugar
escuro.

e relembrar dos tempos,
velhos momentos,
jogados ao vento.
doces lembranças,
na caixa velha,
suja,
podre,
que,
no dia dezenove de março
me trouxe,
de dois mil e vinte e cinco.

e logo depois,
quando eu terminar,
só restará
o breve instante,
perdido no tempo,
voltando ao nada,
ao não sofrimento.
na caixa,
esquecimento.
sem ninguém pra olhar.

e foda-se.

Inserida por rodriguesnutshell

⁠lápide de açucar


atravessando a rua, fui atravessado.
caminhão de sorvete me deixou gelado.
almíscar e sangue, doce e amargo.
rosa, azul e um branco pálido.

dançando junto
em cima do asfalto,
corpo fechado,
pé numerado.
meu túmulo
caramelizado,

que jeito melado
de morrer.
e apesar da dor, virei sabor:
sorvete derretido,
perdeu o valor.

agora sou história,
verso travado,
epitáfio doce
e congelado.

Inserida por rodriguesnutshell

⁠parasitologia III


corpo
febril
toque
sutil
fado
senil
riso
infantil
a noite cresce
como micélio
nos cantos...

(fungos na alma)

infecção
vai além:
raízes
infestadas
de pústulas
negras
espalham-se
em dermes,
roupas
retratos
amores
vermes
e o que
por elas
passam
encontram:
pus
nos cantos
pretos
e lágrimas
no espelho

(rindo de nervoso)

toxina
exótica,
instinto
apático
oxida
a carne
rasga
a pele
delira
a mente
sempre desce —
e o tempo escorre
como seiva grossa.

(devagar enquanto apodrece)

pulmão afogado,
berros encharcados,
sonhos errados
em corpos fechados.
células morrendo,
estradas cedendo,
horas tremendo,
tempo moendo
e nada.

(só o ponto final,
como tampa de caixão)

Inserida por rodriguesnutshell

⁠parasitologia II


apodrece no ar
no contato
no palato
gangrena
a veia
o suor escorre
em linhas de mapa

(geografia
da doença)

vício
viscoso
morto?
nunca.
contamina
a todos:
reflexo
pálido
ego frágil
escamas
brancas
restos
de micróbios
inflamação
no espírito,
erupção
na derme
e pus
no coração

grito
calado
com olho
cerrado

véu
hum
ano
e luta
por

le
go

pulmões,
um saco de mel

(doce
e sufocante)

Inserida por rodriguesnutshell

⁠parasitologia I


o verme que primeiro
roeu as entranhas
a saudosa lembrança
ficou por aí

(assim, sem ponto final,
como coisa que não termina)

multiplica-se
tecidos
novos
sepse
em microgênese
da vida
à morte
fermenta
por dentro

(o branco das páginas
sangrando
nas margens)

altamente
contagioso
simbiose
desigual
infecção
lenta
necrose
mortal
ferida
aberta
na alma
descoberta —
encoberta
a dor
desperta
e a chaga
infesta.

(e o silêncio entre os versos
é o som do vírus se reproduzindo)

Inserida por rodriguesnutshell