Poesia do Preconceito Vinicius de Morais
Somos compostos de muitas partes, muitos sentimentos e emoções fortes. Muitas vezes nossa alma é fragmentada e essas rupturas causam grandes traumas deixando nosso interior perdido entre os destroços. Buscamos então nosso Eu dentre estes destroços e tentamos resgatar como se fossem elos de uma corrente. Elos que unidos se tornam único, como o Uno.
Sobrevoar os horizontes da imaginação é uma oportunidade que a vida doa. Se não embarcarmos a tempo nessa viagem, ficaremos a deriva aguardando a sua chegada.
Somos escravos das nossas paixões. É preciso evoluir, colocando a vontade acima da nossa personalidade.
Somos somente aquilo que desejamos ser. Ninguém poderá fazer nada por nós a não ser nós mesmos. Esconder-se atrás do véu da insegurança, não resolverá. O momento será sempre propício para recomeçar e aceitar o que foi determinado. Busque apenas o que faz bem ao seu coração. A vida proporciona isso, portanto não tenha medo.
O que é felicidade, senão um bem estar interior? Uma sensação de liberdade? Quando percebemos estamos voando nas asas do infinito.
Existem segredos que jamais revelados aos olhos do homem. Eles nasceram e permanecerão ocultos até o último dia de vossa existência.
Alma! Algo intenso e grandioso, não podemos mensurar e nem definir; ela pesa o que sentimos no momento.
O mar presenciará o fim de vossos dias. Ele não dorme, vive em constante vigília. Mesmo quando em maré baixa, parecendo-vos esmorecido, ele observa e ouve atento e silencioso os vossos lamentos.
Assim como o verão se finda e o outono se aproxima, o ciclo de vossas vidas também findará como as estações do ano.
Não se doe totalmente, deixe o que é de vós para vós. Aquele a quem vos doastes poderá não compreender vossa intenção.
A vida é sábia, jamais erra. Ela apenas procura o jogador mais forte para que o jogo seja um grande desafio. Desafie a vida.
Nada é vosso, tudo passa de geração em geração, de ciclo em ciclo. O material fica, menos vossa alma que transmuta em ascensão.
É preciso despertar o adormecer da alma, lutar contra o medo do desconhecido. A cegueira do medo impede que a luz ultrapasse as barreiras contidas nas profundezas do âmago...
Quando vossos lábios não conseguirem pronunciar os vossos eloquentes verbos, vossas almas comunicar-se-ão no silêncio do momento.
A mente vaga nos mais ínfimos túneis da vida quando adoece. Alimentai-a com riquezas abundantes de sabedoria.
O medo impede-vos de abrir as asas e voar; limita-vos a observar a vida de um plano inferior. Abrirdes vossas asas sem medo, voar ultrapassa todos os limites.
Nós nos preocupamos tanto com as coisas materiais esquecendo-nos das grandezas espirituais aprofundadas em nosso espírito.
Vossos méritos poderão não ser vossos. A vida oportuniza para que cresçais, testando-vos, jogando o jogo do destino. Cuidado, se não souberdes jogar o jogo da vida; ela própria vos julgará tirando-vos do jogo.
Que jamais vos esqueçais da humildade doada para vossa jornada. Ela caminha convosco lado a lado. Só a sabedoria angariada pelos tropeços provará vossa resignação.
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