Poemas para o Dia dos Namorados que encantam em cada verso
Haverás de me rever refeita,
Ainda mais tua - e perfeita,
Porque a trova que plantamos
A acácia mais bela [semeia].
Acabaram de vez os [freios,
Só a espaço para desejos e flores,
Conhecemos a vida e os [sabores,
É por isso que nos escolhemos.
Nós sabemos o quê queremos,
Amor de verdade é o quê temos,
Um sentimento de pertença,
Com doses de [indecência].
Carinhos que irão sempre [adiante,
Gostamos de tudo que seja insinuante,
As nossas índoles são [picantes,
No melhor do arfar - extasiantes.
Os nossos beijos são o [alimento],
Os nossos corpos formarão um casulo,
Decidimos estamos pelo nosso futuro,
Nós nos escolhemos por porto seguro.
Com o coração apaixonado
Pertenço-te mais à você
Do que a mim mesma,
Você chegou para mexer
Com a minha cabeça,
Não há mais um porquê
Para olhar para trás,
Agora sei que eu te
amo a cada dia mais...
Se é conto de amor,
A gente inventa
Do jeito que for,
E tempera o nosso
amor com pimenta
O nosso bom motivo d
e sermos presença,
Assim nos aquecemos
com o mútuo calor...
Do que dizem que
pode ser ilusão
Está escrito nos teus
olhos a minha paixão,
Sei que aos poucos
você está para chegar
Não falta muito, sei que
você vai se entregar,
Nem eu e nem você vamos
parar para pensar...
Não procure
pela explicação
O amor quando acontece
tem a sua própria lógica,
O importante é estarmos
juntos além das horas,
E dessa vez, nenhum
dos dois irá embora,
O amor chegou para ficar
escrito na nossa história.
Você me pede um verso
Eu quero bem mais do que isso,
Estou pedindo o teu avesso
Quero viver no teu
colo um doce paraíso;
Ter você aqui do meu lado,
é bem isso que eu preciso.
Esse teu olhar discreto
Arranca de mim sem ruído
Uma mistura de prazer
Com um carinho proibido
Ouço o barulho do mar
Tenho o teu corpo para amar
Tenho a maior riqueza do mundo
O seu coração para me amar
Sem mais nem menos
Tudo sempre é motivo
Para sermos obscenos
Nós somos o sentido
Vamos dando cores e tons
Para o tempo e para o amor
Sigo contigo para onde for
Por mim e por ti persisto
O nosso amor é obra do destino
Arranco de ti um poema
como se fosse um beijo,
Desvendarei o teu mistério
- e o teu sabor
Não me importo, o amor
tem o seu próprio jeito.
Busco por ti não importando
- por onde for,
Os nossos hemisférios ganharão
- o ritmo do amor,
Não temo dar ao tempo
o seu próprio tempo,
Dou-te tudo, inclusive, o meu galopar,
Resolvi para você me entregar.
Teço planos como o bico das gaivotas
desenham o mar
- debaixo do sol e de chuva -
estou a te esperar,
há uma encantadora vontade
para te devassar...
Estou aqui hipnotizada a nos imaginar...
Duma forte e ditosa paz semeada
- resolvi ser tua,
Podem dizer que é delírio de amor
- não ligo,
Resolvi ser tua namorada
- bendigo,
Sou tua flor perfumada à luz da Lua.
Neste teu corpo, navegar é preciso,
Quero o teu delírio de amor, e o teu feitiço,
Não ligo que me digam que estou perdendo o juízo,
Tenho um céu, um mar e um bom motivo;
Não preciso de mais nada a não ser te sentir,
Tenho a urgência do teu amor,
Só me falta mesmo é ter o teu calor.
Vem logo!... Meu amor mais que doce amor!
Tenho por ti a mesma leveza
de uma borboleta azul,
Moro aqui em Balneário Barra do Sul,
A minha saia rendada
pelo vento balançada,
Faz coreografia para colocar
a tua vontade atiçada,
Só de te aguardar aqui
nessa praia tranquila,
Planejando entregar para ti
as peraltices meninas,
Trago por ti uma ternura que não termina,
e uma carícia ensolarada:
ainda hei de ser tua amada.
Se tens um coração que ama,
Então, não reclama;
Transforme-se em poesia,
E se eternize, e sê só alegria.
Ame loucamente,
Ame de forma inesquecível,
Ame até se for discutível,
Ame avassaladoramente.
O amor floresce no terreno da calma,
Entregue-se de corpo e alma,
Seja a poesia que se derrama,
E que se transforma também em chama.
Ame voluptuosamente,
Ame de forma invencível,
Ame até se for repreensível,
Ame arrebatadoramente.
O amor é indestrutível,
Ele sempre nos surpreende,
Possui um afeto que nos prende,
E nada em nós repreende.
Ame inabalavelmente,
Ame sempre que for possível,
Ame até se for impossível,
Ame para sempre - eternamente.
Se tens um amor para amar,
Espera com paciência,
O amor tem a sua própria ciência,
É mistério que nem os cientistas
conseguiram desvendar.
Declinada pertenço-te totalmente,
- pertenço-te tanto até nas gostosas
injúrias trocadas,
Não nego que te pertenço,
- pertenço-te tanto que por um instante
que te distraias, sou capaz de me sentir
rejeitada jogada nas Rua dos Enjeitados.
Deitada pertenço-te totalmente,
- pertenço-te tanto que sou capaz
de te seduzir com o meu encanto,
Não me faço de rogada,
- aproveito-te inteiro como fera esfomeada
Não recuso nem um pouco o dono,
deste corpo que é um divino,
e sublime banquete;
Não ligo para a opinião
daqueles que leem este verso,
e não creem na tua existência,
Morrem de inveja porque o meu
amor eles não têm.
Inclinada pertenço-te totalmente,
- pertenço-te tanto que sou capaz
de escrever poemetos com o suco
das amoras que foram plantadas.
E sou capaz de fazer balas
com as pétalas das rosas
que ainda nem foram colhidas,
- pertenço-te doidamente caminhando
livre até na areia da praia
Lembrando de nós dois até mesmo
apreciando o deslizar dos barcos.
Suspensa pertenço-te totalmente,
- pertenço-te tanto até nas estrofes
que ainda nem escrevi,
És a poesia revistada e revisitada
em prece e procissão,
- prece da minha paixão e profissão
dessas manhosas letras,
É esse o meu jeito de
chamar para mim a tua atenção.
A nossa aliança é sublime
Mais do que palavras
- elas cultivam a atitude:
Nunca subestimamos o acaso.
O amor sempre esteve conosco
- lado a lado
Determinação do Bom Jesus dos Navegantes,
que fez a gente ter se encontrado.
A tarde chega misturando amorosamente
No céu as cores rosa e lilás...
Sinto gotejar o aroma de lavanda
- estou aqui na varanda...
Contando os versos
Que vem atrás dessa saudade,
Que você me faz;
Está retido na minha boca o teu beijo
que me embalsama,
e no meu corpo está a tua mocidade vivaz.
O mundo pode cair à deriva...
Temos em nós uma paz infinita,
Uma vivacidade que não se apaga
E um encanto além da chama...
Sim, nesta tarde que saúda
As minhas três palmeiras,
Estou aguardando notícias suas
[alvissareiras] - cá estou sereníssima...
Quando se ama é assim: não se teme dançar
no [precipício,
O coração busca o outro até no
[abismo,
Vive-se a profunda certeza de estar
Vivenciando a amorosa serenidade
[mais extrema]...
É na certeza de ter a proteção
Do teu colo dando o meu em troca,
é que a gente se amplifica e se serena;
certeza longe de ser pequena.
Hoje fui meditar diante do mar,
- fiz isso por nós dois
Por esse beijo me endoidece,
- beijo assaz excitante
Tenho nas mãos o teu lindo amor,
- és primaz e meu diamante
Revelados no caminho do amor,
- somos um pedacinho de paz,
Abrigamos em nós o pedaço do
[amor demais].
O teu jeito está a cada dia mais audaz,
- você já sabe o quê para perto
de ti me traz
Sabemos delinear o nosso horizonte
da maneira mais perspicaz...
O meu desejo por ti é tenaz,
- e ninguém desfaz
Não há nada que me distraia,
- é plena a carícia que você me faz
A tua existência é irrestível,
- a tua malícia é indizível
Temos uma ternura incrível,
- as nossas cinturas se estreitam
no jardim do amor indestrutível
A tua voz ao pé do meu ouvido
é mais do que aprazível,
- és dono de um convencimento
aplausível
Portanto, não nego jamais:
longe de nos tornarmos rarefeitos,
Construiremos a nossa história de amor
com paixão, gemidinhos e trejeitos...
Eu posso afirmar com exuberância:
Apreciamos a vida com elegância.
Apreciamos as singelezas,
No nosso coração só há espaço
Para as certezas,
Os nossos beijos dobrados
Serão de invejar até as estrelas...
O teu sorriso é um convite
Para termos os nossos beijos trocados,
Do teu paraíso os beijos assanhados
São habitantes - a gente se adora
Além dos instantes;
Faremos o melhor de todos os romances...
Sonhamos com os nossos beijos
De namorados regados de desejos;
Somos dois atirados querendo sempre mais
E mais beijos...
Nós somos um, somos dois
'acanhados' que adoramos beijos aos bocados,
E doces loucuras de apaixonados...
Nos braços da alvorada
E na malícia do poente,
Vamos nos preparando
Para nos encontrar na boêmia poética
Bem de madrugada - não há desejo
Tão lindo, e alegria mais do que esperada
De uma mulher que deseja ser amada.
Nasci para você, e por ti existo,
Respiro por nós dois, e persisto;
Sou só súplica, e por nós insisto,
Você existe, eu não te resisto.
Por você, eu nos construo,
Para você, eu nos conservo;
Só por você, eu nos eternizo,
Inteiramente por você, eu me declino.
Trago em mim a primavera no peito,
Amo você do meu jeito intenso e derradeiro,
No compasso que não perde um só minuto,
Carrego por você o maior amor do mundo.
Sou mansa como um regato,
Sabes do meu jeito de mato,
Trazes para mim num único heróico ato:
O maior aconchego do mundo
No calor do teu abraço.
É tarde de Primavera, e cá estou,
Carrego um coração que insiste,
Um coração que jamais desiste,
Que por amor sempre persiste...
É tarde de Primavera, e lá vou eu
Recitadora de versos que abalam,
Dona dos poemas que te tocam,
Que por amor jamais se sufocam ...
É tarde de Primavera, e cá estou,
Respirando os aromas doces dos florais,
Embalando os nossos detalhes fundamentais,
Que por amor traça caminhos transcendentais...
É tarde de Primavera, e lá vou eu
Trovadora do amor, que sempre insiste;
Dona da esperança que não desiste,
Que por teu amor, enfrenta tudo - persiste.
A poesia te busca na escuridão,
Estou no exílio, e só na imensidão;
Sem a tua companhia o ar é solidão,
Vivo procurando por tua atenção,
Um pedaço teu é do meu coração.
O coração erradio busca pelo teu colo,
Está na hora das nossas destrezas,
Desfrutaremos de todas as sutilezas,
Estrearemos o nosso espetáculo íntimo,
Com uso e fruição de todas as belezas.
A aventura que busco é a alegria
Renovada a todo instante e a dose
Equilibrada entre elegâncias
E as boas safadezas
- nossas -
Poéticas indecências,
Nirvanizaremos as nossas malemolências.
A abóbada celeste incita que eu escreva
Daqui do exílio tudo isso e mais um pouco:
Ela tem um pouco dos olhos do tripulante
Dos meus sonhos e desse desejo
Que se expande deliciosamente louco...
A tua delicadeza preenche
todo o meu coração, e provoca
intensamente a minha paixão;
já te percebo como mestre
experiente em sedução,
és dotado de estelar persuasão.
As nossas almas
estão em plena afinação,
nós temos o melhor dos amores
de os todos séculos,
e [escritas] todas as poesias;
as nossas mentes estão amiúdes
planejando fantasias - inauditas.
O amor flecheiro atingiu
os nossos sonhos mais etéreos,
tens o astral dos homens
- eternos -
juntos iremos
ambiciosamente muito
além dos doces amplexos.
Por você aprendi a mudar
o olhar,
estou reaprendendo
o sentido de amar imensamente;
a poesia é a redentora
que me trouxe para você,
e estamos atraídos
surpreendentemente.
Escolhi você para ser sutil
o enólogo dos meus beijos
que virão diversificados;
e os meus sabores não sairão
dos teus lábios:
o amor é o vinho
que fascina os sábios.
Criados a imagem
E semelhança de Deus,
Estes lindos olhos tão seus
... e tão meus!
Quem ama sempre crê,
Não é ateu.
Apaixonados somos
Um do outro e sempre
Nos amando a cada vez
- mais -
O muito será sempre
Muito pouco!
O amor nunca esgota,
E corajosamente suporta:
Ele é criativo quando
Bate à porta,
O amor é mansinho
- e nunca sufoca.
Nos amando serenamente,
É uma uma celebração
- diária -
Juntos passamos a perna
Na rotina ordinária,
Amar faz a vida extraordinária!
Não importa em qual condição,
Ter um espaço no coração de alguém
É ter um lugar ao Sol;
Podem dizer que é alucinação,
Eu não me importo
- o amor -
Aconteceu sem explicação.
O amor quando acontece
Não tem explicação,
Mesmo na contramão,
O teu coração é meu farol;
Estou aos teus pés,
A tua sedução conduz
A minha louca paixão.
Talvez eu ainda não seja
Tão importante,
Basta o teu coração
Me dar uma chance:
Vou te provar que o meu coração
É capaz de fazer o seu viver
De verdade um romance.
Por ti observados
Corpos enrodilhados
Os passos acertados
Espíritos afinados
Desejos ocultados
Nos toques dos acordeons
O amor afina os tons
A saudade crepita
O peito palpita
A consciência aflita
Separados pela fronteira
O tango te incendeia
Sou tua companheira
Anseia-me inteira
A fome é derradeira
A paixão e sua erupção
Dois acordeons embalam
Os dançarinos e a atração
Os pensamentos acasalam
O amor vibrando no coração
Abrimos caminhos no infinito
Carregamos o amor mais bonito
Tal qual a sedução de uma poesia
Que faz questão de não ser explícita
Insinuando se entrega, e não sossega.
Contemplo no espaço o olhar,
uma sensação tão instigante
que faz a cada dia eu me apaixonar,
sentimento intransigente que faz
a exuberante juventude só pedir
o teu colo,
um passaporte para desvendar
o teu mistério
tão intrigante - apaixonante.
Na profusão do mútuo desejar,
bem sabes que faço de tudo para
chamar a tua atenção,
e que a provocação e a timidez
fazem parte da nossa dupla,
chegará uma hora que não haverá
mais como ocultar a temperatura;
dizem que amar é um crime,
para o nosso amor não tem castigo,
somos partícipes criativos
no delicioso perigo - incontidos.
Um não sai da cabeça do outro,
sabemos que temos o mesmo gosto,
entre nós não existe jogo,
o tempo se encarregará do nosso
- ouro -
o tempo é a forja e o amor
é nosso primoroso tesouro;
mergulhados nas profundezas do amor,
- somos exigentes -
e a cada detalhe damos valor:
Um brinde ao porvir do nosso amor!
Duas almas que se encontraram,
No estalo de um laço fecundo,
Pura mística;
Sagração autêntica do amor desnudo.
De braços abertos
na imensidão
da espera por você,
Vivo em contestação
em nome de tudo
que nós acreditamos.
A tempestade se
anunciou intrépida,
A floresta se tingiu
com a mesma cor
dos teus amorosos
olhos misteriosos.
Nos meus sonhos,
mesmo que sejam
outros os caminhos,
A cada dia tu vens
me trazendo todo
dia mais para perto.
Em pleno meio-dia,
bate bem forte
o meu coração
como a badalada
da Igreja Matriz
São Francisco,
Sinal que está inteiro
e celebra nós dois
nesta rota que principia.
Nunca abrimos
o vinho que
está guardado
na antiga cristaleira,
parei com besteira,
e aquele disco
repeti a noite inteira.
Não sou mais
a mesma ingênua
que chegou
cheia de sonhos.
O scarpin vermelho
está no canto
do meu quarto,
e tenho apenas
que ter bom senso.
A névoa caída
na madrugada
não atrapalhou
os meus olhos.
Nunca precisei ter
enfeites nas mãos
para a antipatia
que a face precisa
esconder com
quem nada fez.
Na penumbra sem
desejar o quê
na vida me tornei:
a estrela solitária
em nostalgia.
Nenhuma cara feia
me intimida,
alguma dúvida
ou pouco caso
com a minha poesia.
