Poemas para o Dia dos Namorados que encantam em cada verso

A Natureza nos reúne

Com a divindade

- dos amantes -

Na tranquilidade

- do encanto -

E com a liberdade

- e toda arte

Do amor imune

Ao mundo sem amor;

À ti devoto mil poemas,

E mansos versos de louvor.



A destreza do tempo

Com a sapiência

- das raposas -

Na rapidez do vento

- do absoluto -

E tranquilo Balneário

- cumprimento

Com sorriso lépido,

O teu fatal intento

De saber de onde sou,

Sou a letra do gole de vinho,

- a mão que te faz carinho

A poesia da tua alma,

O verso que te (acalentou)...



A beleza natural que verseja

Com a liberdade

- de quem no amor crê

Seguirá intrépida

- mesmo cambaleante -

Seguirá persistente,

E sem temer aos temporais,

- seguirá incrivelmente -

Em busca de você...,

E dos teus amorosos ais

Que há de ser meus motivos:

- Para não desistir!

E te querer a cada dia mais!...

Inserida por anna_flavia_schmitt

Eu encontrei você de um jeito

Que sempre sonhei e quis;

Poesia de tão perfeitas luzes,

- suspensas

Eu encontrei você perfeito

Com o faro e a minha diretriz;

Poemas de tão perfeitos lemas,

- emblemas

És o mais alto dos comandos,

- teoremas

Coragens, renovações e sutilezas,

Escolhi você para ser o meu amor

- indecente

Que sempre sonhei não ser menos

Amor meu doce amor, simplesmente.



Não me importo com a rima,

E igualmente com a métrica;

A estética se abre com a alma,

O quê vale mesmo é a poética.



Eu desenhei você de um jeito

Que sempre sonhei e quis;

Paixão de tão intensas luzes,

- aquecidas

Eu encontrei você inteiro

Com a minha habilidade feliz;

Potência de tão doces juras,

- destemidas

És o mais alto dos astros

- sem segredos

Que sempre esperei sem medos

Amor meu doce amor, contente.



Não me importo com a opinião

Pudica, invejosa e alheia,

A poética é toda minha...,

Com você nunca estarei sozinha.

Inserida por anna_flavia_schmitt

O teu sorriso aceso tem a luz

Das estrelas acesas do céu,

O meu destino escreveu

Nos canteiros mais coloridos,

O meu coração nunca esqueceu

Das luzes da ribalta avistadas da barca;

Ah, essa primavera que não passa!



O teu nome é sinal de pura censura

No mundo das pessoas perfeitas,

O meu peito arde de tanta loucura

No arder das plenas reminiscências.

O teu perfume ao vento paira

Com a força de um vero jasmineiro,

O verso que arranquei para ti

Foi do mais lírico [canteiro...,

O manancial deste substantivo

Tão abstrato e dolorido

Que bate no peito como concreto;

E para alguns é como canto secreto.



O teu nome é sinônimo de ausência de luz

No mundo ninguém sabe como surgiu,

O meu caminho para ti me conduz

No passo do tamanho do céu de anil.



Desta culpa sou ré confessa:

- Por ti morro de saudades

Sei que vou acabar enlouquecendo;

Com o peito que vive a bater forte,

Ele está sempre por ti doendo...

Deste Sol que não se apaga:

- Por ti escrevo versos de saudades

Sei que vou acabar sozinha,

Com o peito estrelado em versos,

Que para este mundo está se descrevendo.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Enxerga-me crua

No teu telescópio,

Fazes-me tua

No teu íntimo,

Embala-me nua,

Àquilo que procura:

Em mim constela.



Excita-me a tocar

Nos astros à bailar,

Fazes-me ao sabor

Nos teus conformes,

Fazes-me o teu amor.



Escreva-me em ti

Nos poemas da alma,

Fazes-me a tua calma

Nas noites escuras,

Derreta-me nas brumas.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Não existe poesia desacompanhada

Nenhum pouco de si mesma,

Não existe quem não resista o beijo

Por um intenso e pio desejo;

Não existe dália apaixonada,

Que não seja também ninfeta,

Tampouco desejada...



Não compreende o sentimental

- poemário

Arrancado do pomar

Amansado pelo vento;

Não menos belo que o Balneário.



Não existe malícia incendiária

Nenhum pouco por ti recusada,

Não resiste carícia reprimida

- Por um só amanhecer,

Não existe ninfeta sonetista

Que não saiba fazer-se dália.



Não compreende o gutural

- soneto

Plantado no lugar

Espalhado pela onda;

Não menos corajoso do que o mar.



Não existe métrica discreta,

Que não seja capaz de revelar:

- A poesia de beber e de amar

Outrossim, que seja ousaz

No ponto urgente e necessário

De fazer-te provar o hálito

- sabor de orvalho -

E da rima da mulher amada.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Emaranhados no mesmo verso,

Retornamos à mocidade,

Enamorados da mesma causa,

Filiais da liberdade,

Enlaçados no mesmo amor,

Cremos na imortalidade.



Anoitecidos no pleno Universo,

Íntimos e maliciosos,

Madrugadeiros e boêmios,

Amantes gloriosos,

Encantados a milênios,

Dois intensos devotos.



Desobrigados de rigores,

- experimentando -

Os melhores sabores

Escrevendo no silêncio

- dos corpos;

Orações à dois senhores...

Inserida por anna_flavia_schmitt

Recorro as fórmulas

- mais secretas -

Abraço a condição

- mais obediente -

De dobrar-me à todos

- os mais sublimes -

E humanos poetas.



Dobrada ao menos

- tento -

Embalar amenos

- versos -

De enluarar-me toda

- ao sabor das noites -

E dos ciganos etéreos.



Feitiços aos pedaços

- saborosos -

Ritmados pelos sentidos

- temperados -

De estrelas dos céus

- reverenciados -

E convertidos em caminhos.



Esculturo o soneto

- sem tropeço -

Confesso o segredo

- inconfesso -

De estrelar-me em pêlo

- perdendo-me nas horas -

E revelar-me a mais sutil

De todas as finas senhoras.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Fantasio na surdina,

Revivo na alvorada,

Comemoro na aurora,

Estive ao teu lado,

Embalada pelo beijo,

[Selo] de outrora,

Universo de poesia,

Outrossim, sinfonia.



Prevejo na calada,

Rememoro a neblina,

Esparramada alfazema,

Sensualidade albatroz,

Provocação extrema,

Janela aberta audaz,

Terra de Geraes provada,

Por ti entreguei-me inteira,

Ainda te pertenço sem dilema.



Vento que assobia,

Que desassossega as folhas,

Vento que brinca,

Que desinibe a flores,

Vento que sacode,

Que do livro vira as páginas,

Vento que transporta,

Que leva o meu perfume,

Que faz com que ele penetre

Nas tuas frestas e bata na tua porta.



Sou o vento que balança

A tua janela, espera!

Quem espera sempre

- alcança -

Nunca se perca de nós;

Entenda a nossa cumplicidade

Que vive de esperança

E de pé na Terra.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Tarde ensolarada à beira mar

E ritmada ao modo do vento,

No ir e vir do balanço do mar

Como o teu jeito manso,

A tua voz de suave encanto,

O teu riso aberto, sincero;

Trazendo a tua voz presente

Anunciando contente:

- a nossa reaproximação!



Os pássaros são anjos inteiros

De plumas adornados,

Cantores da anunciação,

Saudando o tempo e a distância;

Pela incapacidade de desfazerem

Uma verdadeira paixão.



Os divinos cantores

De asas abertas,

São ainda mais lindos

Anunciando a liberdade,

Que só o amor pode trazer

A verdadeira salvação.



Os sentimentos não se dissociam,

Amor e paixão tem uma fórmula

- secreta -

A nós foi nos dada à missão:

De sermos boticários da anunciação

De uma mística que Deus secreta.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Toco as estrelas com os dedos,

Abre as portas da tua alma!

Traz para mim os teus beijos,

Ventos de um forte presságio!

Nasci para ser amor irreversível,

Tornei-me a primavera dos desejos.



Tateio entre os giros do Universo,

O destino fez do meu coração

- um verso disperso

Escrito para ser inesquecível

De uma doçura de derreter o inverno.



Teço um caminho de fina seda,

A minha loucura por você não é lenda,

Talvez a minha suavidade surpreenda,

Dançarei na Lua para que não se esqueça.



Toma-me pela mão, e escreva!

Virarei poesia, e até mesmo odalisca;

Tenho coragem até de ser ousadia,

Fazendo que por mim você persista.



Te adorarei sempre por inteiro,

De janeiro a janeiro,

Do jeito do poetinha,

Tenho a marca de todas a revoluções,

E o perfume das mil tentações.



Tudo em ti virás em mim,

Sou cantiga que te nina,

Sonata que lhe rouba o chão,

Sou a magia do amor que invadiu

A tua alma, a tua mente e o teu coração.



Toco as orquídeas do nosso jardim,

Respiro nelas os teus aromas

Doces da tua flutuação,

- Estás em todo o lugar! -

Tranquilidade um dia a gente terá,

Um dia a gente irá se reencontrar.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Conhece a chama ardente

Do meu corpo sob o teu,

Arranco o teu chão e o teu sono;

Com o meu bem servir ao Dono,

O teu caminho também é meu.



Amanhece comigo no [riso,

Entardece comigo no teu colo,

Anoitece com o meu [cio;

Eu te arrepio, sem frio,

Eis o nosso verão: eu anuncio!



Esquece este mundo vazio,

Presenteie-se com o luxo de abandonar

- tudo -

Em nome do melhor do prazer;

Não temos nada a perder!

Vamos nos deliciar,

E celebrar sobejamente:

- Só eu e você! -

Inserida por anna_flavia_schmitt

A minha imagem é viva

Ela jamais descansa,

A minha imagem é de carne

Ela jamais te cansa,

A minha imagem ferve

Ela não te dá descanso;

A minha imagem verte

Em cada um dos teus poros.



A minha imagem é presença,

Que traz consigo a sentença,

De prestar-lhe obediência,

É mais do que isso:

É emprestar a minha indecência

Fugidia de qualquer coerência,

Entortando-lhe até os ossos.



A minha imagem é malemolência

Feita de vidro quando estou longe,

E feita de papel quando estou perto;

Na tua mão sou página de livro,

Que se dobra, mas não se vira,

Sou o teu caso sério, admito.

Como páginas que não se viram,

Escrevendo inequivocamente

Juntos uma nova história no Universo.

Inserida por anna_flavia_schmitt

A chama se [revela

Como noite acesa,

É brasa inconsumível

Da tal ardente estrela,

Que ilumina e [celebra

A vontade que nos cerca.



A chama se [destaca

Como palavra fina,

É incenso perfumado

Da divindade incrível,

Lira de apaixonado,

Feito nó que não [desata.



Valsa em nós o Universo,

O meu íntimo te pertence,

Talvez ainda estás [perdido,

A saudade é nossa - sempre;

De estarmos na mesma corrente

Nadando somos o curso do rio,

Da poesia inequívoca sou o verso:

Dolente, apaixonado e [atrevido.



É questão fora de [tempo,

Sempre em todos os tempos,

Todos musicais ou [não;

Ambos pagãos ou divinos,

Tão satânicos ou bíblicos.



A chama [ardentemente

Em tempo há de contar,

Que nunca [deixou

De por ti se apaixonar;

Vontade que não vai passar.



É questão além do [tempo,

Sempre e em todo o lugar,

Quando paro para [pensar:

Bate o sentimento, o tal penar!

Essa distância irá acabar.

Inserida por anna_flavia_schmitt

A cada gota perfumada

Fundem-se os aromas

Cálidos em plena erupção,

A cada toque de paixão

Tocam-se as melodias

Refugiadas no Balneário,

A cada tom de emoção,

Assim trazes-me pela mão:

Ofereceste-me o teu corpo,

Fisguei o teu [coração]...



A cada balanço das ondas

Chegam os beijos das sereias,

Tilintando viram conchas

Porque nós somos divinos;

Filhos do imprevisível,

Somos dia sol e tempestade,

No Universo estamos escritos,

Sabemos o que queremos:

- Estamos famintos.



A cada asa aberta na Terra,

Somos a tal liberdade,

Nascemos para o amor,

Sublime, intenso e eterno;

Este é o nosso segredo,

Do jeito que me trazes

- pelos cabelos -

A cada arco-íris dos instantes

Reinventamos os desejos...

Inserida por anna_flavia_schmitt

Onde o meu coração

te plantou?

Entremeado entre

as minhas preces.

Levando a minha fé

- contigo

Tu sempre me mereces.



Tudo de ti em mim

Brota e floresces,

Nada de ti em mim

...Envelheces.



Onde o meu coração

irá me levar?

Ventando sempre

para o teu lado.

Escolhi você

para ser o meu amado,

De estrelas irisado.



Tudo de ti em mim

É celebração,

A distância sempre

É expiação!...



Não me poupe de ti,

Do teu olhar,

Do seu siso,

Do teu afagar,

Do seu sorriso...

Longe de você tenho perdido

- tudo -

E até muito mais: o meu juízo.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Entrando na tua vida

- bem devagar

Eu sou a primavera,

A alma que te espera,

O Farol que beija o mar.


Um farol perdidamente

No estreito e a frente,

Quanta loucura para contar...


Iluminando o teu barco,

Primavera potente,

Farol perdido, não ilhado,

Com muita história a te contar

E um amor profundo para te dar.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Navegando nas tuas águas

(ilimitadas)

Escrevendo o meu destino

(infinito)

Circundando a tua ilha

(exuberante)

Rodeando as 158 estrofes

(gloriosas)

Escutando o teu Hino...



Ramo de oliveira

No bico da pomba

Também é poesia

Sem se dar conta.



Encontrando nas areias

(paradisíacas)

Os beijos das sereias

- encantadoras -

Escutando as tuas lendas

(gregas)

Nas tuas vozes

(cipriotas)

Eu acredito, e confio

No desejo de paz duradoura.



Asa de poeta

No bico do verso

Rama poética

Você é parte do Universo.



Na tua gente escrita está

A poesia e o (mistério)

De cada Deus e sua musa

O cordão (etéreo)

Que faz o encanto cipriota

Viver para ser eterno.



Nas tuas ondas bravias

Nas espumas brancas

Desfeitas no (azul)

Recebam as linhas

Tecidas dos meus ventos

Vindos do meu (Sul).

Inserida por anna_flavia_schmitt

Ali, logo ali está,

A vida a vibrar,

Bem no mangue,

Não tão distante,

E bem perto do mar;

Na Ilha dos Remédios,

Vou a cura procurar

Pela cura do mal de amor,

Devo ir, e se lá eu não for,

Comigo para sempre ficará

A repleta dor desse mal de amor,

- Que talvez nunca passará... -



Ali, bem dentro de ti,

Com o barulho do mar,

Sublime cantante,

Menestrel brilhante,

Indo sempre ao mangue,

Para a vida cultivar,

Nas carregadas redes de pesca,

Para enriquecer a festa e alimentar,

O povo que luta e ama,

Nessa terra que o mar balança,

Floresce no sorriso a alma açoriana.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Escrita sobre linhas de ouro,

Tranquila em curvas e retas,

Revista na valsa das horas,

Exata como ilhas e terras.



Intensas veias cor de rubi,

Mexendo com as intenções,

Serenas intenções por ti,

Extasiando as intenções.



Consignada rubra estrela,

Brilhante no firmamento,

Flórea e bem vermelha,

Fiel eleita pela beleza.



Comungada com os astros,

Seguindo os teus passos,

Vou vivendo a sua espera,

Só para viver nos teus braços.



Para uns sou o veneno,

Eu te inebrio,

Para outros o remédio,

Eu te acordo,

Sou o mais fino vinho,

Jardim acetinado e vero,

Carrego a grande espera

Do tamanho de tudo e do mundo,

A minha alma não cede, é sincera;

Posso vir até sofrer, mas não em vão;

Nasci para te entregar o meu coração.

Inserida por anna_flavia_schmitt

O tempo tem a fúria louca,

Ele passa, e não perdoa...

Giram os ponteiros dele,

De saudades estou corroída,

Estou de tanta falta quase

(desfalecida),

Não é de momento,

É sentimento profundo

(fecundado),

Giram os ponteiros do tempo,

Chegou a hora de acertar

(os nossos ponteiros):

de ti não abrirei mão, e já

provei que sou a Beatriz

que por Dante foi ao Inferno

em busca do seu coração.



Não existe tempo para amar,

Todo o tempo sempre será

Tempo para amar, amar, amar...



Não existe amor diferenciado,

Todo amor sempre será amor,

Ele é o espetáculo em esplendor.



Não existe jeito de amar,

Amar sempre encontrará

O seu próprio jeito de amar...



Não existe amor perdido,

O que existe é amor

Que não foi concretizado.



Não existe receita para amar,

Amar sempre se reinventa

A forma com a qual se eternizará.

Inserida por anna_flavia_schmitt