Poesia de Destino

Cerca de 8241 poesia de Destino

eu
quero
a razão dos acasos
perdidos...
quero minar a sede que
se alastra
sede de olhos a ver a
face...
sede dos limites
vencidos...
da cura do instante que
mata
do desaguar de lagrimas...
do encanto
que jaz no anonimato...
de buscar
ja me afoguei...
sem ar
o coração quer olhar atraves do
que ve
perder-se no destino
abrigar-se no
silencio
invadir a veracidade das palavras
não ditas
ofuscar razão...
razão?
quero-a bem longe do que
me pertence
não á razão que a realidade
desconheça
sofrer?
melhor assim do que ter um
nó na garganta
mutilando as palavras que
gritam...
palavras
elas dilaceram quando
silenciadas....
não as quero quando não
ditas...
acordar
de uma ilusão
e se sentir realizada pois
a realidade
doi
mas pior seria
deitar
na frustração onde silencios
são drogas
a nos deixar extasiadas
a luz
no fim do tunel ja não
mais clareia
ofuscada pela minha
ousadia
em fazer aquilo que quero que
aconteça
e que
seja
ja!

Inserida por fatimajzuanetti

Inventa-se e cria-se o que se pode..
Da Terra tudo se tira, se sufoca e se estoca.
Invadem o seio da mãe natureza,
virgem desguarnecida...
Eterno destino da água molhada...

Inserida por raphaelcampos

E a distância não importa,
Nem preocupa, em nenhum momento.
Quando uma alma está ligada à outra,
Pela eternidade do sentimento.

Mesmo na realidade dura,
da vida antiga, que não quero mais viver
Estou de corpo presente,
mas pensamento longe, em você.

E sofrer com a realidade,
de não poder se aproximar,
Mas mesmo assim, estar feliz
Por fielmente habitar,
o coração desta pessoa,
A quem pelas voltas do destino,
sem querer, também passei a amar.

E da constância e afinidade de corações e mentes,
E nesta certeza de sentimento eterno e recíproco,
Somos brisa, tempestade, chuva, fogo ardente
Esperar não é problema,
Quando se sabe,
é certo ter o outro eternamente.

Sua imagem é como um sonho, dentro de minha alma
Sem noção do tempo, o quanto ele possa passar,
Você me faz tão bem, me transforma, me acalma,
Me aconselha, me faz feliz,
Pelo simples fato de me amar.

Amor que redescobri de novo,
Aumenta sempre, bem devagar
Espero pacientemente,
Pelo dia do reencontro,
que certamente vai chegar,

E quando duas metades,
que toda a vida se buscaram,
Finalmente se encontram, se completam, se preenchem

Por mais que lutem contra, ou que sempre tentem fugir,
Não há nada nem ninguém, nem forças no mundo,
Que possam impedir o destino de agir,

Nos planos do destino da gente,
Fomos feitos para prosseguir,
E o mesmo destino dar voltas e sempre,
Dar um jeito do acaso nos unir.

Inserida por regianegolla

"Que é isto, que fizeste- me?
Uma praga me rogaste?
Tão antes do tempo,
E como dizem os apaixonados:
Te amei mais do que devia
E tão antes de tudo
Te quis mais do que podia..."

Inserida por usuarioanonimo

Como um dia ensolarado, o amor se demonstra.
Ao mesmo tempo em que se manifesta intenso, caloroso e admirável, também se mostra passageiro.
Como num solstício, pode durar mais ou menos do que o ideal.
Após alguns vários momentos, a insolação tem seu fim, deixando a atmosfera mais calma e lépida.
O pôr-do-sol transita à intensa escuridão, iluminada, apenas, por poucas e singelas luzes consoladoras.
À espera de um novo esplendor, quedamos solitários e mergulhados na incerteza do acaso.

Inserida por HardenzenL

Não importa qual o seu sonho ou quão grande ele seja, nunca é tarde para torná-lo realidade.
Você é dono do seu próprio destino e decide de que maneira Deseja terminá-lo.

Inserida por gaara_araujjo

⁠Se eu soltar meus passos para onde eles vão
Que caminho ele vai tomar
Que rua vai seguir
Que atalho vai buscar
Se seguir meu coração onde vou chegar
Se me deixar levar pelo pensamento onde vou parar
Se me deixar levar pela vida só tem um caminho
Aquilo que todos chamam destino

Inserida por CezarRodrigues

⁠Girafa e Centopeia

Os caminhos são tantos e a gente com dois pés apenas
Para tanta caminhada, tanta empreitada

Melhor seria centopeia ser, quem sabe uma girafa distraída, leve e lenta.
Uma carona ao acaso, coisa do Aleatório de Almeida.

Bifurcações são nosso arroz-feijão.

Ônibus lotado, cheio de almas pensando na ida, estando na volta e vice-versa, o tempo todo levados a esmo e descendo no ponto, sem dó nem riso, ainda brincam, falando que correm buscando uma, hoje, quimera.

Troca o band-aid do salto alto, vai de novo, vai fazendo conta, vai.
Que a vida não espera, faz rastro, faz destino, vai!

Inserida por Machadisses_ac

⁠BELIEVE

Acreditar é a única opção sensata,
Embora pareça uma idéia abstrata.

Acreditar que a vida vai mudar...
Que as coisas vão melhorar.
Acreditar que existe um propósito maior...
Que vamos todos a um lugar melhor.

A desesperança é a própria morte,
É conduzir a vida à própria sorte.

Portanto, tome as rédeas do seu futuro...
Esqueça de vez o passado obscuro.
Seja a chama que arde sem fraquejar.
O primeiro passo sempre é acreditar !

Dos Medos

Meus medos me dão medo
Me dão vontade de chorar
Remetem medo no enredo
Põe temor no meu olhar
Os medos me apontam o dedo
Me acusam sem se explicar
Os medos do medo fazem arremedo
Deixando a ousadia se calar
Os medos criam muros, segredos
Engaiolando a valentia no lugar
Os medos nos põem em degredos
E nós acovardam na hora de amar
Tenho medo dos meus medos

© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
27/1/2015, 16'10"
Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

A vida é um ciclo, onde só você pode mudar e aceitar seu destinos.
Quanto mais você renegar ela mais difícil alcançará sua vitória.

Inserida por Fnd

Ponteiros

Os ponteiros do relógio que levam
As horas boas de nosso viver
Também grifam no tempo as que elevam
E trazem assim, pra sorte, saber

Iguais às águas dos riachos
Carregam rio abaixo as folhas caídas
Em contínuos despachos
Tal como as nossas despedidas

Os ventos também assopram
Pra longe os sonhos empoeirados
Ficando outros que aportam
Nos galhos dos nossos fados

Pois o de direito, é nosso, ancoram...

© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

O nosso mundo, este que vivemos e convivemos milagrosamente,
apesar de todas as improbabilidades do universo, é praticamente imutável, porém se quisermos dar um novo rumo às nossas expectativas futuras,
somente nós, apoiados por Deus, teremos o poder para mudarmos tal destino”.
(Teorilang)

Inserida por ivan_teorilang

perdulário

gastei todas as rimas ao sonhar...
gastei todos as ilusões ao amar...
me sobrou o poetar.

© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

gangorra

a vida é
um vai e vem [ ... ]
habitue-se

© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

Canto em Versos

O meu poetar une versos
dos amores, dos reversos
porém, não são submersos
nem tão pouco dispersos...

É uma exaltação aos universos:
das trovas, dos mundos diversos
das dores e louvores tão imersos
nas palavras e sigilos complexos

De simples poemas abstersos...

© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

pena

o bom é que seja leve,
se não poder ser, releve...
e em nossa vida seja breve.

© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

bula

a vida não tem ponteiro
marcando o andamento
nem letreiro,
guiando o sentimento

divirta-se!
tudo é momento!

© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

SONETO NA CONTRAMÃO

O badalo bate, o sino da igreja soa
Qual navalha o som corta a solidão
Chiando no silêncio pesar e aflição
E no relógio a hora a ligeireza ecoa

Num labirinto de saudade e emoção
A lembrança de asas no tempo voa
Desgovernando o sentimento a toa
Num vácuo de suspiros no coração

Então, o seu ganido invade a proa
Da alma, que se sente sem razão
E cansada de tantos ruídos, arpoa

Nesta quimera de dor e de paixão
Os olhos são cerrados pela garoa
Pingada das lágrimas na contramão

© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Dezembro, 2016
Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

Bagagem

Não sei quantos chãos tenho
Cada instante um sob os pés
Continuamente não me retenho
Nunca me achei, sempre revés
De tanto ser, só sou um lenho
Em borralho de alma, ao invés
De só vê que ruim é ser inhenho
Vejo o que sinto não é o que és
Uma vontade de ter empenho

Atento a cada tal lugarejo
Me torno eles e não a mim
Metamorfoseado no desejo
Sou eu, outro, neste jardim
E assim tão distinto cenário
O meu ser piorra sem fim
Diversos, só e questionário
Julguei o que sinto, enfim
Os chãos são o meu plenário

Deles levo um bocado, deixo
Um bocado, enfim, vou indo
Pois o que segue não queixo
Nem prevendo, nem provindo
Vou assistindo à passagem
Nesta de chegando e partindo
Vou lendo, escrevendo a paragem
Sem rever o conteúdo advindo
Em cada estória faço a bagagem

© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol