Poesia de Mae para meu Filho Homem

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Luz

Andei na vida pergunta fazendo
Morrendo de tédio, de tédio morrendo.

Riram os homens de meu desvario...
É grande a terra! Se riem... eu rio...

Escutei palavras; demasiadas palavras!
Umas são alegres, outras são macabras.

Não pude entende-las; pedi as estrelas
Linguagem mais clara, palavras mais belas.

As doces estrelas me deram tua vida
E encontrei em teus olhos a verdade perdida

Oh! teus olhos cheios de verdades tantas,
Teus olhos escuros onde o universo meço!

Segura de tudo me jogo a teus pés:
Descanso e esqueço.

Inserida por pensador

⁠Como foram rápido os anos

Levando momentos eternizados
em lembranças sempre presentes em meu coração

Eu fecho os olhos, e volto
Prolongando cada abraço

Hoje tá tudo
bagunçado

Inserida por Reprofundando

⁠Ó meu amor

Se tu me amas, não grite aos quatro cantos
Ama-me como a leveza das folhas caídas no outono
Que sabem que é preciso desfolhar-se;
Protegendo do inverno, tem primavera

Se tu me amas, prenda-me no coração sem cortar minhas asas
Pois é nas asas desse silêncio, que o amor é capaz de brotar cada dia mais forte
Porque só por amor, somos capazes de deixar o outro livre para viver seus sonhos

Se tu me amas, ama-me;
como se tivesse me conhecendo agora
Com o mesmo brilho no olhar e mesma paixão de querer conquistar-me

Se tu me amas, ama-me
como se hoje fosse meu último dia de vida Porque é nesse dia, que a saudade irá apertar tanto, que tudo que vivemos passará como filme na sua memória e você vai lembrar de cada detalhe que te fez me amar
E é nesse único dia, que meu coração não pulsara reciprocidade!
Poema autoria #Andrea_Domingues ©

Todos os direitos autorais reservados 14/09/2020 às 10:25 hrs

Manter créditos de autoria original _Andrea Domingues

Inserida por AndreaDomingues

⁠Eu lembro do cheiro da sua pele
E o timbre da voz em meu ouvido
Também do gosto que era abraçar-te
Em cada segundo e por cada milésimo
Fico em transe com seu surgimento
Na sua ausência retorna a lucidez

É que a simplicidade define verdades
De longe reconstrói os cacos caídos
Das maravilhas espalhadas afora
Permaneço contemplando caráter
Nem tic, nem toc expõe dúvidas
Que no espaço contém o tempo

Instruído de sinais característicos
Prova que tempestades passam
Nos picos de adrenalina confuso
Furto sem pudor anel de saturno
Para constituir em outro universo
A postura que me faltou nesse

Inserida por LibrianoPoetico

⁠Meu mineirês é assim:
aio socadim num pode fartá;
já o finarzin das palavras
eu deixo ora lá.

*Poema mineiro

Inserida por PaduaDias

⁠⁠CÉU NOTURNO

⁠Vem a noite no céu do meu roçado,
Posso ver as estrelas bem ao lado.
Não há postes, fumaça, impureza,
Só céu limpo, ar puro, natureza.

Parece até um quadro bem pintado.
E a Lua? Lado tão iluminado!
Vejo do telescópio, com clareza,
Via Láctea, céu limpo e beleza!

Constelação, cometa, meteoro…
Astrônomo? Sou mero amador.
Mas no cosmos, eu nada ignoro!

Céu noturno, imenso esplendor!
Tens noção do quanto te adoro?
Mais que os sóis e todo o seu ardor.

Inserida por RomuloBourbon

⁠Ciúmes e indiferença
me obrigam devolução.
O meu incentivo
é a reciprocidade.
Evite sucessões de jogos
pois zero totalmente o contato.
Não aceito maiores impactos,
nem me agradam as frustrações!
Não entro em lutas, nem disputas,
eu fecho inteiro meu céu.
Essa coisa de calar o que senti,
te faz igualmente desinteressante,
e eu desestimulada fico mais distante.
Sou bastante tolerante, mas não persigo
o que me causa escassez.
Tenho teorias sobre a vida, e uma forma advertida de tentar escapar.
Permito ao outro seus arrependimentos, e a mim ordeno desprender. Me rendo a tudo o que sinto, e calada começo a transcender.

Inserida por TatianaGraneti

⁠"Estou dançando no ritmo da canção
Escutando as batidas do meu coração
Então, ouço barulho dos relógios avisando
De repente, sinto as horas acabando
E só quero que o tempo não passe.

Sinto que não dancei toda canção
Não escutei tudo que diz, meu coração
Mas, estou vendo os ponteiros avançando
Vou sentindo os minutos passando
E só desejo, que hoje, o tempo não passe. "

Inserida por mpensamentoempoesia

Queime, queime, rosa bendita
Não és mais bem-vinda em meu jardim
Não deixe sementes, nem raiz
E acabe com esse sentimento dentro de mim

Quando recebi vossas sementes,
As recebi de bom grado,
Mas agora que já nascestes,
Me arrependo desse trato

Sua cor é linda e vibrante como sangue.
Sangue meu que eu plantei,
Vi crescer pétalas lindas e gigantes,
Do amor intenso que plantei

Mesmo deslumbrado com tua beleza,
Não ignorei os espinhos afiados,
Mas mesmo cortando e podando-a,
Eles se espalharam por todo lado

Então queime, queime, rosa maldita
E depois suma por favor.
Meu jardim precisa de descanso,
Dessa droga de amor

Inserida por Sammyster14

⁠Ela me disse:
meu coração
quer sair pela boca, eu
segurava minha boca
para que não saísse
pelo coração

Inserida por pensador

⁠só a sede
o silêncio
nenhum encontro
cuidado comigo amor meu
cuidado com a silenciosa no deserto
com a viajante com o copo vazio
e com a sombra de sua sombra

Inserida por pensador

⁠FESTA

Eu desdobrei minha orfandade
sobre a mesa, como um mapa.
Desenhei o itinerário
para meu lugar ao vento.
Os que chegam não me encontram.
Os que espero não existem.
E bebi licores furiosos
para transmutar os rostos
em um anjo, em copos vazios.

Inserida por pensador

⁠GINÁSTICA APLICADA

Meu verso cínico é minha terapêutica
e minha ginástica. Nele me penduro
e ergo, em sua precisão de barra fixa.
Nele me exercito em pino flexível,
sílaba a sílaba, movimento controlado
de pulso, e me volteio aparatoso
na pirueta lograda, no lance bem ritmado.
Há um sorriso discreto em minha segurança.
Porém, se às vezes me estatelo, folha seca
(o verso é difícil e escorregadio), meu verso,
como de vós, ri-se de mim em ar de troça.

Inserida por pensador

⁠Eu vou te buscar com meu carro
Eu vou me inclinar para abrir a porta
pra você
por dentro
uma mão no volante
Meu cabelo vai me acompanhar
para abrir a porta pra você
Eu acho esse gesto
mais bonito
do que sair do carro
para abrir a porta do lado de fora
Daí um beijo, oi, você entra
E depois, eu, dando a volta
Um sorriso
depois do silêncio
de ter ficadosozinha no meu carro por um tempo
O tempo da minha volta ao meu lugar
Que meu corpo e meu carro
nasceram fechados
Abrindo por dentro
a inclinação
um braço no volante alavanca
o cabelo que cai por cima do ombro
que se esforça
a mão que encaixa na maçaneta
um anel pequeno

Inserida por pensador

⁠eu não entendia
& ela se mexia tanto ao meu lado
& aqueles bancos apertados
o ar condicionado gelando tudo
(os brincos dela, o meu humor)
mais de uma hora cruzando
ruas, avenidas, parágrafos –
o livro gritando alto
num mundo surdo
depois de arrumar-se
mais algumas dezenas de vezes
passou batom nos lábios
o sol já estava no meio do céu
quando ela se levantou
foi então que percebi que
três pequenos pássaros
voavam em suas costas

Inserida por pensador

⁠Fique

Fique comigo
Fique ao meu lado
Apenas fique...
Eu sinto sua falta
Meu coração dói
E minha alma se entristece
cada vez mais
sem você aqui
Eu te amo
E sempre te amarei
Não importa quanto tempo passe
Você sempre será
o grande amor da minha vida!

Inserida por Sheilatinfel

⁠A última carta de amor

Sinto sua falta e as areias sopradas pelo vento frio batem em
meu rosto e acordo com as lembranças.
A chuva fina penetra em meu corpo e penso em seus beijos
tão quentes como ares do Equador.
Meu demônio infernal que arrasta meus dias em desejos
queimantes e fico cega.
Chamá-lo de meu amor é tão vulgar e abstrato e meu pensamento
se dirige a ti de forma tão concreta que sinto e quero sua
presença.
Fica tudo tão distante. Meu corpo, meu desejo, que nem as
cartas cobrem esta ausência.
Dizem que amores não tem corpo, mas do que é feito sua
intensidade sem seus contornos físicos,
perfumes perdidos sem seu cheiro?
E o vento apaga as palavras neste deserto de solidão e gasto
tanta pena e tinta e nem sei se verbos atravessam oceanos e intempéries.
Mas fica a força de meus punhos grafados, para contornar
seu corpo nesta carta.

Inserida por RosanaFleury

⁠Você é girassol.
Eu sou beija-flor.

Você é meu sol.
Eu, o Arpuador.

Você é norte.
Eu sou sul.

Você é destino.
Eu sou acaso.

E, por acaso,
nosso destino
é ser amor.

Inserida por ricardo_fernandes_3

⁠ Bloco de rima

altruísmo desastroso erva luz
par do meu florescer interminável
enxerto na bolsa do teu alicerce

segura pelo meu desastre
neste jogo de semente em algodão
demora na construção da pá

empresa escalando rendições em teu poço
em teu mito do desinteresse
auxiliado pela repetição (elo-azar)

essa mancha patinada — geração
quilha substituindo o céu
nó da surdez e os crimes da natureza

enquanto escapa de mim em fundura
rumo ao que se emenda com desistência
com o uso excessivo de lembranças

adesivo da chegada ao outro
esse arpão que BUM e descasca o excitamento
de centro do mundo e menos a enraizar

sumindo dentro dos crimes da natureza
esse tiro guardado dentro da flor
mudez que empresta aos teus olhos o voar

Inserida por pensador

⁠no rosto imerso no espelho
a confirmação de que o meu superpoder
é colocar carroças na frente dos bois
tablado batendo o susto
no compro ouro corriqueiro
onde o ferro volta à carne
e no reflexo do caixa o olhar de máquina
jornada duma luz que não aceitei –
metragem cansaço inesperado
(razão preenchimento do odiar)
e uma voz na cópia me dizendo
nunca foste tu o salvador
desfazendo o refrão dos que lutam
e são imprescindíveis
as lágrimas da passeata
e invadido pela esperança que alastrei
sem encontrar a guerra santa
que havia dentro do poema e da canção
removo as verdades estampadas
nas camisetas
alinhavo o que se rasgou no heroísmo
admito que o tempo é maior (e dá repuxo)
que são intermináveis os sonhos
apesar da evasão que nasce deles
já atingido pela chance do amor
(jarro terrível)
falho escudo imprescindível

Inserida por pensador