Poesia de Carinho e Afeto por um Menino

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⁠Uma mulher madura, faz de um menino um homem.
Uma mulher mais jovem, faz um homem mais velho se sentir um menino.

Redemoinho


O homem nasce menino
na planície verde e monótona,
onde o tempo mastiga devagar
os ossos das horas.

Tudo é pacato.
Tudo é árido.
O horizonte não traz ameaças.

Então chega o dia
em que ele se confronta com o furacão.
O tufão do Atlântico e do Pacífico,
carregado de cores, ruídos, promessas,
vidas demais até para mil existências.

O giro tempestuoso desloca o mundo.
Arranca o que era chão.
Semeia o que já nasce morto.

Nada permanece.
As coisas não amadurecem,
apenas surgem
e se dissolvem
sem parto
e sem luto.

O homem-menino abre os braços.
Quer o clarão,
quer o excesso,
quer o impossível.

E o redemoinho o aceita.

Engole seus sonhos frágeis,
mistura artefatos, rostos, desejos
em uma nuvem de poeira disforme.

Agora é homem.
O menino ficou para trás
como um retrato esquecido na estante,
como letras gravadas na velha árvore.

Está no olho do furacão.
Silêncio dentro.
Caos ao redor.

Já não acompanha o giro.
A mudança o ultrapassa
como um trem que não para em nenhuma estação.

Olha ao longe
as pradarias de onde veio.
Vinhas imaginárias.
Um tempo sem gritos.
Um tempo sem pressa.

Mas descer já não é gesto.
É amputação.

Ele tornou-se o próprio vento
que o desfaz.

A cada segundo
um pouco menos sólido,
um pouco mais vapor.

Ao homem sempre restará
esse vício antigo:

abandonar o simples
e, tarde demais,
implorar pela simplicidade.

Menino aventureiro,
foi em mais uma aventura que me encontrou, você estava de passagem sem saber ao certo o que fazia por ali e eu ao te encontrar não via motivo para dizer sim nem para dizer não simplesmente me deixei levar e foi nessa levada que meu coração se encontrou confuso - diante de um menino aventureiro, coração aventureiro - de quem será seu pensamento? quantas viagens você pretende fazer ate me buscar? não sabes que quando viajas me perde aos poucos - sim menino aventureiro cada passo que você da distancia minha alma da sua. o que nos espera? o que poderia ser nosso? - sou para ti e você é para mim? sua alma viajante me escolheu? erro seria te dizer que se ficasse juntos estaríamos afinal nem ao menos sei se te quero, só sei que sinto sua falta, quero seu corpo, seu cheiro seus gestos, suas palavras, sua voz, seu olhar me convida a prestigia lo seu sorriso me mantem vidrada, quero explorar seu mundo - vamos ser dois viajantes, me permita estar ao seu lado, me de motivos para querer ser sua, carregue consigo meu amor, de para mim todo seu desejo, seja meu menino aventureiro - crie raízes no meu espaço, vá de encontro com seu mundo mas volte, volte e sempre diga. Onde estiver me mande lembranças - lembre se de mim, demonstre espontaneamente que me deseja loucamente com toda sua lucidez, alma e coração - seja meu bem, me faça o bem. esteja bem. Nem sei se quero, quero poder querer, do resto conversaremos, mas por favor. atenda meu último pedido e esqueça os outros - se queres se aventurar no meu mundo, fique e atenda meus pedidos anteriores, mas se não queres - vá para longe, mande apenas um sorriso para que eu saiba que esta certo de sua decisão.

Eu menino

Eu menino no teu riso incontido
Me sentindo agora tão perdido,
Que faço dos meus dias sem ti
Nos caminhos desta vida?... Tão perdido!

Queria eu ter me apaixonado por você,
O tempo te levaria como veio...
Mas despertou-me o amor incandescente
Feito chama flamejante em fogo ardente.

Laços e abraços esquecidos,
Olhos nos olhares perdidos,
Quem me trouxe aos teus abraços
Não nos deixastes seguir um só caminho.

Para traz a saudade,
Hoje, a solidão...
Amanhã ou depois,
Quem sabe? O teu coração...

Edney Valentim Araújo

Se aquele menino descalço, na porta que você fechou, fosse o Menino Jesus...


Benê Morais
⁠

O Menino Jesus vive há 2025 anos, e você ousa pensar que tudo acabou só porque passa por tribulações? Levanta-te, criatura de Deus, desengaveta a tua fé e celebra o Natal.


Benê Morais
⁠

O Menino Homem

Então, aquele menino homem subiu em seu cavalinho de cabo de vassoura, colocou o chapéu de guerreiro, feito de jornal, empunhou sua espada imaginária e partiu para sua batalha final.

Só que, desta vez, a batalha já não era de fantasia.

O confronto contra o monstro foi cruel, feroz e traiçoeiro. Uma batalha longa, dolorida e difícil. Ele lutou como sempre havia lutado: com coragem, esperança e a espada imaginária nas mãos.

Mas, infelizmente, o monstro venceu.

Hoje, já não há mais o menino homem.

Ele cavalga por outros planos, talvez ainda montado em seu cavalinho de cabo de vassoura, com seu chapéu de jornal e sua espada imaginária, pronto para enfrentar novas batalhas.

Fica para nós a lembrança daquele menino que, um dia, acreditou que podia vencer todos os monstros.

Adeus, menino homem.

Lembranças de um tempo que não volta.

O menino Ney deve estar com vergonha! Não serve nem para mito! Messi, com 39 anos, é artilheiro da Copa! Lenda do futebol!


⁠

Beijos vazios
Corações ausentes.
E quem, quem é que sente??
O menino que não quer demonstrar nada
Ou a guria que não quer ser a emocionada.
É muita preocupação,
Pra uma vida que vai em vão.

MUITOS DESINFORMADOS TENTAM COMPARAR NEYMAR A PELÉ!
PELÉ É O REI DO FUTEBOL, e o menino Ney não serve nem para bobo da corte!

Haicai de Natal


É noite de paz e alegria
Nasce o Menino Jesus
No céu resplandece uma luz


24/12/25

25/12/25


Caminhos de luz



É Natal
É o nascimento do Menino Jesus
É para a vida, um novo olhar
É seguir caminhos de luz

Já fui menino
Andando de braços abertos
Em cima de muros altos
Avesso a qualquer redoma
Incauto e descalço
Um gênio sincero
À espera ingênua
da imensa luz que dissipasse as sombras
E somasse sempre aos sonhos
Desenlaces concretos
Menino inquieto
Que um dia caiu de nuvens
Levantou-se
E sem chorar foi seguindo a vida
Alheio às coisas do mundo
Crédulo e feliz
A cada nova jura
Num tempo que não jura nada
Mas cumpre
A cada ameaça que porventura
Tenha vindo acompanhada de sorrisos
Sou menino perdido ainda
Atrasado na tarefa de crescer
Prefiro morrer assim
Não quero que digam no final
Que eu tenha sido igual a eles.

Edson Ricardo Paiva.

Um menino inocente
Habita um jardim vazio.
O sol já não brilha,
E as estrelas perderam sua luz.


O vento sopra mansamente,
Acariciando os cachos do menino,
Enquanto o silêncio repousa
Sobre aquilo que um dia floresceu.


Mas, em seus olhos,
Ainda amanhece.
E o jardim, esquecido pelo mundo,
Desconhece a luz que abriga.


Talvez o menino não saiba
Da escuridão que o cerca.
Talvez a chama que carrega
Seja a última a se apagar.

Afinal, menino levado faz o que? Travessuras? Sempre tive cara de travesso, mas nunca fui levado -- Me levaram é claro, mas para outro lugar -- Levado fui de minha morada ao descobrir que nunca fora minha. Agora levo-me e levo pessoas como a minha morada. Assim consegue-se carregar para qualquer lugar, até mesmo uma outra casa. De casas entendo, já morei em várias, algumas, me sentia em casa, já outras, nem tanto -- às vezes, sentia que minha casa era mais casa do que onde morava.
Minha casa desabou. Como? Não vi, uns pedreiros foram lá reformar, não, na tentativa de mascarar as dores causadas à casa -- particularmente adoro maquiagens -- sofreu de reforma. Os pedreiros teriam realizado um trabalho impecável se não tivessem esquecido de reformar as pessoas que lá moram. Uma nova casa com hábitos antigos. Pensei a respeito dessa frase. Seria no futuro -- pós reforma -- que os hábitos que perpetuaram décadas de convivência em sua morada, se tornaram o passado? -- pós reforma. Conseguira ela -- a casa -- dispor deste vasto poder sobre o tempo ao mudar a cronologia das ideias ao presentear ao passado o presente? Se alguma coisa mudou, foi a casa, e eu, me mudei de lá.

Um menino de costas carrega nas mãos vazias
tudo o que não pôde salvar. O piano calado chora por dentro, o violão perdeu as cordas como quem perdeu a fé. Anjos sujos ajoelham na lama, pedindo perdão por não terem chegado a tempo. As máquinas, cansadas de pensar, aprenderam o silêncio. E mesmo assim, ao longe, a água insiste em cair, porque o mundo acaba muitas vezes, mas a vida sempre encontra um jeito de continuar descendo.

Dentro de mim ainda vive aquele menino ferido, o mesmo que um dia caiu de uma cachoeira, lançado contra a água gélida como se o mundo tivesse decidido testá-lo cedo demais. Eu ainda posso senti-lo atravessando o ar por um instante eterno, o silêncio antes do impacto, e depois… o choque brutal contra o frio, contra a pedra, contra a realidade dura do pedregal que não teve piedade. Durante muito tempo, tentei esquecer essa queda. Tentei agir como se levantar fosse suficiente, como se seguir em frente apagasse o que ficou cravado na pele e na alma. Mas a verdade é que ele nunca saiu de lá completamente… uma parte dele ficou presa naquele instante, molhada, tremendo, assustada, esperando que alguém voltasse. Hoje, eu volto. Hoje, eu desço até aquele lugar dentro de mim onde a água ainda é fria e o eco da queda ainda ressoa. E eu o abraço. Abraço com o calor que faltou naquele momento congelado, com a firmeza que o mundo não ofereceu quando ele se chocou contra a dureza da vida. Seguro aquele menino como quem resgata algo sagrado das profundezas, não para apagar a dor, mas para finalmente dizer: eu estou aqui agora… você não está mais sozinho. E então eu entendo. Ele nunca foi fraqueza. Ele foi o impacto que não destruiu, foi o corpo pequeno que resistiu à correnteza, foi o coração que, mesmo assustado, continuou batendo contra o frio, contra a pedra, contra tudo. Ele foi sobrevivência. E agora, ao invés de fugir daquela queda, eu a transformo em reencontro.
Permaneço com ele, no meio da água gelada, sobre as pedras irregulares da memória, até que o frio já não machuque como antes, até que o tremor se torne apenas lembrança, não mais prisão. Porque aprendi, da forma mais crua e mais verdadeira, que ninguém merece mais o meu amor do que aquele menino que caiu… e mesmo assim, não se perdeu de mim.


- Tiago Scheimann

Santa Ana e São Joaquim,
avós benditos do Menino Deus,
acolhei nossa prece simples e sincera
que brota do coração agradecido.
Iluminai nossos passos
na missão sagrada de sermos avós,
para que nossas mãos sejam abrigo,
nossa voz seja consolo
e nosso silêncio, presença amorosa.
Concedei-nos saúde que permaneça,
paciência que floresça nos dias longos,
coragem diante dos desafios
e sabedoria que nasce da fé.
Que sejamos amor que acolhe,
calmaria que acalma,
porto seguro onde nosso neto encontra paz,
assim como nossa filha e nosso genro.
Ajudai-nos a ser bons exemplos,
na formação cristã e humana,
plantando no coração do nosso querido
JC
sementes de fé, esperança e amor,
que também alcancem os netos que ainda virão.
Hoje, com gratidão profunda,
louvamos a Deus por este momento divino,
por este dom que nos foi confiado,
e por caminharmos sob vossa intercessão.
Santa Ana e São Joaquim,
rogai por nós.
Amém. 🙏

O menino e o furacão


Diziam, em silêncio:


"É só uma criança com atraso…
lá no fundo da sala,
com uma folha branca nas mãos."


Eu sei — é o que todos pensam,
mas não dizem.


Estão mais preocupados em embelezar os títulos da deficiência do que em trabalhar,
na prática, a inclusão.


Decoram nomes,
enfeitam diagnósticos,
mas esquecem do essencial:
ver.


Eu nunca tive alunos,
e sim histórias com nome:
Antônio. Bernardo. Daniel. Fernanda. Gabriela…
cada um era único — uma pessoa, uma personalidade, uma habilidade,


mesmo quando o mundo insistia em reduzi-los.


E ele…


O menino da cadeira de rodas,
de movimentos curtos, quase ausentes,
fazia desenhos incríveis que ninguém via —
porque queria a perfeição
e, quando não saía em total sintonia,
por cima do desenho criava um furacão.


Rasgava o próprio céu,
girava sobre o que tinha criado,
cobria tudo —
como se dissesse, sem voz:
“Se não for inteiro, ninguém vai ver.”


E ninguém via mesmo.


Mas eu vi — vi além.


Tentei falar, e ninguém se importou…


Para que dar trabalho,
se ele já estava quieto, ocupado,
com uma folha na mão?


Era apenas um estágio.


E, no fim do dia, havia sempre duas almas frustradas:


A dele —
gritando por reconhecimento.


E a minha —
aprendendo o peso de não ser ouvida.

Porque um menino nos nasceu,
um filho nos foi dado,
e o governo está sobre os seus ombros.
E ele será chamado
Maravilhoso Conselheiro, Deus Podero­so,
Pai Eterno, Príncipe da Paz.

Isaías 9:6