Poesia Carinho Machado de Assis

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Matar a sede não significa esquecer a fonte
Que ela seja, sempre, a aventura maior

Sejamos precavidos. Ela pode estar longe
Atrás do arco-íris ou depois do outono

O outono está por vir. Com lápis-de-cor pintei um arco-íris
No seu fim não encontrarás ouro, mas um pote cheio de grafite

De: Fonte de Rabiscos

Não existe explicação para tudo
A resposta está mesmo na essência do divino
Não preciso saber para concluir pelo certo ou errado,
Fomos tocados pelo divino, além disso,
O momento seguinte o dirá

De: Divino
em Palavras em Pedaços

Florescer


Fascinante forma de reinventar
Leveza da paciência de evoluir
Refazer caminhos
Envolvente singularidade
Conduz especialmente o desejo
O pulsar que envolve minhas sensações.

Instante


Intensidade de navegar
Nas sensações das pulsações
Pulsar arde como chama
Abraça e desconceta a alma.

⁠Sou procurado vivo ou morto nesta terra, mas não tem recompensa alguma. É que alguns corações que parti no caminho querem a minha cabeça, imploram por alguma justiça. Se ao menos eles soubessem que a dívida já foi cobrada a muito tempo, por outra pessoa que coleciona corações.

@fer_machado_escritor

⁠As rosas são românticas
Elas murcham, isso é natural
Mas o que sinto por você é sobrenatural
Minhas intenções com você, são as melhores que tem
E todo amor que eu plantar no seu coração
Eu quero cultivar para sempre meu bem

⁠O melhor tempo de plantar uma árvore foi a vinte anos atrás…
Estou falando sobre empreender!
É! O tempo vai passar com a árvore plantada ou não…

⁠Comteplar

Centrado e seduzindo
Comteplo o horizonte
Meros detalhes
Tempo empolgante para degustar
Perspectiva linda
Amplitude rica.

⁠Sentir desolado

Solidão extensa
Norte intenso e ruim
Tenebroso existir
Devasta em sobras
Ocultas lembranças
Amargo sentir
Destruidor trauma
Opressão perversa.

⁠Doeu partir

Despedida de partir em pedaços de nós
Fatalidade da ausência
Ocultos destroços da destruição
Fatalidade de perfuração caótica
Que atravessa a alma.

⁠Não quero que lembremos
De nós pela partida
Eu quero lembre do toque
Eu quero lembre do beijos
Eu quero lembre do pulsar em chamas
Nós somos a sensações em maresias
Não apenas parte despedaçada de uma partida.

⁠Feliz dias Mulheres

Mostra a docilidade, a singularidade
Traz leveza e exemplo
Reinventa seus caminhos
Para ser solidez como pessoa.

⁠O verdadeiro Adeus

Vem em pedaços desfeitos lentamente
Devastação destruindo aos poucos a conexão
Amplitude que se torna superficial
Ecoando o vazio do que era inteiro
Resquícios opacos de uma falta eterna.

⁠Amor a distância….
Nem sempre é fácil estar tão longe de quem amamos, de quem queremos bem, de quem nos faz sorrir só de lembrar seu nome…
As vezes parece que o os dias não passam, que os meses são mais longos e a caminhada até reencontrar o seu Amor está mais distante.
Sentimento bom, e ao mesmo tempo meio cruel com nosso coração, com nossa saudade, com nosso sentimento de Amor e de Esperança!

⁠Saudade desse lugar

Saudade de aspirar o verde da floresta
Usufruir dos igarapés
Alimenta-se das comidas típicas
Desfrutar dos encantos dos rios navegados

⁠Por do sol
Pergunta, onde está a dádiva da vida?
Dentro olhar ao detalhes
Momentos passam e omitimos
Singularidade oculta
Presença intensa do viver
Lindo haverá de páginas ao vento
Em simples e belo por do sol.

Hoje estive pensando
No velho e no novo amor
No velho que nunca deveria ter partido...
No novo que nunca deveria ter acontecido!

⁠Meu coração está sempre descompassado
E as vezes estou sem forças pra prosseguir
Eu fecho os olhos e deixo a dor me consumir
Deixo a dor tomar conta do meu ser, da minha alma
Quem sabe ela sinta que me ganhou
Quem sabe ela sinta que eu perdi
E perca o interesse em estar comigo
E que eu não tenha mais atrativos pra ela
E procure outro coração pra fazer morada
Assim como você fez!

⁠Toda mudança serve para entender que podemos crescer ainda mais, muito mais.
Dentro disso com a espiritualidade na busca de si mesmo, na vida buscando o seu significado e sua importância, e no AMOR com sua magia, sua calmaria e seu encanto.

Peixe fora d’água


Sou peixe fora d’água, sem mar, sem ar,
tentando respirar num mundo que não é meu.
A brisa que procuro não vem me tocar,
e o céu que imagino… já escureceu.


Lutei sozinha, por dois, por nada,
amei demais onde não havia chão.
Carrego um cansaço na alma calada,
com o peito pesado, ferido em vão.


Queria alguém que me visse, inteira,
que fosse abrigo e não tempestade.
Mas tenho apenas presença passageira,
que chama de amor o que é só metade.


E sigo sem saber se é amor ou prisão,
se é laço ou rotina, se é real ou ilusão.
Mas sei que meu limite grita em silêncio,
e o que era flor, virou contradição.
Autora:Lindalva Machado