Poesia Agua de Mario Quintana
Sou fogo, água, terra, ar e coração!
Sou intensa, maleável, firme, sou furacão e paixão!
Sou menina e mulher!
Sou tudo o que meu eu quiser!
Cigana de Alma e Coração, eis a minha vocação!
Você quer passar o resto da vida vendendo água com açúcar ou quer ter uma chance de mudar o mundo?
(Steve Jobs tentando convencer John Sculley, CEO da Pepsi Co., a assumir a Apple)
Há uma hora certa,
no meio da noite, uma hora morta,
em que a água dorme.
Todas as águas dormem:
no rio, na lagoa,
no açude, no brejão, nos olhos d'água,
nos grotões fundos
E quem ficar acordado,
na barranca, a noite inteira,
há de ouvir a cachoeira
parar a queda e o choro,
que a água foi dormir...
Águas claras, barrentas, sonolentas,
todas vão cochilar.
Dormem gotas, caudais, seivas das plantas,
fios brancos, torrentes.
O orvalho sonha
nas placas da folhagem
e adormece.
Até a água fervida,
nos copos de cabeceira dos agonizantes...
Mas nem todas dormem, nessa hora
de torpor líquido e inocente.
Muitos hão de estar vigiando,
e chorando, a noite toda,
porque a água dos olhos
nunca tem sono...
Tentei gritar
Mas minha cabeça estava embaixo d’água
Eles me chamaram de fraca
Como se eu não fosse filha de alguém
Poderia ter sido um pesadelo
Mas parecia que eles estavam ali
Opostos
O fogo queima, a água apaga,
O amor constrói, o ciúme destrói,
A paz alegra, a guerra entristece,
Os conselheiros orientam, mas a insegurança desvia o pensamento.
O coração diz SIM, mas o cérebro diz NÃO,
E nesse meio de antíteses
Nós percebemos que os opostos precisam um do outro para existir...
Tudo se completa!
Mania de você
Meu bem, você me dá água na boca
Vestindo fantasias, tirando a roupa
Molhada de suor de tanto a gente se beijar
De tanto imaginar loucuras
A gente faz amor por telepatia
No chão, no mar, na Lua, na melodia...
Mania de você, de tanto a gente se beijar,
De tanto imaginar loucuras...
Nada melhor do que não fazer nada
Só pra deitar e rolar com você...
Nada melhor do que não fazer nada
Só pra deitar e rolar com você...
Julgar Aparências
Julgar pela aparência é como olhar um cacto. Não se percebe a água contida em seu interior, nem a beleza de suas flores.
É intensa a vida de quem corre na chuva, sem desviar das poças d'água. É imprevisível, a vida de quem caminha sem medo de escorregar, de olhos fixos no horizonte, desatento às pedras no chão.
Os tombos viram cicatrizes e, em seus pontos recém costurados, se pode ler uma porção de coisas. E entre "não faça isso" e "faça aquilo", a gente passa a caminhar por estradas cada vez mais estreitas, quase claustrofóbicas. São tantas as lições que a vida nos dá, que, por vezes, vemos nosso mundo se restringir a minúsculos cubículos cercados por instransponíveis muralhas. Assim a gente pára de caminhar, e passamos a viver em um eterno ciclo repetitivo.
E é quando essa situação se transforma numa chaga insuportável, a gente apalpa as próprias costas e descobre que somos dotados de asas. Lá de cima, a gente pode acompanhar todos os caminhos que deixamos de percorrer, por medo de colecionar novas - e mais doloridas - cicatrizes. Tomados pelo arrependimento, descobrimos que nossa estrada não é de duas mãos.
Liberdade é uma palavra que o sonho humano alimenta, não há ninguém que explique e ninguém que não entenda.
Tenho uma espécie de dever de sonhar sempre, pois, não sendo mais, nem querendo ser mais, que um espectador de mim mesmo, tenho que ter o melhor espetáculo que posso. Assim me construo a ouro e sedas, em salas supostas, palco falso, cenário antigo, sonho criado entre jogos de luzes brandas e músicas invisíveis.
Nenhum homem que tenha vivido conhece mais sobre a vida depois da morte que eu ou você. Toda religião simplesmente desenvolveu-se com base na trapaça, no medo, na ganância, na imaginação e na poesia.
O transe poético é o experimento de uma realidade anterior a você. Ela te observa e te ama. Isto é sagrado. É de Deus. É seu próprio olhar pondo nas coisas uma claridade inefável. Tentar dizê-la é o labor do poeta.
Tu és mais poesia que mulher
Ah, moça
Se em dias atuais
Vivesse aqui Mário Quintana
Ao conhecer teus olhos
Não seria muito difícil;
Descrever o sol,
que há nessas chamas
Ele lhe cobriria de poemas
Tal quanto a beleza;
da constelação das estrelas
A lua, o sol, as flores mais bela
Seria capaz de lhe dar
Entre linhas, pousariam
borboletas na sua janela
Que juntas, colocariam
sua alma para dançar;
Ao som espetacular,
de Vinicius de Moraes
Ah, moça
Se ele conhecesse o seu sorriso
Diria aos céus;
Que a frase moça risonha
Foi pontilhada;
Para que você nunca perdesse
A mania louca, de rir e sonhar
E transformaria todo seu deserto;
Em flores...
E você continuaria eternamente viva
Porque lembraria de ti;
Em cada um de seus versos
Poema #Andrea_Domingues ©
Todos os direitos autorais reservados 30/06/2020 às 22:00 hrs
Manter créditos de autoria original _Andrea Domingues
Minhas forças vêm do céu
pois é Deus o autor das minhas canções
Para que através de minhas rimas
cada palavra por mim proferida
invada os corações.
Quero te ver como eu te vi
te fazer sorrir,
Internet, tv, telefone não curam saudade
enquanto você faz seu role fico aqui só na vontade.
Vontade de te ver
te fazer sorrir
meu mundo só se acalma quando vc está aqui...
a química perfeita acontece entre nos,
é quando beijo sua boca
e ouço a sua voz!!!
Acho que te amava sem te conhecer
Sei lá se era destino, se era magia
Aparecia nos meus sonhos e depois sumia
Alimentando cada vez mais minha fantasia
O Cão Sem Plumas
A cidade é passada pelo rio
como uma rua
é passada por um cachorro;
uma fruta
por uma espada.
O rio ora lembrava
a língua mansa de um cão
ora o ventre triste de um cão,
ora o outro rio
de aquoso pano sujo
dos olhos de um cão.
Aquele rio
era como um cão sem plumas.
Nada sabia da chuva azul,
da fonte cor-de-rosa,
da água do copo de água,
da água de cântaro,
dos peixes de água,
da brisa na água.
Sabia dos caranguejos
de lodo e ferrugem.
Sabia da lama
como de uma mucosa.
Devia saber dos povos.
Sabia seguramente
da mulher febril que habita as ostras.
Aquele rio
jamais se abre aos peixes,
ao brilho,
à inquietação de faca
que há nos peixes.
Jamais se abre em peixes.
Ainda que seus passos pareçam inúteis; vá abrindo caminhos como a água que desce cantando da montanha. Outros te seguirão...
Seio de Virgem
O que eu sonho noite e dia,
O que me dá poesia
E me torna a vida bela,
O que num brando roçar
Faz meu peito se agitar,
É o teu seio, donzela!
Oh! quem pintara o cetim
Desses limões de marfim,
Os leves cerúleos veios
Na brancura deslumbrante
E o tremido de teus seios?
Quando os vejo, de paixão
Sinto pruridos na mão
De os apalpar e conter...
Sorriste do meu desejo?
Loucura! bastava um beijo
Para neles se morrer!
Choro!
Sem ninguém perceber
Pois é choro da alma
Que ninguém pode ver
Choro!
Por não estar com você
Por sofro por ti
Sem ninguém perceber
Choro!
Não por você
Mas por aquilo que sinto
Sem você perceber
Choro!
Não por causa de dor
Mas choro por algo
Que alguns chamam de amor...
