Poesia Agua de Mario Quintana
Você tem que entender que um simples oi seu já me bagunça inteiro. É o efeito que você tem sobre as coisas, as minhas coisas.
Ainda me lembro do dia em que dissemos: seremos felizes até que a poesia nos repare. Primeiro, você riu, eu gargalhei e nós casamos. Depois, eu li, você ouviu e, nus, transamos. Por fim, eu lembrei, você se esqueceu e nós cansamos. Hoje, ainda que me falte você, nunca me faltará poesia. Um poema é o próprio abandono descrito em versos, diversas vezes. É o poeta em estado onírico implorando em rimas, alexandrinos, decassílabos decadentes: “Volta para mim, palavra bonita. Volta!”. Seu mundo sempre foi confuso, uma mistura moderna de Garcia Márquez com qualquer pintura de Velásquez. Você só parece amar quem pisoteia nos seus sonhos, quem tapa os seus sorrisos com lágrimas, quem lhe abandona sem roupa, sem mundo, sem beijo. Veja só: As Meninas na corte do rei parecem cortejar o seu coração. Corta a cena: seu azar foi ter vivido Cem anos de Solidão em uma única relação. Talvez por isso nada lhe emocione mais: nem o piano que toca algumas notas de jazz, nem o coração em guerra que, no peito, hasteia uma bandeira de paz. Talvez por isso nada lhe interesse mais: nem as cartas nem as caras de amor. Todas elas são ridículas, já dizia o poeta, todas elas são partículas de sentimento que não insiste mais… Contudo ainda me pego algumas vezes tateando uma sombra incompreensível que fala e que fuma e que finge estar viva. Só finge! Uma sombra precisa de luz para ser viva. Um amor precisa de vida para reluzir. Eu preciso de ambos para existir.
O Mundo dá voltas e o que hoje dói pode curar quem foi embora sem olhar talvez volte só pra lembrar os ventos mudam de direção o tempo ensina sem falar e quem te fez chorar um dia pode te ver sorrir sem alcançar
Me disse que acabou, mas algo em mim não entendeu por que o amor era tanto e se perdeu. Fiquei com ausência no peito e um adeus que não aconteceu.
Quando penso em você, nada mais importa. Meu coração se enche de alegria, meu amor por você é puro e verdadeiro. Quando estou com você, fico rindo, só sinto você no meu coração, gosto de você. É a flor mais linda que entrou na minha vida.
Eu tenho vários motivos para querer te conquistar , mas prefiro que conheça o meu mundo e se encante com o que encontrar.
A arte, como a poesia e a música, é uma forma inequívoca de traduzir a dor, e a glorificá-la, enquanto memória do eterno.
Ando surdo para leituras e calado para declamações, mas desenho ao vento e no seu invisível crio um poema a vácuo.
Se mata é o seu unico talento, entao é a sua perdiçao. Nao quero que ninguém morra por minha causa...
Aquele querer
como água entre os dedos,
escorreu... Deslizou...
Não houve como conter...
Os vestígios, que deixou,
viraram poesia!
Sem rima, sem métrica,
um tanto piegas, talvez.
Cika Parolin
Algumas vezes o Barco da Esperança
apresenta rachaduras
e começa a " fazer água"...
Providências rápidas
precisam ser tomadas para que
a embarcação não afunde
no mar das
tristezas profundas...
Ah... Quero voltar lá!
Lá onde a água canta nas pedras;
onde o vento sopra e balança o trigo
em ondas a perder de vista.
Lá onde os pássaros desconhecem gaiolas
e onde os seres são mais simples e mais felizes.
Cika Parolin
Sou apenas uma gotícula de água
na imensidão do "Oceano Universal".
A soma de todas as "gotículas",
é o que torna tão grandioso
o espetáculo da coexistência pacífica.
Cika Parolin
Além de poupar água, eletricidade, petróleo...
e zelar pelo planeta para o bem da sobrevivência
dos nossos descendentes,
precisamos zelar da nossa energia interior.
É nela que se inicia a ideia de Paz Universal.
É o chamado "ser humano" fazendo a sua parte
para a perfeita tolerância entre todos.
Cika Parolin
Dentro de mim
há uma fonte de alegria!
Brota como um fiozinho de água,
que vem lá de longe...
Desliza pelas trilhas do peito, engrossam
e se juntam num belo manancial.
É nessa fonte que sacio a minha sede
e ainda a ofereço a quem queira
nela se refrescar.
Cika Parolin
Aproveita muito subir aos maiores empregos do Estado, para nos desenganarmos da sua vanglória e inanidade.
É por vezes mais fácil formar um partido do que ascender, pouco a pouco, à chefia de um outro já formado.
Enganamo-nos ordinariamente sobre a intensidade dos bens que esperamos, como sobre a violência dos males que tememos.
Desesperar na desgraça é desconhecer que os males confinam com os bens, e que se alternam ou se transformam.
O saber é riqueza, mas de qualidade tal que a podemos dissipar e desbaratar sem nunca empobrecermos.
