Poesia Agua de Mario Quintana
Tudo que é repetitivo pode não ser saudável, porque se contradiz com a capacidade criativa de mudança que o ser humano possui.
Não é bom tentar manter uma personalidade rígida. É preciso flexibilidade, para as mais variadas situações. Reinvente-se, seja dinâmico.
...
A compreensão de uma situação (ou uma reação específica) não deve* ser generalizada de forma inadequada / desadaptativa. Isso pode me adoecer.
As pessoas atribuem a fatores externos sua falta de competência ou desconhecimento.
A ignorância é o verdadeiro inimigo, que nos limita a vivermos repetidamente aprisionados aos mesmos problemas.
Multidimensionalidade, vários aspectos que precisam ser considerados.
Vários objetivos a serem atingidos.
Lacunas de informação, aprendizado e atitudes
"Não é pra dar certo agora, é pra te movimentar. E com o tempo, o seu movimento trará os resultados que você espera."
O processo não fica mais fácil. Não desista.
A complexidade das minhas crenças perpetua-se à medida que não as ressignifico e submeto ao teste da realidade.
Sou um complexo de complexos em um processo de (re) existência constante, um universo que vai além da finitude do corpo.
Um incansável e infinito Devir.
Se me derem o ar da hostilidade, ventania será para fortalecer os meus pulmões.
Se lançarem sobre mim a terra do desprezo, sobre ela caminharei.
Se, como fogo, suas atitudes quiserem me abrasar, meus sonhos às cinzas não se submeterão.
Se me derem águas de ingratidão, por meio delas navegarei até meu porto seguro.
E se não me derem mais NADA, então tudo eu construirei.
Sim, Poeta serei.
...
Se quiserem minha voz silenciar, minh'alma rugirá em resistência.
Sim, em (re) existência lutarei — até que cale a voz de meus opressores e inimigos.
...
E, por fim, se forem insensíveis e indiferentes, então a DIFERENÇA me tornarei. Minha sensibilidade não mais me atrapalhará.
Como águia, meu voo subirei até que não os veja mais por perto.
A ti, que é digno de se encaixar na categoria que engloba aqueles cuja a seleção de afetos dar-se à artificialidade oriunda de seus interiores vazios... boa sorte [...].
Eu sou infinitamente mais!
Gosto do teu cheiro,
da sensação suave que me invade quando me aproximo.
Teu cabelo — tão lindo,
mesmo quando se entrega ao desalinho.
Teu sorriso tem a estranha habilidade
de me quebrar por dentro;
desvio o olhar,
porque tua luz me espanta.
Não sei se te verei amanhã,
mas já me preocupo com a roupa
que vestirei para o encontro.
Escrever te é mais fácil:
tua voz me silencia,
rouba-me a palavra,
obriga-me a tossir para disfarçar
o descompasso do coração.
Eu não sei o que é o amor.
Mas sei, com certeza,
o quanto é bom
estar contigo.
Nas dobras invisíveis da memória, onde datas se fundem a tamareiras douradas, um eco de encontros desfez-se em pó. Palavras inglesas pairam como fantasmas: date, um instante capturado; date, um laço efêmero de peles e olhares; date, a polpa doce que escorre entre dedos esquecidos. O abstrato devora o linear, tecendo fios de um novelo sem fim, onde o romântico se perde em desertos de silêncios.
Sombras dançam em relógios parados, namorando o vazio com passos tortos. Corpos se inclinam para o nada, inventando amores de névoa, frutas que não caem, calendários que se desfazem em confetes de ontem. O humano reside no rompante, na frase que se quebra como vidro fino, no pulsar irregular de um coração que ignora o tempo. É o caos que respira, o tropeço que encanta, o desalinho que pulsa vivo.
Entre curvas de sentido ausente, a alma se desdobra – não em mapas precisos, mas em rios que correm para lugar nenhum. Desconexo como o sonho acordado, abstrato como o vento em folhas mortas. Humano, porque sangra nas bordas, sonha nos vãos e persiste no eco das ausências.
Neste Dia das Mães, meu coração se enche de gratidão e amor.
Gratidão pela bênção de ter uma mãe que é exemplo de força, cuidado, carinho e dedicação: minha mãe, Mariluza, cujo amor me acompanha e sustenta ao longo da vida.
Também celebro o privilégio de ser mãe da minha amada Maria Luiza, minha luz, meu sorriso diário, meu presente mais precioso.
Ser sua mãe é uma das maiores dádivas que Deus me concedeu: um amor que atravessa gerações, cura, fortalece e nos ensina diariamente sobre afeto e esperança.
Feliz Dia das Mães a todas as mulheres que carregam no coração a beleza de amar incondicionalmente. 🌷💖
Me encontro em alto mar sem sequer saber nadar, quando o amor não cabe no peito e escorre pelos olhos, transformando cada lágrima em sal que se mistura às ondas. O vento rasga minha pele e a distância ecoa dentro de mim, mas ainda assim, me recuso a desistir. Entre altos e baixos, eu e ela nos perdemos e nos encontramos, como navios à deriva que insistem em cruzar o mesmo horizonte.
Há dias em que o céu se fecha e o mundo parece ruir, quando seu silêncio pesa mais do que qualquer tempestade. Mas então, basta um só olhar dela para que o sol volte a nascer dentro de mim, mesmo que por instantes. O amor que carregamos é feito de cicatrizes e promessas, de gritos e abraços tardios, e por mais que doa, é isso que nos mantém flutuando.
Eu sigo, com o peito cheio de água e esperança, sentindo na pele o peso da minha própria voz cansada, lutando para estar ali, lutando por ela. Porque no fim, mesmo que o mar tente me engolir, é por esse amor que eu escolho continuar respirando...
Nem sempre entendemos o que Deus está fazendo.
Mas podemos descansar na certeza de que Ele continua conduzindo cada passo com amor.
E, quando o tempo revelar o propósito, o coração vai perceber que nada foi em vão.
Edna de Andrade
Mãe é casa acesa.
É colo que acolhe, oração silenciosa e amor que permanece mesmo quando o tempo passa.
Mãe transforma cansaço em cuidado e dias comuns em lembranças eternas.
Hoje, celebramos essas mulheres que fazem da própria vida um lugar de amor.
Feliz Dia das Mães!
Edna de Andrade @coisasqueeusei.edna
Quando você olha pra dentro,
descobre que não está só.
Tem um amor aí… quietinho,
que sustenta e acolhe.
Até na solidão,
existe encontro.
E, quando você aprende a ficar bem com você,
o amor floresce ao redor.
- Edna de Andrade
No meio dos dias difíceis,
a gente pode ser abrigo.
Um gesto simples, um “tô aqui”,
já acalma o que pesa.
Às vezes, é só isso:
presença que cuida.
E, quando o amor chega assim…
faz luz no caminho de alguém.
Edna de Andrade
No palco da vida,
quando as cortinas se fecharem de um lado,
todas as coisas nos serão reveladas do outro.
Descobriremos então o que valeu a pena,
mas muito mais, o que não valeu a pena viver,
pois estávamos presos às ilusões do mundo material.
Por isso,
aqueles que mais se entregarem às experiências espirituais,
serão os que menos sofrerão do sentimento
de terem desperdiçado a vida.
As dores da vida não são apenas inevitáveis.
Também são úteis quando se tornam ensinamentos.
As dores da vida não precisam permanecer como tal. Elas podem se transformar em boas lembranças, quando delas extraímos as melhores essências.
As dores da vida podem se converter em caminhos. Neles encontraremos esperanças e realizaremos os novos sonhos.
As dores da vida podem acabar um dia se tornando flores, metamorfoseando nosso calvário em um belo jardim.
Foi no desvio que eu encontrei o caminho.
Foi na falha que tudo se iluminou
Foi no deslize que nossas mãos se encontraram
Foi no choque que nosso olhar se conectou.
Na imperfeição a vida vai construindo a Sua Perfeição.
Quem de teus olhos amanhece sereno
e habita os céus de teu coração
deve saber tanto de felicidade
quanto de saudade e de amor
.
ainda sabe de versos
e enigmas que a maioria desconhece
anoitece e o sonho continua
pois tua brevidade não existe
.
quem em teus pensamentos vive
muito mais da vida exibe
contempla o sorrir
nas exatas de um paraíso
.
se teus braços, abertos à espera
conjugam verbos cuidadosos
quem terá medo
ou pensará em solidão?
.
sorte ou privilégio
de fato a beleza e a certeza a celebrar
viver um sonho, olhando em teus olhos
é como morar deliciosamente em frente ao mar...
Chovia como se o céu abrisse uma ferida antiga sobre a cidade, e cada gota trouxesse consigo um fragmento daquilo que ainda não aconteceu. Eu caminhava dentro desse rumor líquido com a sensação estranha de estar tocando a quarta dimensão, como se o tempo deixasse de ser linha e se tornasse um quarto secreto dentro do peito. Havia, na parede de uma casa esquecida, um relógio sem ponteiro. Ele não marcava horas; marcava ausências, retornos, aquilo que a memória inventa quando a saudade precisa sobreviver.
No bolso, eu carregava uma bússola de areia. Ela não apontava para o norte, mas para dentro, para esse lugar onde seguimos olhando o futuro reescrevendo o passado, sem perceber que ambos se misturam na mesma água escura. Talvez viver seja isso: atravessar a chuva sem querer secar demais, aceitar que o destino também hesita, e compreender que o amanhã nem sempre vem à frente. Às vezes, ele chega ontem tocando nossas cicatrizes, mudando o nome das antigas dores e devolvendo sentido ao que parecia perdido antes que a alma aprenda a chamá-lo casa.
Tem dias em que eu me sinto por dentro como quem se espalhou demais…
partes minhas cansadas, pensamentos que pesam, silêncios que dizem tanto.
E ainda assim, há um lugar onde não preciso me explicar.
Um cuidado que me encontra inteira, mesmo quando eu não me sinto assim.
É ali que eu descanso.
Não porque tudo se resolveu,
mas porque fui acolhida.
E, aos poucos, a força volta…
do jeito mais manso, mais profundo, mais verdadeiro.
Só o suficiente para continuar.
- Edna de Andrade
