Poesia

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Tenho na memória guardada,

Não há mais como dizer,

Talvez esteja sepultada,

Em terra longínqua,

Hei de um dia te contar,

Fizeram a gente esquecer,

Não é possível sequer falar.





Este poema é impublicável,

Mas é inevitável...

Ele fala de sobrevida,

Ele fala da Morte,

E da vida além da Morte.



Abraçando a lembrança,

Não há mais esperança,

Ylang-ylang é o teu perfume no ar,

Serena musa, não sei onde estás,

Talvez um dia você vai voltar,

Talvez pobre de você,

Algum dia o destino irá mostrar.





Esse poema não presta,

Eu deveria atirá-lo no lixo,

Ele não deu a cara a tapa,

Filho de alma covarde,

É quase uma denúncia...

Os ares e ‘as flores de abril’,

Uma música de Chico Buarque,

A imagem da mulher esfumaçada,

Talvez esteja desfigurada,

Teve a imagem desaparecida,

E alma roubada,

Não quero falar sobre mais nada.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Ah! Contempla...

A lente atenta,

- alenta o olhar

A cidade coberta,

De neve mansa,

- o tempo passa

Devagar e serena

A alma humana.



Ah! Espera...

A vida revela,

- modifica

Percorre, renova,

- suscita

Gelada ou quente,

- vibra

Intensamente...



Aos passos,

Em cada floco,

Ao despertar,

De cada manhã,

Semeia o sonho,

Cativa de verdade,

Dá o quê de eternidade

A cada momento de felicidade.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Ao ouvir a música do vento,

Percebi os teus olhos zelosos,

Deparei-me com os teus passos

- macios

O balançar das amendoeiras

- doces ritmos

Fizeram-me contemplar:

os nossos instintos.



Ao sentir a tua presença,

Senti-me protegida,

Amparada, e tua amada,

A minha alma afagada,

- terna -

E feminina,

Distante das angústias,

Rendida por tuas ternuras.



Ao cair da noitinha,

À beira mar,

Sereno luar,

Amando a tua presença,

- vigilante

Aprendi o que é amar.

Inserida por anna_flavia_schmitt

É inverno!

Celebremos,

Não é eterno,

Sempiterno.

- momento

Não recusemos.



É eterno!

Não recuemos,

- é extremo

Enfrentemos,

- o tempo

E o eternizaremos.



É sempiterno!

Como um afeto,

Reconhecemos,

É terno,

Intenso,

Logo, o passaremos.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Com fascinação própria,

- arte e luz

Fui agraciada ao ver,

A Lua cor-de-rosa,

- maravilhosa

Beijando o mar.



Aos passos, tateando,

- experimentando -

E exortando a delícia

De contemplar a cena,

Que talvez não se repita,

O mar se deixando beijar.



A Lua ao beijar o mar,

- acabou beijando-me

E seduzindo-me,

Acabou enfeitiçando-me,

E completamente doce:

acabei entregando-me.

Inserida por anna_flavia_schmitt

A mulher deve ser elegante,

Suave e ao mesmo tempo,

- marcante -

Como um perfume insinuante,

Deve ter alma, maciez e calma;

Deslindando os mistérios e dar o tom

De amor, paixão e ternura;

Conduzindo a intenção com doçura,

Amando infinitamente, sempre.



A mulher marcante de verdade,

Será lembrada pela virtude,

E grande capacidade de amar;

Espalhando a graça,

- por onde passa

Como uma felina mansa,

Que só no olhar recebe

O seu colo e afeto.



A elegância feminina,

Ilumina o mundo,

Pacifica,

Engrandece,

Enternece,

Aproxima e conjuga,

Acarinha e aquece,

Eterniza a lembrança,

É presença que permanece.

Inserida por anna_flavia_schmitt

A vida sempre surpreende,

- explicitamente

E até secretamente...,

A vida nunca mente,

- cedo ou tarde

A vida revela a verdade.



A vida em plenitude,

Corporificada em ti,

Amante e cintilante,

A vida é alucinante...,

- ela conduz a gente

Escandalosa ou silente.



A vida luminescente,

- incandescente

Sólida, líquida e gasosa,

Sempre é um presente,

- que se renova

E nos brinda plenamente!...



Não sossegue,

- enfrente!

A vida é feita de lutas,

siga em frente!...

É com coragem é que se vence

Todas as disputas... Gloriosamente!

Inserida por anna_flavia_schmitt

Observo de cima,

Lá do alto dos montes,

Não há tempo que oculte,

- Ninguém que esconda

E ninguém que se esqueça;

Do Bem que fizeste,

Tal como o riacho cortando,

Os montes e prados verdejantes.



Como o Ofício cantado,

Pelos monges entoado,

Não há mal que permaneça,

- Deus sempre vem em socorro

Ele não nega o auxílio;

Ao órfão, à viúva e ao peregrino,

Ele é a Luz que alumia o caminho,

Verdade, Caminho e Vida que nos guiam.



Cada certeza dedicada,

Em prece ofertada,

Deste coração contrito,

- Tenho em ti a minha fortaleza

E cada desvio por ti remido;

A fé de quem carrega o teu perfume,

Embalando a tua misericórdia infinita,

Que és o verdadeiro amor da minha vida.

Inserida por anna_flavia_schmitt

A Primavera aconteceu,

O mundo não esqueceu,

- dez anos -

Floresceram flores,

Mulheres de vários nomes,

E de todas as idades,

Lutando por mil liberdades,

Dos mil sangues de seus sangues,

Das mil carnes de suas carnes,

Ainda no Outono

- persiste -

Destruindo juízos,

Calando vozes,

Surrando corpos,

Não tratando enfermidades,

Trucidando com os jovens...



Tudo aconteceu há dez ano atrás,

Das Damas de Branco roubaram a paz,

Essa Ditadura que sufoca demais...



A Primavera Negra,

Ainda persiste,

Trancafiando filhos, maridos,

sobrinhos, namorados, tios,

- parentes da liberdade -

Da mais preciosa delas:

a liberdade de consciência.

A liberdade de consciência

é aquela que ninguém domina,

- Nem a mantendo sob cárcere

Ainda que persistam,

A liberdade de consciência derruba,

Algozes, regimes e tiranias,

Ela tomba as ditaduras,

Alcança o céu com as palmas das mãos,

E ultrapassa todos os limites...

Inserida por anna_flavia_schmitt

Arrancaram a voz de Odoyá,

Ela como Rainha não se prostra,

- Calaram-na!

Mas não lhe furtaram a autoridade,

A verdade ninguém pode apagar:

Odoyá é a Soberana do mar.





O silêncio tem muitas vozes,

Os ventos levam os gritos,

A opressão fura os tímpanos;

Não há outra alternativa,

Temos que acreditar:

Um dia tudo muda,

Assim como as ondas do mar.





Odoyá sereia,

Odoyá guerreira,

Esse jogo ela vai virar,

O povo ela irá libertar;

Não duvide!

Ela é a Rainha do mar,

Odoyá não perde nada,

Ela é vaidosa,

E toda formosa dará uma lição

Em toda essa gente muito maldosa...

Inserida por anna_flavia_schmitt

Não me procures,

Eu pertenci a você,

Agora ao futuro,

- pertenço

Não me procures,

Eu um dia te amei,

E você não me amou,

O passado já passou;

A tua voz me rouba a paz,

Só de pensar em você:

não me agrada mais.





Não me procures,

Peço que me esqueça,

Não que eu mereça,

Eu já te quis demais,

Agora você nada me faz,

- desista -

Não é coisa de artista,

Deixe-me no meu lugar!

Calma, serena e à beira mar,

Não tente me tirar daqui,

Eu não vou te encontrar,

- Aqui é o meu lugar! -





Não me procures,

E não tente me atrair!

Tudo o quê fizeres,

Será perda de tempo,

És o meu esquecimento,

- voluntário

Não gosto de gente

sem coração,

vibração e emoção;

És sem nenhum sentimento,

Tudo para você é só o momento,

- Você já teve o seu tempo!-

Inserida por anna_flavia_schmitt

Amor: escuta!

As montanhas aos falam,

Não calam, eternizam...,

- pacificam

Elas nos ensinam:

olhar de cima,

e para cima.

Cada montanha é um poema,

- é celebração de vida

Que traz o carinho que serena.



Amor: entenda!

As montanhas aos olhos brilham,

Escrevem, são histórias...,

- registros

Dos triunfos e glórias,

- da nossa existência

Elas nos concedem:

o olhar sublime,

a visão do limite.

Cada montanha é oração,

Que eleva o coração.



Amor: reflita!

As montanhas nos aproximam.

Nos elevam, conduzem

Para mais perto do universo,

- reafirmam a coerência

Da paciência, da fé,

Que o ser humano tanto precisa

Para ficar em pé...,

Diante das auroras e dos poentes,

Assim devemos ser como elas:

Pujantes e persistentes.



Porque quando lhe chamo amor:

eu chamo por mim mesma.

Chamo pela fé ao teu esplendor,

Que me levará aos pés de León,

De joelhos e com as mãos em prece,

O meu coração é um carmelo,

A minh'alma não se prosta,

- não esmorece

Pelo bem do ser humano,

Trabalhar por Ele é o meu plano;

Virar o jogo, mudar o rumo,

Plantar mil primaveras,

Semear vitórias,

Aprendendo com a tua beleza,

- e a tua firmeza

Ir além do Mosteiro de São Marcos,

Transformar todos os desafios,

em obstáculos superados.

Inserida por anna_flavia_schmitt

A vida tecida na rede artesanal,

surgida ali de forma especial.

- Altos ventos de outrora! -

Numa viagem para dentro,

contemplando o agora...

- Augusta ágora! -

A Humanidade é celestial,

mas ela vive de forma banal.



Doutores deveriam fazer o caminho,

De volta para a liberdade.

- Excelsa verdade! -

A felicidade consiste em navegar

como os pescadores pelo mar...

- Máxima virtude! -

Balneário Barra do Sul é o despertar,

pelas mãos do tecedor voltei a pensar.



O destino filho da rede artesanal,

crescido de um jeito sem igual.

- Nasceu como maré calma! -

Enfrenta com força a maré alta,

porque ele tem paz e alma...

- Virtuose e glória! -

Nascidos do desapego

Da suntuosidade do litoral...



Só conhece, quem testemunhou;

e só pode contar, quem escutou.

- Não duvide! -

Foi Deus quem determinou,

Ele é quem teceu, e nos criou...

- Escritos no firmamento! -

Quem tem personalidade,

não se leva pelo vento.



Porque o Mestre e Caminho,

A Verdade e a Vida,

Escolheram por companhia:

a amizade do pescador.

Souberam tirar o sustento

Da rede tecida,

Disso ninguém duvida:

a vida é arte celestial...

Inserida por anna_flavia_schmitt

Trago em mim cada pedaço,

De todas as mulheres,

Que me ensinaram a amar.





O destino soube marcar,

Aprendi com o tempo,

Além de ti e de mim,

A colher flores e amar.





Trago dessas mulheres,

Os temperos e os segredos,

Que ainda hei de te entregar.





Os sonhos e os anseios,

Nascidos do destino,

Para mim e por ti,

Sinais previstos a nos devorar.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Tu tens a minh'alma, tu me tens

Em todas as posições...,

Como um barco repousando

Sob as águas salgadas

De todas as emoções...,

Tudo flui,

Em Balneário Barra do Sul;

- Terra de todos os amores

Dos nossos sonhos e mil seduções.



Sou a canção nascida da voz

Do pescador e da rede,

Como peixe sem cardume

Busco o meu rumo,

E o teu amor como lume.



Tu me tens pela eternidade,

Sou as ondas do Universo,

A dança de todas as horas,

A saudade pela qual choras,

A valsa de toda a bondade,

A santidade e o erotismo,

- virtudes eternas em letras

Balneário Barra do Sul

É poesia para que não te esqueças.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Surgi como o mais

belo juramento,

Sem engano e

sem tormento.

A minha essência

é profética,

Sou a encarnada

amenidade poética.





Para fazer-te companhia

ao invés do sol,

À beira mar, um oceano

de desejos,

Com versos e todos

os beijos;

Para fazê-lo amar,

longe dos medos.



Estou a te esperar,

poeticamente,

Da forma que ninguém

soube ousar,

E tampouco imaginou

experimentar.





Estou a crer,

infinitamente,

Que virás como

uma mansa manhã,

Acariciando-me

amorosamente.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Sou o verso mais inebriante,

O desafio, a tua lida,

Sou toda a tua vida,

A odalisca sensual, o teu afeto,

- o teu romance

A papoula rara, - proibida

O incenso oriental,

Que desarma o teu exército,

Genuflexa te embevece,

Dum jeito que te enlouquece.





Em meus lábios escaldantes,

Assim você se deslancha,

E se derrete inteiramente,

Eu tenho um talento único

De te pôr em ponto fervente;

O meu sabor é o da noite,

Eu te faço deitar com a madrugada,

- sou o maior amor da tua vida -

Uma amante para jamais ser esquecida.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Noite estrelada,

Aqui em Balneário,

Brisa macia,

Alma amainada.





Caminhei até o jardim,

Para ouvir o silêncio,

Que habita em mim,

Sozinha assim...





Crendo que está escrito,

- nas estrelas-

O amor e o destino,

Estão no nosso caminho.



Noite estrelada,

Alma desacorrentada,

Desapegada,

Flutuando libertada.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Eu deveria viver sempre assim:

em plena contemplação

com um bloco de escrever,

e com você no meu coração.





E sempre que surgisse a inspiração,

eu a simplesmente colocasse no papel.





Eu deveria viver sempre assim:

encontrando bons motivos

em todos os sinais da Natureza,

para escrever versos de amor sem fim.





Porque você é a minha inspiração,

A minha poesia e canção do céu.





Tenho todos os motivos para ser assim,

Escrevendo mesmo até sem motivo,

Encontrei o meu maior presente do destino.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Respirando a brisa noturna,

E a leveza de todo o amor;

Olhei para o universo,

Procurando pelo meu amor.





Ainda vive no peito,

Nem o tempo acabou,

Com esse grande amor,

Que um dia ainda toma jeito.





O verbo se fez presente,

Emanado pelo coração,

Pedindo o teu amor ausente,

A tua volta através da oração.





As estrelas são letras do céu

Como as tuas letras feitas de mel,

Você é a calma que me falta

Sem você perco até a alma.





Ainda vive aqui dentro

Como rosas de todas as cores,

A lembrança e o soneto.

Por ti ainda morro de amores,

Mas sempre em poesia,

Nascendo, morrendo e ressuscitando

Em letras e com todas a letras,

Para que me guardes e nunca me esqueças.

Inserida por anna_flavia_schmitt