Poesia
Tradicional
O meu Mate na Cuia
é sempre preparado
para fazer um bom
Chimarrão Tradicional
como um poeta que
escreve um poema sentimental.
Um carinhoso Mate
para fazer um
Chimarrão Tapado
do mesmo jeito
que se esconde
quando o coração
está apaixonado
para manter o amor preservado.
Caxambu
Tocam o Caxambu,
o Candongueiro,
a Angoma-puíta
os primeiros toques
com o dançador solista,
Todos repetem
o refrão da música,
E percebi que encontrei
o amor pela primeira
vez na vida com direito
a Caxambu e muita poesia
no terreiro de terra recém batida.
Mineiro-Pau
Coloco para dançar
o Boi Pintadinho,
a Mulinha, o Jaguará
e os Cabeções
no ritmo do Mineiro-Pau,
Você vai se apaixonar
por mim de maneira sem igual.
Um Camarão na Moranga
faz festança para a Chegança,
Quando você provar o meu
não vai querer outra coisa na vida
que não seja o meu amor
e viver todo o dia com poesia.
A Caldeirada da memória
sempre faz história
para quem se anima
a fazer para comemorar,
Quando você provar a minha
você irá se apaixonar.
Dona Cadu
Dona Cadu se ergueu
do barro,
rezou para espantar
o mau-olhado
e curar mais
de um bocado,
Ela, sambadeira
de primeira,
foi sambando
tanto que alcançou
até as estrelas.
O Mate na Cuia
é uma constelação,
Esculpi uma Estrela
e cantei a canção
do herói que tinha
uma na testa que
aparecia sempre
quando havia uma
luta pela frente.
Ganhadeiras de Itapuã
Ouvindo as cantigas
antigas das lavadeiras
da Lagoa do Abaeté
e o Samba de Mar Aberto
pelas vozes infinitas
das Ganhadeiras de Itapuã,
Sem receio admito
que ainda aguardo o destino
colocar os teus olhos
na direção dos meus,
os teus passos cruzando
no ritmo dos meus
e semeando os mesmos sonhos.
Canto enquanto faço
uma Goiabada Cascão
para maravilhar
o paladar e o coração,
Você não provou ainda
para saber o quê é adoração.
Sem perceber
o teu sorriso provoca
dando muito mais
doçuras do que mil
Compotas de Ambrosia
enchendo o meu
coração de amor e poesia.
Doce de Figo verde
feito com carinho
para saborear com uma
fatia de queijo curado,
E quem sabe fazer
o seu coração apaixonado.
A colher apalpa o Mate
que por ela se deixa
apalpar para fazer um
Chimarrão Primavera
para depois a gente namorar.
Um bom Mate para fazer
o Chimarrão Repartido,
Enquanto isso penso
no melhor caminho
para fazer o seu
coração todo seduzido.
Talvez você não
conheça a diferença
entre o Pé de Moça
e o Pé de Moleque,
O primeiro é mais
leve e os dois juntos
deliciam cada um
com o seu próprio poema,
Se eu pudesse escolher
entre os dois prefiro o seu
se enroscando com o meu.
Nem sempre do Jiló e da vida
só se tem amargor e desilusão,
Quando se menos imagina
é possível do Jiló e da vida
fazer um bom doce e poesia.
Paubrasilias nesta tarde
emprestam flores
para deixar mais bonito
o nosso caminho,
Você sempre está
onde na vida me aninho.
Flores de Paubrasilias
se misturam nesta noite
com as sutis estrelas,
E eu te envio mesmo
que você não leia: poemas.
As flores do tempo estão
ainda fechadas no céu
do Médio Vale do Itajaí,
Quem floresceu mesmo
foram as flores dos Paubrasilias
na minha cidade de Rodeio
e o meu poético desejo
de existir para você
sem nenhum pestanejo.
O amor entre nós
nem deveria ter
nascido porque
mal nasceu era
óbvio que já
tinha morrido,
Não me esqueci
de tudo o quê
fizeste comigo,
Não vou errar
duas vezes;
A ausência
e o silêncio
são o prêmio
pelo desprezo
imerecido por
mim sofrido,
e não há nada
que faça esquecido.
