Poemas Vinicius de Moraes Patria minha
Já quase no final da minha existência comprovei que: Respeito e Educação não tem nada a ver com Cultura, Religião, Posição Social e dinheiro, quem tem tem e quem não tem não tem!!!
A coisa mais absurda e triste que ouvi na minha vida, foi uma pessoa dizer que só iria melhorar de vida depois que seus pais morrerem e recebesse a Herança!!!
Para mim essa pessoa além de fria e calculista, é um Ser Humano fracassado!!!
Durante minha longa caminhada pela vida, cheguei a conclusão do porque o mundo ser tão conturbado, e as pessoas a cada dia mais doentes e tristes, o FANATISMO é a principal causa de tudo isto, seja FANATISMO Religioso, Político, Ideológico e até mesmo por não ter RESPEITO pela individualidade do seu próximo!!!
Na minha longa caminhada nesta vida, constatei que as pessoas se aproveitam de quando estamos fragilizados emocionalmente, para nos magoar e ofender, deve ser por isso que hoje amo tanto os animais!!!
Na minha longa trajetória de vida, notei que a Herança é uma coisa maldita, vi irmãos se tornarem inimigos, pessoas que se perderam na vida por não saberem o valor deste dinheiro, hoje sou grato por meus pais não terem deixado nada de Herança!!!
Acordei meio para baixo, meio triste, saí na rua para varrer a minha calçada, passou uma pessoa e com um largo sorriso disse: BOM DIA, nossa, mudou meu astral, melhorou meu dia!!!
Pena que hoje em dia as pessoas esquecem, que coisas tão simples podem nos fazer tão bem!!!
Penso como minha Nona: "Não existe palácio no mundo que me faça sentir tão bem como na minha própria casa".
Hoje, quase no final da minha jornada, descobri que Experiência de vida não se consegue passar a ninguém, só vivendo é que podemos adquirir, nem aos filhos conseguimos passar, infelizmente!!!!
Hoje quase no fim da minha jornada, vejo que DIPLOMA é apenas um pedaço de papel.
O que conta de verdade num Ser Humano é seu caráter, sua dignidade e sua humanidade, o resto é resto.
Estou numa fase em minha vida, que começo a sentir corpo e alma digerindo a resiliência em conta gotas todos os dias em forma de anestesia.
E as minhas panelinhas de brinquedo e minha boneca de pano? E onde foi parar a minha rede de corda onde eu via as estrelas e o vento varrendo a cabeleira dos verdes matos? e o cheiro de terra molhada e quando chovia o homem que vivia sozinho na casa de barro, dizia para nós crianças que eram lágrimas de Deus? Infância deveria ser eterna...
A criança que existe em mim desperta toda vez que lembro de minha mãe, e então, mergulho fundo na bolsa amniótica como se fossem um mar infinito e me firmo no cordão umbilical, e faço dele meu bote de salva vidas e ela sorri pra mim e vai me puxando pro céu...
Meu corpo é preso nas amarras desse chão chamado Terra e sente a densidade do ar, mas minha alma é livre pra voar e sonhar e com meus dedos toco no céu, só assim saio desse lugar.
Se o que planta se colhe, estou numa fase de minha vida que incansavelmente fico podando as arestas da colheita e retirando as ervas daninhas mais persistentes e enraizadas que meus algozes semearam em meu caminho para que a curva mais adiante seja frutífera para eles.
Eu não permito mais em minha vida energias ou situações negativas que obstruem a minha caminhada para meu crescimento moral. Se assim foi acertado que assim seja, mas que nada mais impeçam o propósito desse acerto, e que daqui pra frente anjos celestiais tapem meus ouvidos e meus olhos e silenciam minha voz para coisas, fatos e circunstâncias que não me acrescentem nada, querendo apenas minha falência psíquica e que eu só tenha olhos, ouvidos e voz para para o Pai...
Estou numa fase de minha vida que resolvi andar descalça, sentir o cheiro de terra molhada e o frescor nos pés dos verdes matos... E meus sapatos? - Está pendurado num filete de luz que vem céu e balança com o vento das folhas (oscilações do tempo).
Suspiro profundo e olho pro céu e aí observo o pássaro que parece ser cúmplice dessa minha introspecção e parece dizer-me que as vezes no silêncio também se vive...
Quero asas pra voar e pousar num galho seco do tempo, onde o peso de minha alma não consiga quebrar os meus sonhos obstinados num recôndito e a chuva fina lave e deixe mais leve os meus pensamentos...
