Poemas Vinicius de Moraes Patria minha
Amigo é
Vontade de caminhar
Vou ligar pra alguém pra ir comigo
Putz que tedio ta minha vida hoje
Preciso conversar vou ligar pra alguem
Vou pro shopping bater perna
Vou convidar alguém
Nossa to mal , preciso ir p unimed agora
Mas quem vai comigo?
Nossa natal ta chegando
Mas vou passar com quem?
Putz, nao sei ir naquela cidade
Quem poderá ir comigo?
Cara, não to afim de limpar esse lixo todo em casa
Quem poderá me ajudar?
Caramba, o que sera isso que saiu no meu c.???
Mas pra quem vou contar isso???
E agora furou o pneu do meu carro e nessa hora
Pra quem vou ligar ? Help
Nossa, não posso perder essa festa
Quem poderá ir comigo???
Nao entendo nada desse babado aqui do banco
Sera que alguém entende? Quem?
Estamos vivendo num mundo de incertezas externas...
Mas tenho a minha certeza interna
Sei que vou viver neste planeta e um dia vou partir!
Então quero aproveitar a natureza, os animais...
As pessoas que me fazem sorrir e aproveitar o planeta terra!
Sei que estou numa guerra mundial, mas sei que a paz é minha
E ainda sou eu quem decide se vou ser feliz internamente!
Não posso dizer que, hoje, Dias das mães, que minha mãe está morta!
Por que mãe é para toda vida!
Todos aqueles que tiveram uma mãe de verdade,
Sempre terá uma "Mãe Viva" em todos os dias das Mães!
E "Dia das Mães" são todos os dias de nossas vidas!
MEUS SONHOS
Simples como a vida!
Carinhosos como meu amor!
Doces como minha esperança!
Verdadeiros como minha amizade!
Lindos como vc!
Minha dor é tanta
que não sei se grito ou se choro bem alto.
Bem vou peidar primeiro!
Depois resolvo isso"
Como diz minha dileta amiga Nancy Oliva: Meu caro!
Não perca tempo com pessoas que não querem mudar de vida!
Elas são felizes chafurdando na
lama e parece não quererem alçar altos voos!
Não se estresse! Pessoa!
Um sorriso, um dia encantou meu coração
Tornou-se a fonte de minha inspiração
Noutro dia o abandonou
Levando o alento do meu coração
Deixando a dor de uma ida paixão
Outro sorriso apareceu
O coração em oração agradeceu
Noutro dia desapareceu
A alegre alegria esvaneceu
O Jubiloso coração entristeceu
Mas com o sopro da esperança sobreviveu
"Arraiá da Minha Infância"
Lá no sertão da lembrança, num cantinho do meu chão,
há um arraiá danado que mora no coração.
Era fita, era bandeira, era milho na fogueira,
e o céu, todo enfeitado, de estrela e brincadeira!
Tinha cheiro de canjica, de pamonha e de baião,
e o som da sanfona velha mexia com o coração.
Menino de roupa xadrez, chapéu de palha e alegria,
corria feito passarinho, até a noite virar dia.
A quadrilha era um encanto, com noiva toda enfeitada,
e o noivo, suando bicas, com a cara atrapalhada.
"Anarriê!" — gritava o moço — "Alavantú, minha gente!",
e o povo dançava junto, todo mundo tão contente!
Tinha pau de sebo e sorteio, tinha forró no terreiro,
e um velho contando história de um santo milagreiro.
Tinha reza e tinha riso, tinha fé e brincadeira,
e o céu era um véu bordado por Deus a noite inteira!
Hoje, quando fecho os olhos, volto logo àquele lugar:
vejo meu pai com a risada, mamãe a me abraçar...
É o tempo que vai passando, mas dentro da alma alcança
o arraiá tão bonito da minha doce infância.
Síntese Nossa em Minha Sinopse
Sinto-me fraco,
Síndrome da falta,
Porto um vácuo,
Uma pausa na pauta.
Estagnado em minha lauda,
A cobertura sem a cauda.
Ouso escutar a cantoria,
Ouço executar a sinfonia,
Simpática força que culmina.
Sinto-me Senhor
Da minha própria sorte,
Síntese nossa em minha Sinopse.
Sou sua serifa,
Tu és minha haste,
Me mantém proporcional,
Irracional em minha arte.
Não escrevo mais
O que vem da inspiração,
Pira-me a tua tenaz convicção.
O diário está mudo,
Nada mais me diz,
Fui criado graúdo
E a grafia não condiz.
Mas antes de ontem
Se antecipou,
Hoje é a conseqüência
Do que passou
E também somou
E tão bem semeou.
Sinto-me Senhor
Da minha própria sorte,
Síntese nossa em minha Sinopse.
Sente-se agora,
Sinta-se com vontade,
Sossegue e levante sem alarde,
Ainda não é tarde
Para aliar, para obter, para habitar.
Sinto-me Senhor
Da minha própria sorte,
Síntese nossa em minha Sinopse.
Apaziguando minha quietação,
Implacáveis precauções,
Conduziram-me a energização,
Facilitando as aspirações.
Resíduos da sua fragrância,
Fragmentos da minha lembrança.
Todavia não fracassamos,
Deveras enfraquecidos estamos.
Contudo, se o ato de amar liberta,
Cumpro minha pena livre.
Sou um condenado,
Obrigado a responder em liberdade.
Ah Maria,
Você salvou meu dia primeiro;
Depois salvou minha semana,
Meu mês e finalmente,
Salvou meu ano inteiro.
Sou prisioneiro dos meus pensamentos.
Dentro da minha mente, a dor se repete em ciclos infinitos, como se cada lembrança fosse uma cela reforçada, sem grade visível, mas impossível de escapar. Tento lutar contra
a voz interna que insiste em rotular cada segundo como tortura, mas percebo que só reconhecendo e acolhendo esses pensamentos posso começar a libertar-me.
Minha voz, ferida e firme,
rasga o silêncio das telas frias,
onde almas se perdem na superfície, e o vazio dança disfarçado. Palavras são flechas lançadas na sombra da indiferença.
Sofrimento
Minha alma está sangrando
Não sei como sair desse chão
Como me sinto arrasada
O abandono me deu um empurrão
De novo ele veio me lembrar
Que vez ou outra ele vai aparecer
Parece um carma que me acompanha
Querendo me enlouquecer
Ruim é o estrago que ele deixa
Me quebra em vários pedaços
Mais uma vez ele me beija
Com dor, chorando .. descalço
Rejeição nunca foi meu forte
Não sei como lidar com ela
É como a dor da morte
Deixando sua sequela
Parte de mim se vai
Levando toda alegria
Nos meus olhos a angústia se revela
Que tormento, que agonia.
As vezes eu me pergunto
Se um dia vou parar de sofrer
O abandono me machuca tanto
Ele ama me entorpecer..
Será que serei normal um dia?
Sem passar por tantos danos?
A lacunas em minha alma
Cresceram, cresceram tanto.
Eu morro e volto a viver
Toda vez que a dor aperta
Ela esmaga meu coração
Me sufoca e me dilacera.
Disse: Joseanne Karla
