Poemas Vazio
Destruição sem fim
Antes eu sentia amor por tudo
Pela vida, por você, pelo futuro...
Hoje já não sinto mais
Serão esses tempos brumais?
Minha vida perdeu o sentido...
Não quero continuar existindo
Não enxergo solução
Para essa situação...
Meus sonhos do passado
Se perderam neste espaço...
Vago na escuridão, no vazio
Buscando explicação
Para toda esta destruição...
O ser humano me entristeceu
Com sua ganância e ódio
Se perdeu...
Não quero fazer parte
Deste massacre...
Não suporto mais viver assim...
Nesta destruição sem fim...
Nada
Nada também é alguma coisa.
De costume
Não é nada!
Não tem nada
Não sei nada
Não deu em nada
Talvez o nada seja uma explosão de coisas que estoura tão rápido que não dá pra interpretar o que foi
Se fosse um lugar, penso que seria um lugar vazio
Vazio porque alguém procura algo pra colocar
Mas há tantas coisas pra escolher, ao mesmo tempo tantas coisas fúteis, tantas coisas que serão tão passageiras ou propicias ao enjoou que não merecem preencher esse lugar.
Nada na verdade é um espaço curvo, um espaço de espera de procura de medo de descanso é o lugar que todos os sentimentos podem estar acumulados.
E um momento Nada
Seria aquele no chuveiro que os olhos fixam em lugar nenhum
E é no chuveiro pro desespero da conta de luz que é impossível não pensar em todas as coisas que se passa
pensa pensa pensa e boom explodi, é como se você estivesse anestesiado por alguns instantes
E mesmo assim dá pra sentir a água rolar pelo corpo, ela é o insight
Desperta sem assustar, aquece e relaxa
Todo mundo tem um nada, e nada pode ser tudo.
Quando olho para trás , vejo rostos de quem eu costumava conhecer se apagando
Em minha memória se apagando
Em meu coração partindo-se
Amigos , essa é uma palavra distante agora
Porque todos foram contra a tempestade
Fiquei sozinha , sozinha novamente
Isso não é novidade quando sua vida inteira foi um livro de memórias apagadas
Rostos desbotados no meu livro de histórias
Não há mais nenhuma história
Porque quem eu costumava conhecer
Não está por perto, afundo na solidão
Parece tudo tão fácil quando tudo em sua vida dar certo
Se está assim, confira , há algo de muito errado
Há algo muito errado com Você
Sua mente é seu pior inimigo agora
Sua mente mata você aos poucos
Existe algo errado com meu cérebro
Ele quer me matar, ele quer me ver mais no fundo do que já estou
Meu coração já nao significa nada,
Meus sentimentos escondem-se debaixo do orgulho
Eu estive sempre rodeada de pessoas
Eu achava que todos eram verdadeiros
Mas a verdade, é que o livro sempre queima
E a história muda seu curso ..
Todos os dias nada muda
As coisas parecem estar nos eixos
Eu não gosto disso, preciso de algo
Preciso de algo para tirar-me de si
Eu achava que isso fosse dar certo
Por um tempo eu estive iludida demais com um rumo que as coisas estavam indo
As vezes as coisas mudam,e você fica sem entender
É um revigorante , ou sua perdição ?
A maior parte do tempo me sinto um peixe fora d'água
Todos os dias , eu estou aqui
Perdida na minha própria mente
Ocupada demais com meus problemas
Talvez , você estivesse só de passagem
Pra deixar algumas lembranças
Perdidos em ruas vazias tantos corpos sem luz
Muros pichados mostram que palavras hoje são meras ilusões
a rua está cheia, mas ao mesmo tempo vazia, que vazio é esse que vejo?
Gente querendo ser gente, perdida em tantos descasos, feridas e fardos.
Sabe eu me sinto triste,
Mesmo estando com alguém,
Que faria o impossível para sua felicidade...
Me sinto vazio,
As peças não ser encaixam, mesmo amaçando.
E como se eu soubesse o caminho mas o caminho estivesse fugindo de min, e estranho pensar assim.
Nada...
(Nilo Ribeiro)
Poetizar o nada,
como pode acontecer,
se não há palavra,
nada pode se escrever
coisa nenhuma,
coisa nula,
em suma,
sinônimo que se rotula,
o nada não tem substância,
o nada não tem matéria,
o nada é vacância,
o nada é miséria
o nada não tem interior,
o nada não tem ingrediente,
o nada não tem teor,
em nada está presente
nada não existe,
nada é o vazio,
nada é triste,
e nada eu crio
nada é ausência,
é o contrário de tudo,
nada não tem presença,
nada é nulo
nada não é bom,
nada não é mau,
nada não tem dom,
nada não tem grau
poesia sem nada,
nem ao menos chocou,
poesia mal começada,
em nada ela acabou
nada na poesia,
de nada vale,
o poeta não sabia,
que nada nem é detalhe
poesia do nada,
nada relevante,
mas se entendeu uma palavra,
o nada se torna um gigante...
A tristeza é inevitável
Incluir-se no ninho = ser sozinho; desespero e tentativa de fugir do próprio coração, e da tristeza - que de tão grande, desistência se torna salvação ao esperar resiliência...
Ao desistir de si, se perde de si, vive pelo outro, pois o mesmo promete bronze ao pobre que nunca viu ouro, mas como é tolo, acha que é tesouro e se perde nessa vida... Vida que já não é mais sua e que se torna crua, fria, vulnerável e por fim, descartável.
O som mais alto e atordoante que conheci veio do silêncio
Essa é uma das coisas que se aprende sozinho
Assim como o vazio sempre estará preenchido com pessoas ou sentimentos vazios
E nada será completo
Porque crescemos com a ideia de que precisamos encontrar uma parte
Uma peça
E na busca inconstante e infeliz de querer ser par
Esquecemos que nascemos ímpar
Tão somente nosso
Que perdemos a chance de encontrar dentro de nós o que buscamos no outro
Como olhos apressados que passam despercebidos
Sem tempo para pousar em outro olhar
No próprio olhar
E descobrimos a face, mas não desvendamos a alma
Mas quando o silêncio chega e o vazio toma conta de nós
Refletimos o grito que há no olhar
E através do espelho da pra notar
Não existe problema na solidão
Basta fechar os olhos do rosto e abrir os do coração.
A Penumbra do Âmago Melancólico.
Novamente volto à penumbra, um local onde meu âmago melancólico, que um dia virá a ser eu novamente, como uma força brutal da natureza, me obriga repetidamente a ser aquilo que mais me causa náuseas. Essa força me compele a contemplar gritos tenebrosos presentes em signos e códigos indecifráveis que ecoam aflitamente na imensidão oca que habita em mim.
Em vão, tento buscar uma alternativa, mas como Drummond disse, "os muros são surdos". Sinto-me forçado e aprisionado em um quarto decaedro que me puxa em direções opostas o tempo inteiro. No centro desse quarto, onde os gritos dão espaço ao vácuo, aquele ser tão deplorável dá lugar a apenas uma imagem: o "POR QUÊ?".
"Melanalcólico"
Triste solidade da realidade copiosa
Vida triste, cheia de prazer
Vida só, cheia de amigos
Vida torpe, cheia de sanidade
Vida pobre, cheia de riquezas
Vida cheia, vazia, sem razão
É a vida, ou não?
Morte! seria sorte
Condenação, é a vida em vão.
Vida raza, ou será que não?
Se esforçar para se encaixar talvez seja a parte mais difícil de viver
Estar a todo momento tendo que provar que você é boa o bastante pra estar aqui
em qualquer coisa…
Parece que todos sempre me olham querendo que eu seja mais
Parece que estão todos juntos olhando pra mim e tirando sarro o quanto sou pequena e ridícula por estar tentando
Parece que todos estão falando de mim
Cochichando
O quanto minha vida é falsa
E o quanto não sou nada.
Por isso que fico aqui no meu quarto… sozinha…
Aqui as vozes não chegam
Aqui é só com o vazio que tenho que lidar
E com ele eu já peguei jeito.
Amor atípico e eufórico
Você chegou como quem não quer nada, me fazendo acreditar que do pouco podemos criar um mundo todo, é eu entendo, juro que entendo, você foi o motivo para eu tentar novamente, tentar acreditar que talvez aquilo que muitos chamam de amor, não fosse apenas mais um delírio de momento, eu costumo dizer sempre que o amor é a solidão mais bela que existe, ele vem te faz compahia e quando menos se espera parte para um novo beijo, para uma nova boca. Entre meios desse texto, sinto um pouco da falta que o amor costumava ter por aqui, somos isubstituíveis até que ponto? Até um ponto melhor...
Somos feitos de memorias meu pai me dizia, quem sabe as minhas não sejam as enterradas no fundo de uma gaveta. Não sou o oceano, não sou as ondas, tampouco sou um mero navio, eu sou o que a de mais simples, sou alguém mais uma vez de passagem pelo cais, vendo um navio atracar e ao outro partir, me pergunto até quando vou ficar romantizando essa praia?
Você é a luz exuberante
tanto quanto os girassóis
que plantei em meu jardim.
Sinto o seu cansaço
quando me aproximo,
assim, tento preencher o seu vazio.
Como eu disse nos versos anteriores,
eu tento, mas não consigo.
Vejo você se transformando em uma nuvem escura,
como aquelas que aparecem em dias chuvosos.
Aos poucos, me amarga e me esmaga
na encruzilhada.
Quando o amor mágoa
Onde se esconde o afeto?
Onde vive o compromisso?
Se tudo que se vive e distância
Aos poucos, como bruma ao sol da manhã,
Foste partindo, tua ausência calada,
E eu, sombra que vagueia na solidão vã,
Senti a alma despida, a vida desnudada.
Gradualmente, o vazio tornou-se real,
Eco de um amor que se foi, ausente e cruel,
Resta-me a dor, companheira leal,
Num mundo sem cor, perdido em seu fel.
Me perdi, cadê aquela fome de me conhecer? Onde foi parar minha vontade de acordar bem cedinho para ouvir o lindo canto das aves?
Me sinto um desconhecido em um corpo vazio, como fui me perder sem nem mesmo ter trocado de alma?
Possa ser que de fato nunca me conheci, e somente agora notei o tamanho da minha distância.
E vc perde o controle que estava tão firme em suas mãos.
Vc se questiona: - Em ql momento me perdi? O qto me distrai?
E então gira tão lentamente q parece não ter fim.
Imediatamente pisa no freio e não o sente. O giro assim torna-se mais intenso e repetido.
Decide impactar entre as grades de ferro, para assim conter uma colisão maior
E ql o sentido disto tudo?
Começa a questionar-se. O quanto se doa, e o quanto recebe.
A balança da solidão pesa!
Vem em mente todas as xs em q precisou ou quis companhia e o qto esteve sozinha e a outra parte rodeado entre risos, felicidade e a própria escolha.
E então entende tudo.
Progressivamente compreende que os sonhos são os mesmos e não quer mais a solitude presente.
O total é uma parte
De processos químicos
Surge uma poesia
De substâncias e carne,
Sem vida, sem afeto,
Cria-se o afeto
e dá-se a vida
Do amor como uma droga
Cria-se o amor como amor
E desse amor, surge a maldade
E da maldade, a violência, como tal
Da necessidade surge o vício
E desse vício, surgem os vícios
A injustiça pelo reducionismo
É fruto da química
É fruto da vida
Que por sua vez,
Se origina do inexplicável
Da matéria, surgem os sentimentos
Que dependem da psique
que depende da matéria
Tudo é matéria, nada é vida
A vida é matéria igual.
E dessa matéria enlouqueço
Por saber que não há vida
Por saber que não há amor
Mas substâncias e um metabolismo
Que produzem uma lamentação
Lamentação esta que é matéria
Mas também algo mais
É humano...
Uma vida de pierrô
Que coube tudo menos o céu
O tempo se ajoelhou
Mas o mundo não se bastou
Fortes foram os erros
Nas palavras e respirações
Noites infinitas de calor
Busca de sentido nas canções
A paixão era a fome da loucura
O prazer a sede do vício
O chão feito de nuvens
A alma lotada do vazio
E lá foi o destino
Dando conta desse amigo da dor
Que por exagero viveu
Aceitando o que lhe foi prometido.
