Poemas Tristes

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Um ser-humano inferior não é aquele que possui menos.Mas sim,o que se acha menos capacitado pra fazer ou conseguir algo.

Olha-se para ele com o ódio dissimulado com que o assassino plebeu olha para o assassino marquês que matou a mulher e o amante. Ambos são assassinos, mas, mesmo na prisão, ainda o nobre e o burguês trazem o ar do seu mundo, um resto da sua delicadeza e uma inadaptação que ferem o seu humilde colega de desgraça.

Quero um poema que diga
Que nada há que dizer
Senão que a noite castiga
Quem procura uma cantiga
Que não é de adormecer

Entre as hipérboles ...
Sempre achei que uma das figuras de linguagem mais fácil de ser ensinada fosse a hipérbole. Nós professores de Língua Portuguesa só precisamos ensinar que hipérbole é dar intensidade ... aumentar o que de fato é realmente...
Pois é ...
Me enganei...
Quando proferimos uma frase, seja ela em um contexto literário ou não, sai de nossa boca carregando consigo td o contexto em que foi pronunciada.
"ESTOU MORRENDO DE FOME"
Sim, morremos...
" O calor está de matar"
Dependendo da intensidade e falta de hidratação ele mata mesmo ...
Mas, a minha frase de hoje. .. a que me levou a refletir sobre as aulas é "MORRER DE TRISTEZA"...
Morremos!
A cada nova lembrança de um cheiro. .. de um toque... do sabor de um tempero... ao ouvir uma música. ..
A tristeza nos mata por alguns instantes no presente e nos leva a lugares em que estivemos. .. nos faz saborear com prazer ilícito a saudade. .. e por instantes morremos para viver um outro tempo. .. uma outra experiência. ..
MORREMOS PARA VIVER NOVAMENTE! !!
Só é preciso tomar cuidado para não entrar em coma estando vivo entre os dois universos, vivendo tanto fora do presente que não consigo notar o futuro.
Dizem que um dia para de doer...
Dizem. ..
E então talvez depois que voltemos nossa mente ao corpo. ..
A consigamos dizer outra frase carregada de hipérboles. ..
"MORRI DE TANTA FELICIDADE"
E sejamos nós a dizer aos nossos amigos. ..
UM DIA PASSA...
Por agora só estou morrendo. ..

Trova do vento que passa

Pergunto ao vento que passa
notícias do meu país
e o vento cala a desgraça
o vento nada me diz.

Pergunto aos rios que levam
tanto sonho à flor das águas
e os rios não me sossegam
levam sonhos deixam mágoas.

Levam sonhos deixam mágoas
ai rios do meu país
minha pátria à flor das águas
para onde vais? Ninguém diz.

Se o verde trevo desfolhas
pede notícias e diz
ao trevo de quatro folhas
que morro por meu país.

Pergunto à gente que passa
por que vai de olhos no chão.
Silêncio -- é tudo o que tem
quem vive na servidão.

Vi florir os verdes ramos
direitos e ao céu voltados.
E a quem gosta de ter amos
vi sempre os ombros curvados.

E o vento não me diz nada
ninguém diz nada de novo.
Vi minha pátria pregada
nos braços em cruz do povo.

Vi minha pátria na margem
dos rios que vão pró mar
como quem ama a viagem
mas tem sempre de ficar.

Vi navios a partir
(minha pátria à flor das águas)
vi minha pátria florir
(verdes folhas verdes mágoas).

Há quem te queira ignorada
e fale pátria em teu nome.
Eu vi-te crucificada
nos braços negros da fome.

E o vento não me diz nada
só o silêncio persiste.
Vi minha pátria parada
à beira de um rio triste.

Ninguém diz nada de novo
se notícias vou pedindo
nas mãos vazias do povo
vi minha pátria florindo.

E a noite cresce por dentro
dos homens do meu país.
Peço notícias ao vento
e o vento nada me diz.

Quatro folhas tem o trevo
liberdade quatro sílabas.
Não sabem ler é verdade
aqueles pra quem eu escrevo.

Mas há sempre uma candeia
dentro da própria desgraça
há sempre alguém que semeia
canções no vento que passa.

Mesmo na noite mais triste
em tempo de servidão
há sempre alguém que resiste
há sempre alguém que diz não.

Última Página

Vou deixar este livro. Adeus.
Aqui morei nas ruas infinitas.
Adeus meu bairro página branca
onde morri onde nasci algumas vezes.

Adeus palavras comboios
adeus navio. De ti povo
não me despeço. Vou contigo.
Adeus meu bairro versos ventos.

Não voltarei a Nambuangongo
onde tu meu amor não viste nada. Adeus
camaradas dos campos de batalha.
Parto sem ti Pedro Soldado.

Tu Rapariga do País de Abril
tu vens comigo. Não te esqueças
da primavera. Vamos soltar
a primavera no País de Abril.

Livro: meu suor meu sangue
aqui te deixo no cimo da pátria
Meto a viola debaixo do braço
e viro a página. Adeus.

Amor é mais do que dizer.
Por amor no teu corpo fui além
e vi florir a rosa em todo o ser
fui anjo e bicho e todos e ninguém.

Manuel Alegre
Obra Poética

Pintemos o rosto para encarar com humor
Essa vida vazia cheia de tanta dor,
No picadeiro se encena o caos social
Meras marionetes em crise existencial...

Ta tudo errado.
Errado to eu, quando vejo tudo errado,
errados não fazem o meu certo... por que aos seus olhos eu é que faço errado...

(Des)Ilusão

Calem-se os poetas,
Ruam as paixões,
Matem-se os ascetas,
Afastem-se ilusões,
Cativem-se as musas,
Destruam-se uniões,
Imagens difusas,
E bobos corações.

Vivam os cobardes,
Que ao som de trombetas,
Dancem em alardes,
Quedas de cometas!
Vivam, os errantes,
Obtusos, patetas!
Morram os amantes,
Estirados em valetas!

Viva eu, senhor cruel,
De ti, um tirano,
Lábios de mel?
Danado insano
Destilando fel
De ti flor, profano,
Actor de papel:
Fim! Fim! Desce o pano...

Vem! Vem, doce Morte,
Abriga os sem sorte,
Traz ventos do norte,
Faz-me teu consorte,
Cede à minha corte,
de noivo sem porte,
Prisão negra, forte,
Vem, querida morte!

Alucinação

És a minha realidade e o meu sonho,
a íngreme montanha escalada.
És o meu mais belo desejo secreto,
e eu a verdade que tanto almejas.

Permaneces irredutível,
mas não totalmente distante,
porque és um sonho de felicidade
e muito mais do que mera sorte.

És a minha mais bela ilusão,
és o pólo da minha juventude!
E na tua sombra está o eco
de tudo o que evocámos.

O meu coração tem uma história restrita,
Abandonado na dor e por desejo
no grande amor que te dedica.
A verdade é a tua alma de poetisa.
Onde nos beijamos, amantes
Perfeitos, no mundo do encontro
e de um desditoso adeus.

És a minha alucinação tecida,
A tua aura cheia de sol girou
fora deste meu inebriado sonho.
Que disse que serias, cruel,
apenas um volúvel encanto,
um símbolo farto de vaidade,
esmagadora, fria, desdenhosa.

Assim não existirias mais,
nem viverias dentro de mim,
pelo que choro no silêncio
do meu caminho errante.
Mas espero-te como o sol
no meu coração ferido.

Porém, és a chama que me abrasa
porque tudo que nós amamos,
teimosamente, nós vivemos!

Amar-te

Ah, se um sorriso teu aflora
em teus lábios numa promessa
de beijos, é a ventura de te amar!

Ah, se um olhar teu se esvai
radiante de teus olhos de mel,
é a alegria de te amar!

Ah, se um sussurro teu se evade
de tua boca ornada de mil desejos,
é o prazer de te amar!

Ah, se com as tuas mãos me afagas
o rosto e se perdem no toque,
é o desejo de te amar!

Ah, se teus braços lestos me envolvem
em abraços, terna e infinitamente,
é o êxtase de te amar!

Ah, se teu corpo amante ao meu
se entrega exigindo mútua doação,
é amar-te eternamente!

Tipos de grevistas

É comum, especialmente nos setores públicos, as greves. Elas representam uma manifestação social na busca de melhores salários e melhores condições de trabalho. Mas numa greve, existe vários tipos de grevistas. Observe as características abaixo e veja em que tipo de grevista você se enquadra:

 Grevista zumbi: se finge de morto nas manifestações, mas levanta do túmulo rapidinho na hora de receber o aumento de salário.

 Grevista parasita: um tipo bem comum. Deixa os outros lutarem por ele, sugando cada conquista que ele pouco ou nada contribuiu.

 Grevista dedo-duro: fica de olho nos colegas pra dedurar para os nossos “governantes”. É conhecido também como puxa-saco.

 Grevista dupla-face: na frente dos grevistas se mostra a favor da greve, mas na frente dos “governantes” se mostra totalmente contrário ao movimento. Esse tipo costuma ficar em cima do muro.

 Grevista fashion: aparece no movimento, desfila seu modelito e vai embora.

 Grevista abelha: aprece, faz cera e também vai embora.

 Grevista terremoto: treme só em pensar na greve com medo de perder seu cargo.

 Grevista papai Noel: não ajuda e só enche o saco.

 Grevista sambarelove: fala muito. Tem um discurso bonito, mas nada condizente com sua ação no movimento.

 Grevista consciente: é aquele que de fato conhece seu papel enquanto cidadão. Vê na greve um momento de lutas para melhores condições de trabalho e não umas férias antecipadas. Para este cada conquista é valiosa e merecida.

Portanto, pense bem em sua atitude e veja que tipo de grevista você é!

O plano era não querer
Eu quis.
O que me restava era não acreditar
nos seus olhares
Acreditei.
Era pra eu não me apaixonar
Me apaixonei.

Não quero sofrer
Alguém pare com isso agora
Tire esse sentimento de mim
Me leve direto ao fim

Não, eu não amo o seu sorriso
Não, eu não quero você
Você é indiferente comigo
Eu deveria ser também, certo?

Me desculpa razão
Outra vez escutei esse meu
coração.

⁠Que tipo de sociedade que queremos construir no mundo?
Isso depende somente de nós, na educação, nas atitudes, na visão e nas cores que decidiremos pintar o mundo para os nossos filhos.

Yola Silva

⁠cada um tem uma visão sobre o mundo.
Cada um é feliz do seu jeito, a escolha é exclusivamente vossa.
Depende das cores que quisermos pintar o nosso mundo.
O meu eu pintei com as cores do arco Íris.
E o dos meus amigos?❤️🥰😘😘😘💋💋

Y. Alegria

⁠Perenidade

D'esse limiar 'tre vida e morte, contemplo com profunda melancolia a efervescência tumultuosa d'arte atual. O cenário emergente s'assemelha a um campo de batalha caótico, onde a união estética e o respeito pela beleza atemporal desaparecem em meio ao tumulto iconoclasta.
⁠Em contrapartida, a produção artística clássica, erigida qual colosso majestoso, subsiste como guia de grandiosidade e ordem. As obras imperecíveis dos mestres clássicos, com sua minuciosa atenção aos detalhes e temas universais, obscurecem a transitoriedade da contemporaneidade. Cada escultura, cada pincelada, assemelha-se a um murmúrio distante que ressoa através dos séculos, enquanto a produção artística recente, frequentemente, parece predestinada a perecer no abismo do olvido.
A grandiosidade das obras clássicas, sustentada pela tradição e beleza perpétuas, contrapõe-se à transitoriedade passageira da produção artística moderna, que com frequência se afunda na superficialidade da novidade. Em meu observatório para além dos dias, respiro com reverência a suave fragrância da produção artística clássica, cuja grandeza perdura como constante inalterável, um refúgio de beleza que transcende as breves tendências do momento.

⁠Sera tão errado se sentir mal ?
Porque eu Preciso tanto da aprovação da Familia da minha esposa ?
Eu queria saber na verdade, Ela sempre me ajuda muito sempre q preciso, mas como um carinho um beijo pode ser tao dificil, E eu ha amo, isso nao é carência, queria o Beijo dela o toque dela!

Pensamentos...
Menina moleca, mulher... mulher-menina de olhar brilhante, do cabelo comprido, lindo, perfeito.
Olhos que enxergavam o mundo com clareza, pureza, destreza.
Aquela mulher que chamava atenção — e nem sempre queria ser olhada, admirada.
Ela mesma, que carregava um espírito lindo e uma alma pura: doce e, às vezes, rude.
Um coração tão verdadeiro quanto o seu sorriso — que, em certos momentos, não aparecia, se contraía, até se escondia.
Mulher-menina do olhar sincero e cativante, da doçura da pele macia como nuvem de algodão.
Ela se entregava inteira, com o coração, mesmo ferido, mas tão lindo que nem ela mesma imaginava.
Menina-mulher que, ao mesmo tempo frágil, era poderosa.
Cheia de metas, de objetivos.
Não gostava do comum; buscava sempre o melhor — para si e para todos.
Mulher que deixava quem estava à sua volta de boca aberta, tamanha a graça que carregava.
E hoje, mesmo não estando mais aqui, continua presente.
Vive na saudade que aperta, mas também na lembrança que aquece.
Permanece como inspiração, força e exemplo, em cada gesto, em cada memória.
Partiu deixando silêncio, mas também deixou um legado de luz, coragem e amor.
Enfim... aquela mulher forte e doce que todo mundo queria ter ao lado —
e que, mesmo ausente, segue viva dentro de nós, para sempre.


D.S.S




"Tem gente que vai embora e
deixa um pouco dela na gente.


Tem gente que vai e leva tudo."