Poemas de Sossego
Ser Mãe de 2
É ter tudo em dobro e ao mesmo tempo compartilhado;
É estar no sossego com um e tomar um susto com o outro ao lado.
Se dar conta que muitas vezes os braços não podem alcançar;
pois enquanto um corre para um lado, o outro nem pensa em parar.
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É entender que o amor que sente não diminui mas se dilui em dois;
É ter um instante com um agora e o mesmo instante com o outro depois.
Compreender que o fato de serem irmãos não os tornam nada iguais;
Pelo contrário, são essas as diferenças que os fazem mais que especiais.
Então, você logo percebe que não dá pra fazer um control C e um control V;
Porque são dois seres diferentes e isso é de enlouquecer.
Você se questiona: como pode isso ser assim?
Se são feitos do mesmo pai e um bocado aqui de mim?
Mas isso tudo é uma bobagem, não é mesmo?
A diversão está exatamente em cada um ser do seu jeito!
A gente cansa infinitas vezes e ama nas mesmas proporções;
Entende o que é ter fora do peito, batendo dois grandes corações
Autoria: Mislene Rocha (meus rabiscos)
Sossego pro corpo.
Paz pra alma.
Felicidade pra seguir..
Contentamento pra parar.
Parar? Sim parar reavaliar e continuar, a vida é uma busca contínua
Estranho é o sono que não te devolve.
Como é estrangeiro o sossego
De quem não espera recado.
Essa sombra como é a alma
De quem já só por dentro se ilumina
E surpreende
E por fora é
Apenas peso de ser tarde. Como é
Amargo não poder guardar-te
Em chão mais próximo do coração.
Quem quer viver bem no presente encontra o seu lugar
Seu lugar nos braços do sossego
Enquanto uns dizem que o tempo não para
Outros dizem que o tempo
Não passa de ilusão
Me sinto perto
Paz, luz e sossego
Palavras que me remetem algo
Inalcançável
Já estou tão cansado comigo mesmo
Pagando o preço
Por não ser tão hábil
Não ouvir a mim mesmo
É que houve um tempo eu ganhei todo descrédito por tudo que cativei, e deixei quieto
Me tranquei no meu cativeiro
Lugar onde ninguém poderia me libertar
Era só eu mesmo
E quando me arrastaram de la,me fizeram apreciar uma janela, ou era um quadro ?
Uma representação, era uma visão confortável
Acomodei...
E me apunhalaram ,
E vi que a todo o tempo mentiram pra mim
Eu só, cometi tantos erros
Com eurofia
Loucura e drogas
Que me fizeram eu mesmo
Me sinto mais perto do
Ódio ,da escuridão e do desprezo
As mudanças mais sinceras
não vem com calma e sossego.
Vem como uma ventania incontrolável, translúcida, que joga tudo pra cima .
E não cai nada no mesmo lugar.
Nem as coisas,
nem o coração e
nem você.
Jogo do amor
Vou ganhar esse jogo
Tirar o seu sossego
Dar vida em sua imaginação
Quando em meus braços você se acolher
Vai sentir a voracidade de uma mulher
Não negue! Sua paixão
Sou a chuva que inundou seu coração
A espuma que lavou sua solidão
Esse jogo está ganho
Se pra vida toda não sei
Vou viver esse amor
Brindar com champanhe
Nas borbulhas me entregar
Conquistar seus encantos
Percorrendo suas entranhas
Ensinar como me amar
Explicar meus detalhes
Com poesias
Tatuar minha arte
Em seu corpo inteiro
Deixar minha marca
Domar todo seu ser
Fazer você entender
Não há eu sem você
Na arte de amar
Sou indomável!
Autora: Simone Lelis
O meu sossego não é o seu descanso.
A minha paz talvez seja a sua guerra e um dia nada manso.
Enquanto me sobra silêncio, a ti, sobra a inquietação.
Queria eu poder lhe oferecer uma solução.
Os meus infinitos sonhos são diferentes dos seus desejos.
O seu simples sorriso é o meu gargarejo
Somos feitos do mesmo material e viemos no mesmo lugar.
Nossos caminhos tomam rumos opostos sem poder pestanejar
Até hoje não inventaram um algoritmo para a felicidade plena.
Talvez seja simples, talvez seja amena.
Queremos que a felicidade bata na porta sem ao menos procurá-la.
Queremos a fortuna, a vida boa, a fama, sem ao menos buscá-la.
Porém, esquecemos que a vida de altivez só é possível se vivida um dia de cada vez.
Ela é o medo, as vezes o sossêgo de vezes vem do gueto, mas sempre acompanhada do desespero.
Ela vêm quando não deveria, nunca facilita e ainda têm a ousadia de tomar pra si toda minha vida.
Nas madrugadas ela vem avisar que minhas noites mal dormidas nunca vão cessar.
Cheio eu de fragmentos dela que tornou-se metade de mim e a outra se perdeu na viagem, essa que insiste em minha mente atormentar induzindo-a idealizar os pensamentos que buscam me livrar.
Paranoia é aquilo que me faz comentar aquilo que nunca acontecerá.
E se eu for um momento decidi acabar com toda dor e sofrimento que reside em mim?.
Se meu lá estiver quebrado ao ponto de não expulsar essa visita indesejada?.
Quantas mentiras ainda vão ser contadas até que minha série de informações machucantes?
E se eu te disser que dói quando eu fiz a leveza, enquanto o meu coração se arrasta de tristeza.
Minhas lágrimas secas Já não são mais, elas zombam da minha cara como todos ao meu redor.
E agora você sente um pouquinho do que eu sinto ou ainda dúvida dizendo que é frescura ?
Imagem antiga do meu interior
Sossego!
Ruas de terra batida, cheiro da poeira fina, barulho de pés pisando o cascalho.
Sombra fresca do caramanchão.
Descanso da lida após almoço farto. Prosa boa ou cochilo. Tanto faz!
Na vendinha da esquina, fumo, cereais, pinga da boa, chapéus…e a caderneta do fiado.
Mães amorosas, pano branco na cabeça, levando os filhos para a escola.
Pracinha coroada pela pequena matriz de São Bernardo.
Janelas e portas sempre abertas, acolhedoras.
Na torre única, ninhos de andorinhas e o toque do sino que me toca.
Repica alegre anunciando uma boa nova?
Ou tange triste no adeus a alguém que sobe para morada final.
Que fica lá no limite da vista.
Entre a terra e o céu.
Como um aviso: É preciso apreciar, sem limites, o que o olho vê ou o coração sente.
A imagem antiga do meu interior, encanta o meu presente.
Olhar seus sorrisos...
Ser o motivo...
Ser o acalanto e o sossego...
Ser o alicerce...
Ser também o desmantelo...
Ser o palhaço ou o circo inteiro...
Ser mãe louca!
Mas também ser o amor...
Ser menos dor e mais lazer...
Conectando-me a eles...
Só quero vê-lo felizes...
Quero paz, sossego e harmonia nesse final de ano.
Abro mão da roupa nova, da viagem, do banquete
Quero olhar para mim e ficar satisfeita com o que vejo:
Uma pessoa que se embriaga de si.
Desde que lhe vi,
Sossego não tive mais.
As lembranças e os beijos,
De minha memória não sai.
Você se foi,
É em lagrimas eu fiquei.
Naquele martírio de dor,
Quase morrendo de amor,
Por alguém nem um beijo se quer troquei.
Há quisesse Deus,
Que de voz eu me esquecesse,
Que de ema vez,
Você de minha mente saísse.
E de amor jamais padecesse.
Há quisesse Deus,
Que para meus braços,
Você voltasse.
Que para sempre,
Em meus braços você ficasse.
E de mim jamais se distanciasse.
Dorme meu pequeno
Dorme que o dia já vem
Dorme em meus braços
Dorme no sossego da noite
Dorme em meu aconchego
Dorme no calor do meu peito
Dorme na calmaria do se cansaço
Dorme no infinito do nosso sonho
Dorme sem medo.
Sossego...Sou cego...cegueira
defeito de visão que não colabora...
Que não me faz enxergar o que se passa em minha volta!
Que não me faz enxergar você!
Sossego...Sou cego...se aproxime mais para que eu possa te sentir...apalpar este seu corpo lindo...ouvir seu coração...Usar meus outros sentidos!
Sossego...Sou cego!!! Aproxime-se mais!!!
VAMOS
Vem!
Deitar na minha rede
Tomar o meu sossego
Esquecer a rotina
Abraçar o dia, alegria
Vem!
Fazer uma melodia
Transformar a dor em felicidade
Matar a saudade
Seja minha poesia
Minha cantiga de amor
Venha ser meu calor
Ser minha eterna magia
Vem!
Ver o sol se pôr
Sentir a maresia no rosto
Seja minha flor
Meu doce desejo.
Confessa-me padre
A quantas anda o seu tal sossego!
Não está a sua alma cheia de dores?
Diz-me padre, o que está contigo
Está certo que sempre sua co-pecadora
Vem e diz que ama um homem padre, tu?
Que apalpa o seu perfil, num olhar e cala
Diz, padre se a quem disseste esta falta
És tu? Ou ela que deve abandonar a carreira
Se falando ela se vai da culpa da fogueira
Chorar iria como o tal filho grande padre
Se o médico procura doentes, estás na saúde?
Me falta esse favor de te ouvir confessar paiO
O jornal te segue em cada esconderijo Rude...
Se filho fosse, já choraria e já passaria
Se fugisse o nome ficaria apelido, pecador
Pai de palavras e filho de actos, bastaria
Homem de raiz rude, não ouvi até onde sua dor
Notas de um moralista
Gina não sabia o que mais fazer com aquele meu sossego inabalável. Ela era um ser irritante com todos os seus sonhos e seus planos, tinha a vida tão organizada naquela lista cheia de palavras e deveres e programas a cumprir, a cada hora ela deveria estar exatamente onde sua lista mandava. E em meio a um sutil desespero ela desaba:
- Como é que consegue? Me diz, como pode não se importar tanto assim e não querer nada?
- Me importo sim, sempre me importei. Respondi.
- Então por favor, me diz o que quer?
-O que todos querem, eu acho, ou pelo menos todos deveriam querer. Um cigarro aceso, uma cerveja gelada, alguns amigos e meu amor do meu lado.
- Você é um homem muito complicado . Disse incrédula da resposta que a dei.
-Não, não sou não, esse é um erro demasiado comum. Eu sou um homem simples, o resto do mundo é que é complicado. Gina volta a fazer a lista e eu tomo mais um trago, a noite já volta ao normal, era como tudo deveria ser.
É um vento que chega bagunçando tudo, roubando minha calmaria, meu sossego
É uma onda que chega me arrastando, me levando, me afogando
E eu? Mergulho sem pensar...
