Poemas Sombrios

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⁠Evite homens sombrios que reclamam de tudo o que acontece e encontram algo para reclamar em tudo.

Sêneca
Dialogues and Letters (2005).

Mesmo nos recantos mais sombrios da mente humana, existe uma lógica curiosa e instigante, que revela a complexidade e a profundidade da condição humana, convidando-nos a explorar e compreender as profundezas da nossa própria natureza.

O fim

Tenho andado por vales sombrios onde a luz do luar raramente se apresenta... através figuras medonhas formadas pelos galhos das arvores da densa floresta.
Sinto-me em um vazio constante, mergulhado em um lago gelado revolto de névoas. Minha alma perdida sob a densa camada de gelo que recobre o lago da mata faz-me clamar a piedade do amor da bela dama que um dia esse coração habitou.
Por mais que eu tente lembrar e reparar o erro cometido, menos sei o que fazer... O que me resta nesta longa noite de inverno é tentar me aquecer com o pouco da chama do amor que ainda inflama meu ser, antes de meu corpo se perder na névoa.
Talvez se acordares antes de meu pulso parar remova o gelo que me cobre, beije-me, abrace-me calorosamente e tente me aquecer, mas se a morte para mim chegar, lembre-se apenas que eu te amei.

Mágica dos dias nublados

Não esqueças das lições dos dias tristes, nublados e sombrios; e ao esqueceres das derrotas, lembre-se das batalhas que já foram ganhas.

É lamentável que os olhares sisudos, sombrios e austeros
de alguns cristãos contam-nos a história de que servir
ao Senhor é enfadonho e pesaroso.

VIOLÃO DE TAÇAS
de: Eduardo Pinter

O ventos sombrios da mente calada
Acorda com vontade de se esconder
Inspira a morte numa angústia abafada
Mais puro que o frio não há como morrer
Mais impuro e divino também não há como viver

As questões se vão como se vão as questões
Pr’algum lugar onde desvendas a incompreensão
Pode-se fugir do inverno mas, não das estações
Pode-se ignorar a alma mas, não o coração
Não me é estranha esta sensação

Acordar num silêncio vazio entre esta multidão
Me faz pensar no que penso noturnamente
Afogar-se num violão com taças e uma canção
E se trancar na noite em meu próprio refúgio
Talvez convidar amigos e descobrir que não sou o único

23 Ago 2013
Eduardo Pinter

Eu tenho um dom! O dom da fé, e mesmo que eu esteja no vale sombrios, nao temerei, pois o senhor esta comig.
Seguirei, ate que ele bata o martelo dando assim meu juizo final, pq tudo que é da
vontade dele, dói, mas é divino.

Paladino de cristal


Anjos plantaram a semente da esperança
Longos dias se foram, sombrios e profundos
Gerando uma criatura reluzente, ingênua e mansa
Da utopia do sol nascente concebem-se dois mundos


Formoso tal qual o jardim de Órion
Insigne como a constelação invisível
Imponente como o pedestal de Hipérion
Égide como o Olimpo indivisível


No altar da magnificência, fadas bradam sem cessar
Que o santuário da perfeição está para nascer
Curvando-se todas as criaturas da Terra e do mar
Se regozijam com a chegada do príncipe do amanhecer


Uma gota de sangue escorre pelas estrelas do firmamento
Um grande arco dourado substitui a lua
A luminescência gélida cobre o astro rei


Com os pés descalços sobre a terra, dá ordens ao vento
E mudando as estações, a primavera recua
Gerando e concebendo um novo tempo, que solitariamente erguei

Oh morte
Sei que anda comigo
Apareça e me leva embora
Tire de mim esses dias sombrios
Mata-me as sensações de dor
Cura-me desses traumas

Afasta-me esses demônios
Leve-me ao vazio
Tire-me a consciência
E me apresente a inexistência.

Sentimentos são como cores, alguns claros e serenos, outros escuros e sombrios.




VDM 19/08/09

A vida nos reserva momentos sombrios, exóticos, incompreensíveis... Uma fraqueza na alma, um sangrar do coração, é como morrer de sede e não tocar no copo d'água. Estar tão perto do que se quer, e não poder ter o que se quer, vai além da vã convicção dos mortais.

Quem sabe um dia exista(ou inventem) uma explicação?

A vida nem sempre é uma primavera
Linda e perfeita.
A invernos sombrios
Que nos fazem chorar...
O recomeçar?
Ele vem pela manhã
Nos esperando para ir a diante

⁠Em cárceres sombrios, tristes celas frias,
O tempo passa lento, doloroso enfim,
Cada grilhão nos sonhos nos prendia,
E a liberdade, um vislumbre longínquo assim.

Cercados estamos, aprisionados na dor,
Entre grades de ferro, muros de concreto,
Os dias se arrastam, sem luz, sem fulgor,
A alma aprisionada, clamando por um afeto.

Mas na mente ainda há jardins em flor,
E a esperança sussurra em nossa cela,
Transformando a prisão em um novo valor.

Ainda que encarcerados, buscamos saída,
Criando asas de sonhos, voando em poesia,
A liberdade em versos, em cada palavra tecida.

Em cada verso, a fuga se faz verdadeira,
A poesia transcende as grades e cerca,
E no voo das palavras, a alma se liberta.

Senhores! Permitam-me alguns instantes da vossa preciosa atenção!


Vivemos tempos sombrios, de gravidade inquestionável! O tecido moral da humanidade — outrora sustentado por valores sólidos e transcendentes — encontra-se desintegrado. Caminhos ilusórios são travestidos de soluções; mentiras estruturadas são distribuídas como se fossem verdades absolutas; e o vazio existencial alarga-se como um abismo insaciável nas almas desorientadas!


A fé, outrora força motriz de civilizações inteiras, agoniza sob o peso da indiferença e da relativização ética.
O ser humano — esta entidade racional dotada de espírito — naufraga!
Naufraga, senhores, num oceano de desinformação, de idolatria do ego, e de distanciamento do Eterno.


É neste cenário, absolutamente caótico, que se ergue a Voz Inconfundível.
Não é voz de homem.
Não é voz de ideologia.
É a voz do próprio Logos, do Verbo encarnado, que proclama com autoridade irrevogável:


“Eu sou o caminho, a verdade e a vida.”


Não há ambiguidade teológica aqui. Ele não aponta: Ele é.
Não sugere alternativas: Ele se impõe como Absoluto.
Não oferece paliativos: Ele é a plenitude da existência.


Pergunto, com veemência:
Onde estás, ó alma humana, neste exato momento?
Em que vereda espiritual caminhas?
Qual a fonte da tua verdade?
De que essência se compõe a tua vida?


Jesus de Nazaré não é uma figura mitológica nem uma doutrina opcional.
É a manifestação objetiva do Divino no espaço-tempo.
É a ponte entre o perecível e o eterno.
É a resposta definitiva às angústias ontológicas da humanidade.


Sigamos, pois, sem hesitação, com racionalidade iluminada e fé inquebrantável.
Firmes, lúcidos e convictos.
Porque Cristo é — sem margem de dúvida — a única esperança legítima da humanidade!


Jesus é lindo.

Andar sem rumo
Passos vazios
O supra sumo
De dias sombrios

Hoje, um andarilho revoltado
Ontem, achava-me digno da felicidade
Seu sorriso foi destroçado
Não esperava receber tanta maldade

Um mero andarilho quebrado
Sujo e contaminado por um vampiro
Sugou minha vida com um ato selado
Entregando o corpo para o maldito

Nos momentos mais sombrios da vida
não faça no escuro, peça direção para
Deus.

Arrependimentos escorrem pelas cicatrizes abertas, em lamentos sombrios que clamam por revanche na dor.
O combate pode inflar o orgulho, pouco importa se há vitória ou derrota.
Mas, quando o fogo da vingança se apaga, o silêncio revela a verdade:
nenhum triunfo compensa as perdas que sangram de ambos os lados.

⁠⁠Em tempos sombrios ...
a leitura é a luz e o equilíbrio dos sóbrios.
Miriam Da Costa

Alguns desejos e nada mais.

Que eu jamais me perca nos becos sombrios da falsidade. Que sempre aja luz refletindo amor nos meus olhos.

Que eu consiga dançar e cantar com alegria, até mesmo, quando faltar melodia. E mesmo que, os passos não sejam perfeitos, façam alguém sorrir.

Que a paz me acompanhe desde a alvorada até o crepúsculo do fim do dia. E que à noite a lua vestida com teu manto perfeito, me banhe com a tua luz reluzente.

Que os sonhos sejam afetuosos e me leve para lugares apaixonantes como Veneza, Paris, Amsterdam... , ou, quem sabe um jardim bem perto, onde eu possa respirar a magia insigne do amor.

Que a realidade seja melhor do que os sonhos e, a dor jamais habite o meu lar. E se habitar, que o amor em família seja suficiente para curar qualquer sofrimento.

Inserida por Luziamedeiros

Coloridos e Sombrios
os Labirintos da Alma,
onde me perco,
me agito,
me desvanesso e reflito,
me acho
e encontro a calma..."

Inserida por Andc