Poemas sobre Voluntariado
Às vezes as mentiras também ajudam a viver...
Talvez para meu filho eu também tenha que mentir para enfeitar os caminhos que ele um dia vai seguir...
O nosso principal objetivo nesta vida é ajudar os outros. E se você não pode ajudá-los, pelo menos não os machuque.
É preciso ler os sinais, perceber as entrelinhas, ouvir o pedido de ajuda que quase nunca vem em forma de palavra. É um silêncio carregado, um cansaço que transborda no olhar, uma ausência disfarçada de presença. Em cada palavra dita, até nas conversas aparentemente chatas, há um pedido velado de escuta, um desejo de ser notado sem precisar implorar. Porque quem sofre nem sempre sabe explicar a dor — apenas tenta existir, esperando que alguém perceba.
Sempre fui de me doar. Ouvia, ajudava, consolava, me importava. E não foram poucas as vezes que, mesmo em segredo, eu deixava de pensar na minha vida pra ajudar os outros. Em segredo, explico, porque não acho que preciso de medalhas, prêmios ou troféus. Se eu faço, é de coração, sem esperar reconhecimento do outro. Mas, perdão, eu sou humana e sinto. O mínimo que a gente espera é gratidão. Aprendi que ela nem sempre aparece. Aprendi que às vezes as pessoas acham que o que a gente faz é pouco. Por tanto aprendizado, acabei descobrindo que é melhor eu cuidar mais da minha vida e menos da dos outros. Não quero morrer santo, quero morrer feliz.
Que caridade é essa que não tem pudor face a um miserável e que antes de o ajudar, começa por lhe espezinhar o amor-próprio.
Nunca consegui fazer coincidir aquilo que eu supunha ser a verdade com aquilo que me ajudava a viver.
Depois, um amigo me chamou para ajudá-lo a cuidar da dor dele. Guardei a minha no bolso. E fui.
A ideia do suicídio é uma grande consolação: ajuda a suportar muitas noites más.
Não há covardia mais torpe que a covardia da inteligência, a burrice voluntária, a recusa de juntar os pontos e enxergar o sentido geral dos fatos.
Não te tocar, não pedir um abraço, não pedir ajuda, não dizer que estou ferido, que quase morri, não dizer nada, fechar os olhos, ouvir o barulho do mar, fingindo dormir, que tudo está bem, os hematomas no plexo solar, o coração rasgado, tudo bem.
Só preste atenção aos defeitos das pessoas se elas vierem pedir, rogar, implorar para você ajudar a corrigi-los.
Devolver uma pessoa a ela mesma é, quem sabe, ensinar-lhe um jeito de expulsar o que é ruim e ajudá-la a cultivar o que é bom.
Eu não acredito em caridade, eu acredito em solidariedade. Caridade é tão vertical: vai de cima pra baixo. Solidariedade é horizontal: respeita a outra pessoa e aprende com o outro. A maioria de nós tem muito o que aprender com as outras pessoas.
Felicidades, amiga.
Que Deus te conceda a graça de realizar os seus sonhos e que tenha muitos anos de vida para poder desfrutar desta herança.
