Poemas sobre Você

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“Se não muda ao seu redor...
Deixe Deus mudar dentro de você. Talvez o cenário não mude...mas o seu interior pode amadurecer, fortalecer e florescer."


—By Coelhinha

"Não importa o que aconteceu ontem, hoje você pode escrever uma nova história, mesmo com pequenos trechos. Lembre-se de que o que é mais valioso nem sempre é o que brilha, mas o que dá paz ao coração."


—By Coelhinha

"Não finjo; serei eu mesma. Não seguirei reglas... eu as farei. Seja você mesma te libera da pressão de encaixar nas expectativas dos outros."


—By Coelhinha

“Concentre-se em onde você quer chegar, não naquilo que você teme."


—By Coelhinha

“Não haverá nada que possa assustar, se você se recusar a ter medo."


—By Coelhinha

“O seu futuro é inteiramente construído pelas atitudes que você toma hoje, e não apenas pelo ato de pensar nele."


—By Coelhinha

"A árvore que você não plantou ontem. Estaría fazendo sobra para você hoje."


—By Coelhinha🐾

Cicatrizes Sob o Comando


Você quer tirar minha paz?
Caia fora!
Você tira o melhor de mim.
Caia fora!
Eu me quero de volta.
Saia das minhas veias!
Sim, eu me quero de volta.
Eu desejo isso ao universo.


Eu me quero por completo.
Eu quero a minha alma inteira.
Os moribundos cantam:
Caia fora!
Eu me quero por completo!
Você quer tirar minha paz?
Caia fora!


- Ramile Godon

A Crônica da Andarilha

Você apenas passa pela vida como eles. Você segue sua jornada.
Mas tentam fechar o seu caminho.
Sua mão permanece no cabo da espada.
Evite derramar o sangue daquele que se diz seu inimigo.

Eles caçam os outros porque têm medo de olhar para a própria escuridão.
Eles não conseguem enfrentar a si mesmos.

Deixe-me com minha paz.
Minha caminhada continuará depois deste descanso.
Após a longa estrada e da batalha anterior, busquei abrigo nas muralhas deste castelo.

Depois seguirei viagem para longe daqui.
Siga seu rumo!
As trilhas até a montanha do descanso são hostis.
Foque nos verdadeiros monstros.
Consiga mais aliados.
Deixe-me!

Não vou puxar minha lâmina por pura loucura sua.
Seja meu aliado, não meu inimigo.
Mas, se insistir, saberei que escolhe a morte de bom grado.
Se concentre nos verdadeiros inimigos.
Tenha forças para lutar!

- Ramile Godon

O cansaço é a prova de que você deu tudo de si, e não há vergonha em descansar os dedos antes do próximo movimento. Até o compositor mais prolífico precisa de noites de sono sem sonhos para que a mente se reorganize e a luz volte. Respeite os limites do seu corpo, mas nunca deixe que o cansaço se transforme em desistência ou em apatia permanente.


- Tiago Scheimann

Olhe para o espelho e peça desculpas à pessoa que você vê ali por todas as vezes que a obrigou a caber em molduras pequenas demais para a sua imensidão. A imperfeição é o que nos torna conectáveis, é através das nossas rachaduras que a humanidade do outro encontra morada e sentido. O caos não é o presságio do fim, é o estado vibrante que precede qualquer ato de criação verdadeiramente sólido e transformador.


- Tiago Scheimann

O momento mais devastador não é quando o mundo te quebra, mas quando você percebe que a pessoa gentil que você costumava ser morreu nas mãos de quem você mais amou, e agora, no lugar dela, resta apenas uma carcaça fria que sorri para o próprio desastre enquanto enterra, em silêncio, os restos do que um dia foi o seu coração.


- Tiago Scheimann

A saúde mental começa no exato momento em que você decide que não vai mais trair a sua essência para saciar a sede de uma sociedade que te substitui em minutos, mas ignora o peso dos seus lutos. O corpo é um templo que não deve ser tratado como depósito de lixo emocional, honrar o próprio cansaço e os limites da carne é o primeiro passo para quem deseja, enfim, habitar a própria paz sem sentir culpa por precisar de silêncio.


- Tiago Scheimann

Um Provérbio para você reflexionar.
"Quem bebe água das mãos dos outros viverá sempre com sede."


—By Coelhinha

⁠PARA VOCÊ QUE NUNCA VI, MORTO DESCONHECIDO


Ouço os gritos da família em meus ouvidos...


... ... ...


Acenderam-se as luzes, pois se fez noite.
Mas o corpo que repousa, morto, na calçada
Não vê luz, não a sente e nem a toca.
A noite cristalizou-se no eterno
E as cores, longe de seu cérebro,
Esqueceram-se de voltar!


Arrepios...
Algo vaga pelo ar.
Eu bem sinto!
Mas onde está o ser que há minutos nos sorria?


Corpo é corpo...
Mas a alma, meu Deus – se ele existe –
Por onde anda?


Arrepios...
Algo vaga pelo ar.
Eu sinto!
Sinto?


A alma bateu à minha porta.
Atendi.
Penetrou-me um sopro
E passos invisíveis perderam-se no horizonte!


1975 (retornando da faculdade)

Anda descalço, sente a terra
Deixa a energia circular
O chão limpa o peso do azar
Que você insiste em carregar

E agora, José?
A sexta chegou,
meu dinheiro acabou,
o advogado sumiu,
o juiz nem me viu,
você que tem nome,
que zomba dos outros,
não susta o protesto,
e agora, José?


Estou sem mulher,
estou sem recurso,
estou sem carinho,
já não posso comer,
pois não posso pagar,
fugir eu não posso,
a onça pegou,
o amigo não veio,
recurso não veio,
marmitex não veio,
não tenho farinha,
e tudo acabou,
e tudo sumiu,
e nada mofou,
e agora, José?


E agora, José?
Essa meia palavra,
esse instante de febre,
minha gula e jejum,
minha prateleira vazia,
minha geladeira vazia,
sem grana emprestada,
pura incoerência,
o ódio me aflora!


Com a defesa na mão
quero abrir a porta,
mas trancaram a porta;
quero chegar ao juiz,
mas o juiz recusou;
quero ligar pra Brasília,
Brasília não atende.
José, e agora?


Se eu gritasse,
se eu ofendesse,
se eu recusasse
a defesa gratuita,
se eu pagasse,
se eu quisesse,
que o juiz morresse,
Mas ele não morre,
ele é duro, José!


Sozinho na vida
qual bicho-do-mato
com muita agonia,
sem moradia própria
para me abrigar,
sem amigos fiéis
que queiram ajudar,
que falta de sorte,
vou me mudar,José!
José, para onde?


(Nota: Paródia político-jurídica inspirada no poema "José" de Carlos Drummond de Andrade)

Você começa a perceber que a leitura é um caminho sem volta, quando mal desvia os olhos de um texto e se vê lendo e interpretando pessoas.


Quando, sem notar, ela começa a moldar a forma como você enxerga o mundo.


No início, os livros parecem apenas histórias, informações, curiosidades.


Mas, com o tempo, algo muda: cada página lida amplia sua lente interna.


Você já não se contenta em apenas decifrar palavras — passa a querer decifrar gestos, silêncios, intenções…


Aquilo que antes parecia simples ganha camadas, nuances, contextos.


Ler é, aos poucos, aprender a interpretar o humano.


É perceber que as pessoas, assim como os livros, carregam prefácios ocultos e capítulos inacabados.


Que as entrelinhas não estão apenas nos textos, mas nas conversas, nos olhares, nos desvios de assunto…


Os que cultivam o hábito da leitura acabam desenvolvendo um tipo raro de sensibilidade: não conseguem mais caminhar pelo mundo sem tentar enxergar as histórias escritas em cada rosto, enredos escondidos em cada atitude…


Por isso, a leitura não transforma apenas o leitor; transforma também a forma como ele se relaciona com tudo e todos.


E, depois disso, não há retorno.


Porque, uma vez que aprendemos a ler as páginas da vida, descobrimos que elas nunca acabam.


Aprendemos que cada indivíduo é uma obra aberta, cheia de prefácios ocultos e capítulos inacabados.

⁠E se você não estiver nesse futuro pelo qual tanto se cobra e, em nome dele, se impede de viver o agora?


Talvez o amanhã tenha se tornado um credor impiedoso, cobrando juros altos demais sobre uma vida que só pode ser paga no presente.


Promete-se sentido depois, descanso depois, felicidade depois — e, enquanto isso, o hoje vai sendo adiado, silenciado, desperdiçado…


Vivemos como se a existência fosse um rascunho, um ensaio para um tempo que talvez nunca chegue.


Ora, negligenciamos tanto o percurso que alcançamos nossos objetivos, mas perdemos a empolgação por fragilizar-nos demais.


E quase sempre guardamos abraços, adiamos risos, engavetamos sonhos, tudo para honrar um futuro que não garante presença nem permanência.


Mas se — ao final — descobrirmos que ele nunca nos incluiu nos seus planos?


O agora não é um obstáculo a ser superado, mas o único território onde a vida de fato acontece.


Negá-lo é trocar o certo pelo hipotético, o palpável pela promessa.


Não se trata de abandonar o amanhã, de deixar de sonhar, mas de lembrar que nenhum futuro vale o preço de um presente não vivido.


Talvez a verdadeira imprudência não seja viver intensamente o hoje, mas hipotecar a própria vida em nome de um amanhã que pode jamais nos chamar pelo nome.


O melhor dia para viver é hoje, às vezes o amanhã tem a estranha mania de ser tarde demais.

⁠Não há Passeios que se comparem aos que você faz nas Lembranças daqueles que não Precisam de você para nada.


Porque é ali, nesse território silencioso da memória, que a presença deixa de ser obrigação e passa a ser a mais charmosa escolha.


Quando alguém não precisa de você — não depende, não exige, não cobra — e ainda assim guarda você em suas lembranças, é sinal de que sua existência atravessou algo mais profundo do que a utilidade.


No mundo apressado das relações funcionais, muitos só se lembram de quem pode lhes oferecer algo: companhia, ajuda, vantagem, distração…


Mas nas lembranças de quem já não precisa de nada disso, permanecem apenas aqueles que tocaram a alma de alguma forma.


Ali não há barganha, apenas significado.


Ser lembrado por quem poderia simplesmente seguir sem você é uma das formas mais discretas de eternidade que alguém pode alcançar.


É quando sua presença deixa de ser circunstância e se transforma em marca.


Talvez por isso esses “passeios” sejam tão raros e tão valiosos.


Porque nas lembranças sinceras não entramos pela porta da necessidade, mas pela janela da humanidade que fomos capazes de oferecer.


E, no fim das contas, é nesse lugar — onde não éramos necessários, mas ainda assim fomos importantes — que descobrimos o mais Puro e Verdadeiro tamanho daquilo que fomos na vida de alguém.⁠