Poemas sobre Vida dos Cangaceiros
💫 “Ecos do Teu Nome no Infinito”
Quando pronuncio o teu nome em segredo,
O ar suspira, o tempo se inclina;
E cada estrela, em tímido enredo,
Desenha em lume tua face divina.
És como a aurora que beija os montes,
E veste o mundo de nova emoção;
Teu riso — fonte que verte horizontes —
Desata em música o meu coração.
Teu olhar é verbo que o céu recita,
É lume antigo que o amor acendeu;
E o meu destino, qual flor bendita,
Desabrochou só porque és meu.
Se em tua ausência o mundo se apaga,
É porque em ti reside o viver;
E toda saudade que o peito propaga
É o eco eterno do meu querer.
Ah, se puderas sentir o que sinto,
Saberias — enfim, sem temor —
Que o próprio céu, ao fitar-te, sucinto,
Abençoou-me chamando-te Amor.
— Maycon Oliveira Dos Santos
"Pra quem não sabe me decifrar
Chega ser uma grande confusão
Pois eu gosto de estar sozinha
Mas não na solidão..."
Entre a Culpa e o Perdão
Caí…
O peso que sinto é insuportável.
A sombra que plantei sem perceber
voltou — fria e silenciosa —
como quem cobra o preço do erro.
Matei meus sonhos,
feri quem me amava,
e me perdi de mim.
A culpa virou meu pesadelo,
um eco no escuro da alma,
e me abraçou… como a morte.
Gritei…
mas só o silêncio respondia.
Chorei até o choro secar…
e ainda assim, doía.
Achei que Deus não me ouviria mais,
que o céu havia fechado pra mim.
Mas foi no chão…
entre a culpa e a morte…
que eu escolhi recomeçar.
Quando todos disseram “não”,
O Pai disse “vem.”
Ele não me cobrou explicações,
não perguntou o que fiz, nem onde estive.
Apenas me olhou —
e o olhar d’Ele…
me trouxe de volta à vida.
O meu corpo é um castigo
Uma estância e um abrigo
O meu corpo é meu amigo
Ás vezes também inimigo
Sinto o peso do meu mundo
Nunca o céu desceu tão fundo
Morre um pouco todos dias
De nada vale as homilias
É um templo que se esconde de ti
Dentro de si próprio
É um templo que se agarra a ti
Quando a vida foge
Corpo
Lágrimas,
São o reflexo do teu rosto, fruto do mês de Agosto e de aquilo que há-de vir
Lágrimas,
São as lembranças do teu jeito, aperto e dor bem junto ao peito e o que sobra de mim
Lágrimas,
São a canção que se perdeu e tudo aquilo que era meu, perdeu-se a noite e o luar
Lágrimas,
Sigo o meu rumo mar adentro, contigo no pensamento, não penses que amar tem fim
Não esperes por mim
A dor não tem fim
Não esperes por mim
A vida é assim
Parto rumo ao sentimento
Acompanhada de mim própria
Deixo a tristeza á beira mar
Enquanto grito de revolta
Nesta embarcação que me leva
Até ao fim do horizonte
Em busca de conforto e um momento
Sentir que estou bem longe de ti
“Amor/Traição”
E depois..vem o Amor
E com o Amor..a Desgraça
Amor,
Traição
Perdão?
Nunca
A desgraça de perder a Liberdade
Deixar de ser Eu, nesta busca
(Perder-me em ti, em troca de nada
Ou em troca de algo que eu nunca fui)
Amor,
Traição
Perdão?
Nunca
E agora..vem a Solidão
E com a Solidão..a Esperança
Foram sementes que nenhuma flor brotou
Mesmo que regadas com as minhas lágrimas
Deixaste as marcas em quem um dia sonhou
Desencantado Amor que nunca em ti morou
Lamento de um Cavaleiro
Um dia eu te amei
Como nunca pensei
Hoje é uma lembrança
Do que poderia ter sido uma mudança
Aquela que foi dona do meu coração
Hoje me deixou na solidão
Pensando aqui nessa escuridão
A perda de uma grande paixão
Te deixarei partir
Da sua vida irei sumir
Como gelo a derreter
Meu sentimento irá desaparecer
Vc poderia ter sido tudo pra mim
Mas assim
A nossa história chega no fim.
A Queda
O sucesso abrupto, escalado ao passo de Hermes ou Mercúrio, devolve ao indivíduo uma falsa sensação de poder e controle.
Essa fugaz emancipação corrompe a lei da evolução estruturada, e por sua vez solidamente sustentada.
Nesta fase de ilusório esplendor, o indivíduo afasta-se do seu próprio reflexo em busca de uma visão globalmente estonteante.
Qual Icarus num rasgado voo em ascensão ao Sol, embalado nesta emoção claustrofobica que lhe asfixia a Razão.
A queda será a sua eterna recompensa.
Marcos Lisboa disse:
“O Brasil não é pobre à toa.
Isso aqui é trabalho de profissional!
A gente faz um esforço imensopara ser um país pobre.”
Da linha de frente, eu digo:
“A educação não falha por acaso.
É incompetência profissional organizada.
Faz-se um esforço enorme para manter o fracasso, da ponta ao topo.”
Estações da Alma
Em mim, viste apenas cores,
deleitou-te em minha
beleza,
pois era primavera…
Chegando o verão,
meus raios te encantaram;
aqueceste-te com meu
calor.
Enfim, não era amor.
O outono chegou…
As folhas murcharam,
as flores caíram.
Minhas raízes te
assustaram;
o vazio do meu caule
te fez frio…
Mas o outono é tempo
de renascer,
tempo de renovar.
Tempo de deixar de lado
as aparências
e mostrar a firmeza
das raízes.
O outono é tempo
de mostrar a essência…
A minha, você não
quis ver.
Mas foi no outono que
a sua pior metade
eu pude conhecer.
Sei exatamente como
está a podridão das
suas raízes, e quando
a primavera, outra vez,
chegar,
suas flores, suas
cores
não irão mais me
encantar.
A alma é feita de estações,
e é necessário que haja
acolhida em cada uma delas…
para nos reencontrarmos
prontos na primavera.
Aline dos Santos
O homem
Era célula a se multiplicar...
Fez-se choro a ecoar,
Tecendo o processo...
Erros, acertos, silêncios e sons,
Buscas inalcançáveis,
Pesadelos, sonhos bons...
Gastou o tempo, fez sua história,
Findou-se em saudade e memória.
Gosto de uns
desgostos de outros
meu paladar é eclético
Gosto de alguns
desgosto de outros
meu tempero é poético
A Última Cartada
Kleber Ferreira
Espelhos eu nunca quebrei, mas de joelhos me pôs o destino
Com gato preto nunca cruzei, sou brinquedo nas mãos do divino
Vou arrumar uma ferradura: Vou mudar o meu caminho
Mudar a sorte desta loucura, eu não vou viver sozinho
Os dados do vento da sorte: Creio que estão viciados
Num jogo de vida ou morte, me tornaram um azarado
Oh, querida, deve ser azar, só pode ser maldição
Ter-te foi meu prêmio, perder-te, minha perdição
Se tive, já gastei toda a sorte, agora sou só um azarão
O infortúnio bateu forte, fez sombra no meu coração
Ontem, você me amava, hoje terminou comigo
Ontem, seus lábios eu beijava, hoje, sua ausência é um castigo
Antes eu era tudo em sua vida, agora você não quer mais me ver
Hoje esta ferida aberta, sangra por eu te perder
Será que minha estrela está apagada? Será que nasci marcado?
Será que joguei minha carta na hora errada, num lance desesperado?
Oh, querida, deve ser azar, só pode ser maldição
Ter-te foi meu prêmio, perder-te, minha perdição
Se tive, já gastei toda a sorte, agora sou só um azarão
O infortúnio bateu forte, fez sombra no meu coração
Oh, querida, deve ser azar, só pode ser maldição
Ter-te foi meu prêmio, perder-te, minha perdição
Se tive, já gastei toda a sorte, agora sou só um azarão
O infortúnio bateu forte, fez sombra no meu coração
É, pra anular o azar que me cerca a todo instante
Minha aposta é você, vou tirar a sorte grande
ASSUME LOGO
Kleber Ferreira
Na minha cama você deixou o seu cheiro
Deixou algumas roupas em meu armário
O batom e a escova de dente no banheiro
Até trouxe seu peixinho num aquário
Na minha pia ficou a escova de cabelo
Já pediu ao síndico, uma vaga na garagem
Se não te ligo, cê tem dor de cotovelo
Diz que tá com raiva e apela pra chantagem
Então assume logo, que você já se mudou
Que minha vida de solteiro já se acabou
O guarda-roupa já é seu, a casa e o colchão
Assume de uma vez a posse do meu coração!
Então assume logo, que você já se mudou
Que minha vida de solteiro já se acabou
O guarda-roupa já é seu, a casa e o colchão
Assume de uma vez a posse do meu coração!
Trocou minha cerveja por suco, água e vinho
E o meu cachorro hoje: Já te trata com carinho
Na TV só passa agora, dorama e novelas
Já troquei o iFood, por jantar à luz de velas
Nem avisa ao porteiro que você está subindo
Os amigos da cerveja já não são mais bem-vindos
Me fale sim ligeiro, sem pedir mais um momento
Vamos agora pra igreja, confirmar o casamento
Então assume logo, que você já se mudou
Que minha vida de solteiro já se acabou
O guarda-roupa já é seu, a casa e o colchão
Assume de uma vez a posse do meu coração!
Então assume logo, que você já se mudou
Que minha vida de solteiro já se acabou
O guarda-roupa já é seu, a casa e o colchão
Assume de uma vez a posse do meu coração!
O guarda-roupa já é seu, a casa e o colchão
Assume de uma vez a posse do meu coração!
JUSTIFICANDO O INJUSTIFICÁVEL
Kleber Ferreira
Se eu soubesse que iria terminar assim
Se eu imaginasse que este amor teria um fim
Não teria nem sequer começado
Não deixaria meu coração, magoado
Agora, minha vida sem você, ficou pouco provável
Como eu vivo, justificando o que é injustificável?
Restou-me apenas, o silêncio do seu adeus
E a busca em outros olhos, de alguns dos traços teus
Tento enganar o tempo, fingir que a dor passou
Mas este peito não esquece, de quem ele tanto amou
Ando sem norte, sem rumo e sem seus abraços
Paixão virou sofrência, de um amor, em pedaços
Agora, minha vida sem você, ficou pouco provável
Como eu vivo, justificando o que é injustificável?
Restou-me apenas, o silêncio do seu adeus
E a busca em outros olhos, de alguns dos traços teus
Agora, minha vida sem você, ficou pouco provável
Como eu vivo, justificando o que é injustificável?
Restou-me apenas, o silêncio do seu adeus
E a busca em outros olhos, de alguns dos traços teus
Minha vida sem, você ficou pouco provável
Assim vivo, justificando o que é injustificável
NO FUNDO DO COPO
Kleber Ferreira
Te perdi por um erro que não foi perdoado
Se soubesse o que vinha, lhe dava valor
Pois agora eu vejo, sou um homem acabado
Que afoga no uísque a falta deste amor
Abracei este vício e perdi minha razão
Aqui, o álcool é o único que me entende
Aquecendo o peito, esfriando o coração
Apagando a chama que a memória acende
Peço outra dose pra tentar não lembrar
Mas vejo seu rosto no gelo que derrete
Nem o whisky caro pode me libertar
Da culpa amarga que minh'alma acomete
A tontura me cega, me sinto largado
Fugindo do vazio que a saudade me traz
Sonho que em mais um gole eu caio ao seu lado
Num sonho embriagado que não se desfaz
Peço outra dose pra tentar não lembrar
Mas vejo seu rosto no gelo que derrete
Nem o whisky caro pode me libertar
Da culpa amarga que min'halma acomete
À minha desonra eu retorno a beber
Este líquido ardente que agora me invade
Beberia o oceano se pudesse esquecer
Mas no fundo do copo, só resta a verdade
Peço outra dose pra tentar não lembrar
Mas vejo seu rosto no gelo que derrete
Nem o whisky caro pode me libertar
Da culpa amarga que minh'alma acomete
Peço outra dose pra tentar não lembrar
Mas vejo seu rosto no gelo que derrete
Nem o whisky caro pode me libertar
Da culpa amarga que minh'alma acomete
SUA PERDA, MEU TRAUMA
Kleber Ferreira
Brigamos, seguimos caminhos diferentes
Nos afastamos, mas levamos o amor junto
Não sei como você está, isso me corrói
Só de pensar, que me ama ainda, isso dói
Por que o destino insiste em ser cruel?
Me deu você, o céu, tirou, deu-me o fel
Agora vivo com essa dor insana, que me consome
Nem mais tento disfarçar, quando ouço seu nome
O choro se expõe, devorando a minha alma
Um abismo, relembrando, sua perda, meu trauma
Penso que é melhor, que não mais me ame
Que tenha, com o tempo, me esquecido
Que a noite, chorando, meu nome não chame
Não lembre a paixão, que tenhamos vivido
Pois não posso desejar, a quem amo, esse castigo
Sofrimento que não se deseja, nem, a seu inimigo
Agora vivo com essa dor insana, que me consome
Nem mais tento disfarçar, quando ouço seu nome
O choro se expõe, devorando a minha alma
Um abismo, relembrando, sua perda, meu trauma
Agora vivo com essa dor insana, que me consome
Nem mais tento disfarçar, quando ouço seu nome
O choro se expõe, devorando a minha alma
Um abismo, relembrando, sua perda, meu trauma
Um abismo, relembrando sua perda, meu trauma
MAL ENTENDIDO
Kleber Ferreira
Você jurou que me amou
Mas hoje eu duvido
O mal que a outra causou
Me fez pagar de bandido
A menina que me beijou
Foi à força, foi conflito
Não faça isto comigo meu amor
Eu nunca beijaria outra boca
Escute este meu clamor
Aquilo foi beijo de uma louca
Ah, Não sou um contraventor
Eu Não perdi o meu juízo
Deixe meu amparo contrapor
Não me deixe nesse prejuízo
Mas você não acreditou
E deu fim ao nosso infinito
Agora diz que acabou
Deixando o peito ferido
A minha vida parou
Em um erro incompreendido
Não faça isto comigo meu amor
Eu nunca beijaria outra boca
Escute este meu clamor
Aquilo foi beijo de uma louca
Ah, Não sou um contraventor
Eu Não perdi o meu juízo
Deixe meu amparo contrapor
Não me deixe nesse prejuízo
Não faça isto comigo meu amor
Eu nunca beijaria outra boca
Escute este meu clamor
Aquilo foi beijo de uma louca
Ah, Não sou um contraventor
Eu Não perdi o meu juízo
Deixe meu amparo contrapor
Não me deixe nesse prejuízo
RISO E LÁGRIMAS
Kleber Ferreira
Minhas lágrimas falam de você
De tudo o que vivemos e do que eu perdi
Minhas lágrimas falam de nós dois
Do sonho que tivemos e de tudo o que eu vi
Minhas lágrimas falam do que eu senti
Mas meu sorriso vai falar de outro amor
De um que não me faça chorar
Meu sorriso vai falar de uma nova paixão
Que minhas feridas vai fechar
Mas meu sorriso vai falar de outro amor
De um que não me faça chorar
Meu sorriso vai falar de uma nova paixão
Que me ensine outra vez o que é amar
Minhas lágrimas gritam por você
Que insiste em não escutar
Minhas lágrimas gritam ao meu coração
Que insiste, por ti, se apaixonar
Minhas lágrimas caem por quem não quer me amar
Mas meu sorriso vai falar de outro amor
De um que não me faça chorar
Meu sorriso vai falar de uma nova paixão
Que minhas feridas vai fechar
Mas meu sorriso vai falar de outro amor
De um que não me faça chorar
Meu sorriso vai falar de uma nova paixão
Que me ensine outra vez o que é amar
Minhas lágrimas caem por te amar
Meu sorriso aguarda você voltar
Oque tenho pra te dizer. Será dito com ações.
Palavras, já não fazem mais efeitos em nossas vidas.
Muito já foi dito, e muito já foi prometido.
No entanto, elas se vão com o chegar do outono.
Assim como às flores da primavera.
Que perde as folhas.
Restando apenas a esperança dê que se pode renovar ou morrer...
