Poemas sobre Respeito

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Se deus concedeu o livre-arbítrio, então por que os fanáticos não respeitam a liberdade dos outros?

O fascista afirma que o medo é respeito, mas o medo é mera coerção, visto que o respeito verdadeiro se fundamenta na empatia!

Os cristãos pedem respeito por suas crenças, mas raramente respeitam o direito de não acreditar.

A doença não respeita virtudes nem crenças. Não importa o amor que alguém transmitiu, o caráter que construiu, a inteligência que possui ou a fé que carrega. Às vezes, ela simplesmente chega devorando a todos, sem explicação e sem justiça.

“O Direito é mais civilizado quando precisa usar menos força para ser respeitado.”

“Quando o cidadão precisa temer o Estado para respeitar a lei, a lei já perdeu parte de sua autoridade.”

A toga não transforma a força em justiça; apenas pode dar à força uma aparência mais respeitável.

Quando uma Constituição depende da virtude dos governantes para ser respeitada, ela ainda não conseguiu transformar liberdade em instituição.

“A lei pode obrigar alguém a respeitar o outro, mas jamais poderá obrigá-lo a amá-lo.”

A inconstitucionalidade suprema é a própria morte, que abole todos os direitos sem respeitar o devido processo legal.

“Uma lei injusta pode exigir obediência; jamais conseguirá exigir, ao mesmo tempo, respeito à razão.”

A crítica jurídica começa onde termina o respeito automático pela autoridade.

Agnosticismo é a disciplina de respeitar o tamanho da evidência diante do tamanho da pergunta.

A neutralidade do Estado é também uma forma de respeito à diversidade das consciências.

Uma sociedade madura não confunde respeito à crença com submissão à crença.

Uma sociedade que respeita a ciência não precisa abandonar a religião; precisa abandonar a ideia de que autoridade espiritual substitui evidência empírica.

A ciência deve ser respeitada por sua capacidade de produzir conhecimento verificável, mas não deve ser utilizada para responder, por decreto, perguntas que pertencem a outros domínios epistemológicos.

A inteligência incomoda porque não respeita fronteiras construídas pela autoridade entre aquilo que pode ser pensado e aquilo que deve permanecer acreditado.

A coragem não consiste em desconhecer o medo, mas em compreender quais temores merecem respeito e quais apenas governam a consciência pela ignorância.

O respeito pela dignidade não pode depender da utilidade econômica de uma pessoa, porque a pessoa antecede sua função social.