Poemas sobre quem Realmente eu sou
Título: "A Força de Reescrever a Própria História"
Autoria: Diane Leite
Eu nasci na periferia, mas, aos dois anos, minha vida tomou um rumo diferente. Fui acolhida por uma família adotiva de classe média, o que abriu novas possibilidades para mim. Ainda assim, as circunstâncias da minha origem nunca saíram do meu coração. Elas me ensinaram, desde cedo, o valor da luta, do esforço e da determinação para conquistar o meu espaço no mundo.
Mesmo em um novo contexto, eu sabia que precisaria trabalhar muito para alcançar os meus sonhos. Eu cresci com a certeza de que, se estabelecesse metas, acreditasse em mim mesma e agisse com disciplina, seria capaz de ir além de qualquer limite que a vida pudesse me impor.
Minha história não foi sobre sorte, mas sobre escolhas. Escolhi não ser definida pelo meu passado ou por nenhuma limitação externa. Escolhi lutar por mim, construir a minha própria trajetória e honrar tudo o que me foi dado com muito trabalho e gratidão. Cada conquista reflete o esforço e a coragem de uma menina que nunca desistiu de seus sonhos.
Hoje, compartilho essa história porque quero inspirar outras pessoas a acreditarem no próprio potencial. Não importa de onde você veio, o que importa é a força que você encontra dentro de si para seguir em frente. Essa é a mensagem que carrego comigo e que levo a todos que cruzam o meu caminho: você pode, sim, escrever a sua própria história. Basta acreditar, agir e nunca deixar de sonhar.
Meu Porto Seguro
Autoria: Diane Leite
Eu sonho alto, você me ancora,
Eu voo longe, você me traz.
Na minha leveza, que às vezes demora,
Você me lembra onde está a paz.
Sou faísca que brilha, queima e dança,
Você, a rocha que não se desfaz.
Na minha coragem e na sua confiança,
Somos a ponte que o destino refaz.
Eu vivo no céu, perdida em idéias;
Você, tão terra, firme no chão.
Mas é o contraste das nossas marés
Que cria harmonia no nosso coração.
Você, sério, vê o mundo com cautela;
Eu, inocente, pinto o dia com cor.
Mas é na troca que tudo revela:
Eu te solto, e você me dá vigor.
Nas suas sugestões, encontro um caminho;
Nos meus riscos, você vê sentido.
E é nesse balanço, tão nosso, tão lindo,
Que construímos algo eterno e vivido.
Você é meu chão, eu sou o seu ar;
E juntos seguimos, tão únicos assim.
Eu te admiro por me equilibrar,
E com você sou completa em mim.
"O Chamado do Eu Interior
Há momentos na vida em que algo dentro de nós se agita de forma inexplicável. Não é apenas um pensamento insistente, nem um desejo passageiro. É um chamado. Uma força silenciosa, mas poderosa, que nos impulsiona para além do que conhecemos, desafiando certezas, ruindo alicerces e nos fazendo encarar o que antes parecia intocável."
"Não vou mais te ver"
Eu era farol,
mas você só queria a luz.
Quando clareei teu caminho,
pisou nos meus cacos —
e nem notou que eu sangrava.
Me dei inteira,
como quem acredita em alma.
E você?
Você só queria o que fosse útil,
o que brilhasse pra te elevar.
Usei meu próprio corpo como ponte,
e quando atravessou,
jogou no rio o que restava de mim.
Você riu enquanto eu afundava,
com o bolso cheio das moedas
que eu tirei da minha própria fome.
E ainda sussurrou meu nome com desdém,
quando alguém perguntava quem te ajudou.
As mãos que te ergueram,
foram as mesmas que você mordeu.
Os olhos que choraram tua dor,
você cegou com inveja.
E ainda quis me destruir
só porque eu disse "não".
Porque eu não quis ser tua próxima mentira,
nem teu passatempo egoísta.
Eu quis ser verdade.
E você?
Você quis palco.
Mas aprendi.
Aprendi que quem mais recebe,
é quem mais odeia quando a fonte seca.
Que quem a gente mais salva,
é quem mais deseja nosso naufrágio.
Hoje eu sou tempestade.
Não mais cais.
Hoje eu sou silêncio.
Não mais explicações.
Hoje,
não vou mais te ver.
Porque eu vejo, sim.
Vejo claro.
E quando a gente enxerga o que o outro é de verdade,
não tem mais volta.
Tem fim.
Alguns chamam de Sexta-feira Santa.
Eu chamo de dia de renascer.
Depois de tanta escuridão,
me debati, me refiz, me alinhei.
Hoje, rasgo o casulo com coragem.
A borboleta que sou começa a surgir.
E mesmo que voe só no meu jardim,
sei que será o voo mais lindo da minha vida."
— Diane Leite
Daiane & Diane — a história de mim em mim
Durante muito tempo, eu fui Daiane.
Daiane com “i”, de intensidade.
Daiane, a que mordia o mundo antes que ele me engolisse.
A menina que aprendeu a se defender muito antes de aprender a se amar.
Eu tive que ser forte.
Tive que crescer rápido.
Tive que virar mulher quando ainda nem sabia ser menina.
Fui afiada, direta, racional.
Eu falava o que pensava — sem pensar no que o outro sentia.
Não porque eu era má.
Mas porque eu não sabia como cuidar sem me machucar.
Daiane era inteligente, sedutora, estrategista.
Ela sabia sair de qualquer lugar —
mas não sabia ficar em nenhum.
Ela conquistava tudo, menos o direito de descansar.
Ela era potência pura…
mas se sentia sozinha demais para ser verdade.
Até que um dia, em silêncio, ela começou a cansar.
E foi aí que, sem fazer alarde, nasceu Diane.
Diane com "e", de essência.
A mulher que brotou da menina ferida.
A que não precisou apagar a dor,
mas resolveu transformá-la.
Diane é quem eu sou agora.
Não perfeita. Não pronta.
Mas mais leve.
Mais doce.
Mais inteira.
Eu não deixei de ser Daiane.
Só deixei de lutar contra ela.
Hoje, eu abraço.
Hoje, eu acolho.
Hoje, eu escrevo.
Porque escrever me ensinou a sentir sem medo.
Me ensinou a dizer com beleza o que antes eu dizia com dureza.
Me deu a chance de amar sem implorar.
E de me amar sem armadura.
A menina virou palavra.
A mulher virou ponte.
Entre o que fui e o que escolho ser todos os dias.
Eu sou Daiane quando preciso lembrar de onde vim.
E sou Diane quando escolho para onde vou.
No fundo, continuo sendo uma só:
essa mistura de cicatriz com luz,
de silêncio com verbo,
de lágrima com poder.
E hoje, no dia do renascimento,
eu não celebro só o que nasce —
eu celebro o que, dentro de mim, deixou de fugir e escolheu permanecer.
Me Encontrei em Mim
por Diane Leite
Diziam que aos quarenta tudo começaria.
Eu não entendia.
Hoje entendo.
Não é sobre idade.
É sobre inteireza.
Sobre finalmente voltar pra casa
e descobrir que essa casa sempre fui eu.
Eu nunca me senti tão nutrida.
Tão minha.
Tão inteira.
Não me faltam respostas.
Porque parei de perguntar ao mundo.
Agora, ouço meu coração.
Aprendi que só posso amar com o amor que já existe em mim.
E que esse amor não precisa ser aceito —
ele precisa ser vivido.
A beleza que ofereci foi minha.
A amizade que doei nasceu do melhor que eu tinha.
O que o outro fez com isso…
não importa.
Porque nada é sobre o outro.
Tudo é sobre o que nasce aqui — dentro.
Não me movo mais para ser reconhecida.
Me movo porque sou amor.
Porque escolho florescer.
Hoje, entendo que o mundo só pode me oferecer o que ele também cultiva.
E por isso, eu cuido de mim.
Eu me abraço.
Eu me nutro com a mesma ternura que um dia derramei sobre os outros.
E se um dia alguém merecer esse amor que me habita,
será um presente.
Mas não uma necessidade.
Eu me basto.
Eu me reconheço.
E eu me celebro.
Isso é o que significa estar viva.
Isso é o que significa ter chegado em mim.
Um amor visceral – porque só amei uma vez
por Diane Leite
Eu só amei uma vez.
Mas foi amor com todas as letras,
com todas as vidas,
com todos os silêncios e todos os gritos contidos no peito.
Não foi um amor comum.
Foi um amor que rasgou camadas,
que me tirou o chão — e me ensinou a voar mesmo assim.
Foi o amor que atravessou portais,
que ouviu os sussurros da alma antes mesmo que os corpos se tocassem.
Amei como quem reconhece.
Como quem encontra o lar no olhar do outro.
Como quem diz: “eu sei quem você é”,
mesmo que o mundo insista em desmentir.
Esse amor não pediu licença,
não bateu na porta:
ele arrombou os portões do meu destino.
Fez do meu ventre templo,
e do meu silêncio, altar.
Amei com o corpo, com o coração, com a mente…
mas, sobretudo, com a alma.
E talvez por isso, nunca mais tenha amado assim.
Porque quando você ama com a alma,
o resto do mundo fica pequeno demais.
Não amei por carência.
Amei por conexão.
Não amei pela presença.
Amei pela essência.
Não amei para ser amada.
Amei porque era inevitável.
E o que é visceral nunca se perde.
Ele vive além da matéria,
além do tempo,
além de qualquer ausência.
Porque quando o amor é verdadeiro,
ele não termina.
Ele se transforma em força.
Em propósito.
Em poesia que pulsa — para sempre — dentro de mim.
Fuga
Eu queria fugir para bem longe
lugar qualquer onde ninguém
me alcance
Abriria as portas do meu coração,
deixaria entrar a emoção
pintaria de azul o negrume interior
nesse dia então, eu conheceria o amor.
Eu queria fugir para bem longe.
Das coisas insanas do mundo,
do abismo profundo em que
minha alma se perdeu.
Queria fugir do medo que me atormenta
do egoísmo que lamenta a falta do EU
no refletir do espelho
Eu queria fugir para bem longe.
Da violência desesperada que mancha
a paz de sangue
Da Felicidade alucinógena que
as drogas traz
Mas, que alegria é essa
que não traz paz
Eu queria fugir mas não sei para onde.
Se tudo que me atormenta
não está lá fora, está aqui,
dentro de um ser intranquilo
que nada entendeu e se perdeu
nos seus medos profundos
Na encruzilhada do mundo do seu eu
na decrepitude social
Marcos Decliê
Disfarce
Eu rio para não mostrar
a lágrima no coração.
Canto para disfarçar a solidão.
Eu expresso o amor para não mostrar
que o meu amor não existe,
que no meu interior tudo é triste.
Eu falo dos meus sonhos
mas sei que minha realidade é esta
Novamente estou aqui tão só
no fim da festa
Eu me encanto com a vida
para não mostrar que minha vida
é um recanto de ilusão
Eu vejo pessoas se amarem
falando de paixão
mas meu destino é ser tão só,
eu e a solidão
Eu me rendo a beleza de uma flor,
Eu rio para não mostrar
que meu riso chora lágrimas de dor.
Se você me encontrar sorrindo,
Ajude-me
Programado
Eu, Eu... Eu vi...
Eu vi minhas poesias escorrerem
Entre os dedos das mãos
Descobri no meu mundo
A inconstância do ser a vagar na razão
Movimento perdido, espírito adormecido
O desertar de um corpo
Eu, eu...
Eu era a seta
Mas não acertava o alvo
Por não estar plugado
Entre o mim e o EU
Espírito e alma, amor e calma.
Me procurei em mim
Mas eu não estava lá
Dei de cara com o vazio
De minhas angustia
Descobri que ao procurar
Nem sempre a gente
encontra o que busca.
Tudo isso é fruto do medo
Implantado em nós
Somos muitos, mas não podemos
amplificar nossa voz.
Eu, Eu...
Qual robô eu era programado
pra dizer sim ou não
Pra satisfazer você,
Mesmo que ferisse a verdade
do meu coração.
Em vez de Deus, consultamos Freud
Somos mantra do que pode
ou não pode.
Maquiagem a cobri semblantes triste
De atores tristes de um filme triste
Entre a razão e o teu amor
Se eu tivesse o dom
De cantar no mesmo tom
Te cantaria assim:
Como as flores cantam os campos
Como a voz em tom de enconto
Silenciaria o meu pranto
Se eu desafinasse de repente a melodia
Te angústia ria, pois não me aceitas
como eu sou
É como se tua estrutura
Me roubasse a fantasia.
Tua poesia me cala as palavras
E não queres ler o meu silêncio.
Sinto que tua mágica te falha
Pois não aprendeste a fazer truques
Quero que o meu coração
Pulse o teu sangue
Minha voz fala a tua voz.
Eu queria fazer desabrochar
do teu sorriso,
A essência de uma flor
Me perder entre a razão e o teu amor.
Senhor, se não é possível me livrar do fardo, então me ajuda a carrega_lo quando eu já não tiver mais força para continuar.
Luciana Morais
Pode me pisotear, aproveita mesmo enquanto estou ao solo, porque quando eu me erguer, será tua vez de permanecer ao chão. A vida vai se encarregar de te dar o que tu merece, e eu estarei só de camarote.
Luciana Morais
Estamos todos dopados, de remédio ou de mídia. Eu, os dois.
É preciso um tratamento que resolva tudo.
Já é preciso um milagre pós-apocalíptico e instantâneo contra a tolice.
E então,
Eu vejo o infinito;
Posso tocar se quiser, sentir;
Colocar todas as asas possíveis para um vôo sem pouso.
Posso sentir que sou verdadeiramente livre, de alguma forma, inteiramente..
O poder da arte é este!
Certamente eu lhe indicaria mais valioso agir certo com as mulheres erradas..
Que ter agido errado, porém com a mulher certa.
A maior tolice de certos pensamentos masculinos.
Ele perguntou se eu poderia esperar por ele, a volta dele que viria em alguns dias.
O problema e a tristeza, é não ter percebido que na verdade estou aguardando, aguardando ansiosamente, há tempos por aquele ser.
Eu gosto do meu jeito. Aprendi gostar dele, e não pretendo mudá-lo.
Não irei mudar para agradar outras pessoas
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