Poemas sobre quem Realmente eu sou
meu quadrado, meu espaço, meu começo, meu hiato.
logo eu que quero ser um treinador nato.
o sol nasce lá fora, mas a lua insiste em estar cheia
e logo, me surge uma figura escondida no fundo desse mar de areia:
eu não sabia que estava o esperando tanto,
até ele surgir por encanto.
notei que leva tempo mas o tempo sempre leva
e tudo aparece quando deve aparecer.
era alto, esbelto, carregando um pedaço do que já fora um ser.
duvido de sua definição:
da mesma forma que me assusta, me parece ser familiar.
me acobertar ou tirar minha paz?
assim como tudo que me aparece, tenho um pé atrás.
me contara que há três coisas não podem ser escondidas por muito tempo:
o sol, a lua e a verdade; assim como dizia Buda.
na boca, carregava a cabeça de uma chamada (mEdU)sa,
aquela que seus cabelos de cobra sussuravam palavras confusas
a cada infiel que seu olhar penetrante abusa.
era dela que eu tinha medo,
pois derrotava a cada idiota que invente,
mas o medo sempre foi um produto da minha mente.
parece que tudo acabou.
nele depositei minha confiança leal,
hoje sou livre de qualquer veneno letal
e esse ser me prometeu que me levaria para qualquer lugar, seja bom ou seja mal.
irei confiar, não tenho escolha.
ninguém me ensinou o caminho,
ninguém me disse como vivem os do mundo real,
então que me guiem, mesmo sendo fatal.
e agora aquele ruído se transformava no universo que eu assistia na janela do meu quarto
repleto de um novo mundo que nascia,
mas na verdade, eles sempre estiveram lá,
era eu que nunca os via.
sede de sentimento,
as borboletas só estão no meu estômago
porque eu tenho as engolido,
pois periodicamente não sinto nada.
dizem que isso só melhora com umas ficadas na noitada
mas nem me chamam mais pra nada,
visto que nunca estou presente,
não preciso pedir mais nada,
nem pra cupido, nem pra fada.
sou o futuro à caminho de um azul
onde só brilham resquícios do que um dia já foi escrito,
sentindo o vento dos aviões sobrevoando ao meu lado,
passageiros me assistindo nos televisores sincronizados.
subindo cada vez mais perto do céu,
olhares me seguem
e mesmo sem falar nada, os fiz descer.
é difícil olhar e me querer?
mas não é só um que quer me prender.
me denominam como a maior estrela,
como astro, como rei,
como um graffite que vai eternizar a sua arte pro resto da vida:
tudo roda em meu mundinho,
eu já sei de tudo isso,
portanto de mim, eles só ganham um simples selinho.
sempre fui mais azul,
apesar de um dia ter sido breu.
hoje sou edição limitada, peça única do museu,
quem deixou de falar comigo foi quem perdeu,
bebendo cada lágrima de quem por mim sofreu.
de boca em boca, de ouvido em ouvido,
me aumentam mesmo sem eu ter percebido,
o príncipe deixou de ser plebeu (se é que um dia foi).
prontos para polir cada troféu meu?
graças ao talento que me cresceu,
por todos os dias que o mundo a mim perdeu,
todos os dias que minha alma mudou e reviveu:
até concordo com eles,
entre todos de mim, também escolho eu.
se acender um isqueiro eu explodo,
queimadura de terceiro grau, te queimo,
pego fogo: pode chegar perto,
só machuco mas não mordo.
sempre preparado pra tudo dar errado,
quanto mais você me acha inocente,
mais noto que essa era a minha intenção na sua mente;
emocionalmente independente.
meus segredos só eram assustadores até aceitar que eu tinha medo,
os quais você só se tranquiliza quando sente o toque do meu dedo;
quando minha música toca no seu rádio,
sem fingir de coitado, pois antes pagava de santo
mas era o que mais fazia pecado.
pare esse mundo que eu quero descer,
já estamos em julho, já pulei o muro
e gostei mais do outro lado,
de borboleta não sei apenas o nado,
rindo chapado, coração blindado,
se Deus vier, que venha armado.
A Lição do Mestre
Era noite no sítio, e o fogo ardia silencioso no centro da roda. Eu e mais dois irmãos estávamos na sessão, mas algo em nós se agitava demais falas soltas, risos fora de hora, gestos além da medida. A cada rompante, nos virávamos ao mestre e pedíamos desculpas, com semblantes que buscavam redenção.
“Desculpa, mestre”,
repetíamos, uma, duas, três vezes...
Até que ele nos olhou com firmeza e serenidade, e nos ofereceu uma lembrança que lhe havia sido dada por seu próprio mestre,
“Pare de ficar pedindo desculpa e continuar com o mesmo comportamento. A desculpa está sendo usada de maneira invertida está servindo para permanecer no erro. Não se trata de pedir perdão com os lábios enquanto o corpo repete o hábito. Se errou, corrija o erro primeiro. Só depois, com consciência, peça perdão. Assim, o erro não se repete.”
Essas palavras caíram em mim como chuva fina num terreno seco.
Compreendi, aqui agora a onde estou, vem essa lembrança com tanta nitidez e estou interpretando que a verdadeira humildade não está em repetir desculpas, mas em cultivar a vigilância, transformar o ato e silenciar o ego que se esconde atrás da culpa.
Naquele instante, aprendi que o perdão verdadeiro começa com o gesto de mudança.
Carrego comigo o DNA de eu pai, de um Homem honrado e puro que hoje já não se fabricam mais,
gosto de ouvir as suas histórias que são carregadas de emoção, muitas vezes choro, pois elas tocam o meu coração.
Tenho orgulho do Homem que fez, busco honra-lo e imita-lo dando sempre um passo de cada vez.
Você e Eu
Você é a gota de orvalho que embeleza ainda mais as lindas rosas solitárias.
Você é a espuma branca que se forma ao quebrar das ondas na praia e estas são acalentadas pela suave brisa que sopra do eterno mar.
Você é o brilho da lua solitária que se aquieta com sua solidão, dando luz aos que amam.
Você é o silêncio que soa no desabrochar de uma rosa; é a estrela que brilha só e se deita nos braços da lua, recebendo o aconchego do céu.
Você é a gaivota que atravessa o céu à procura de uma linda nuvem onde possa pousar seus sonhos.
Você é o sol que aquece os dias mais frios e ilumina os caminhos mais escuros.
Você é a melodia suave que embala meus sonhos e acalma meu coração.
Você é a razão do meu sorriso e a inspiração dos meus pensamentos mais profundos.
Você é a brisa suave que refresca a alma nos dias mais quentes.
Você é a chama que mantém acesa a esperança nos momentos de escuridão.
Você é a harmonia que transforma o caos em uma sinfonia de paz.
Você é um pouco de tudo, é um pouco de tudo, de tudo, de tudo! É tudo que mais quero!
E Eu? Sou apenas o cara que te ama, que te ama, que te ama demais.
Do que seria o céu sem tua graça?
Nada, eu suponho.
Pois tu és luz — é alívio.
Teu corpo é abrigo onde minha alma deseja repousar.
Teu sorriso é sol, que faz tudo iluminar.
Tua voz é o sonho do qual quero sempre lembrar.
Admiro cada detalhe daquela que é minha — meu olhar foi feito só para contemplá-la.
Tua presença é minha única alegria
nesta vida que tanto pesa
Por ti ando, por ti respiro, por ti existo.
E então me pergunto:
como esta alma solitária viveria sem tua doce presença?
Por isso insisto:
do que seria o inferno com tua graça?
Tudo, eu suponho.
É por você...
.. que eu busco ser o melhor que posso. Você me ensinou assim.
...que eu não desisto de cuidar de mim. Você adorava fazer isso.
...que eu me aproximo e retribuo quem me quer e me faz bem. Sinto sua presença mais forte quando ajo assim.
...que eu me afasto de tudo e de todos que não me fazem bem. Sinto você me proteger quando decido assim
...que eu busco a felicidade em cada momento da minha vida. Com isso eu realizo o meu e o seu sonho!
Te amo para sempre!
Eu liberto e deixo ir,
Tudo aquilo que não me acrescenta.
Eu liberto do meu ser,
Todos os pensamentos e sentimentos que me impedem de evoluir.
Eu liberto da minha vida todas as crenças que me autossabotam.
Eu só permito ficar o que contribui para a minha felicidade, paz interior e minha evolução espiritual.
Gratidão pela oportunidade desta experiência!
"Eu, Marcos e Míriam"
Oi
É bom te ver
E ler no seu olhar
O sorriso ao me ver
Nos abraçar
Pegar em sua mão
E dizer; como vai
Como você está
Tudo bem
E a gente começa a conversar
Contar um pouco sobre cada um de nós
Abrindo os corações
Falar das decisões
Viver a harmonia
E toda vida
Respeitando as opiniões
Oi
É bom te ver...
(Nepom Ridna)
Se eu morrer durante uma forte tempestade. Com chuvas relâmpagos e trovões; terei uma morte regida pela mais bela Orquestra Sinfônica.
Algo menos; será somente um momento fúnebre cotidiano.
(Nepom Ridna)
Não preciso que me diga o que fazer, se eu não perguntar para você.
Se não estou fazendo nada, é porque percebi, que não fazer nada; também é fazer alguma coisa. ...e é isso que quero fazer.
(Nepom Ridna)
Eu queria escrever algo daora
Mas vai que alguém chora...
Eu queria escrever algo bacana
Porém as pessoas são de porcelana
Eu queria escrever algo legal
Mas vai que as pessoas peguem mal...
"Eu acordei,
Me levantei,
Coloquei uma camiseta,
Tomei meu “café”,
Olhei pela janela...
E vi mais uma vez o mundo se acabar."
Seus olhos não são azuis mas eu sempre os vejo no céu e no mar.
Nem verdes, mas em grandes gramados e árvores, os observo.
Muito menos coloridos, mas em toda natureza, é possível enxergar a beleza dos seus lindos olhos, que me cativam sem ao menos olhar.
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