Poemas sobre quem Realmente eu sou
SOLIDÃO
"No avançar da vida aprendi a sofrer calada,
a chorar quietinha,
eu e minha alma sempre aos pedaços,
sozinhas...
Por qual razão sofreria mais agora
com teu amor tão medroso,
com teu querer mentiroso
e tuas fugas mesquinhas?
Prossigo ao meu modo, sofrendo calada
e chorando quietinha.
No meu mundo, com minha alma em pedaços,
silenciosamente eu curo minhas dores... sozinha."
Lori Damm ("Solidão", Contos, Crônicas & Poesia)
"Aos quatorze anos eu coloquei um chapéu de flores na cabeça e nunca mais tirei!
Lembro até hoje: era branco com rosinhas cor de rosa. Fiquei muito feliz quando o comprei, me senti o máximo porque aquele chapéu estava super na moda na minha cidade, rs
O tempo levou o chapéu físico embora mas ele prossegue na minha cabeça, enfeitando meus dias de branco e rosa e muita felicidade!
O que os outros pensam? Ah, não sei, isso é problema e direito deles, de pensar o que quiserem. Respeito. Mas meu chapéu da alegria não tiro da cabeça de jeito nenhum.
A vida é minha, a vida é bela e eu a saúdo com o meu melhor sorriso todos os dias.
Por isso prossigo com quatorze anos. E você?"
Você existe além do seu Eu!
Você tem uma dimensão...
Já que o seu Eu na Psicanálise
é agente dual que percebe
Em si...
o que ele vê no outro.
Ele tem uma dimensão!
que, por sua vez, interfere no sujeito
Por meio do inconsciente
E, pelo sintoma, lapso de memória,
o acusa ou o autorrecrimina.
Mundo
Tu viste um mundo orbitado
Azul vazio ,quase pronto!
Eu vejo canteiro de obra
Placa tectônica que "entra em serviço"
E mãos que chegam com argamassa.
com botas sujas de barro,que o amassa.
Passa tempo
O tempo é rápido por aqui.
Eu passo com ele
E ele passa por mim
Passa tempo....
E marque o instante
a Terra gira num espaço
E mostra o dia e hora,
Ritmo e no compasso
Faz um vôo rasante
Então,amigo tempo,
Seja bastante presente
E não corra tão de repente
Maturidade emocional
Amor maduro
eu preciso de você.
Amor imaturo diz:
_ Eu lhe amo, por isso
preciso de você!
Você fala como se eu fosse a pessoa que passa por aí compartilhando suas dores com todo mundo. Como se eu fosse alguém que para para ouvir histórias e depois as leva adiante. E talvez, se em algum momento eu realmente parei para ouvir alguém, eu nem tenha percebido. Se isso te machucou, me perdoa.
Às vezes eu me pergunto se existe algo de errado em mim. Talvez eu seja mais difícil de entender do que imagino. Talvez eu carregue coisas que nem eu mesmo consegui nomear ainda. Há dias em que me sinto um estranho para mim mesmo, como alguém que ainda não se encontrou por completo.
Ninguém imagina o que vivi. E, sinceramente, nem quero que imaginem. Não desejo a ninguém o peso de certas memórias, a dor de algumas palavras que ouvi, a sensação de algumas ausências que senti ou as cenas que fui obrigado a testemunhar. Existem marcas que não aparecem na pele, mas acompanham cada passo que damos.
Mesmo assim, eu continuo acreditando que um dia tudo fará sentido. Talvez não da forma que esperamos, talvez não no tempo que desejamos, mas fará.
E quando esse dia chegar, quem entendeu e quem não entendeu, quem ficou e quem partiu, quem julgou e quem acolheu, todos estarão ligados por algo maior. Como os dois lados de um laço em um calçado: diferentes, mas necessários para formar um único nó perfeito.
Obrigado por existir.
Em meio a tantas coisas que não consigo explicar, essa é uma das poucas certezas que tenho.
Eu só quero ser um homem bom para mim mesmo, ser um homem exemplar e servir de alguma forma todas as pessoas que eu encontrar pelo caminho até eu chegar lá!
Amo-te.
Hoje eu entendi algo que nunca havia sentido com tanta clareza.
Há uma dor silenciosa em estender a mão e vê-la permanecer vazia. Há um sentimento difícil de explicar quando o coração deseja ajudar, quando os olhos enxergam uma necessidade, quando a alma se dispõe a caminhar junto, mas a ajuda é recusada.
Não por falta de amor.
Não por falta de disposição.
Não por falta de cuidado.
Simplesmente porque o outro não quer.
E foi nesse momento que percebi uma verdade que, até então, eu apenas conhecia na teoria: o verdadeiro poder da mudança não está nas mãos de quem oferece ajuda, mas nas mãos de quem decide recebê-la.
Podemos aconselhar, insistir, orar, chorar e até carregar no peito a preocupação por alguém. Podemos estar dispostos a fazer tudo. Mas existe uma porta que ninguém pode abrir por outra pessoa.
A porta da decisão.
Hoje senti o peso dessa realidade dentro de mim. Senti a impotência de querer fazer algo e descobrir que nem todo amor é suficiente para mudar alguém. Porque existem batalhas que só começam a ser vencidas quando a própria pessoa decide lutar.
Talvez uma das maiores provas de amor seja justamente entender isso: continuar se importando sem controlar, continuar disponível sem forçar, continuar presente sem invadir.
Porque ajudar é um ato de amor.
Mas aceitar ajuda também é um ato de amor.
Que na maioria das vezes é confundido com escolha apenas.
Será?
Se eu pudesse fazer um último pedido, seria: talvez a resposta que você precisa seja, na verdade, uma pergunta.
Quando foi que você parou e pensou: será que ele não sofre todos os dias também?
Será que tudo não lembra eu pra ele também?
Será que ele sente meu cheiro no vento, como eu sinto o dele?
E quando o vento toca o meu rosto, será que ele sente também? Parece que ele me toca.
Será que ele me sente tocá-lo através do vento?
Fiz uma breve reunião com o meu Eu musical!
Constatei uma ideia e todos concordamos:
"Na música (arte), nunca estaremos prontos!
Mas FAREMOS acontecer, todos os dias,
até o nosso último dia sobre esta terra."
O Amar é... espaço seguro.
Eu passei a vida tentando definir o amor em dicionários, músicas e livros, mas só entendi a sua urgência quando os nossos caminhos se cruzaram. Encontrar você foi o marco zero. Foi o momento exato em que a teoria ruidosa deu lugar a uma prática silenciosa, bonita e avassaladora.
Descobri que o amar é o oposto da posse. O amar é espaço; é olhar para o outro e querer que ele seja livre, sabendo que o abraço é o porto para onde ele sempre escolhe voltar. É compreender que o afeto não é uma resposta pronta, mas uma pergunta diária que decidimos responder juntos. Amar você me ensinou que o amor não é um mistério a ser desvendado, mas a própria luz que clareia o caminho.
#Declaracao #PoesiaAutoral #Encontro #Sentimentos #Intensidade
" Eu vejo gente morta
Não no corpo que se perde
Eu vejo gente morta
Na alma que perece
Eu vejo gente morta
Não na falta de pulsar
Eu vejo gente morta
Na ausência do pensar
Eu vejo gente morta
Não na falta de respirar
Eu vejo gente morta
Quando esta deixa de amar"
Eu ficaria parado por horas a fio, imerso na contemplação de cada traço teu, se a lucidez não me trouxesse o receio de parecer insano ante a tamanho sentimento por você. É um fascínio que me paralisa, uma hipnose consentida.
Vejo em ti uma deusa despida de vaidades terrenas.
Teus cabelos esmerados moldam um semblante onde a própria arte encontra o seu limite. Não se trata apenas da harmonia do teu rosto, mas da luz terna e quase melancólica que emana de ti. És a materialização da calmaria, o refúgio onde uma alma exausta como a minha ansiaria repousar.
E, no entanto, a cruel geografia ri do meu desespero.
Quilômetros e horizontes se estendem como um abismo infinito entre o bater do meu peito e a suavidade da tua pele. A matéria me aprisiona neste canto do mundo, enquanto o meu pensamento, rebelde e desesperado, já habita o teu espaço. É a mais sublime das torturas: ter o universo inteiro diante dos meus olhos através de uma imagem, e ao mesmo tempo ter as mãos atadas pela tirania da distância.
Nessa agonia do inalcançável, porém, encontro a minha mais pura certeza.
Minha essência, antes peregrina, cega e trôpega, reconhece na tua imagem o fim da sua busca. Não anseio mais pela abstração do ideal, pois o meu sentido encontrou pouso na tua existência.
Sinto, com a força de um paradoxo indomável, que és o encerramento da minha jornada. A mulher que desenhei nos meus delírios mais lúcidos, aquela a quem eu entregaria não apenas o meu amor, mas a eternidade dos meus dias. Estás tão fisicamente longe, mas, de alguma forma inexplicável, nunca alguém esteve tão perto de ser o tudo que me falta.
Eu senti sua falta o dia todo.
E todo o dia penso em você..
É uma agonia silenciosa a me devorar,
Um colapso do tempo onde apenas a tua imagem ousa reinar.
Tudo ao redor se reduz a pó, a uma nulidade contínua,
Enquanto minha mente naufraga, num salto cego, para te alcançar.
O cotidiano tornou-se um mero ruído de fundo, um rascunho sem cor. Entorpecido pela tua ausência, percebo que não possuo mais o domínio sobre mim mesmo; meus pensamentos foram tomados pela ideia magnífica da tua essência. Há uma insônia crônica na minha alma, uma vigília constante por alguém que está além do meu alcance físico.
A ciência poderia chamar isso de obsessão, a filosofia talvez classificasse como loucura, mas para mim é o único estado de espírito digno de quem encontrou o verdadeiro sentido de amar.
Descobri que a pior das distâncias não é a geografia implacável que nos separa, mas o espaço tortuoso entre o meu desejo de te pertencer e a impossibilidade do teu toque.
Ainda assim, tentar fugir desse pensamento seria um sacrilégio à minha própria essência. A saudade, que para a maioria dos homens é um mero castigo, para mim ergue-se como a prova irrefutável de que, enfim, despertei. Pois a dor cortante de não te ter agora é infinitamente mais sublime do que a paz inerte e cinzenta de jamais ter cruzado com a tua existência.
E assim me deito, entregue ao desamparo,
Esperando que os sonhos ousem transpor
Esse abismo terreno, cruel e avaro,
Para enfim te encontrar, meu imaculado amor.
Eu odeio não conseguir confiar
Porque pra mim nada funciona sem antes olhar
Olhar nos olhos de alguém e tentar entender
Se o que existe ali é verdade ou só parece ser
Porque palavras o vento pode levar
Mas o olhar sempre encontra um jeito de falar
E enquanto eu não souber se é de verdade ou ilusão
Nada consegue acalmar o meu coração
"Não quebrei apenas as correntes. Quebrei o ciclo que dizia que eu nunca seria livre."
(Fragmentos de Yander thales Rodrigues Fonseca, pequenos Axiomas)
"Eu quebrando um ciclo amaldiçoado que eu estava destinado; fiz uma sequência de eventos aleatórios que me permitiu sair desse ciclo do destino."
(Fragmentos de Yander thales Rodrigues Fonseca, pequenos Axiomas)
Eu brinco e cresço na brincadeira que é para quando eu crescer eu dizer que eu estava na capoeira .
Fernando Antonio Almeida Ferreira
(Mestre Esporinha) 05/03/2026
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