Poemas sobre quem Realmente eu sou
Por que você me esquece e some?
E se eu me interessar por alguém?
E se ela, de repente, me ganha?
— Morrer é fácil. Tem coisa muito pior que morrer. Eu acordo todo dia querendo morrer.
— É?
— É... Você não entende ainda, mas vai entender... Vai aprender o que é dor. Vai aprender o que é perda. Eu vou te esfolar vivo e vou ficar lá, vendo você morrer.
Setembro Amarelo...
Não prenda sua tristeza,
a felicidade que entrar.
E eu estou aqui se precisar conversar.
E poder te ajudar.
Liddy Viana✍
Perguntas.....
O que eu ainda to fazendo aqui?
Esperando você ligar?
Esperando o mundo dar mais voltas
Esperando te encontrar
Sendo que eu talvez ja esteja morto
No fundo do oceano
Sem muitas chances de sobreviver
Me iludindo como quem parou no tempo
Será que ainda há esperança?
Será que tu ainda pensa em mim?
Será que ainda existem dias futuros nos esperando?
Será que eu estou enlouquecendo?
Enquanto espero
Vou viver e também morrer
Mesmo ja estando morto...
Eu ainda te quero
E talvez sempre vá querer...
Mas sei que... nada posso fazer
Eu já tentei ser o tipo de pessoa que o mundo queria… cansativo demais.
Hoje eu prefiro ser exatamente quem sou: intenso, livre e impossível de decifrar por completo.
Não faço questão de plateia, nem corro atrás de validação.
Quem me conhece de verdade, fica. Quem não suporta minha liberdade, se incomoda em silêncio.
Aprendi que maturidade é saber sair de lugares rasos sem precisar fazer escândalo.
E sinceramente?
Tem gente que perde a chance de viver algo incrível por orgulho, ego e infantilidade.
Enquanto isso, eu sigo leve… porque quem carrega verdade não precisa carregar personagens
Eu esperei
Sempre esperei
E sempre esperaria.
Enquanto viver
Inevitavelmente vou esperar.
Só que não posso mais.
Não vou mais tentar
Nem lutar.
Não é que eu não queira
Eu sempre vou querer
Mas não posso mais ficar
Nas grades dessa prisão
E não posso mais fingir
Que tudo será melhor depois.
Eu desisti do mundo.
Eu desisti dos planos.
Eu desisti.
- Marcela Lobato
Hoje quando eu acordei e te vi
Você com um sorriso iluminando como sol radiante em minha janela.
Tinha certeza que o dia seria lindo e você minha única musa, amante e bela.
Você disse oi e se foi.
A escuridão serrou meu olhar
E agora só tenho uma esperança.
Que quando o amanhã chegar e você voltar.
Por que eu me esforço em me destruir
Perseguindo a escuridão enquanto o sol usa uma coroa
Deixo minha saúde escapar
Deixo ela se deteriorar
Acho que sou minha própria tempestade que me leva embora
Olhos abertos à meia-noite
O relógio é meu ladrão
Contando as horas como folhas caídas
Por que eu me esforço
Por que eu não luto
Trocando meus sonhos por uma noite sem dormir
Acordando cansado
Uma sombra de mim
Por que eu me esforço
Por que não consigo ver
Este corpo é um templo
Mas eu o trato como sujeira
Correndo com o mínimo até começar a doer
Eu construo minha própria gaiola
Tranco a porta
Jogo a chave fora
E depois imploro por mais
Algumas horas
Apenas algumas
Sinto elas escapando
Como areia nas minhas mãos
Como fumaça no ar
Estou aqui, mas mal presente
Por que eu me esforço
Por que eu não luto
Trocando meus sonhos por uma noite sem dormir
Acordando cansado
Uma sombra de mim
Por que eu me esforço
Por que não consigo ver
Questiono-me:
Se eu fosse morrer amanhã, morreria satisfeito pelo dia de hoje?
Fiz o que queria, falei com quem gostaria, vivi com afeto e verdade?
Ajudei quem precisava?
Dormi em paz com o dia que tive?
Ou fui egoísta, rancoroso, distante?
Fiquei magoado, menti, me isolei?
Dormi tranquilo ou preocupado?
Estou vivendo ou apenas existindo?
Tudo tem sentido, e ao mesmo tempo, nada tem sentido.
O sentido é aquilo que eu invento e me convenço de ter sentido.
Se eu me convenço de que o sentido é não ter sentido, então não terá sentido nenhum;
Se eu me convenço de que o sentido é ter sentido, então terá todo sentido.
O que eu escolho ver como sentido? É o que eu escolher ver como sentido, e mesmo que eu diga para mim mesmo "nada tem sentido", já estou criando um sentido nisso.
A escolha é minha.
Neste pequeno texto, existe o início e o fim. O início do texto, o fim do texto, que é quando eu concluir o mesmo, e a passagem, que é a passagem em que está passando, lendo o texto no agora...
Em referência, é como a vida: o nascimento é o início, a vida é a passagem, e a morte é o fim.
Só que perceba: indiferente de quantos pontos finais dê, nunca é o fim, porque esse texto pode ser modificado, transformado quantas vezes quiser, pela minha mente, por em um papel, em uma parede, por na mente de alguém através do que lê, ou por qualquer coisa. Então, não existe um fim, nem um início, já que eu posso mudar o início e também o fim. A vida é transformação, eternidade, já que, mesmo colocando um fim nisso, eu posso transformar, ler esse texto, essa vida, quantas vezes eu quiser...
A morte nada mais é do que a transformação do fim para um início do agora.
Primeiro, eu escuto;
Segundo, eu entendo;
Terceiro, eu falo.
Se a ordem é ao contrário disso, ninguém se compreende.
Meu corpo,
é a morada do meu eu,
a vida aqui dentro,
e nele mora também todas as vidas que eu já vi.
Demorei bastante para perceber que todos os problemas que eu enfrentava, como angústias, preocupações excessivas, sentimentos de tristeza profunda e tantos outros, eram consequências de algo que eu mesmo criei na minha mente, sem perceber.
Aos poucos, fui acumulando problemas, inventando mais e mais na minha cabeça, até que cheguei ao ponto de não saber mais o que era real e o que eu tinha imaginado. Aqueles problemas estavam afetando minha mente, meu corpo e minhas emoções. Eu via tudo de forma negativa, me cobrava demais, me julgava, me limitava, e me prendia aos meus medos. Isso só foi piorando até que eu comecei a descartar as coisas que via como problemas.
Antes, eu sentia uma pressão enorme para agradar aos meus familiares, amigos e a sociedade, tentando ser aquilo que o mundo esperava de mim. Mas isso não estava em sintonia com meu verdadeiro eu, com o que eu sentia no fundo de mim. Eu me sentia sufocado, preso, escravo da minha própria mente. Foi então que, em um momento de decisão, simplesmente deixei de lado a ideia de agradar a todos e comecei a viver para mim mesmo. Passei a ouvir o que eu ignorava: o meu sentimento, minha essência.
Aos poucos, os problemas foram desaparecendo, porque eu deixei de vê-los como tais. Hoje, qualquer coisa que possa surgir, eu não vejo mais como um problema. E se algum aparecer, sei que é eu criando, mais uma vez, algo na minha cabeça.
O drama que minha mente criava só me prejudicava, então deixei esse drama de lado. Eliminei tudo o que era negativo e passei a olhar a vida de uma forma diferente, mais bela e divertida, como um aprendizado constante.
Agora, não me vejo mais como uma vítima ou injustiçado. Abandonei o drama, deixei a negatividade para trás e passei a viver de forma simples, para mim e para minha alma, aproveitando todos os momentos.
Tudo o que eu penso faz parte de tudo o que me faz pensar. Cada pensamento meu é influenciado por tudo o que vivi, pelas experiências que tive, pelas pessoas que encontrei e pelos lugares que passei. E tudo o que me faz pensar também faz parte de tudo que existe ao meu redor, pois o mundo e tudo nele contribuem para a forma como vejo a vida.
Então, tudo ao meu redor me faz pensar. Cada coisa, cada momento, cada detalhe desperta uma reflexão em mim. Eu penso em tudo o que vejo, tudo o que escuto, tudo o que toco, tudo o que sinto. Cada percepção se conecta com o que está dentro de mim, alimentando meu pensamento.
Estou constantemente pensando, dentro de meu próprio pensamento, refletindo sobre tudo que experimento, sobre tudo que percebo, sobre tudo que aprendo. O pensamento é algo que começa comigo, desde que nasci, e me acompanha em cada momento da minha vida.
Eu nasci pensando, e sigo pensando sobre tudo o que já vivi e sobre o que agora percebo.
Agora, penso sobre o que penso. Pensar é uma constante, um caminho sem fim, onde cada novo pensamento leva a outros, e cada reflexão é parte de algo maior que se desdobra à medida que continuo a viver e a aprender.
O planeta é minha casa, porque é nele que eu vivo, respiro e vivo tudo o que a vida oferece. Ele me abriga, me sustenta e tudo ao meu redor faz parte da minha vida.
Meu teto é o céu, porque ele está acima de mim e me mostra que faço parte de algo maior. O céu é o limite do que vejo, mas também mostra tudo o que ainda posso alcançar.
Minha família é toda a humanidade, porque todos nós estamos ligados. Não é só sobre parentes, mas sobre respeitar, ajudar e cuidar uns dos outros. Cada pessoa importa, e todos nós temos que cuidar uns dos outros e do mundo em que vivemos.
Mentalmente, toda ilusão negativa que acredito ter em mim, eu naturalmente vou sentir. Quando acredito que estou triste, eu sinto tristeza; quando acredito estar angustiado, eu sinto angústia; se penso que tenho ódio, vou sentir ódio; se acredito estar vazio, vou sentir esse vazio; e se acho que tenho problemas, vou sentir que eles são reais. Toda ilusão que eu acredito ter dentro de mim, se torna uma realidade que experimento.
Mas eu não preciso acreditar que estou mal, porque, na verdade, eu nunca estou mal. Quando me sinto mal, é porque estou acreditando em alguma ilusão que me faz sentir assim. E para deixar de me sentir mal, basta perceber que a sensação de estar mal é apenas uma crença, uma ilusão. Quando eu reconheço isso, percebo que o mal-estar é algo que criei na minha mente e posso escolher não mais alimentar.
Eu posso perceber que o que acredito ser tristeza, na verdade, é alegria dentro de mim, esperando para ser reconhecida; o que eu vejo como angústia, na verdade, é tranquilidade que eu ainda não percebi; o que penso ser ódio, na verdade, é amor disfarçado, esperando para ser entendido; o que vejo como vazio, na verdade, é paz esperando para se manifestar; e os problemas que acredito ter, na verdade, são simples quando os olho sem a distorção da mente.
Tudo que eu acredito ser ruim é, na verdade, uma crença criada pela minha própria mente. Ao perceber isso, posso começar a olhar para tudo com mais clareza, entendendo que o que sinto é fruto do que escolho acreditar.
Qualquer sentimento negativo que eu tenho é uma ilusão, e a maior prova disso, irrefutável, é o momento em que estou dormindo. Quando durmo, estou em paz. Se eu não estivesse em paz, não conseguiria dormir, é simples assim. Então, o que me faz sentir mal quando acordo? A ilusão que eu mesmo crio na minha mente. A ilusão desaparece assim que percebo que, toda vez que me sinto mal, na verdade, sou eu mesmo me iludindo com um sentimento que, no fundo, não existe. O sentimento verdadeiro e real é o de paz.
Quando tento reprimir, evitar ou bloquear essa paz, é quando sinto a ilusão de sentimentos negativos. No entanto, a paz é o único sentimento que realmente existe dentro de mim, tanto quando estou dormindo quanto acordado. Basta aceitar essa paz. Ela está sempre presente, mesmo que eu não perceba, e é nela que encontro a verdade do que sou.
Quando alguém me define de qualquer forma, eu aceito e concordo.
As definições dizem mais sobre quem as faz do que sobre quem eu sou. Ao aceitar sem resistência, desarmo conflitos e sigo em paz, enquanto cada um lida com suas próprias interpretações.
A única certeza que temos é a nossa existência. Se eu existo, o universo também existe. Se eu sinto, eu existo; se eu penso, eu existo. Não importa se é programado ou não, se é um pensamento ou um sonho, ainda assim, existe uma forma de existência.
O que não parece existir, na verdade, está apenas dando lugar àquilo que é. A inexistência, na verdade, não existe, pois até a palavra que usamos para defini-la, existe. Portanto, a existência prevalece sobre a ideia de inexistência.
Não posso deixar de existir após a morte, pois a morte, na realidade, não é o fim. O que existe são transformações. Quando morro, não estou realmente morrendo, estou apenas passando por uma mudança, encerrando uma transformação para dar início a outra. A existência segue, em um ciclo contínuo de transformações. Cada mudança encerra uma forma de ser e dá início a outra. Nada realmente deixa de existir; tudo apenas se transforma e continua de maneira diferente.
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