Poemas sobre quem Realmente eu sou

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A estranheza entre o eu de agora,
E o eu de antes, é tanta, que às vezes acho que
Nunca fui eu mesma.


Cada dia que se passa, eu me sinto mais distante de quem eu era, ou quem achei que fosse.

Colorindo a vida

Heleno de Paula




A saudade está doendo

Mesmo assim eu vou seguindo

Deus do Céu, sei que está vendo

Atendei o meu pedido

O amor é feito reza

Um anjo sussurrou no meu ouvido:

A tristeza se atravessa

Tenha fé no seu destino




Todo pranto, em todo canto

Toda flor com seu espinho

Traiçoeiro rio manso

Tempestade, mar bravio

Tudo cura, o tempo passa

Sua luz no meu caminho

A certeza de um milagre

Sei que não estou sozinho




Passo a passo, lado a lado

De mãos dadas prosseguindo

Aliança, um forte laço

Sob a proteção do Divino

Alma abraça, em nosso amparo

Com a pureza, Deus menino

Meus filhos, Estou cuidando

Suas vidas colorindo.

“Perdido”




Estou cansado e perdido, não posso mais esconder

Achei que era o errado, eu realmente tentei entender

A culpa não foi minha, agora vejo

O quão miserável se tornou esse seu cortejo.




Quantas partes você ainda quer tomar de mim?

Já não basta ter me tirado tudo enquanto nos olha com essa frieza sem fim?

Minhas memórias, infância, até meu riso você levou.

Por que ainda não está satisfeito com o quanto você me quebrou?




No fim do dia, nada vai mudar.

Seu soldado fiel e letal ainda estará ao seu lado quando ordenar.

Apenas me prometa algo, meu mestre…

Seja rápido, sem que nenhuma parte minha reste.

Se fala mal de mim pelas costas,
Eu, sem saber de nada, continuo amando
e lhe digo as palavras mais generosas e ofereço os gestos mais afetuosos.
Porém, as intenções verdadeiras escapam e surgem de um jeito ou de outro.
Admiração vai embora de mãos dadas com o amor.

Hoje eu aprendi, entendi, senti,
Há dores que nos levam ao abismo da alma,
Nem a morte da alma eu venci,
Uma figura angelical alada,


Me leva, leva a minha dor,
O que sinto pode contaminar um oceano,
Ja morri mil vezes por ter acreditado no amor,
Quem merece tamanho engago?


Perdi o meu coração duas vezes,
Para a morte, e para o meu amor,
Não epserava da vida esses revezes,
Não encontro no vazio do peito a cura da dor,


Mas ainda bem, fiquei sem coração,
Fiquei sem acalento, perdia a audácia,
Nâo me resta o medo de perder o perdão,
Pois minha vida foi uma falácia,


Eu te perdoo, eu morro, mas eu te perdoo,
Eu morro por perdoar e não saber confiar,
Eu morro por perdoar e não saber paziguar,
Eu mato quem eu fui, o que senti, eu te perdoo

Você esqueceria,
mesmo sabendo que eu te amaria?
E se passassem dez anos,
continuaríamos nos amando?


Venho pensando: e se você só estivesse me usando?
Eu te faço se sentir bem,
por isso é que você me tem.
Mas você vê quem eu sou?
Eu não sou seu salvador,
fui alguém que te deu amor.
Você gosta é da sensação,
não do peso do coração
fui apenas alguém que te ajudou,
que te amou.


Você gosta de se sentir amado.
Eu poderia ser mil versões,
e em todas você diria sim,
mas nunca ouviu minhas emoções,
no fundo eu sabia que seria o fim.
No fundo, eu sabia…
Eu mentia, sonhando que mudaria,
mas no silêncio a verdade falou:
no fim você me descartaria,
porque nunca… nunca me amou.

Te vejo, te sinto.
Me pergunto o que é real, no fundo te escuto.
Está tão linda, como eu pensei,
sempre te desejei.

Às vezes não te reconheço,
em certos momentos te esqueço.
Criei o meu delírio,
queria o meu próprio mistério.

E você era meu caso,
no fim nada tínhamos e tudo era raso,
tudo ocorreu por acaso.

Eu te amei quando você não era nada,
Então decidi lutar para te dar tudo,
Forcei sua escalada, pesada, suada,
Enfrentamos o mundo,

Finalmente você alcançou,
Gloriosa no trabalho, bela para todos,
E na lama, o nosso amor lançou,
E de presente, ofereceu-me engodo,

No ápice da sua melhor situação,
Dividiu, se submeteu, se entregou,
O corpo entregue a podridão,
E a alma se envenenou,

Não fui eu o escolhido,
Para dividir a sua glória,
Na verdade eu fui tolhido,
A migalhas e esmolas.

E depois de tanto tempo
Eu consegui vencer
Eu consegui entender
Eu consegui sorrir
Porque lembrei que há dias não lembrava de você
Eu consegui seguir
E a vida é leve, linda e eu quero viver

Se eu pudesse ser Pelé, brilharia nos campos.
Se fosse Shakespeare, escreveria para reis e gerações.
Se fosse Aristóteles, ensinaria o mundo a pensar.
Mas sendo o apostolo Paulo…
Eu entregaria minha vida inteira por uma só alma a mais no Reino de Deus.
Prefiro ser como Paulo.

Seria eu a errada de te amar como mulher ama homem?
Eu te amo mesmo que as vezes não perceba e te odeio em meu secreto; mas desta vil couraça meus olhos partem para algo mais claro e que pareça justo.
Te escrevo linhas que não entenderia. Sobre essa abrasadora paixão porém antiquíssima e madura, te deixei meu coração, que deveria fazer? Perder aquilo que amo por um mero instinto — que se bem analisado, não é certo ser descrito como tão pacato e indiferente — de certeza, parece-me verdade, mas quando é que foi que esta se tornou tão incerta e inflexível — critico à mim mesma por pensar assim. Divido então, amor e razão. Razão essa qual não me é sólida, que força-me a olhar tudo que não pedi para ver, como te deixar ir com um embolo de mil linhas no estômago, os olhos lacrimejando, os passos como em uma melodia dramática trançando e o peito ardendo em pranto.

Por mais que eu tente fugir dessa paixão...

Todos os caminhos me levam ao seu encontro!

Há tempos atrás!


Eu acreditava que para a minha felicidade eu só precisava da minha própria existência!


Até eu descobrir que não existe felicidade plena sem a presença de Deus e de outras pessoas para compartilhar dela comigo.

Ainda é cedo para eu dizer
Mas não tarde para externar
O quanto és bela e admirável
Que em palavras é difícil te falar ‎

No primeiro contato
Obtive a melhor sensação
Mesmo sem conhecê-la
Tocou inocentemente meu coração

Ser sociável e dona de uma grande beleza
Foi o que me trouxe alegria
A libriana mais doce e contente
Que queria consequentemente um dia

Sua inteligência é magistral
Ó doce moça da harmonia
Me encantaria todos os dias
Como nos romances e poesias

Sei que nessa vida
Pode não acontecer
Mas na próxima rodo o mundo
Simplesmente
Para ser feliz com você

At.te Elder de Jesus

Pela quarta vez você se foi..e eu não entendo o porque, a sua amizade foi meu porto seguro em momentos ruins..eu sei o quanto você ama ele, mas você não imagina o quanto eu te amo.


Até algum dia Isa.

Eu pensei que você era diferente. Acreditei nas suas palavras, nos gestos que pareciam sinceros, nos detalhes que me fizeram enxergar em você algo raro em meio a tanta falsidade que existe no mundo. Mas, no fim, você mostrou ser apenas mais um disfarçado, mais um personagem que se sustenta em promessas vazias e em uma máscara que cai quando já não lhe serve mais.
O meu erro foi esperar grandeza de alguém pequeno, acreditar em verdade onde só existia conveniência, enxergar luz em quem sempre foi sombra. Eu pensei que você era diferente, mas a diferença estava apenas na ilusão que criei. Você nunca foi especial, nunca foi único, nunca foi aquilo que eu imaginei.
Hoje entendo: a decepção não é sobre quem você é, mas sobre quem eu quis acreditar que você fosse. E agora, olhando de frente, percebo que não perdi nada. Pelo contrário, me libertei de mais um fardo, de mais um vazio disfarçado de amor.
Porque, no fundo, você não era diferente. Era só mais um.
Glaucia Araújo

Eu passo dias e dias esperando alguém me regar,
Conto horas e horas, minutos até os segundos...
E o que me resta é esperar!


Ainda bem que alguém olha para mim —
E lá no céu está!


Faço festa e balanço para lá e para cá.
Que alegria!
Ele está sempre a me notar!


Sabe quem eu sou?
Basta respirar...
Esse é o meu tocar.




- Autor: Jonas Feijó

Consertos


Uma vida desconcertante,
Consertos por todos os lados
Consertos do EU,
da alma,
Do coração,
Consertos da vida,
Consertos da contramão,
Consertos desconsertante,
De miúdos,
De granéis,
Consertos abundantes,
Consertos e carretéis.

A ausência se instala
Invade os espacos
E se o diabo veste Prada
Eu me visto de lembranças
Carregadas de falta
Como um fardo elegante
Pesado
E a cada passo um lembrete da
D i s t â n c i a

Eu já morri muitas vezes nessa vida...
Porque gente morre um pouquinho
Quando se perde alguém que ama...
Quando sofremos uma decepção...
Quando perdemos um bichinho de estimação...
A gente morre um pouquinho quando vamos alguém sofrendo e por mais que se queira ajudar não é possível...
Quando deixamos o lugar onde nascemos...
Quando nos deparamos com a traição...
A gente morre um pouquinho quando um projeto não deu certo...
Quando um amigo vai embora...
Quando deixamos de amar e alguém chora...
A gente morre um pouquinho quando os filhos deixam nossa casa...
Quando eles batem asas e passam a viver suas vidas...
A gente morre um pouquinho até que um dia de pouquinho em pouquinho a gente morre...

Renato Jaguarão.