Poemas sobre quem Realmente eu sou
A mudança chama, e eu corro pra ela,
alma em fogo, coração que não se aquieta.
Cada passo é medo, cada salto é coragem,
mas quem anseia de verdade não teme a viagem.
Deixo pra trás o velho, abraço o desconhecido,
cada rua nova é meu destino reconstruído.
A alma grita, mas sorri no peito da coragem,
porque mudar é viver, e viver é minha
Vontade.
Eu existo, mesmo quando não me veem.
O olhar que não atravessa mais não apaga minha presença.
Minha vida não depende de quem decide partir.
Sou lembrança de alguém, mas inteira para mim.
O que não me quer não me define;
o que me mantém vivo sou eu.
E na ausência do outro, encontro meu próprio espaço, meu próprio ar, meu próprio brilho.
Ela olha outra agora,
e eu finjo que não desmorono.
digo que esqueci, mas meu corpo ainda lembra
o cheiro, o riso, o espaço que ficou frio.
Não era compra
Eu não sei que gesto virou crime
nem em que ponto ajudar ganhou preço.
Só sei que estendi a mão
e alguém chamou isso de troca.
Não era ouro.
Não era dívida.
Não era laço invisível puxando retorno.
Era cuidado cru,
do tipo que nasce quando a gente ama
e vê o outro afundando
sem saber nadar por ele.
Não se compra afeto.
Não se negocia carinho.
Amor não aceita recibo
nem vem com prazo de validade.
Se dei, foi porque tinha.
Se ajudei, foi porque doía ver faltar.
Quem confunde presença com posse
nunca soube o peso de ficar.
Eu não quis ter.
Eu quis amparar.
E se isso virou suspeita,
que fique claro:
Pior que ser mal-entendida
é desistir de ser quem se é.
Cometa
Eu me ergo de um lugar
onde não quero estar.
Não por orgulho.
Por sobrevivência.
Não sou faísca.
Sou cometa.
Não passo rápido.
Deixo rastro.
Minha vida cigana
não é fuga,
é chamado.
Há um propósito que me move
mesmo quando ninguém entende o mapa.
Quero ser muito mais.
Agora não pros outros.
Não pra provar.
Não pra caber.
Quero ser, pra mim mesma,
tudo o que me devo.
E isso basta
pra seguir.
O olhar dela anda comigo dia e noite,
sem eu vê-la,
sem eu conhecê-la.
Não tem rosto completo,
não tem história contada,
mas pesa como quem ficou.
É presença sem encontro,
companhia muda,
sombra que não larga.
Ela caminha nos meus passos,
vigia meus silêncios,
habita o que não aconteceu.
E mesmo sem ter existido de fato,
ela existe em mim.
Eu me cuido aos poucos,
sem pressa e sem plateia.
Aprendo a me olhar
com os olhos que sempre ofereci aos outros.
Começo a me dar
o que nunca veio de fora.
Presença.
Cuidado sem cobrança.
Palavras que não ferem.
Estou me escolhendo
onde antes eu insistia.
Me valorizo
não porque virei invencível,
mas porque cansei de me abandonar.
Diminuo o amor pelos outros
para não desaparecer de mim.
Não é frieza.
É sobrevivência lúcida, limite aprendido tarde.
Agora fico.
Em mim.
Sem pedir licença,
sem me explicar.
Caminho com o medo grudado no peito,
mas sigo.
Ele ameaça,
eu piso.
O medo me puxa pela manga,
o futuro me chama pelo nome.
Eu vou.
Tremem as pernas,
não a decisão.
Não é força.
É insistência.
Se paro, afundo.
Se ando, sangro menos.
Aprendi a andar
sem prometer vitória,
só continuidade
Despertar
Hoje eu acordo sem certezas,
mas acordo.
E isso já é um ato de coragem
que ninguém vê.
O que me feriu não levou tudo.
Levou ilusões, promessas, futuros ensaiados.
Mas ficou algo em pé
no meio dos escombros:
eu.
Descobri que o amor também ensina
quando falha.
Ele mostra onde eu me abandonei
tentando ficar.
Mostra que não era excesso sentir,
era falta de cuidado do outro.
Não sou a mesma de antes.
Sou mais lenta,
mais desconfiada,
mais profunda.
Aprendi que despertar dói
porque os olhos ardem
quando a verdade entra.
Hoje eu não floresço.
Hoje eu crio raiz.
E raiz não aparece,
mas sustenta tudo.
Se for para seguir,
que seja com menos ruído
e mais verdade.
Mesmo que doa.
Mesmo que demore.
Eu continuo.
Não por força.
Por consciência.
Não romantizo a dor,
eu a reconheço.
O que ficou não é vazio,
é resto em estado ativo,
pulso discreto,
vida em continuação.
Eu não preciso entender agora.
Preciso apenas atravessar.
Ainda bem que eu acordei. Se há coisa que me deixa com raiva é gastar o inconsciente sonhando besteira.
_ Mafalda
Entre a
indiferença e a imposição,
eu fico com a que
fere menos:
a indiferença.
A imposição já chega fazendo barulho demais, atravessando vontades, atropelando silêncios…
Ela não pergunta, determina.
Não escuta, ordena.
E quase sempre se disfarça de cuidado, de verdade absoluta, de “é para o seu próprio bem”.
Mas deixam marcas — profundas, invisíveis e até persistentes.
A indiferença, embora gélida, ao menos respeita nossas fronteiras.
Dói, sim.
A ausência pesa, o vazio ecoa…
Mas nela ainda há espaço para respirar, para escolher, para não ser moldado à força pelo desejo do outro.
A indiferença não invade a alma; apenas passa ao largo dela.
Entre ser ignorado e ser violentado em nome de certezas alheias, há uma diferença crucial: um fere pela falta, o outro fere pelo excesso.
E excessos, quando impostos, quase nunca constroem — apenas nos quebram.
Talvez o ideal fosse o cuidado que escuta, o amor que propõe sem impor, a presença que respeita.
Mas enquanto isso não acontece, que ao menos nos poupem da brutalidade das verdades empurradas goela abaixo.
Entre a indiferença que não pede para ir nem ficar e a imposição que já chega metendo os pés na porta, que fique a indiferença.
Porque aquilo que não toca pode até doer,
mas o que força… costuma ferir demais.
Me abandone, mas não me atormente!
Por um amigo, se for preciso, eu brigo com os meus, com o mundo e até com meu Soberano Deus.
Se for preciso, eu enfrento os meus, o mundo inteiro — e até o agridoce silêncio que faço diante d'Ele.
Não por soberba, nem por rebeldia, mas, porque a amizade verdadeira também é um grandioso ato de fé.
Há laços que não se sustentam em conveniência, mas em compromisso.
Amizade não é aplauso automático, é presença que permanece quando a razão manda recuar.
É escolher ficar quando o mais fácil seria se esconder atrás do “não é problema meu”.
E se às vezes esse amor me coloca em tensão até com Deus, não é afronta: é oração em forma de luta.
É Jacó mancando depois de muito insistir…
É Abraão perguntando, Moisés intercedendo, Jó reclamando sem deixar de crer.
A fé madura não foge do confronto; ela o atravessa.
Defender integralmente um amigo não é substituir Deus, é confiar que Ele suporta nossas perguntas e entende nossa lealdade.
O Deus que nos ensina a amar o próximo não se escandaliza quando levamos esse amor às últimas consequências.
Porque, no fim, não brigamos com os nossos, com o mundo e até contra nosso Soberano Deus por um amigo — brigamos diante d’Ele, certos de que a justiça, quando é verdadeira, nunca anda separada do amor.
É no “amar verdadeiramente o próximo como a ti mesmo” que se resumem todas as leis e profetas.
Que ninguém, jamais, experimente esses corredores e quartos para curar somente o corpo.
Eu espero que todo aquele que buscar ajuda medicinal ou transitar por esses corredores e quarto hospitalar, consiga se curar e se reinventar…
E que todos se tornem pessoas — físicas e espiritualmente — melhores!
Que ali não se trate apenas da carne ferida, do osso quebrado ou do órgão cansado…
Mas também das certezas empedernidas, das pressas inúteis e das arrogâncias silenciosas que infelizmente costumamos carregar.
Que os corredores hospitalares, com seus passos contidos e silêncios deveras constrangedores, nos revelem o que muitos anos de saúde insistem em esconder: que a vida é frágil, o controle é ilusório e a empatia não é opcional.
Entre um leito e outro, o tempo desacelera e até se arrasta para que a alma, finalmente, alcance o corpo.
Que todo aquele que buscar ajuda medicinal ou transitar por esses quartos consiga, sim, se curar — mas que vá além.
E consiga se permitir se reinventar.
Que saia dali com menos soberba, mais gratidão; menos indiferença emais humanidade.
Que aprenda a ouvir, a esperar, a respeitar o ritmo do outro e o próprio limite.
E se a medicina restaurar o corpo, que a experiência lhe restaure o olhar.
Que todos saiam melhores: fisicamente fortalecidos, espiritualmente mais atentos, e profundamente conscientes de que viver bem não é apenas sobreviver — é aprender a cuidar, de si e do próximo, antes que a dor precise ensinar novamente.
Amém!
Quando eu me calar, eu sei que o mundo não sentirá saudade da minha voz, mas se alguém sentir, que se contente com ela.
Sei que o mundo seguirá em frente — como sempre seguiu — indiferente à ausência da minha voz.
Não porque ela não tenha existido, mas porque os ruídos do mundo, muito raramente, o deixam perceber silêncios que não gritam por atenção.
Ocupado demais com os próprios ecos, ele não notará a falta de uma voz tão insignificante que nunca quis ser multidão.
E está tudo bem.
Porque quando eu me calar, talvez não seja por ausência de palavras, mas por excesso de lucidez.
Há momentos em que falar já não acrescenta, explicar cansa e gritar não cura…
Então o silêncio deixa de ser fuga e passa a ser escolha.
Nem toda ausência precisa virar ruído.
E nem todo silêncio é pedido de aplauso.
Se alguém sentir saudade, que a sinta por inteiro, sem pressa de transformá-la em cobrança.
Saudade não exige devolução, não pede palco e nem reclama resposta.
Ela apenas existe — como prova de que algo foi dito, vivido ou sentido no tempo certo.
Ainda assim, se alguém sentí-la, que não lamente.
Que se contente com ela.
E que guarde essa voz como quem guarda um copo d’água no deserto: não para exibir, mas para lembrá-la.
Porque há vozes que não foram feitas para ecoar em multidões, e sim para alcançar um coração de cada vez.
O silêncio, quando escolhido, não é derrota nem esquecimento.
É o berço do descanso da alma…
O lugar onde a palavra aprende a ter peso justamente por não ser dita.
É a forma mais honesta de permanecer inteiro quando as palavras já não alcançam.
E se restar alguém que sinta, que se contente com o sentir.
Porque há afetos que não precisam de voz para continuar verdadeiros — sobrevivem, intactos, exatamente no espaço onde o silêncio começa.
Quando eu era criança, minha mãe quando via alguma coisa mal feita dizia: "Isso é coisa de Brasileiro"
Eu não entendia isso, hoje entendo ao passar por Ocupações e Favelas!!!
PS: Nascemos aqui no Brasil, mas nosso DNA é da nostra bella Italia!!!
* * *
Eu me apaixonei pela lua.
Me perguntam por que não consigo seguir em frente.
Eu também não sei.
Talvez porque seu brilho me guiou quando tudo estava escuro,
porque sua aura me aqueceu
quando eu tremia por dentro,
porque sua beleza me hipnotizou
sem pedir permissão.
Eu me apaixonei pela lua.
Mas o que antes parecia tão perto
se tornou distante demais.
Eu tento esquecê-la, de verdade, eu tento,
mas basta olhar para o céu
para lembrar que não posso tocá-la.
Dói tanto —
e ela nem parece se importar.
Ela não se importa, apenas brilha para outros.
Por que eu não posso ser única,
uma única vez?
Por que ela me fez amá-la tanto
se no final iria embora?
Eu me apaixonei pela lua
e, nesse processo,
parei de gostar de mim.
Amei demais e esqueci que existo.
Ela continua entre as estrelas, brilhando,
intocável.
Por que eu me apaixonei pela lua?
Não era óbvio que ela nunca seria minha?
É a lua, afinal.
Ela nunca me pertenceu
e nunca vai pertencer.
Percebi minhas pupilas dilatarem
sempre que penso em você,
sinais que o corpo tentou me dar
e eu fingi não perceber.
Meu corpo arrepia ao te ver,
mesmo tentando disfarçar,
eu deveria ter entendido
antes de te deixar escapar.
Era amor no que eu não disse,
no que deixei pra depois,
achei que o tempo esperava,
mas ele nunca esperou nós dois.
Agora resta essa aflição
de um amor que acordou tarde demais,
eu te perdi antes de você saber
e não voltará jamais.
.. Alguém simplesmente bateu na porta e eu respondi:
- Tá fechada!!
Então insistiram e eu disse com mais firmeza:
- Já disse que tá fechada!!
É, e não adianta, uma vez magoado o coração sua porta se fecha, há quem tente abrí-la, é em vão, às vezes nem mesmo o tempo é a cura total. Mas que fique bem claro, a porta tá fechada para paixões, nunca para o AMOR'..
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