Poemas sobre quem Realmente eu sou

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A mulher veste-se para as demais mulheres, e não para os homens, nem sequer para aquele a quem mais quer.

O castigo de quem pratica atos contra a natureza e que, quando quiser ser natural, já não o conseguirá. A história de Jekyll e Hyde.

Todo o espírito que existe no mundo é inútil para quem não o tem; ele não tem perspectivas sobre nada e é incapaz de aproveitar as dos outros.

Um homem a quem ninguém agrada é bem mais infeliz do que aquele que não agrada a ninguém.

Quem não dispõe de reservas em si próprio, é assaltado pelo aborrecimento que o espreita e em breve o dominará.

Compadeça-se quem manda de quem obedece, e de si mesmo se compadeça por ter que mandar.

Não é mais fácil encontrar quem chora com as nossas tristezas do que quem se rejubile com as nossas alegrias.

Enfim, a retórica está na língua de quem ama, de quem engana e de quem tem necessidade.

Os homens, para não desagradarem aos maus de quem se temem, abandonam muitas vezes os bons, a quem respeitam.

É mister distinguir entre a ação obrigada, a ação ilícita, e a inação. Sábio é quem vê a inação na ação e a ação na inação, e em harmonia permanece enquanto executa toda a ação.

Há muita gente para quem o receio dos males futuros é mais tormentoso que o sofrimento dos males presentes.

É que há tantos malvados neste mundo, que nem vale a pena reter aqueles a quem apetece sair dele.

Há muitas pessoas a quem a vaidade faz falar grego, e, até, por vezes, uma língua que não entendem.

A glória de Deus é tamanha, que não pode deixar de perder-se quem se atreve a investigar-lhe a majestade.

É uma complicação se quem faz a massa do bolo é o sapateiro e quem costura as botas é o doceiro.

Quem tenta convencer uma multidão de que ela não está a ser tão bem governada como deveria ser, nunca deixará de ter ouvintes atentos e favoráveis.

Nós não ficamos a querer menos a quem conhece os nossos defeitos do que a nós próprios por sofremos deles.

Os nossos inimigos são vulgarmente aqueles a quem devemos, ou que nos devem ingratidão.

O homem está pronto para tudo desde que lhe seja dito com mistério; quem quer ser acreditado deve falar baixo.

A quem darei o novo, espirituoso libreto / ainda há pouco polido com pedra-pomes seca? / Cornélio, a ti, que costumavas / não julgar mal as minhas tolices.