Poemas sobre quem Realmente eu sou

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Sobre as lentes da noite única estavam sentados comigo os sentimentos mais íntimos e a saudade mais profunda, observando a lua e a força das ondas noturnas batendo abaixo do deck,
Entre as lágrimas e os desejos incompreendidos, ali estavam presentes memorias de dias tão doces que fizeram até os coqueiros próximos dançar,
Vasculhando o passado revirei algumas gavetas pelas quais fizeram o tempo presente sofrer abalos sísmicos,
A lua permaneci ali, o mar continua revolto, os ventos são fortes ao ponto de se rebelar com seus ruídos fortes,
Olho para a janela do meu quarto e percebo o convite com exclamação implorando para eu ir descansar.

O Canto da Terra dos Brasis

Desperta o manto de anil sobre as matas sagradas,
Onde o sol desenha rios de ouro e vertentes,
Erguem-se os montes em preces d'almas lavradas,
Guardando o passo altaneiro de tantas gentes.

Sois a pátria livre que o vento do Sul embala,
No peito verde que pulsa em cada fronteira,
Onde a esperança não cessa, não cala, não para,
Bandeira viva desdobrada na imensidão inteira.

É o canto da terra que brota do chão profundo,
É a força sagrada que guia este povo guerreiro,
O abraço fecundo que acolhe os quatro cantos do mundo,
Nas asas abertas da paz do Cruzeiro.

Ó pátria amada, de seiva pura e infinita,
Onde a justiça caminha de braços dados com o amor,
Tua beleza soberana a própria aurora habita,
Fecundando o futuro com a graça do Criador.

Brilha o teu destino nas mãos de quem te cultiva,
Nas veias d'água que correm lavando a dor,
Mantém a alma altiva, generosa e viva,
Templo sagrado da luz, do bem e do esplendor.

Enquanto o desespero consumia tua alma
e a morte já estendia o véu sobre teu caminho,
tu tremias diante da escuridão.


Eu, porém, dancei com ela.


Fitei seus olhos sem desviar o meu,
atravessei seu silêncio
e a distraí o bastante para arrancar-te de seus braços.


Hoje, proclamas tuas vitórias
como se jamais tivesses caído.
Mas nunca venceste a morte;
apenas sobreviveste porque alguém
teve a coragem de bailar com ela
enquanto tu te desesperavas.

⁠⁠Não é sobre
se libertar da dor,
mas do que
causa
a dor.




Há um equívoco muito comum em nossa maneira de lidar com o sofrimento: tratamos a dor como inimiga, quando muitas vezes ela é apenas a mensageira.




Passamos grande parte da vida tentando silenciá-la, anestesiá-la ou escondê-la, como se o problema estivesse no alarme e não no incêndio que ele anuncia.




Libertar-se da dor pode até oferecer algum alívio momentâneo, mas quase nunca transforma a realidade que a produz.




É como trocar o curativo sem limpar a ferida — por um tempo parece resolvido, até que a infecção volta a lembrar que o problema nunca foi realmente enfrentado.




O que realmente exige coragem não é fugir da dor, mas olhar com honestidade para as causas que a alimentam.




Às vezes são relações que se sustentam no desgaste, expectativas que nunca foram nossas, silêncios que acumulamos para manter aparências ou estruturas que aprendemos a aceitar como inevitáveis.




A dor, nesse sentido, pode ser um tipo muito raro de lucidez.




Ela revela aquilo que a acomodação tenta esconder.




E, por mais desconfortável que seja, ela também aponta para onde a mudança — de fato — precisa acontecer.




Libertar-se do que causa a dor exige mais do que resistência emocional — exige revisão de escolhas, rompimento com padrões e, muitas vezes, a coragem de contrariar as narrativas que nos ensinaram a suportar o insuportável.




Porque, no fim, não se trata de aprender a viver anestesiado.




Trata-se de aprender a viver sem precisar se ferir para continuar existindo.

A pressa em escolher um lado é tão grande que a maioria já consegue arrotar opinião sobre conteúdo que nem sequer consumiu.


Vivemos um tempo em que reagir vale mais do que compreender.


A velocidade com que julgamentos são formados supera, com folga, o tempo necessário para escutar, refletir ou até mesmo duvidar.


Opinar virou quase um reflexo involuntário — não porque temos algo sólido a dizer, mas porque o silêncio passou a ser confundido com ausência de posicionamento, e isso, para muitos, parece inaceitável.


O problema não está em ter opiniões, mas na superficialidade com que elas nascem.


Quando não há contato real com o conteúdo, o que se expressa não é pensamento, é apenas eco.


Eco de manchetes, de recortes, de narrativas prontas que dispensam esforço e recompensam a pressa.


E assim, pouco a pouco, vamos terceirizando a própria capacidade de pensar.


Há uma falsa sensação de pertencimento em escolher rapidamente um lado.


Como se isso garantisse identidade, como se fosse suficiente para nos situar no mundo.


Mas o preço disso é alto demais: abrimos mão da complexidade, ignoramos nuances e transformamos qualquer assunto em uma disputa rasa, onde o objetivo não é entender, mas vencer.


Talvez o verdadeiro ato de coragem, hoje, seja justamente o contrário.


Seja admitir que ainda não sabemos o suficiente.


Seja escutar antes de falar, consumir antes de julgar, refletir antes de reagir.


Porque pensar dá trabalho — e, em tempos de imediatismo, tudo que exige tempo parece quase um ato de resistência.


No fim, não é sobre escolher um lado rápido demais.


É sobre não se perder de si mesmo no processo.⁠

⁠Sobre o outro, só um julgamento é permitido, urgente e necessário — vale ou não a pena discutir.


Em tempos de tantos julgamentos, talvez este seja o mais sábio e também o mais ignorado.


Não porque o outro não mereça resposta, mas porque nem toda palavra merece palco.


Há debates que não são pontes, são armadilhas…


Conversas que não buscam entendimento, apenas vitória.


E quando o objetivo deixa de ser o entendimento e a verdade para se tornar o aplauso, qualquer argumento vira figurante de um espetáculo já ensaiado.


Discutir, no sentido mais nobre da comunicação, é um exercício de construção.


É lapidar ideias no atrito respeitoso, é admitir a possibilidade de estar errado, é sair diferente de como entrou.


Mas isso exige uma disposição muito rara: escutar de verdade.


E, sejamos honestos, grande parte das discussões hoje não nasce dessa intenção — nasce da pressa de responder, da necessidade de afirmar, do medo de parecer fraco…


Há um custo invisível em entrar em toda e qualquer briga: o desgaste da mente e da alma.


Cada discussão inútil consome tempo, energia e serenidade.


E, aos poucos, vamos nos tornando aquilo que criticamos — reativos, barulhentos e previsíveis.


Não por maldade, mas por contaminação.


Saber quando não discutir não é aceitação nem omissão; é discernimento.


É reconhecer que nem todo campo merece ser cultivado, que algumas terras não produzem nada além de ruído.


É entender que o silêncio, às vezes, é a forma mais eloquente de inteligência.


No fim, talvez a maturidade não esteja em vencer argumentos, mas em escolher quais sequer valem a tentativa.


Porque há debates que ampliam horizontes — e há aqueles que apenas estreitam o espírito dos que insistem.


E desses, o melhor argumento continua sendo a recusa.

Nada sobre nós sem nós.


Autismo não é vitrine nem produto.


É cidadania, voz e participação.


Não somos objeto de estudo, somos sujeitos de direitos.

A sociedade não é apenas imperfeita.


Ela é estruturada sobre camadas de ficção funcional que a maioria consegue sustentar por dentro.


Quem não se adapta, adoece.

O amor só existe no presente. Colecionar memórias não é uma regra sobre a forma do humano amar.


Afetos e memórias são relativas.
O painel de controle interior para amar foi esquecido em meio a tanta alienação.


Podemos construir um futuro incrível juntos ou padecer em guerras imaginárias movidas ao ego de predadores de crianças e bebês.

Pedro, tu me amas?
Pedro, tu me amas?
Pedro, tu me amas?
A pergunta nunca foi sobre o teu chamado, Pedro. A pergunta sempre foi sobre quem tu és.”


#QuemÉTu

Que o Senhor nunca deixe faltar o PÃO sobre a sua MESA,
a UNÇÃO sobre a sua CASA e
o PERDÃO sobre a sua FAMÍLIA.

Não é sobre a quantidade de livros lidos, mas sobre o quanto cada um deles foi capaz de transformar você.
Sfj,reflexões

Sobre ser poetisa



A poesia chegou em minha vida de repente, profunda e decidida.
Ela veio como um toque leve, mas com certo magnetismo.
Essa poesia que vejo em tudo, me trouxe novos olhares para a vida e favoreceu meu autoconhecimento.


Onde ela está?


Ora, naquela arte majestosa que é apreciada nos espaços fechados ou nos muros esquecidos.
Na letra de música que retrata um contexto histórico ou uma paixão arrebatadora.
Naquele texto de mensagem do WhatsApp feito com capricho para desejar felicitações de aniversário.
Nas palavras escolhidas sabiamente antes de serem proferidas com empatia e gentileza a alguém, que a recebe com grandíssima alegria.


Viva a poesia! ❤️

O Eco da Voz Sincera


Falar torto e a direito sobre futilidades é fácil, mas falar o que realmente importa exige uma maturidade que poucos se dispõem a cultivar. O mundo já está cheio de ruídos vazios, de cobranças e de julgamentos que não levam a lugar nenhum. O que a alma humana verdadeiramente busca é o eco de uma voz sincera, que saiba dizer eu te amo com a gravidade e a leveza que essas palavras merecem. Que saibamos usar o dom da palavra não para erguer muros de indiferença, mas para tecer redes de afeto que sustentem uns aos outros quando o chão insistir em sumir

"Não é sobre a vida, é sobre/viver bem!"
Haredita Angel
08.09.25

Gosto das flores...
Mesmo murchas, não negam a sua fragrância ..."
Isso não é sobre as flores!
Haredita Angel
27.02.18

"Beba o café enquanto ele está quente.
Reflita sobre a sabedoria da água que não discute, desvia-se dos obstáculos.
Fale com calma,
saboreando cada palavra.
Abrace-se.
Ame -se.
Cuide-se.
Aprenda que ninguém fará nada por você se você não fizer primeiro."
Haredita Angel
31.10.25

Sobre o Dia Mundial da Conscientização do Autismo 💙

Quando recebi o laudo do meu filho, 11 anos atrás, perdi o chão. Acho que a primeira pergunta foi: Por que ele?

Eu já havia trabalhado com alunos da Educação Especial (cegos e baixa visão), mas certamente a nossa percepção não é a mesma enquanto somos apenas espectadores.

Com o passar do tempo, fui observando o quanto aumentava o público que recebia diagnósticos similares, envolvendo limitações na aprendizagem ou no comportamento. Aí aquela pergunta surgiu novamente e com um complemento: Por que tanta gente?

Então fui pesquisando e analisando para tentar entender tudo aquilo.

A história revela que as pessoas com deficiência sofreram bastante ao longo dos séculos, assim como grande parte da população dita "normal" absorveu a atitude preconceituosa construída naturalmente.

Acredito que o aumento do número de indivíduos com deficiência de alguma forma contribuiu para tornar a sociedade melhor, pois além disso, aumentou o número de pessoas que têm alguém na família com essas limitações.

Quando isso acontece, nossa sensibilidade aumenta, nosso comportamento muda, nosso olhar evolui.
Sentimos que cada pessoa é um pedacinho de nós.

Por isso, considero que o dia da Conscientização do Autismo é sugestivo para trabalhar também a consciência moral da sociedade a respeito de todas as outras deficiências, de forma que possamos aprender a sermos mais humanos e empáticos com aqueles apresentam qualquer tipo de limitação.

Enquanto o sistema tenta te provocar,
Deus te treina para governar sobre ele.
miriam leal

Deus é o guardião dos nomes injustamente manchados.
Ele vigia sobre aquilo que foi ferido por mentira,
Ele sela com justiça aquilo que foi rasgado por acusações. miriamleal