Poemas sobre quem Realmente eu sou
Se eu pudesse escreveria seu nome na superficie da lua com letras bem grandes e profundas, assim toda vez que a lua brilhasse no céu, todos na terra saberiam que um dia alguém foi até por você.
Meu passado é um espelho cujo reflexo me fere, ainda que eu o quebre, as lembranças de um tempo sombrio permanecerão intactas.
No terrível espinho do pecado eu pisei, mas a verdade que nunca quis ver Deus me revelou. Onde fui temporal, agora sou oceano, onde fui fonte seca, hoje transbordo.
Eu escrevo na esperança de que um dia alguém leia e compreenda esses cacos de mim, sem esse entendimento, as noites de insônia, as crises da minha depressão correm o risco de não ter deixado rastros que valham a pena.
Não posso ensinar nada, porque ainda vivo em construção, minhas certezas são andaimes e meu eu, uma casa inacabada.
Eu escrevo para não transbordar, o papel se torna meu confidente, onde meus pensamentos escorrem em rabiscos que carregam todas as minhas cicatrizes invisíveis, que além de mim, ninguém consegue as ver.
Quando a dúvida sussurrava, eu respondi com trabalho. A persistência foi meu verbo preferido. Agora colho o silêncio das certezas.
Um dia eu já chorei por perder tudo, hoje choro por gratidão, as lágrimas mudaram de endereço, meu rosto aprendeu outro brilho.
Não busco abrigo, eu o crio, a casa nasceu das minhas mãos, e hoje habito onde antes só soprava o vento.
A disciplina foi o músculo que treinei, quando nem eu acreditava, a prática falou, agora o corpo do ofício é robusto.
Eu nunca quis ser o primeiro, porque compreendi cedo que o mérito não está em chegar antes, mas em permanecer inteiro quando todos se perdem tentando provar algo. O destaque, quando veio, foi apenas reflexo de uma autenticidade que nunca precisei ensaiar.
O medo é o primeiro passo para a liberdade, parece inverso, eu sei, mas acredite, é o portal escuro que, ao ser atravessado, abre o horizonte do impossível.
Já desisti tantas vezes que aprendi o gosto amargo do fim, até perceber que, no fundo, eu já havia desistido até de desistir.
Deus me achou onde eu já tinha desistido de mim. Deus me encontrou no ponto mais frágil e ali plantar-se foi milagre e novo um começo.
Deus segurou-me quando eu já não acreditava, mão que sustenta devolve a confiança perdida, nesse amparo recuperei crédito em mim, aprendi a caminhar com novo suporte.
Dizem que cada átomo no nosso corpo alguma vez foi parte de uma estrela, talvez eu não vá embora, talvez eu vá para casa.
Mesmo que eu me arraste pelo chão, o avanço é inevitável, pois sigo amparado pela fé d'Aquele que jamais desistiu de mim.
Eu não dou marcha à ré. Minha determinação é forjada pela promessa eterna do Seu cuidado, que carrego como um manto de força.
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