Poemas sobre quem Realmente eu sou

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Até mesmo para quem passou toda uma vida no mar, chega uma idade em que se deixa a embarcação.

Quem é fiel nas coisas pequenas também será nas grandes; e quem é desonesto nas coisas pequenas também será nas grandes.

Quem tem pressa demonstra que aquilo que está a fazer é demasiado grande para si.

Quem tem seis asas e voa só com duas, sempre voa e canta. Quem tem duas asas e quer voar com seis, cansará logo e chorará.

O amor civiliza o homem mais embrutecido, faz falar com elegância quem antes era mudo, faz do covarde um atrevido, transforma o preguiçoso em lesto e ativo.

Quem não se sentir ofendido com a ofensa feita a outros homens, quem não sentir na face a queimadura da bofetada dada noutra face, seja qual for a sua cor, não é digno de ser homem.

Ordinariamente tratamos com indiferença aquelas pessoas de quem não esperamos bens nem receamos males.

Quem não se ocupa de política já tomou a decisão política de que gostaria de se ter poupado: serve o partido dominante.

Não há quem seja mais desprezível do que aquele que cobiça, pois até a sua alma vende.

Há muito mais dinheiro para quem faz o marketing dos produtos do que para quem fica só na produção. A Nestlé, uma companhia da Suíça, já ganhou muito mais dinheiro com café do que todos os brasileiros que plantam café juntos.

Louco é quem espera que a nossa razão / possa percorrer a infinita via / que tem uma substância em três pessoas.

O homem não é nem anjo nem animal, e a infelicidade exige que quem pretende fazer de anjo faça de besta.

Idealista é quem, notando que uma rosa cheira melhor que um repolho, conclui que é também mais nutritiva.

Nunca ninguém se torna mestre num domínio em que não conheceu a impotência, e, quem aceita esta ideia, saberá também que tal impotência não se encontra nem no começo nem antes do esforço empreendido, mas sim no seu centro.

Quem não sabe nada, seja ele senhor ou príncipe, deve ser incluído no número das pessoas vulgares.

A mulher é astuta e mentirosa, por ser fraca e oprimida; e a astúcia é a força de quem não é forte.

Escutai os conselhos de quem muito sabe, mas especialmente os conselhos de quem muito vos ama.

O uso frequente da astúcia é sinal de pouca inteligência, e quase sempre quem se serve dela para cobrir-se de um lado acaba por se descobrir do outro.

Faz-se crítica quando não se pode fazer arte, como quem se torna delator quando não se pode ser soldado.

A lisonja corrompe quem a recebe e quem a dá; e a adulação não é mais útil ao povo do que aos reis.