Poemas sobre Pássaros
"A liberdade está na consciência e não nas asas."
Há pássaros que não tem gaiolas, mas vivem presos em rotinas.
Na política, esquerda e direita representam não polos opostos, mas sim duas asas do mesmo pássaro, carregando-o na mesma direção limitada. Ambas surgem do mesmo corpo, com ideais que às vezes divergem em aparência, mas convergem na manutenção do sistema que as sustenta. Não importa qual asa alce voo mais alto ou mais baixo, o pássaro permanece preso ao seu voo circular, incapaz de alcançar altitudes verdadeiramente renovadoras. Assim, a luta entre esquerda e direita torna-se, na prática, um movimento estéril, uma dança mecânica onde se troca o cenário e as palavras, mas o desenho permanece inalterado. O voo do pássaro político é árido, desprovido de novas paisagens, onde o horizonte é uma mera repetição do passado, indivisível das mesmas estruturas que alimentam seu existir.
Tudo o que busco agora é a simplicidade de uma casa no campo, o canto dos pássaros e o som de Zé Ramalho ecoando no silêncio.
Em cada viagem, o coração dela pulsa mais forte, as borboletas dançam em sincronia, os pássaros recitam poesias, e é você quem as inspira.
É possível impedir o voo de um pássaro ao cortar-lhe as asas, mas é imprescindível manter o seu canto como razão da sua liberdade.
A inteligência é um pássaro que voa longe, mas é a sabedoria que sempre está a pousar e a fazer morada em todos os ninhos.
Como são tolos os pássaros que refazem seus ninhos, diante do tempo nebuloso que circunvizinha a cidade.
Nenhum caçador repousaria em travesseiro de plumas se todos os pássaros da floresta cantassem a mesma melodia.
A liberdade dos pássaros nos ensina que, embora a floresta esteja em chamas, o bater de suas asas também ajuda a apagar o incêndio.
O pássaro conhece o equilíbrio: não voa tão alto a ponto de tocar os abutres, nem tão baixo a ponto de marchar com os javalis.
