37 poemas sobre o tempo para pensar na passagem dos dias
Se o tempo me moldou em cicatriz,
se o vento já levou o que não tinha raízes,
se o silêncio já aprendeu a cantar dentro de mim.
O que foi perdido não é ausência,
é chama que arde invisível,
é pedra que sustenta o abismo,
é sombra que ensina a luz a ser mais viva.
Não busco retorno, não espero resgate.
Carrego o vazio como quem carrega um estandarte,
porque há força naquilo que falta,
há eternidade naquilo que não volta.
Você é a ponte que me conduz ao paraíso invisível,
onde o tempo se dissolve e só existimos nós dois.
Um recanto secreto de emoções profundas,
um eterno reencontro de almas entrelaçadas.Lá, o amor é fogo brando, luz que arde sem queimar,
um farol sereno que jamais se apaga,
guiando meu coração na dança silenciosa
de desejos e sonhos tão nossos, tão verdadeiros.É nesse mundo sem mapa nem fronteiras
que encontro toda a doçura da vida,
porque amar você é construir para sempre
esse refúgio onde só cabemos nós.
Não estou perdido,
nem procuro o que o tempo levou.
Sou apenas um viajante de alma desperta,
passando por esta estação da vida
onde os trilhos guardam segredos antigos.
Vou ao encontro do meu amor.
Ela me espera — silenciosa, firme —
na plataforma chamada Solidão.
E quando meus passos tocarem o chão daquele lugar,
a ausência deixará de ser ausência,
o vazio deixará de ser vazio,
e o que antes era solidão
virará reencontro.
Porque dois corações que se procuram
sempre chegam na hora exata,
mesmo que o mundo inteiro
acredite que é tarde demais.
Houve um tempo em que a certeza reinava absoluta.
Um tempo em que a razão se erguia como muralha,
e a verdade parecia sólida, inabalável, eterna.
Mas muralhas também caem.
Verdades também se desmancham.
E aquilo que julgávamos eterno
mostra-se frágil, breve, condenado ao próprio peso.
Não demorou para que tudo viesse como tempestade:
um corte seco, um silêncio que sufoca,
um adeus que não pede desculpas,
não volta atrás, não deixa brechas para retorno.
Bye bye.
Até nunca mais.
Guardem as palavras honestas, justas e verdadeiras — aquelas que não se dobram diante do tempo.
São elas que atravessam as muralhas da mentira e permanecem como farol na escuridão.
Quem as carrega no peito não se rende ao peso da mediocridade, nem se curva ao silêncio dos covardes.
Porque a palavra que nasce pura, firme e carregada de verdade é como fogo indomável: ilumina, queima e liberta.
Nenhum império ousa confrontá-la, pois diante da verdade não há coroa que resista, não há poder que perdure.
A palavra justa é espada e escudo, é raiz e horizonte.
E aqueles que a pronunciam tornam-se eternos, mesmo quando o mundo tenta calá-los.
SEIXO
Quantos se foram e tu ficaste aí intacto. Salvo algumas manchas que ficaram com o tempo. Dilaceraria-se se as correntezas tivessem te tomado. Mas encontra-te aí: obsceno. As tantas chuvas que te aclamaram e os milhares de sois que te transgrediram...
Que fizeste com eles? No teu dilema és tão sublime e passar despercebido é raridade tua. És imenso nas tuas junções que se colocam. És vigoroso e reflexo da vitalidade que tanto se deseja. Mas sabe-se [ou fingi-se], temos vida curta. Engana-se que a nossa ruína vem com a morte. Ela está estampada com a vida. Logo ao primeiro choro...
A tua falta de cobiça ou arrependimentos te coloca num patamar que jamais se chegará. O ser humano é tão vil nesse 'limitado tempo' que figurar olhar no pequeno é desperdício. Há certo esquecimento em te agraciar. Quando o fazemos, apenas mesmo em devaneio. Limitado nesse curtíssimo espaço [ora às vezes enorme]...
Sem significados.
ANÁLISE
Este poema reflete sobre a natureza humana e a transitoriedade da vida. O "seixo" simboliza a resistência e a durabilidade, contrastando com a fragilidade e a efemeridade da existência humana. As "manchas" mencionadas representam as marcas que a vida e as experiências deixam, enquanto as "correntezas" simbolizam os desafios e adversidades enfrentados.
O poema também aborda a dualidade da vida, onde momentos de grande vitalidade e força coexistem com a inevitabilidade da morte e da insignificância percebida. A última estrofe destaca a visão crítica do ser humano, que muitas vezes desperdiça o valor das pequenas coisas devido à sua natureza impermanente e às suas limitações.
Esse poema convida a uma reflexão profunda sobre como vivemos nossas vidas, valorizamos nossas experiências e lidamos com a inevitabilidade do fim. É uma obra que toca a alma e nos faz repensar nossas prioridades e atitudes diante da vida.
Pode ser
Que o tempo endureça tanto
Os corações
Tão sofridos da gente
Que quando a gente não vê
Chega uma hora
Que ninguém mais chora por nada
Pode ser
Que a gente chore escondido
E até brigue com o vento
Sempre que lembrar
Que ele levou pra sempre embora
Um simples balão colorido
Mas que tanto a gente o queria
Pode ser
Que essas coisas já estivessem escritas
E sejamos nós somente
Pessoas imaginárias
Personagens de um livro bobo qualquer
Cuja capa não chega nem a ser bonita
E tudo se repete, quando alguém o quer lêr
E estejamos passando pela etapa triste
Coisas que acontecem, quando um coração acredita
Pode ser tanta coisa
Pode ser ... não sejamos nada
Ninguém sabe o que se passa
Dentro de cada coração
Atrás de cada porta, após fechada
Acho que nem mesmo nós sabemos
Assim, o balão se foi
A capa do livro desbota
Se o coração dói ou não dói
Ninguém viu e nem se importa
Assim como o vento leva
Um dia o vento traz de volta
Pode ser
Que o tempo endureça tanto esse coração
Que quando o balão voltar ...tanto faz
Poder ser
Que a gente não queira mais.
Edson Ricardo Paiva.
Era somente o silêncio
De um tempo que se foi
Era noite
Todo mundo queria
E um dia eu também quis
Amanhecer distante dali
Porque pensei
Que poderia voltar lá
A qualquer instante
Percebia em meus ouvidos
O ruido mágico e único
Na paz do silêncio
Que de longe vem
Naquele mágico momento
Que o silêncio a tudo diz
E tudo faz sentido
Era o encanto do não saber
Que a brisa a soprar lá fora
Depois de ir embora, não volta
Era um pensar inocente
Que tudo aquilo nos pertencia
Era da gente
O silêncio em silêncio ficou
Pediu ao tempo que dissesse
Que a vida ao redor
Tem vontade própria
E nos convida a viver
Mas o viver da vida
Obedece
À sua própria vontade
E não a nossa.
Edson Ricardo Paiva.
Por muito tempo eu estive assim
Esperando por quem não me quis
pensei que iria ser feliz
Sem perceber, que algo não era verdade
e já havia passado do fim
E eu aguardava o dia todo pra estar
com quem não quer saber de mim
Quer saber?
Até que não foi tão ruim
A saudade
que haverá de doer depois
Se tiver que escolher um dos dois
Vai fazer como eu fiz
e querer ficar com ela
Que fugiu de viver um amor
E pela vida sem sabor de nada
Me trocou
e achou, então
Que era bom rir assim
Enquanto eu sofria
Mas eu não vou estar perto nesse dia
Quando seu peito deserto
Vai chorar de madrugada
Vai me buscar e descobrir
que eu já hei de estar feliz
vai procurar, então, os poemas que eu fiz
e que ela rasgou, de malvada que era
Sem pensar nas lágrimas que a esperam
desesperada
Vai então, nessa hora descobrir
Que ao meu lado não tem mais lugar
E que já não será para mim
Mais nada.
Chega um dia na vida
Que a medida de tudo
Muda
A passagem do tempo
E a contagem das horas
Dinheiro contado
O Relógio emudece
Cresce a escuridão
Escurece
E tudo é medido
Pela altura
Nessa altura da vida
É que se descobre
Descobri
Que eu não sou quem eu era
Eu morri
Faleci de esperar
O dia que não veio
Morri de tanta espera
Bem no meio da vida
Esperei por ela
Parado
Bem no meio do passeio
Um arranjo de flores
Hoje, em meio a essas dores
Não sei se era pra mim
Ou se pra ela
Minha causa mortis
Desnuda
Fingindo vestida
Foi vida
De todo despojada
Minha vida me matou
Enquanto a vivia
Triste a morri
E a vida seguia
Morri de vida
Sem rumo
Sem prumo e nem norte
Eu morri uma morte linda
de morte despercebida
Enquanto a vivia ainda.
Edson Ricardo Paiva.
Pedi ao Sol um quente abraço
Pedi ao tempo que parasse
e olhasse um pouco pra gente
Tentei escrever uma canção
Que falasse da lua nova
Quando míngua pra crescente
Saí à rua pra fazer
Alguma coisa que eu há muito não faço
e esperei o Sol nascente
Saí ao mundo pra fazer
Quem sabe, o que nunca fiz
Te convidei pra vir dançar na chuva
Meti minhas mãos num arco-íris
Qual se ele fosse um par de luvas
Te perguntei se era feliz
Pedi ao vento uma resposta
Falei com os companheiros
Que me cercaram a vida inteira
Agradecendo aos rios
Não chutei, nem desviei-me
das pedras do caminho
Cantei canções para o mar
Depois eu dei um abraço no ar
Coisas que fiz a vida inteira
Por cada irmão que me cercasse
e antes que o dia acabasse
Voltei pra casa e fiz algo
Que desde há muito eu não fazia:
Sorri meu melhor sorriso pra noite
e desejei bom dia ao dia
Mas não me senti satisfeito
O Sol no céu
Águas no mar
O rio no leito
A chuva que cai neste canto do mundo
Num pranto profundo e na mesma cadência
Então eu perguntei à lágrima
O porquê da tua ausência.
Edson Ricardo Paiva.
Criança sorridente
A alma arguta
Aproveita teu tempo
Meu anjo
Teus pedidos, Deus escuta
Perceba, não faz sentido
Abrir mão do pouco tempo
Que possuis
A querer viver depressa
A vida aqui na frente
É muito astuta
Crescer se faz premente
Se soubesses realmente
O que é a vida
Deixaria-se ficar
Pra sempre assim
Os jardins da vida adulta
Não tem flores
Parece ter
Mas você não poderá
Jamais tocá-las
Aproveita um pouco mais
A voz materna
Que te embala.
Se eu pudesse transformar o tempo em poesia, cada mês seria um verso dedicado a você. Vou parcelar o meu amor, não por falta de entrega, mas para ter sempre um motivo bonito de cruzar o seu caminho, de sentir sua presença, de renovar em prestações suaves a eternidade que mora em nós.
A cada encontro, pago com sorrisos, juros de saudade e dividendos de ternura. E mesmo que o calendário tente nos separar em dias e semanas, eu insisto em fazer da rotina um ritual sagrado: o de te ver, te ouvir, te sentir.
Você é o crédito infinito da minha alma, a fatura que nunca pesa, o investimento que sempre rende felicidade. E se o amor é dívida, que seja eterna, porque não quero quitá-la jamais.
Assim, mês após mês, parcela após parcela, vou te entregando pedaços de mim — até que um dia perceba que já não há parcelas, porque o amor inteiro já se fez morada em você.
👉🏼 Maturidade Começa Onde Acabam as Desculpas
“Maturidade não é o que o tempo traz, é o que a consciência aceita enxergar.
Há quem some aniversários, mas não some aprendizados.
Amadurecer é parar de se justificar e começar a se responsabilizar.
É deixar de viver de desculpas e passar a viver de escolhas.
O relógio anda para todos, mas só cresce de verdade quem decide se olhar sem filtro.”
Sempre é tempo de r começar.
Não devemos ter medo de viver o extraordinário nem de ousar.
Vire a chave, mude a rota mas, nunca desista.
O caminho
Deus nos deixou esse caminho, traçado a muito tempo, nós se perdemos por outros caminhos, como estivesse no labirinto, e hoje estamos se aproximando desse caminho.
O caminho indefinido que percorremos nas
trajetórias de nossas vidas tenho apenas uma certeza:
tu tinha que cruzar o meu.
Não sei se nos encontramos na hora certa ou errada,
se está cedo ou tarde de mais.
Sei apenas que estamos aqui,
frente a frente.
Esta é nossa chance.
Olhe para mim, sinta o meu coração.
Eu vou te amar hoje, amanhã e todos os dias
da minha vida como se fossem únicos.
Afinal, sei que eu sou o
seu primeiro amor, juntos nós podemos
transformá-lo no último,e te peço só que:
A minha pequena p sempre.
A vida é curta, então ame a sua vida, seja feliz... e mantenha sempre um sorriso no rosto.
Viva a vida para você e antes de falar, escute.
Antes de escrever, pense.
Antes de gastar, ganhe.
Antes de orar, perdoe.
Antes de magoar, sinta.
Antes de odiar, ame.
Antes de desistir, tente.
E siga o caminho que Deus preparou 🙏
Boa noite
Paz e amor !!!
Autor desconhecido.
☆Eu queria acender os sonhos que passou do tempo...
☆Assoprar as cinzas adormecidas na esperança...
☆Para ver no breu seu sorriso dançando com as estrelas.
Leonice Santos.............🌠⭐⭐⭐⭐🌟🌠
Tecnicamente, tudo é uma perda de tempo...
Queiramos ou não, o relógio corre para todos — e ninguém tem como segurá-lo. A grande questão não é se estamos perdendo tempo, mas como estamos perdendo. Porque, no fim, cada escolha é uma entrega, cada caminho exige renúncia, e cada segundo gasto não volta.
E se é assim, por que desperdiçar vida em lugares que nos diminuem? Por que insistir em conversas que esvaziam, em pessoas que drenam, em rotinas que matam o espírito?
Se tudo é perda, que ao menos seja uma perda que valha a pena.
Perca tempo amando intensamente, criando memórias que fazem o peito vibrar, escolhendo aquilo que traz brilho ao olhar. Perca tempo se conhecendo, se reconstruindo, se curando.
Perca tempo com aquilo que alimenta a alma — não com o que a sufoca.
Porque o tempo sempre vai embora.
A diferença é o que você escolhe deixar com ele.
Há tempo para todas as coisas.
Há tempo de plantar.
Há tempo de colher.
Há tempos de tempestades.
Há tempos de mansidão.
Assim é o senhor tempo, coordena o nosso destino, em tudo o que acontece.
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