Poemas sobre o Ser Humano
O ser humano é tão doente que consegue amar intensamente alguém que não lhe retribui um terço do que lhe é dado.
Os sentimentos são inexplicáveis independente do ser humano, cada um tem seu modo de sentir. Então viva cada minuto, porque, assim como um lindo rio se mostra tranquilo e seguro em dias ensolarados, ele também se mostra feio e inseguro em dias de tempestade. Meus momentos com você são assim, curtos e inexplicáveis, mas quem foi mesmo que pediu explicação? É por conta disso que eles se tornam inesquecíveis e únicos.
Dentre todos os direitos cabíveis ao ser humano, um dos mais imprescindíveis é a liberdade. A liberdade para pronunciar e a sapiência
de ouvir, a liberdade para chegar e também para sair. A liberdade para recuar e o desejo incessante para prosseguir.
A dificuldade do ser humano inserido num um circuito social, de superar seus obstáculos, inexistem. Enquanto para o ego (freudiano), todas as dificuldades são intransponíveis e inescrutáveis!
É comum do ser humano religioso justificar seus atos utilizando uma figura que já foi derrotada por um homem crucificado. Como se uma entidade, demônio ou Satanás pudessem controlar nossa conduta, para retirar o peso da culpa e o foco sobre o verdadeiro culpado de seus atos.
"O ser humano é assim mesmo, se não existe nenhum problema na sua vida, ele faz questão de criar um."
Até uma panela de pressão precisa eliminar o vapor, senão ela explode.
O ser humano tem que entender que assim como a panela de pressão devemos sempre gerenciar nossa mente, eliminando os resíduos de pensamentos traumáticos, causados pelas mazelas psíquicas para que elas não venham afetar nossa saúde, se transformando em doenças psicossomática.
O ser humano é frágil e luta todos os dias diante de situações adversas. Mas enfrenta problemas que somente os mais próximos têm conhecimento. Neste mundo, ninguém é um super-herói; todos têm problemas.
Para ler o ser humano, preciso olhar sua face, pois procuro algum sinal, talvez um sorriso. No entanto, para reconhecer aquele que faz os milagres acontecerem, não preciso vê-Lo. Basta a fé.
Sou um micélio experienciando ser humano, mas já fui borboleta, baleia, raia jamanta e até uma ameixa. Infinitas são minhas possibilidades!
O ser humano até os 30 anos aprende a dominar a ansiedade; dos 30 aos 50, o discernimento; e, após os 50, sua consciência.
De cada ser humano sai um cordão de luz em direção ao céu. E quando duas almas que estão destinados a ficar juntos se encontram, os seus fluxos de luz unificam-se e passa a existir uma única luz brilhante.
Alguns "gênios" determinaram que o ser humano é uma folha em branco, onde escreve-se os valores das classes dominantes. No entanto, resistir e reescrever sua própria história é um ato revolucionário.
O ser humano moderno arde na ânsia de ser extraordinário, como se o comum fosse uma falha e não a própria teia do mundo. Esquece-se de que a vida não opera por hierarquias nem medalhas; ela apenas pulsa, indiferente aos delírios de grandeza. E é justamente aí que se revela o paradoxo: ser comum já é uma forma secreta de singularidade, pois nada mais raro do que existir sem precisar provar brilho algum.
O ser humano não se perde quando erra o caminho — perde-se quando cessa a interrogação sobre ele. A acomodação que se nomeia como chegada é, clinicamente, uma forma de abandono de si: o sujeito para de questionar para onde vai e converte qualquer ponto de parada em destino, economizando o desconforto da busca ao custo de uma estagnação que se disfarça de maturidade. O erro, ao menos, preserva movimento; a resignação travestida de sentido não preserva nada. E é curioso: a fantasia de ter chegado costuma emergir justamente quando o sujeito mais precisa caminhar.
O ser humano moderno proclama força, mas organiza a existência sobre alicerces frágeis: depende de dispositivos, oscila no íntimo, mendiga validação e evita a própria solidão. Teme a morte a ponto de esvaziar a vida — protege-se tanto que já não vive. Recusa o frio da realidade, tratando a lucidez como ameaça. E, assim, prefere a fantasia da invulnerabilidade — confortável, negociável — à verdade incontornável: a fragilidade não é falha, é condição. Negá-la não fortalece; apenas afasta do que se é.
O trabalho, quando realizado com propósito e dignidade, encanta, envolve e enobrece o ser humano, revelando sua capacidade de criar, servir e deixar marcas no mundo.
