Poemas sobre o Mundo
Desafio
Eu sempre desafio o mundo. Desafio porque quero provar certas coisas que nem eu mesma sei se estão certas ou erradas. Só sei que sou capaz – capaz de qualquer coisa. Sou forte o suficiente para seguir sem me ferir.
Essa luta de provar algo é para que eu mesma entenda. Porque a vida não quer saber de provas; ela exige demonstrações. A vida quer que eu assuma meus erros e meus acertos. Quer que eu supere os obstáculos.
E eu, sem entender seus propósitos, sigo vivendo.
Rita Padoin
Escritora
O que eu posto depende
do meu estado de espírito.
Tem dias que quero salvar o mundo;
em outros, sou calmaria e silêncio.
Aprendi que a beleza está justamente
em acolher todas as minhas estações.
Sou grato por você existir:
Você fica quando todo mundo vai embora.
Dividimos o silêncio sem nenhum peso.
Com você, eu posso ser quem sou.
Todo mundo tem luz própria. (SEU FOGO INTERIOR)
Não há dois fogos iguais
Algumas, tem raios de luz maiores.
Outras menores, outras raios
de luz coloridos,
algumas outras também tem,
mesmo que menores.
Que nem percebem o vento, a brisa.
mais tem um foguinho... interior.
Outras então, conforme sopra o vento,
tem mais luz, mais fogo.
que causam incêndios.
Tem aquelas que tem tanto raio que vira fogo, que você nem pode encostar que sai faísca
E certas pessoas queimam, ardem de tanta intensidade com tanta maldade!
Sem luz só com o fogo, só sabem queimar,
e queimam a vida tão mal que você não
pode vê-lo sem pestanejar.!
Copyright, direitos autorais
Todos os direitos reservados a
Sonia Solange da Silveira
Ssolsevilha
Poetisa do cerrado
O sucesso no mundo não é de graça,
quem quer tem um preço a pagar,
que não se paga com dinheiro,
mas com almas,
sua ou de alguém muito importante
na vida de quem faz o sucesso!
As Formas do Meu Amor IV
Criei um mundo na minha mente
E dele jamaias quero sair
Vivo ao seu lado sempre
Daqui não pretendo partir.
No mundo real não te vejo
E percebo a cada dia ficar mais distante
Me envergonho dizer: que és meu desejo
Se estivesse ao meu lado seria feliz o suficiente?
No mundo da minha mente
O seu sorriso é a felicidade
O seu olhar é a esperança
No meu mundo só há reciprocidade.
O que mais poderia dizer
Se não apenas a verdade
Você existe na vida real, e nos meus sonhos Onde vivo para dizer, que te amo.
Posso ter errado ao me expressar
No momento que te encontro sinto paz
A suavidade do seu olhar e seu sorriso
Faz com que a cada momento, queira te amar.
O viciado grita por socorro em um silêncio que o mundo insiste em não ouvir.
— Douglas Santos - Os Viciados Estão Sozinhos! Pare de se fazer de vítima.
Os humanos são estranhos.
Destruíram o mundo e ainda chamam a si mesmos de civilizados.
Cyntia Karla De Liz
Chegada ao Mundo
Na chegada ao mundo, um sopro de luz,
um caminho aberto que ninguém traduz.
Aprendendo a cada dia, sigo a caminhar,
o que nos livros jamais eu poderia encontrar.
Sem paredes para me agarrar,
descubro no vento o segredo de voar.
No botão de uma rosa, tão frágil, tão forte,
aprendi que o amor é quem guia a sorte.
Ali encontrei a vida em sua canção,
a fé que floresce no coração,
a força que ergue quando tudo desaba,
o poder que brota quando a alma se cala.
Sou aprendiz da terra, do céu, do mar,
na escola do tempo, venho me formar.
E cada dia é milagre, é eterno saber,
que a vida é um livro que só se escreve ao viver.
Obra de Cuidado
Quando o Criador te pensou,
o mundo parou em silêncio.
Ele juntou a luz da manhã
com o sopro de um amor imenso.
Esculpiu o teu riso com calma,
misturou a poeira das estrelas,
colocou no teu olhar a clareza
que a gente só vê nas manhãs mais belas.
Pintou os teus passos na terra
com a cor do sol quando se põe,
trouxe a paz para dentro do peito
e o som de antigas canções.
Não houve pressa no traço,
nem rascunho deixado para trás:
Ele fez de você um poema
que a vida lê e pede mais.
O Templo do Silêncio
O mundo lá fora exige o horizonte:
a praia aberta, o vento na montanha,
o verde antigo que a fazenda guarda,
a luz que em campos distantes se espanha.
Mas há um mistério que a chuva ensina
quando cai fria sobre a telha e o chão:
a poesia não pede paisagem,
pede apenas a pausa e o coração.
Deitada no escuro, o corpo descansa
da lida pesada de mais um dia;
as mãos que cuidam, que erguem e sustentam,
encontram na noite a sua alforria.
Não é preciso o mar para ser imenso,
nem a altura do monte para ver direito:
o verso mais nobre e mais profundo
nasce do silêncio guardado no peito.
A Vontade e a Raiz
O mundo pede a praia aberta e o topo da serra,
pede a mala pronta e o horizonte distante,
mas a poesia verdadeira finca a sua garra
é na terra da casa, no minuto presente.
Há um olhar curioso que não passa batido:
repara na planta que finca a raiz no chão,
busca saber como a vida se tece por baixo,
vê a força invisível que sustenta a criação.
E no fim da lida, quando o dia se entrega,
o banho quente acolhe a mulher que lutou;
a água desce, o cabelo se esparrama em cascata,
lavando o cansaço do mundo que ela carregou.
Deitada no escuro, ouvindo a chuva na telha,
o corpo finalmente encontra o seu descanso,
mas a mente acesa não aceita o silêncio:
transforma a vivência em conselho e remanso.
Não escrevo por vaidade, por status ou aplauso,
nem para enfeitar a frase com falso valor;
escrevo pelo chão que eu pisei e venci,
para deixar uma luz no caminho do outro.
E se a voz se cala por medo, cultura ou guerra,
se o corpo não pode ir onde o mundo sufoca,
a palavra escrita atravessa qualquer portão,
entra na casa remota e a alma toca.
Sem sair do leito, a leitura faz a travessia,
o texto vira farol, mapa e libertação:
a maior viagem é essa que a gente faz
com a força da vida guardada no peito.
Ser estranho é uma forma sofisticada de lucidez. Uma consciência em carne viva que sente o mundo com excesso de precisão. Não é excentricidade, é viver em descompasso com o consenso, ouvir o ruído no meio da música, perceber o vazio por trás das certezas.
A dor vem da dissonância entre o que se vê e o que se finge não ver. Enquanto a maioria se protege com ignorância conveniente, o estranho sofre de clareza. Nietzsche chamaria de “doença do espírito elevado”.
E ainda assim, amar. Amar o humano mesmo quando o entende demais.
Ser estranho é viver tonto de liberdade, duvidar até da própria dúvida. Os outros chamam de “confusão”, mas é só alma demais.O estranho é o herege das convenções, o que “rompe tratados e trai os ritos”.
Há delícia também: ser inclassificável, ver poesia no que escapa ao óbvio, rir de si mesmo enquanto o mundo desaba. Perceber o padrão invisível que Jung chamaria de sincronicidade.
O estranho sente o tempo de outro modo: lento por dentro, rápido por fora. Sente o amor como místico, o tédio como luto. Nada é raso, tudo fere, tudo ilumina. E quando o chamam de “intenso”, ele sorri — intensidade é só estar vivo demais num tempo de gente anestesiada.
Ser estranho é viver num exílio fértil, criar, refletir, desobedecer. Estranheza é antecipação do que o mundo ainda não está pronto pra entender. Ser estranho é ser o rascunho do que ainda não tem nome e sorrir, discretamente, sabendo que a habilidade de lidar com o desconforto é um puro sinal de autenticidade e um atestado de maturidade.
(Douglas Duarte de Almeida)
A Culpa de Sentir Demais
Quando escuto que minhas escolhas machucaram alguém,
o mundo parece perder a cor.
É como se eu me tornasse um monstro,
como se tudo o que existisse dentro de mim
fosse apenas um vazio disfarçado de coração.
Dizem que uso pessoas como abrigo,
como quem tenta fugir de si mesma.
Dizem que minhas atitudes machucam,
que nem sempre sei permanecer sem ferir.
Então começo a me esconder.
Guardo as palavras, os afetos, os sorrisos.
Porque talvez o silêncio doa menos
do que a culpa de existir.
Mas me explica...
Como desacelerar uma vida
quando tudo em mim grita intensidade?
Como aprender a ser calma
se meu peito nasceu tempestade?
Como perceber que todos estão indo embora,
se sou eu quem fecha as portas
antes mesmo de ouvir a despedida?
E como aceitar que, no fim,
talvez eu fique sozinha,
vendo cada pessoa partir,
acreditando que me odeiam simplesmente por eu ser quem sou?
Talvez a terapia consiga traduzir
os sentimentos que nem eu compreendo,
esses nós invisíveis
que apertam meu peito todos os dias.
Porque eu já não consigo chorar.
Parece que minhas lágrimas
secaram antes de cair,
e que cada emoção precisa morrer em silêncio
para não terminar me destruindo.
Mas, no fundo,
eu não queria sentir menos.
Queria apenas que alguém entendesse
que toda essa intensidade
nunca foi uma tentativa de machucar.
Era só a minha forma, imperfeita e humana,
de amar, de permanecer, de existir.
E talvez exista um dia
em que eu deixe de pedir desculpas
por ser quem sou.
Um dia em que eu descubra
que intensidade não é pecado,
que errar não me transforma em um monstro,
e que até os corações mais cansados
merecem um lugar para descansar.
Até lá, sigo recolhendo os pedaços de mim.
Porque, se um dia todos forem embora,
eu espero que ainda reste alguém...
eu mesma.
E que, pela primeira vez,
isso seja suficiente.
A nossa ligação é de outro mundo. Não foi o acaso que nos uniu; foi a vida nos lembrando de que algumas almas estão destinadas a se encontrar, a caminhar juntas e a permanecer uma na história da outra.
Há encontros que o tempo explica, mas o nosso pertence à eternidade do coração.
Onde o Mundo Não Nos Alcança
Se você quiser,
podemos fugir para um chalé,
ver o sol se despedir no mar
e esperar a lua vestir o céu de estrelas,
como se o universo nos lembrasse
que toda despedida também anuncia um recomeço.
Se você quiser,
podemos fugir para qualquer lugar.
Não importa o caminho,
nem a distância.
Às vezes, o melhor destino
é aquele onde a mente silencia
e o coração finalmente encontra paz.
Eu sei...
é fácil falar.
É fácil sonhar com um lugar
onde a dor não nos encontre.
Mas, se você aceitar,
nem que seja por um único dia,
quero caminhar ao teu lado
até que o peso nos teus ombros
pareça um pouco menor.
Nem que seja por apenas uma noite,
vamos esquecer os relógios,
desligar o mundo,
deixar os celulares de lado
e permitir que o som das ondas
fale tudo aquilo
que nunca conseguimos colocar em palavras.
Vamos rir sem motivo,
dividir o silêncio sem desconforto,
sentir o cheiro da chuva chegando,
o calor de uma xícara de café entre as mãos,
a brisa bagunçando os cabelos
e a certeza de que ainda existem momentos
capazes de curar o que o tempo não conseguiu.
E quando o amanhecer pintar o horizonte,
talvez os problemas ainda estejam esperando por nós.
A vida dificilmente muda em uma noite.
Mas nós mudamos.
Porque existem viagens
que não servem para fugir da realidade,
e sim para nos lembrar
de quem éramos
antes que o mundo pesasse tanto sobre nós.
Então...
se você quiser,
podemos fugir.
Nem para esquecer a vida,
nem para escapar dela.
Mas para lembrar
que ainda existe beleza,
que ainda existe calma,
e que, às vezes,
o melhor lugar do mundo
é aquele onde alguém segura a nossa mão
e faz qualquer lugar parecer casa.
O Traço que o Mundo Não Leu
Quando por tua alma ousei caminhar,
sem pressa, sem medo de me perder,
vi cada detalhe em silêncio cantar,
como estrelas que aprendem a amanhecer.
Entre teus contornos, tão belos, enfim,
havia um traço que escondias de mim;
julgavas defeito, motivo de dor,
quando era o mais raro sinal de esplendor.
Foi nele que o tempo escreveu poesia,
com tinta de luz e perfume de mar;
o mundo chamava de melancolia,
mas eu o chamava de lar.
Mentiram-te tanto, fizeram crer
que eras menos por seres assim;
mas quem nunca soube o que é realmente ver
jamais compreenderia teu jardim.
A beleza não mora na forma perfeita,
nem vive acorrentada à ilusão;
ela nasce na marca discreta,
que revela o idioma do coração.
Por isso, não escondas o que és,
nem deixes teu brilho partir;
pois o traço que baixava teu olhar
foi o primeiro a me fazer sorrir.
Se Deus desenhou teu rosto em segredo,
foi para que ninguém pudesse copiar;
e aquilo que chamavas de medo
era o mais belo motivo para te amar.
Porque a perfeição é fria, passageira;
já o encanto verdadeiro não tem fim.
E foi nesse pequeno traço, à tua maneira,
que a eternidade sorriu para mim.
Eu sou o nada. Eu sou o tudo.
Eu sou as estrelas, universo e o mundo.
Eu sou a luz. Eu sou o escuro.
Eu sou o passado e sou ainda o futuro.
Nada é senão eu. E tudo é por mim.
Eu sou Deus. Sou mais que Deus, afinal sou empatia e não esperança.
Aquela esperança falsa e vil que nos faz crianças.
Crianças que esperam um abraço dum pai distante.
Um abraço que virá quando a luz cega e a escuridão nos dá medo.
Um pai que quando fechar os meus pequenos olhos, dar-me-á razão ao enredo,
enredo esse falho, sofrido, sem sentido e profundamente desumano.
Deus é, portanto, tudo o que não sou e tudo o que sou.
Ele é mau, vil, bom e bondoso. Profundamente distante e incrivelmente humano.
Não creio em Deus. Ele existe, porém ele não é mais nada. Nada.
Não acredito nele nem nos seus fins. Não preciso dum inferno, se já o vivi.
Não quero um paraíso, pois estais aí, Pai, e a sua presença deixa-me triste.
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