Poemas sobre o Mundo
Minha amada Carla,
Escrevo esta carta com em um mundo onde a maldade parece, por vezes, obscurecer a beleza, você surgiu como um farol, guiando-me através da escuridão. Confesso que, em muitos momentos, a esperança vacilou e a crença no amor se esvaiu. Mas então, você chegou, como um presente divino, e tudo mudou.
Lembro-me do primeiro dia em que nossos olhares se cruzaram. Seus olhos, como duas estrelas cintilantes, revelaram um universo de bondade e ternura. Naquele instante, soube que havia encontrado algo raro e precioso. E, a cada dia que passa, essa certeza se fortalece.
Você é a personificação do amor, Carla. Sua alma gentil e compassiva ilumina meus dias e aquece meu coração. Sua presença me traz paz e segurança, como um porto seguro em meio à tempestade. Ao seu lado, sinto-me completo.
Agradeço por cada sorriso, cada abraço, cada palavra de carinho. Agradeço por me mostrar que o amor verdadeiro existe, que a bondade ainda habita neste mundo e que a felicidade é possível. Você é a prova viva de que o amor pode transformar vidas, curar feridas e trazer esperança.
Prometo amá-la e protegê-la em todos os momentos, nos bons e nos ruins. Prometo ser seu porto seguro, seu confidente, seu companheiro para a vida toda. Que nosso amor seja eterno, como as estrelas que brilham no céu, e que nossa felicidade seja infinita, como o oceano que nos.
DeBrunoParaCarla
O mundo tá um moedor de gente
Uma barulheira do car***o que não deixa a gente respirar
Vontade de largar tudo e sumir no mundo
Pegar a estrada e não olhar pra trás
Deixar esse cansaço pra quem quiser carregar
Mas aí eu olho pra você
E a vontade de ir embora vira vontade de ficar
Você é meu santuário 100%
O único lugar onde o barulho finalmente morre
Onde eu não preciso ser nada além disso aqui
Esse cara meio torto e cheio de falha
Obrigado por ser meu canto sagrado
No meio dessa zona toda
Sem pose
Sem legenda
Só a gente
DeBrunoParaCarla
Carla
O mundo lá fora é seco
Uma poeira do cace... que sufoca a gente
Mas entre esses lençóis o clima vira outro
A gente perde a mão e ganha o corpo
Sem roteiro e sem vergonha de ser bicho
Ver você transbordar assim foi o ápice
Aquele dilúvio que a gente causou juntos
Onde o santuário ficou pequeno pra tanto fogo
E a cama virou mar num segundo só
Eu ainda sinto o gosto daquela entrega
Obrigado por confiar no meu toque
Por deixar o corpo falar o que a boca não dá conta
Você é minha paz
Mas também é minha tempestade preferida
Aquela que molha tudo e não pede desculpa
DeBrunoParaCarla
Carla
O mundo que se exploda com as regras dele
A gente bêbado trocando as pernas na beira do mar
Rindo do nada e de tudo ao mesmo tempo
Com o gosto da bebida e do sal grudado na pele
A areia marcando o passo de quem não quer chegar em lugar nenhum
Eu digo pro mundo que você é meu santuário
Mas o mundo não entende nada de sagrado
O meu segredo é que nesse caos de onda e vento
Você é a única coisa que me deixa no prumo
Mesmo quando a gente tá tonto de vida e de dose
Obrigado por ser esse porto que balança comigo
Por não me deixar cair quando o chão resolve fugir
Nesse fim de mundo a gente inventou o nosso próprio Reino
Onde a única lei é a gente se perder pra se achar
Nesse abraço que cheira a maresia e liberdade
DeBrunoParaCarla
Carla
O mundo não entende nada de entrega
Falam muito e sentem pouco
Mas o que a gente viveu ali entre os lençóis
Aquele transbordar que molhou tudo
É raridade de quem sabe ser bicho e ser alma ao mesmo tempo
Dizem que só 4% das mulheres no mundo vivem isso
Mas para mim você é os 100% que dão sentido a tudo
Obrigado por confiar no meu toque pra chegar nesse lugar
Onde o corpo não aguenta e vira dilúvio
Você é meu santuário sagrado
E o resto é só quem assiste de longe sem entender o milagre
DeBrunoParaCarla
O mundo acordou pegando fogo e eu no meio, sem colete e sem guia. balas traçando o ar, gritos que ensurdecem e a sensação de estar completamente perdido tateando o vácuo.
DeBrunoParaCarla
DeBrunoParaCarla
No fim de tudo, não são as métricas que contam. Não é o que o mundo acha que a gente é, nem as regras que tentam enfiar na nossa garganta. O que sobra é o calor que a gente guardou naquelas noites de frio em Itaipuaçu.
O amor não é código, não é lógico, não aceita comando. É bicho solto, é entrega que dá medo e paz ao mesmo tempo. Enquanto eles tentam medir a vida por telas frias, eu escolho mergulhar no seu olhar, onde o tempo não tem ponteiro e o sistema não tem senha.
Você é a única verdade que eu não precisei provar para ninguém. É o meu descanso no meio do caos.
Tem coisa mais gostosa do que silenciar o mundo e ficar só nós dois, olhando para o mar no escuro? A gente fez uma fogueira na areia e foi a melhor companhia que podíamos ter. O barulho das ondas, o brilho do fogo... Não precisava de muita conversa, a presença dela ali, ao meu lado, já dizia tudo. Foi uma noite inesquecível e postei as fotos lá no blog para vocês sentirem um pouquinho dessa magia.
Veja como foi:
https://debrunoparacarla.blogspot.com
Fomos tão seduzidos pelo universo digital, ao ponto de romantizar um mundo onde políticos influencers — eleitos por nós — brincam de governá-lo.
Essa constatação medonha é um convite a pensar sobre a profunda transformação que a política sofreu na era digital.
Hoje, a figura do político tradicional se mistura com a do influencer, aquele que domina a arte da comunicação rápida, do espetáculo e da conexão emocional imediata.
Mas, ao transferirmos nossa confiança e votos para essas figuras, muitas vezes mais preocupadas com a imagem do que com o conteúdo, acabamos por trivializar o exercício do poder.
Quando políticos se tornam influencers, a política vira palco para likes e compartilhamentos, onde o debate se perde para a viralização.
A “brincadeira de governar” — expressão que revela a leveza e a superficialidade com que algumas lideranças assumem responsabilidades sérias — coloca em risco a qualidade da democracia e o futuro da sociedade.
Nós, eleitores e cidadãos, também somos parte desse processo: somos os que elegem, os que curtem, os que compartilham.
Cabe exercitarmos um olhar crítico, exigir transparência, responsabilidade e compromisso real.
Sem isso, continuaremos reféns de uma política de aparência, onde a profundidade das ideias e a seriedade das ações ficam em segundo plano, diante do espetáculo digital.
O desafio está lançado: usar o poder do universo digital para fortalecer a democracia, não para reduzi-la a um jogo de imagens e seguidores.
O mundo que tentam Destruir, Dominar ou Suportar, sempre esteve, está e sempre estará nas mãos do Filho do Homem.
O mundo que por vezes tentamos carregar nos ombros, dominar com nossas próprias forças ou até destruir com a nossa cegueira, nunca deixou de estar nas mãos do Filho do Homem.
Há quem se esgote tentando sustentá-lo sozinho, há quem se iluda acreditando ser dono dele, e há quem, por desespero ou revolta, queira vê-lo em ruínas.
Mas o mistério maior está em compreender que não fomos chamados nem para destruí-lo, nem para controlá-lo, e muito menos para suportar seu peso sozinhos.
O convite do Cristo é outro: confiar!
Confiar que o mundo repousa seguro em Suas mãos.
Confiar que nossa parte é ser presença de cuidado, de amor e de esperança dentro dele.
Quando aceitamos essa máxima, o peso diminui, a vaidade perde força e até a destruição parece inútil.
Porque se o mundo já está nas mãos do Filho do Homem, cabe a nós apenas abrirmos as nossas para servi-lo.
O mundo e quase tudo que nele existe foi criado pela palavra…
Mas é pela ironia que ele quase sempre subsiste.
Quando a polarização, acompanhando a carruagem, se reinventou, essa corja convenceu parte do povo a se armar a pretexto de segurança para não perceberem que o chicote era a Bíblia mal-intencionada em suas mãos.
Não obstante, essa ironia, demonizaram a mídia só para monopolizar sua atenção.
Hoje elas não têm pauta mais relevante, senão dar palco para o encardido que arregimentou as almas “inocentes” para salvar o país, e nunca mais parou de tentar vendê-lo para se salvar.
O diabo é um gênio!
Num mundo onde quase tudo pode ser dito, mas quase nada escutado — talvez o bom ou mau-humor seja nocivo aos Donos da Verdade que não conseguem se despir da Toga do Moralismo.
Onde se fala muito e ouve-se muito pouco — o ruído é constante, e o humor se torna muito perigoso.
Talvez o bom ou o mau-humor sejam nocivos apenas aos donos da verdade, esses que vestem a toga do moralismo como se fosse um escudo contra qualquer desconforto.
Não suportam o riso porque o riso desarma, não suportam a ironia porque ela revela, e não suportam o espelho que o humor, em sua essência, quase sempre oferece.
Enquanto o mundo se divide entre os que falam e os que reagem, o ouvir continua sendo o ato mais revolucionário — e o rir de si mesmo, o mais Libertador.
Pois, para os que não conseguem rir de si próprio, as palavras perdem o dom de tocar para alimentar o vício de ferir.
Um dos maiores palcos de manipulação do país — quiçá do mundo — Brasília haveria de receber alguém de pulso, cheio de vontade de libertar — deixe ir: Fabrício Carpinejar!
Brasília, com sua arquitetura monumental e sua aura de poder, sempre foi mais do que a capital política do país — é o símbolo vivo da manipulação institucionalizada, da retórica cuidadosamente ensaiada, das verdades maquiadas em discursos de ocasião.
Ali, onde se fabricam narrativas e se negociam destinos, a liberdade — essa palavra tão pequena e tão cara — costuma ser tratada como um artigo de luxo, raramente distribuído e quase nunca praticado.
E então, de repente, chega Carpinejar.
Com sua voz que mistura ternura e brutal honestidade, com seu dom de traduzir sentimentos que o poder não compreende, ele atravessa os corredores de Brasília não para discursar, mas para desatar.
Lança “Deixa ir” — um livro que fala sobre o desapego, sobre o amor que sabe partir, sobre a leveza que nasce quando se solta o que aprisiona.
E é aí que mora a ironia mais sublime:
No palco da manipulação, onde os verbos dominantes são reter, aprisionar, onde a vaidade se confunde com propósito, chega um poeta dizendo: “Deixe ir.”
É como soltar um pássaro dentro de um aquário de concreto.
Como ensinar o poder a amar sem possuir.
Carpinejar, nesse gesto, não apenas lança um livro — lança uma provocação existencial.
É como se dissesse: “Enquanto o país se esforça para segurar o que não cabe mais nas mãos, eu escrevo para lembrar que o verdadeiro domínio é saber soltar.”
Não haveria melhor palco para deixar ir do que aquele que só sabe aprisionar!
Não podemos seguir — Ferindo o Próximo, Ferindo o Mundo
Já estamos quase conseguindo transformar o Paraíso — chamado mundo — que nos foi entregue,
Numa verdadeira bola de neve...
Insensíveis, imprevisíveis e gananciosos,
já não queremos dividir o mundo —
queremos tomá-lo, dominá-lo.
Por capricho, descuido ou maldade,
estamos ferindo quem deveríamos cuidar:
o próximo.
Com tanta gente disposta a ferir,
precisamos cuidar um pouco mais de nós mesmos...
Mas é preciso sermos cuidadosos
até no ato de nos proteger —
para não nos blindarmos
a ponto de nos empedernir.
Com tanta gente Machucada no mundo, até os Carinhos nos cobram mais Cuidados.
Vivemos tempos em que o afeto deixou de ser apenas gesto; virou responsabilidade.
Já não basta estender a mão — é preciso saber onde tocar, como tocar — e até quando tocar.
Porque a pele do outro, tão marcada pelas cicatrizes da jornada, reagiu aprendendo a se proteger antes de se abrir.
E, ainda assim, o mundo continua faminto de ternura.
Talvez por isso os carinhos sejam hoje tão raros e tão preciosos: eles precisam atravessar medos, memórias e desconfianças antes de chegar ao coração que ansiosamente os espera.
E, quando chegam, chegam devagar — quase pedindo licença — porque sabem que qualquer descuido pode reacender dores antigas.
Mas o cuidado não enfraquece o carinho; ele o aperfeiçoa.
É no gesto atento, na palavra que não invade, no silêncio que acolhe, que o afeto encontra seu caminho seguro.
Afinal, quem carrega feridas aprende a reconhecer quem toca para ferir e quem toca para curar.
E talvez seja nisso que a Humanidade ainda tenha Salvação: na coragem de oferecer Carinho mesmo quando ele exige mais cuidado… e na Humildade de recebê-lo mesmo quando ainda Dói.
Feio não é se abrir na internet…
Feio é um mundo tão abarrotado de gente, mais disposta a falar do que a escutar.
Quando alguém se arrisca a desabafar online, muitas vezes não está buscando atenção — está buscando Sobrevivência.
Chegar a esse ponto pode ser, sim, a última tentativa de encontrar um ouvido disposto a escutar, um olhar que não julgue, um coração que ainda tenha espaço para acolher.
Vivemos em tempos muito difíceis, em que quase todos têm voz, mas poucos têm paciência.
Todos opinam, mas poucos compreendem.
Quase todos estão prontos para responder, quase ninguém está disposto a ouvir.
E ouvir, nos tempos de hoje, virou quase um ato de Misericórdia.
Um gesto tão simples, mas tão raro: Parar, Respirar e Permitir que o outro exista na sua dor, sem ser Ridicularizado ou Diminuído.
Porque, no fim das contas, o Desabafo Online não revela a fraqueza de quem fala — mas a ausência de empatia de quem não quer ou não sabe ouvir.
E isso, sim, é tão Feio quanto Medonho.
Não é fácil entender como um mundo tão abarrotado de santos consegue fabricar tantos problemas.
Talvez porque santos demais, quando empilhados, deixam de ser testemunho e passam a ser ornamentos e julgamentos
Um mundo abarrotado de “santos” costuma falar mais alto sobre virtude do que praticá-la.
Há muita canonização apressada do próprio ego e pouca disposição para carregar até a própria cruz, quiçá a do outro.
Quando a santidade vira rótulo, ela já não transforma — apenas separa, acusa e justifica.
Os problemas não nascem da falta de discursos corretos, mas da hipocrisia, da ausência de mãos estendidas, de escuta sincera e de misericórdia silenciosa.
Afinal, se todos fossem realmente santos como acreditam, talvez o mundo fosse menos barulhento… e muito mais habitável.
Assusta-me muito menos o pecador assumido do que o santo fabricado.
Por um amigo, se for preciso, eu brigo com os meus, com o mundo e até com meu Soberano Deus.
Se for preciso, eu enfrento os meus, o mundo inteiro — e até o agridoce silêncio que faço diante d'Ele.
Não por soberba, nem por rebeldia, mas, porque a amizade verdadeira também é um grandioso ato de fé.
Há laços que não se sustentam em conveniência, mas em compromisso.
Amizade não é aplauso automático, é presença que permanece quando a razão manda recuar.
É escolher ficar quando o mais fácil seria se esconder atrás do “não é problema meu”.
E se às vezes esse amor me coloca em tensão até com Deus, não é afronta: é oração em forma de luta.
É Jacó mancando depois de muito insistir…
É Abraão perguntando, Moisés intercedendo, Jó reclamando sem deixar de crer.
A fé madura não foge do confronto; ela o atravessa.
Defender integralmente um amigo não é substituir Deus, é confiar que Ele suporta nossas perguntas e entende nossa lealdade.
O Deus que nos ensina a amar o próximo não se escandaliza quando levamos esse amor às últimas consequências.
Porque, no fim, não brigamos com os nossos, com o mundo e até contra nosso Soberano Deus por um amigo — brigamos diante d’Ele, certos de que a justiça, quando é verdadeira, nunca anda separada do amor.
É no “amar verdadeiramente o próximo como a ti mesmo” que se resumem todas as leis e profetas.
Que Deus é fiel,
o mundo já sabe,
ou ao menos deveria saber — e nós, até quando somos fiéis?
Deus tem sido sempre tão Generoso conosco que, se a Graça não fosse um Favor Imerecido, o Constrangimento talvez fosse muito maior que a Gratidão.
Não porque me falte reconhecimento, mas, porque sobra consciência das próprias falhas.
A graça, quando compreendida de verdade, não infla o ego — ela o desarma.
Talvez, sem essa plena consciência de imerecimento, dificilmente eu escaparia do abraço do constrangimento.
E há algo de profundamente pedagógico no favor que não se pode pagar, negociar ou justificar.
Ele nos retira do centro do palco, desmonta a agridoce ilusão de mérito e nos coloca no único lugar possível diante do Divino: o da humildade…
A Espiritual e a Intelectual.
Quem entende a graça não anda de peito estufado; anda de cabeça baixa, não por culpa, mas por reverência.
O constrangimento, nesse contexto, não é a vergonha paralisante, é puro espanto.
É perceber que, apesar de quem somos, carregados de rastros de podridão, continuamos sendo alcançados pelas mãos misericordiosas do Pai.
Que mesmo quando nossas mãos estão vazias de boas razões, elas ainda são preenchidas de misericórdia.
E isso nos educa mais do que qualquer repreensão.
Talvez a maior evidência de maturidade espiritual seja justamente essa: não transformar a generosidade de Deus em direito adquirido, nem a graça em moeda de barganha.
Quem vive consciente do favor imerecido não se acostuma com ele — agradece, cuida e tenta responder, não com merecimento, mas com fidelidade.
Que Deus é fiel, o mundo já sabe ou ao menos deveria saber — e nós?
Até quando somos ou tentamos ser fiéis?
Quando eu me calar, eu sei que o mundo não sentirá saudade da minha voz, mas se alguém sentir, que se contente com ela.
Sei que o mundo seguirá em frente — como sempre seguiu — indiferente à ausência da minha voz.
Não porque ela não tenha existido, mas porque os ruídos do mundo, muito raramente, o deixam perceber silêncios que não gritam por atenção.
Ocupado demais com os próprios ecos, ele não notará a falta de uma voz tão insignificante que nunca quis ser multidão.
E está tudo bem.
Porque quando eu me calar, talvez não seja por ausência de palavras, mas por excesso de lucidez.
Há momentos em que falar já não acrescenta, explicar cansa e gritar não cura…
Então o silêncio deixa de ser fuga e passa a ser escolha.
Nem toda ausência precisa virar ruído.
E nem todo silêncio é pedido de aplauso.
Se alguém sentir saudade, que a sinta por inteiro, sem pressa de transformá-la em cobrança.
Saudade não exige devolução, não pede palco e nem reclama resposta.
Ela apenas existe — como prova de que algo foi dito, vivido ou sentido no tempo certo.
Ainda assim, se alguém sentí-la, que não lamente.
Que se contente com ela.
E que guarde essa voz como quem guarda um copo d’água no deserto: não para exibir, mas para lembrá-la.
Porque há vozes que não foram feitas para ecoar em multidões, e sim para alcançar um coração de cada vez.
O silêncio, quando escolhido, não é derrota nem esquecimento.
É o berço do descanso da alma…
O lugar onde a palavra aprende a ter peso justamente por não ser dita.
É a forma mais honesta de permanecer inteiro quando as palavras já não alcançam.
E se restar alguém que sinta, que se contente com o sentir.
Porque há afetos que não precisam de voz para continuar verdadeiros — sobrevivem, intactos, exatamente no espaço onde o silêncio começa.
- Relacionados
- Navegar é preciso, viver não é preciso
- 153 frases de reflexão para ampliar os seus horizontes
- Poemas sobre crítica social (a poesia como espelho da sociedade)
- Poesia Contemporânea
- 127 frases de viagem inspiradoras para quem ama explorar o mundo
- Frases para refletir e mudar a forma de enxergar o mundo
- Frases sobre política para transformar sua visão do mundo
