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Poemas sobre o Mar

Cerca de 10737 poemas sobre o Mar

Pescador magoado


Mar ganancioso!
Levou, levou tudo!
Levou minhas jóias
Minhas roupas e o meu amor;
Pelo menos, a minha alma limpou.
Navegando nas águas que um dia me machucou;
Me roubou;
Me lavou;
Minhas feridas limpou;
Meu coração salvou;
Minha alma abraçou;
Com peixes me alimentou
e a minha renda aumentou.
Grato, mas maldito mar!

Ah, água do mar,
apaga qualquer dor
que por aqui passar.
Remove os vestígios
da maldade do mundo
e faz com que
suas ondas levem
tudo o que for negativo.

BRASÍLIA
A flor do cerrado
não tem praia nem mar
mas tem lindo lago
de lábios rosados
e olhos azuis
que se prendem ao céu.
Tem pedra bonita
tem luz de pepita
e lua de cristal
Brasília é infinita
constelação de poderes
estrelas soberbas
que sobem e que caem
do alto da torre
à rampa do congresso...
Brasília é rock roll
da Capital Inicial
das Plbes Rudes
e Renatos Russos
de camelos e Para-lamas
do voo da gaivota
da Asa Norte à Asa Sul
Brasília é uma flor
que ainda desabrochou
da praça sem poderes
ao autódromo esquecido
governo falido
servidor ausente...
Brasília de presente
de passado distante
da fé do bandeirante
do padre sonhador
Brasilia ainda é menina
de laços de fita
que o poeta cantor.
Eu amo Brasília
em suas grandezas
e em suas carências
quem dera que um dia
o vale perdido
o dito paraíso
sem medo e sem culpa
assumisse a sua sina
de ser jovem menina
na paz entre os homens
na justiça e no amor.

Evan do Carmo

⁠Ela amava o mar,
assim como eu amava o rio
mas a estrada do destino
não cruzou nossos caminhos,
assim o mar ainda a espera,
o rio que era meu sonho,
virou um deserto de quimera.

Carrego Tempestades


Carrego o mar de sensações
Através de reinventar das rotas
Refaço caminhos separados de nós
Tendência das maresias
Profundidade do olhar
Estado da nossa conexão fascinante.

As águas ensinam, sem dizer nada.

O rio flui.
O mar renova.

Acolhem, abraçam
e me descansam em seus seios.

As águas…

Como me têm as águas.

Poema para Miguel


Aromas marinhos,
o ar do mar,
Miguel Marinho.
No som das ondas
sentidos despertos...
Nos convida a viver o pleno
Miguel Lemos.

Aquietar-me


Há mar;
Finito...
suas ondas, sem parar.
São meus pensamentos
que só se aquietam
quando adormeço.

O fundo é o que menos espera.
O futuro é agora.
O mar é como um vento.
Nada se encontra, mas você o pode sentir. ★
Então o que estamos esperando? Nada, só se aprofundar nele. †

Pensandor.




Na calmaria do mar posso ver espelhado o meu rosto e as searas, mas nunca o reboliço e a profundidade de um coração que ama.

O mar é profundo. ≈
Mas ninguém espera o que tem no fundo...
E eu quero me aprofundar nele.
Até encontrar o fundo.
Mesmo que eu não consiga.
Eu vou tentar. ★

A VIGÍLIA INTERIOR DIANTE DO MAR.
Do Livro: Dor, Alegria Dos Homens.
Autor: Escritor:Marcelo Caetano Monteiro .
Ano: 2005.

"Vejo-me sentado à beira do mar,
com os olhos a perscrutar as ondas,
e as ondas a me segredarem um canto antigo,
minha alma em auréola silente,
balouçando entre a areia e o sopro do crepúsculo.

Meus papéis e tintas jazem aos pés da escuridão,
mas ó amada, contempla e sente,
pois das águas ascende o arpão invisível
que fere e consagra, que dilacera e recria.

Uma vastidão de estro arrebata-me
e entrega-me de volta o coração como oferenda.
Então o maestro das dores profundas
toma-me pela voz e pela carne
com o rigor de uma perfeição austera.

Ergo-me desse antro de sombras
e entrego-me à poesia mais pura,
aquela que nasce sem letras,
somente de espírito em brasa.

Das trevas ergue-se tua mão,
e eu te ofereço a flor mais rara do dia,
cultivada no inverno férreo da alma,
no labor severo de meu próprio suplício.

Resta-me, contudo, a onda derradeira
que me instrui sobre o amar,
entre papéis dispersos e o sopro da aspiração.
E de tudo o que me desfolha
ainda me floresces, amada.

As ondas retornam e batem nas pedras,
gravando nelas o testemunho do que fomos,
as marcas decantadas de duas almas consagradas,
errantes, mas unidas na devoção que não se extingue."

O Sol Adormece em Mim


O mar pousa na minha janela
dos olhos
e o sol
adormece em mim.


(Suzete Brainer)

VER DE CIMA

Olhe os telhados, as aves, o mar...

A serra se aconchega a cordilheira

Derrama a cachoeira

E acolhe o vale ternamente

É assim que se ver de cima

As nuvens são travesseiros dourados

Para as divindades dos crepúsculos,

Ou para as crenças de nossas fantasias...

O rio serpenteia em busca de um encontro

Onde repouse no olhar, numa navegação,

Nas redes de um pescador

De cima se ver assim

Então fecha tuas asas no topo da montanha

E perceba que os últimos raios do ocaso

É comemorado pelos pardais, pelas cigarras

Pelos morcegos, pelos insetos,

Por todas as insignificâncias

Que torna tudo grandioso e contemplativo

E alimenta essa necessidade de voar bem alto.

⁠MAR DE MARIA

A Maria Bethânia...


Se não posso dar-te, o verde mar...
E não posso dar-te, a luz do dia
Dar-te-ei portanto, o que nos versos há
De mim e do meu mar de simbologia...

Mar de Deus...
Mar que é seu
Mar que vislumbro...

Mar de Zeus...
Mar de breu
Mar de gira-mundo...

É o mesmo mar que se recosta...
O mesmo mar que vem e volta
O mesmo que minh'alma conforta...

Mar de todos os santos...
Mar de portos, tantos!
Mar de cantos e prosas...

Mar da grandiosa Baía...
Mar da luminosa rainha
Mar de coroas e rosas...

Mar de verde água luzidia...
Mar que não é o de Sophia
Mar que é só... Mar de Maria!
(MAR DE MARIA - Edilon Moreira, Maio/2015)

Entre Vinho e Mar

Começou com um encontro,
um jantar de olhares demorados
e taças de vinho
que refletiam o brilho da expectativa.


A música nos chamou.
No tango,
nossos corpos aprenderam
a linguagem do silêncio:
peito contra peito,
respiração misturada,
passos que se reconheciam
como se já se soubessem de cor.


A noite nos levou até o mar.
Tirei meus saltos,
e a areia fria recebeu nossos pés descalços.
Caminhamos devagar,
de mãos dadas,
rindo como dois cúmplices
que descobriram um segredo.


O vento brincava com meus cabelos,
e eu sentia seu olhar
percorrendo cada gesto meu
com uma ternura inquieta.


Voltamos para o hotel
com o sal do mar ainda na pele
e um desejo tranquilo
crescendo entre nós.


No seu quarto,
a madrugada se abriu
em abraços demorados
e promessas murmuradas entre beijos.


Amamos a noite inteira —
como se o tempo tivesse parado
só para ouvir
nossos corpos conversando.


Depois, no silêncio suave da madrugada,
eu te observei.
O teu sorriso…
aquele sorriso de quem ama
e encontra paz
só por me ter ao lado.


O teu cheiro ainda me envolve,
quente, familiar.


E aquela camisa azul-bebê
sobre a tua pele
parecia feita de céu,
iluminando você
como se a noite inteira
tivesse sido desenhada
apenas para nos encontrar.

O Mar Está Ali

O mar está ali.
E hoje, Marli, é você quem parte.

Suas malas estão prontas,
e o caminho se abre à sua frente.

Ao atravessar o jardim,
não olhe para trás.
Sorria.
Você sempre foi do bem,
sempre amiga,
sempre luz.

Lembramos dos seus cabelos vermelhos,
da sua ousadia serena,
da sua marca única,
gravada em nós.

O mar está ali.
E nele deixo, por ora, o meu adeus.

Que a luz divina te cubra por inteiro,
que a paz te envolva,
e que o amor te conduza.

O mar estava ali.
Agora, ele vive em outro lugar —
dentro de nós.

Meu adeus a você, Marli.
Com amor,
com saudade,
com gratidão.

Minha amiga, te amo.
Que Deus, em Sua infinita misericórdia,
esteja com você.
Adeus, Marli.

Máscara
Disfarça e segue, até porque a neve não está caindo.
A inexistência de frio é marcante; apenas o seu coração permanece gelado.

A minha vontade é vê-lo puxar a janela do seu âmago e atirar ao chão a sua máscara, para que, lá embaixo, eu enxergue os seus olhos frios. Mas, ao me levantar e encarar a sua face, percebo que tudo não passa de uma farsa libidinosa para me atrair — um anjo sem escrúpulos.

É isso que séculos de escuridão fazem: transformam uma chuva de verão em tempestade fria. Vou dar um tempo, até que a brisa quente chegue. Temo, às vezes, que ao dormir eu escute o barulho da chuva cair em flocos, que a tempestade gélida retorne e o tremor me atinja.

Ai de mim!...

Oro
Choro
E imploro...
E acabei afogada
Num imenso ´Mar de Lágrimas!...

***

Não Me Conformo

Deve ser por isso que escrevo tanto.
Sou um ser que não se conforma,
mar que se agita e que descansa,
buscando coragem nas frestas do vento
para seguir navegando onde a alma pede.

O oceano sou eu, às vezes fúria, às vezes silêncio, ondas que guardam forças,
máscaras que caem como folhas cansadas,
revelando rostos frágeis no chão.

Fecho os olhos e tento não encarar a malícia
em sorrisos frios,
em olhares que ferem sem som,
o mundo parece um palco de teatro com sombras antigas, e eu, pequena, tento compreender devagar.

Até onde amar? Onde cabe o meu grito?
Sem exagero, sem falta , só o suficiente,
pra não passaar do ponto.
A vida é um roteiro marcado,
e sigo lendo suas linhas com cuidado.

Os monstros… são humanos escondidos,
amigos às vezes, outras vezes espelhos partidos.
Aperto minha intensidade com ternura,
e choro quando o peito precisa aliviar.

Mas tomo meu gole de coragem diária,
mesmo quando a armadura pesa demais pra usar,
mesmo quando machuca o que já estava sensível.
Ainda assim caminho, esperando gestos simples, pequenas delicadezas que o mundo deixa cair pelo caminho, como migalhas de pães.

Só tento continuar sem perder a esperança.
O simples me resgata a cada novo dia, o espontâneo me abraça forte, e a verdade da natureza sempre me deixa emocionada.
Sempre.