Poemas sobre Homens Covardes
Talvez Culpar a Vítima seja a maneira mais Covarde que a Indignação Seletiva encontra para
passar pano
para a Injusta Agressão.
Porque é mais fácil distorcer a dor do outro do que encarar a própria omissão.
Mais confortável questionar a roupa, o horário, o comportamento — qualquer detalhe periférico — do que admitir que o problema mora, de fato, na mentalidade que Naturaliza o Desrespeito e Romantiza o Controle.
O Machismo Estrutural, muitas vezes, não grita — ele sussurra.
Ele se esconde em comentários “inofensivos”, em julgamentos disfarçados de conselho, em críticas que nunca recaem sobre quem agride, mas sempre sobre quem sofre.
É uma lógica bastante perversa: transforma a vítima em ré e absolve o agressor com a cumplicidade silenciosa de quem prefere não se indispor.
E assim, a indignação deixa de ser justiça e vira conveniência.
Escolhe lados não pela ética, mas pela identificação, pela ideologia, pelo conforto de não confrontar aquilo que exige mudança interna.
É seletiva porque não é sobre o que aconteceu — é sobre com quem aconteceu.
Mas toda vez que se culpa a vítima, reforça-se impreterivelmente o ciclo.
Toda vez que se relativiza a agressão, legitima-se sua repetição.
E toda vez que se silencia diante disso, constrói-se um ambiente onde o medo fala mais alto que a dignidade.
Romper com isso exige muito mais do que discursos à pronta entrega — exige coragem.
Coragem de reconhecer privilégios, de rever crenças e de se posicionar com firmeza mesmo quando é desconfortável.
Porque justiça de verdade não escolhe conveniência.
E respeito não admite exceções.
No fim, a pergunta que fica não é sobre o que a Vítima poderia ter feito diferente — mas sobre o que nós, enquanto sociedade, ainda insistimos em não mudar.
Culpar a vítima é o jeitinho mais covarde que um covarde encontra para passar pano para o outro.
Porque exige muito menos coragem apontar o dedo para quem já está ferido do que confrontar quem causou a ferida.
É uma inversão confortável: desloca o peso da responsabilidade, alivia consciências e preserva estruturas que jamais sobreviveriam se fossem encaradas com honestidade.
No fundo, culpar a vítima é também uma tentativa de manter a ilusão de controle.
É como se, ao dizer “ela provocou”, “ele procurou”, “poderia ter evitado”, criássemos uma falsa sensação de que o mundo é justo — e que, agindo “certo”, estaremos imunes.
Mas essa lógica não protege ninguém, apenas silencia quem mais precisa ser ouvido.
Há também um componente de cumplicidade disfarçada.
Quando alguém relativiza a dor alheia, não está apenas emitindo opinião — está, consciente ou não, ajudando a normalizar o comportamento de quem causou o dano.
E toda normalização é um terreno fértil para repetição.
Encarar a verdade exige desconforto.
Exige reconhecer que o erro está onde dói admitir, que a violência muitas vezes vem de onde se esperava proteção, e que o mundo não é tão equilibrado quanto gostaríamos.
Por isso, tantos preferem o atalho da covardia: culpar quem sofreu.
Mas nenhuma sociedade amadurece enquanto insiste em punir a vítima duas vezes — primeiro pelo que sofreu, depois pelo julgamento que recebe.
E talvez o verdadeiro teste de caráter não esteja em nunca errar, mas em escolher, diante do erro dos outros, não se tornar cúmplice dele.
Se os Covardes lutassem as guerras que planejam, certamente o mundo já teria encontrado a Paz.
Há uma distância muito confortável entre desejar o conflito e encarar suas consequências.
É nesse intervalo que muitos se escondem — inflamam discursos, alimentam rivalidades e espalham certezas, mas jamais se colocam na linha de frente daquilo que defendem com tanta convicção.
A guerra, para esses, é sempre uma ideia… nunca uma vivência.
O problema é que palavras também ferem, inflamam e mobilizam.
Quem planta o ódio, mesmo à distância, terceiriza a dor para outros corpos, outras famílias, outras realidades.
A covardia não está apenas em fugir do confronto físico, mas em instigar batalhas sem assumir qualquer responsabilidade pelo rastro medonho que deixam.
Talvez a paz não seja tão inalcançável quanto parece — talvez ela seja apenas sabotada por aqueles que preferem o conforto da retórica ao peso da realidade.
Porque quem conhece de perto o custo de uma guerra dificilmente a romantiza.
Quem sente na pele o impacto da destruição não a trata como solução.
No fim, verdadeira coragem não está em lutar, mas em evitar a luta quando ela pode ser evitada.
Está em conter o impulso, em desarmar o discurso, em recusar o papel de incendiário em um mundo que já arde demais.
Se todos fossem obrigados a sustentar, com o sacrifício da própria vida, as guerras que desejam — ou escolhem —, talvez descobríssemos algo essencial: a maioria dos conflitos nunca teria começado.
1506
"Dizem que o covarde que matou Lennon teria dito que o livro do Salinger o inspirou. Mentira generalizada: dele e de quem tenta sustentar isso. O livro era 'apenas' o Livro do Momento, na época. Como foi, por exemplo, 'O Pequeno Príncipe', anos anteriores. O resto é Conversa. Conversa Fiada!"
1505
"Decidir pelos Outros como deve ser a Vida dos Outros é o quê? Alguns disfarçam, mas agem assim!"
1504
"Falar Mal dos Outros desabona qualquer Fachada!"
Como podemos ser covardes conosco mesmos
e nos ater a uma subserviente ignorância
onde há uma obrigatoriedade que acorrenta,
que machuca e só oprime nossa capacidade,
como se fosse os enganos uma prioridade,
que o universo divino sempre conspira afavor,
porque um "deus" irreal e alucinante inferiu,
em palavras escritas no códice de um tempo,
que devemos nos afundar e depois nos afogar,
como um sérvido e pacato pescador de ilusões,
no fosso negro de uma fé legada em absurdos,
que nos cega e nos conduz em vias dolorosas,
rumo a um surreal e sutil "paraíso eterno"!
Almany Sol - 28/09/2012
Corvos covardes se corromperam se unindo aos abutres.
Invadiram no romper da aurora, minhas terras onde moro.
Ataques violentos incessantemente devastavam as esperanças semeadas
O espantalho não os intimidava, pois os aliados lhe garantiam impunidade.
Nas terras vizinhas o mesmo mal se abatia.
Em terras distantes com perdas enormes foi possível os afugentar.
Tal exemplo foi seguido por poucos que não suportaram a humilhação.
Mas não tiveram a mesma sorte, pois aqui sequer havia munição apenas coragem.
Nossos irmãos foram aniquilados sem piedade.
Alguns nem mesmo podem ser velados por ocultação de cadáveres.
Coube o tempo adubar o solo para as gerações futuras.
Ainda hoje somos obrigados a acatar uma determinação do Ministério da Agricultura...
É terminantemente proibido caçar corvos.
E na televisão os abutres ostentam seu poderio
Ausentei-me de mim!
Assim fazem...
Aqueles que não sabem sentir dor...
Os covardes alheiam-se e mascaram-se nas frestas da indiferença...
Assim, eu ausentei-me de mim!
Sem coragem de fitar nos olhos da minha fraqueza...
Fiz-me imortal...
Aqui e agora é nosso dia de júbilo!
*
Quem mostra a outra face e um cão covarde!
*
Eu sou o meu próprio redendor.
*
Os abençoados são os que tem uma mente poderosa.
...Numa batalha se leva o amor
Volta com ele
Mas, acompanhado da sua dor
O covarde a teme,
O preguiçoso foge
Eu não correrei
Mesmo enfermo
Irei lutar
Viver ou morrer
Vou com os dois.
Mas, estarei um dia no paraíso
No espírito só com o amor"
Triste por ser covarde
Quem dera eu ter a coragem
Minhas meninas estão chorando
Eu me derramo querendo curar
Dê a tua dor
Eu sinto ela por ti
Sinta o meu amor
Ver o rosto inchado sorrir
Faz partir tamanha dor.
Diz pro menino que chora
Que estou do outro lado da porta
Esperando ele sorrir
Diz que pouco demora
Pro medo ir embora
E eu com fé corajosa vou dizer
Que o espinho da rosa sairá de ti.
Repare...
O fraco é forte também.
Assim como o valente
É covarde.
Nem sempre ser forte
Significa aguentar,
As vezes é o frágil
Que vai suportar.
Na sociedade ond vivemos
Juram proteger inocentes mas passam a mão na cabeça de covardes
Nos fazem jurar dizer a verdade nada além da verdade mas são comprados antes de entrar no tribunal
Direitos todos temos des que tenha uma maleta na mão
O sistema no papel é bom mas o problema é que na prática só a corrupção
O DESTINO DOS COVARDES
Triste é a escolha daqueles que vão na contra mão do coração, insistem em dizer não, machucam a si mesmo numa eterna frustração.
É certo que ir contra a correnteza não dá, pois é óbvio que seguir o rio é a coisa melhor que há, é que simplesmente preenche e o coração não mais sente aquele temor de errar.
Mas aos que insistem em correr deixo meu lamento e digo que a solidão te espera num possível momento, o futuro te aguarda cheio de arrependimento, será triste o vazio que sentirás aqui dentro 👉♥️.
06/11/18
“A palavra covarde cria uma mensagem de aflição, mas o entendimento do senhor lhe traz o conforto.”
Giovane Silva Santos
Minha mente pensante enxerga 3 faces no brasileiro, o sonhador, o covarde e o desprovido do conhecimento, vejo que muitos mecanismos e o interesse devido pode fortalecer o entendimento para que os covardes não enterre os sonhos, mas a demanda feroz e gritante da energia que inibe a luta abate os ânimos de muitos, porém permanece a voz ecoando daquele que lutou e gritou incessantemente pela luta da justiça.
Giovane Silva Santos
Nem sempre ter "medo" faz de alguém um "covarde".
Por trás do "medo" há o receio de perder algo muito valioso
De deixar só, alguém muito importante
Não tenha vergonha de ter "medo"
Alguns amam demais para arriscar tudo por nada
Se ter "medo" e sinônimo de ser "covarde", receba essa ofensa com muita naturalidade.
Não há nada, nem ninguém nesse mundo, além daqueles que você ama, que mereça o risco de se provar o contrário.
Quem não tem "medo"
Não se importa com o que há de mais belo e valioso em sua vida.
Se você tem quem te ama
Quem depende de você...
Tenha "medo".
Nem tudo nessé mundo vale a adrenalina ou risco de perder a vida e fazer dos dias de quem te ama, os piores possíveis.
Tenha "medo", sempre!
Pensar sem hipocrisia
Dentro do meu ego covarde
Que alimenta a chama que arde
Pela intolerância do mundo que é sua e também minha
Vou colocando pendências mesmo tarde
Simplesmente a palavra de cada dia
Renova e com o temor se alia
Entendendo simplesmente não ter razão
Pensar sem hipocrisia
Revolto comigo e também com os céus
Não sem de merecimentos e de culpas
Ainda que a Deus são dados os troféus
Mas também me perco no embaraço das lutas
Tão pequeno sou que minha fragilidade mergulha na ingratidão
Penso que sou aquela criança abandonada
Que as bênçãos não são alcançadas
Essa minha vida turbulenta
Emoção que a mente pede arrego
Uma caminhada sem chão
Um caminho do medo
Simplesmente a palavra de cada dia
Renova e com o temor se alia
Entendendo simplesmente não ter razão
Pensar sem hipocrisia
Medo que a enfermidade se apodera
Que os anjos abandonam
Que os sonhos adormeçam
Se o céus não me aceite
Então vou dizer
Pra que viver
Se nunca sou merecedor
De experimentar a água da fonte
Na planície ou no monte
Oh, medo, segredo
Perdoe se errei no enredo.
Giovane Silva Santos
