Poemas sobre Dias
O mistério dos teus olhos,
Castanhos e nordestinos,
Lembra os dias coloridos,
Marcante como passos,
Na areia e no coração,
O étereo beijo não dado,
Pela poesia sublimado,
Mas não esquecido,
Ainda me balança,
Tal como a palmeira
Ao vento de maracaípe,
Confundo Pernambuco,
Com Sergipe, e até parece
Que bebi um alambique.
Eu te vejo em boas letras,
Invernais e de verão febris,
Porque és meu chão,
És meu Norte e meu Sul,
Nem desconfia que és meu,
Tu és meu tudo e meu nada,
Tens todas as misturas,
Do que chamam de raças,
És verdejante por tuas matas,
Auri e profundo pelo teu ouro,
Azul pelo teu céu e teus mares,
Pleno, celeste e Sudeste,
Lindo até no seu Centro-Oeste,
Em berço coroado de estrelas,
És a minha constelação - e meu país.
Podem vir dias com pouco sol,
Não temo, confio em nós;
Porque o amor canta
Como um rouxinol.
Temos bons motivos,
Para nunca sermos sós,
E para ficarmos a sós:
É a primavera em floração
Fazendo companhia
Faça chuva ou faça sol.
Através destas mil fotografias
Que também são poesias,
- vou laçando o seu [coração
Porque se ama com os olhos, com a boca
E também com o [coração.
Com amor o campo se faz florido
Independente de [estação,
Vou nos perfumando
E provocando mil caminhos
Até o pote no final do arco- íris,
Que é o seu carinhoso [coração.
Trazemos um conjunto de manias, taras,
Costumes, hábitos - e doces perfumes.
Um conjunto de intenções que aos olhos denuncia,
Desse pecado não quero me fazer remida,
Sou a verdadeira miragem que não se apaga,
Carrego a honra do meu corpo nu de mulher amada,
A minha pele ao sabor do teu prazer - cintila.
Em finas letras jogadas ao vento - da forma mais 'feminina',
Provoco-te em poesias porque leio o teu pensamento,
Sei que esse você está para surgir
Novamente a qualquer momento:
Por isso a minh'alma não está aflita,
Vou seguindo semeando versos
Neste infinito campo de tulipas.
Não preciso de
dias ensolarados
ou enluarados
para ver com
os meus olhos
a soberba a pé
me encarando
como se fosse
gente agindo
para despejar
diariamente
o seu lixo para
tentar forçar
um desconforto,
Neste mundo
onde campos
que têm arbustos,
e outros tipos
vegetação são
chamados de
campos sujos,
nós podemos
exigir o quê?
Onde se ensina
o fel da língua
para as gerações
mais novas,
e muitos vivem
entrincheirados
na inveja, cobiça,
mentira, ofensa
e arrogância
sem cessar
conspirando
além do tempo
pela destruição
da vida alheia;
Neste mundo
que nomeia
de campos limpos
os campos que
perderam toda
a originalidade
como verdade
de fato fosse,
sempre forçando
convencer de tudo
que é equivocado,
no final do dia
só sei que cada
um que se esforça
para isolar e destruir
por onde passa
acaba me divertindo.
Ontem num arroubo após assistir o debate com o Ministro Dias Toffoli eu havia escrito o seguinte: temos lei o suficiente para regular a liberdade de expressão e a liberdade de imprensa. Não precisamos de mais nenhuma novidade.
Ops! Precisamos, sim! No caso das pessoas que usam compulsivamente a rede social para atazanar umas as outras e subverter a ordem pública. Fornecer tratamento psicológico impositivo pela justiça para a compulsão digital delas já é o suficiente.
Para combater as Fakenews é bem simples para ser aplicada nas mais variadas redes sociais: criação de uma janela com o mesmo alcance de enquetes ou dos posts patrocinados ou a inclusão do esclarecimento nos assuntos do momento.
Não preciso que ninguém seja o meu "editor", se eu errar faço seguinte: apago o post, dou o direito de resposta ou peço retratação. Simples assim.
Eu penso em você
todos os dias
doidamente:
o meu peito
insistemente por ti
não para de bater,
me vejo nesses
lábios desfrutando
saborosamente.
Sem me revelar
a sua identidade,
tu me enviaste
as rosas favoritas
para invadir de vez
estes dias cinzas
com a tua presença
sedução e magia.
O meu amor vai
ao seu encontro
onde a Lua Azul,
Júpiter e Saturno
se encontraram
fiéis em conjunção,
e o nascer laranja
dela se ergueu
tal como sentinela.
Da minha cesta
espalho pétalas
de papoulas brancas
para dizer não
a todas as guerras,
abraçando a missão
de ser a centelha
da pacificação,
de alma e coração
em poesia e oração.
O meu amor vai
pelas estradas
do mundo sem
ao teu encontro
com igual coragem
do destino de quem
provou que da onde
menos se espera
a História foi tecida,
pelas estrelas
e para as Nações.
Que todos os dias que estão porvir sejam melhores para todas nós e nossos amores:
A todas mulheres do mundo desejo o quê há de melhor nesta vida.
Faltam dois dias
para treze de março,
que completará três
anos que o General
continua injustiçado.
Uma tropa de ouro
em igual e trágico
Calvário: os vícios
não modificaram,
é visível que valores
seguem ignorados.
Um Pai reclama
pelo filho que não
permitem há mais
de vinte dias contato,
é triste a falta de tato.
Não importa o quê
o garoto tenha feito,
o sentimento do Pai
merece respeito;
se numa Pátria não
há respeito ao amor,
nada tem mais jeito.
Se há um coração
no teu peito não
permita que tudo
siga continuando
deste mesmo jeito.
Todos os dias pergunto onde
foram parar os direitos humanos
do povo, da tropa e do General
(((Este é o poema)))
Superam os cento e oitenta
dias de tribunais fechados,
não tenho nada para festejar:
a tropa, o General e outros
presos de consciência como
eles estão nos calabouços
completamente encerrados.
A Noite dos Lápis continua
mais viva do que antes
e espargida pelo continente:
aqui ainda é lugar de prender,
desaparecer, matar e torturar.
Muitos não me compreendem
porque me importo tanto com
povos que lutam pela liberdade:
é porque não tenho encontrado
sequer notícia de igual heroísmo
(em meu próprio amável solo)
chagado pela chama da ambição.
A Amazônia, o Pantanal e o Cerrado
estão indo como cinzas ao vento
vítimas do sopro da indiferença,
e se continuar assim nem mais serão.
Em tempos de tribunais
há mais de cento e oitenta
dias todos fechados,
olharia no profundo
dos olhos de azabache
do General e de tantos
outros para dizer que
não existe meia verdade.
Não é mistério para ninguém
que a reconciliação
foi de fato pela metade
e que para quem merece
é liberdade ou liberdade.
O General que está preso
injustamente desde
o trágico dia 13 março
há mais de dois anos
ainda não foi nem
preliminarmente julgado,
e segue vítima de uma
conspiração covarde:
notícias dele ninguém sabe.
Há uma imensa tropa
passando por igual sufoco,
dizer que ocorreu total
reconciliação não é verdade;
não adianta ninguém esconder
o quê o mundo inteiro sabe.
Civis e bons militares
sofrem a soma dos dias
além da noite escura,
e de todos os limites...,
não é mais segredo
para ninguém que
a repressão para todos
tem escolhido somente
os revolucionários,
para o horror ter mais
poder sobre um povo.
Cada letra de cada verso
tem sido um grito,
porque a conta tem sido
pesada em demasia,
uns há mais de 160 dias
sem acesso à justiça,
o General está vivendo
há 891 dias de injustiça,
todo o dia tem sido
descoberta uma intriga.
Neste continente todo
o dia temos respirado
o ar pesado da agonia
agravando a pandemia,
turvando a convivência,
obscurecendo a visão
e na mais frágil filha
do libertador Bolívar,
a dor de um golpe tem
sido igualmente minha.
Foi um susto na COB
e também nas Bartolinas,
assim recordo para
que não seja nunca
mais na vida esquecida,
um continente dentro
de outro e um oceano
de gente perseguida:
odiar para muitos
virou saborosa rotina,
e o Protocolo de Ushuaia
não tem servido para nada.
Arabutã
Nos silêncios dos dias
o meu coração começa
a cantar quando penso
como é lindo o amor
que eu sinto e sempre
você o retribui inteiro.
O meu coração canta
sem parar que parece
o encontro de bandas
alegres a comemorar
no auge da Kerbfest,
e assim fico a flutuar.
Arabutã da minha vida
o teu florescer é poesia
pura sem nenhum exagero:
eu te amo cabocla, alemã
e por tua História inteira
de uma linda cidade
de gente amável e brasileira.
O encanto do coração que
se renova nas corredeiras
e quando a trinca de rios
que beijam o Rio Uruguai,
Faz agradecer pela paz
e a querer viver ainda mais.
És motivo da lavoura
da minha alegria toda
e das flores dos ipês da praça
enfeitando quando
caem até nos meus cabelos,
Da água da Cachoeira
em Canhada Grande
tenho orgulho da tua
gente de coração gigante.
Arabutã és terra amorosa,
e não há tesouro exuberante
ou raro diamante que ocupem
no Oeste Catarinense
o meu fascínio pelos sabores
desta cidade entusiasmante.
As gotas
de amor
do General
de olhos
inabaláveis
de azabache
vem todos
os dias
fazendo
um oceano
pelo futuro
para que
não se perca
a fé na vida.
Não dá para
fingir que
as mestras
não estão
indignadas,
Por cada uma
sofro em dobro,
Não sejam
um estorvo,
Vocês não
sabem o quê
elas passam.
Não se trata
de uma teoria:
O Coronel
está com
a filha detida.
Foi assinado um
acordo parcial
com a minoria,
Creio que
a palavra
será cumprida.
Só Deus sabe
quando vão
soltar a tropa
e o General,
Não desistirei
de seguir
por cada um
pedindo em
tons reais
e de harpa celestial.
Todos os dias
inconformada
com a prisão
da tropa
e do General,
minh'alma
arde como
a Amazônia
em chamas:
a rima assopra,
a poesia alenta
e me faz pedir
um destino
feliz à Pátria
sul-americana.
É necessário
abandonar
o fatal
e como ideal
assumir
a tolerância
com todos os
mais frágeis:
enfermos,
pessoas com
deficiência
idosos,
mulheres,
crianças,
e naturalmente
com a Natureza.
Você bem
sabe que
quero saber
dos nove
comuneros
e que não
é correto
mantê-los
presos,...
e sei que não
sou ninguém
para dar
lição de moral:
que sejam
capturados
os que fazem
mau uso
da ágora digital;
Comemorações
em letras laranjas
que anunciaram
a liberdade
da campesina,
em nós vibra
um continente
que não olvida
de abandonar
o sonho de
vir a ter uma
terra produtiva.
Balneário Rincão
Meu Balneário Rincão,
façam dias de frio ou calor,
tu és a razão deste amor
com todas idas e vindas.
A tua História forte,
indígena e desbravadora
está escrita nesta cidade
gentil, alegre e sedutora.
Meu Balneário Rincão,
encanto do litoral sul
que captura o coração
e dele é a plataforma.
Mesmo que a sua gente
amável não me veja,
Sou eu a poetisa do mar
que nas ondas verseja.
Meu Balneário Rincão,
encanto do litoral sul
que beija os olhos
com as lagoas e o céu azul.
Faltando um dia
para completar
cinquenta dias,
Acompanhei
em mil orações
os passos
dos velhos pais
rumo ao quartel
em busca
do filho General
injustamente detido;
Sofro com eles
o silêncio
ensurdecedor
do inferno de cinco
e malditas letras,
para que
tu
não te esqueças: ...
a minha outra
parte também
é cigana e perdoa,
mas também pragueja,
Espero que ele
ainda esteja vivo; ...
da irmã ouvi
o desesperado grito,
O General para mim
continua desaparecido.
Todos os dias
irrazoavelmente
têm sido trágicos
para as tropas,
Não posso fingir
que não vi e me
eximir de falar
simplesmente,
Destes tristes
e outros fatos
do continente.
O General está
desaparecido,
Creio que não
esteja mais vivo,
Não há nenhuma
notícia de alívio
E não vou parar
de perguntar
até o encontrar.
O silêncio grita
alto nos ouvidos,
Dois Generais
e dois destinos
convergentes,
Ambos presos
injustamente
por proposital
falta de provas
para torturá-los
sistematicamente.
Neste mau
tempo que
não anda
para frente
e para trás,
Já fazem
34 dias
que a família
do General
não está
em paz,
São poucos dias,
mas suficientes
para preocupar
a todos demais.
Não vou
deixar perder
a crença,
Até mesmo
se houver
qualquer
sentença,
Porque
culpa todos
sabem
que não há;
Essa prisão
é fruto de
uma cruel
injustiça
que ali está.
E assim
contando
outras histórias
latinoamericanas
de agonia
para tentar
manter vivas
as memórias.
Perguntando
sem parar
nenhum minuto
até saber:
se o General está
desaparecido,
e se está vivo,
onde é que
ele foi parar?
Se preciso for
tenho poesia
até o meu
último suspiro
para perguntar
onde é que
o General foi parar.
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